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anna terra, o quadro


Eu não consegui misturar esse post com o da exposição toda. Foi especial demais, sabe?

Quem acompanha o blog entende que eu e Carol temos um caso de amor há alguns anos, que começou quando trabalhávamos juntas, e depois no separamos, e juntamos de novo e fomos novamente afastadas uma da outra. Mas só profissionalmente, claro, já que não trabalhamos mais na mesma agência. Já que eu não tiro mais as fotos pro Small Fashion Diary. Já que não temos mais nosso bolinho de bacia da padaria, nem o café depois do almoço, nem a fugida no meio da tarde. E foi por tudo isso que a noite de ontem foi tão especial. Porque quando a saudade tem dessas coisas.

Ontem foi a vernissage (achei chic, hein) da exposição de Carol, que reuniu grandes amigos e grandes saudades. E então eu estava lá, toda trabalhada na máquina fotográfica registrando a exposição, quando me deparei com meu quadro. Isso mesmo. MEU quadro. Carol disse que tinha uma surpresa pra mim, mas eu não imaginei que ela fosse me fazer essa homenagem tão linda… Gente, eu caí em prantos automaticamente. Chorei, chorei, chorei. E depois eu percebi que não chorava só pela homenagem, mas pela saudade. Como Carol, Lucila, Miau, Myrella, Danilo e todo pessoal tão especial da Plano b) me deixa com saudades. Porque lá eu fiz mais do que contatos, eu fiz amigos de verdade, pra toda vida. E foi isso que me fez soluçar por alguns longos minutos. E eu sou dessas que se eu estou com vontade de chorar, eu choro, e não tô nem aí se tem gente vendo. Chorar não faz vergonha pra ninguém, é uma expressão tão sincera quanto uma crise de riso.

Então eu quero agradecer Carol não só pelo quadro, mas por ser assim tão especial na minha vida. Por ser tão fundamental para o meu bem estar. Porque eu percebi que períodos longos de distância dela não me fazem muito bem…

Carol, te amo <3

E vocês aguardem só um pouquinho que já já sai o post completo da exposição :)


mais paletes na decoração


Eu sei que vocês já viram de tudo com paletes (ou pallets, tanto faz). Eu já fiz esse post com vários móveis, e ainda fiz esse outro post mais recentemente, sobre uma linda mesa de paletes. Mas não tem jeito. Sempre que eu vejo algo legal com esse tipo de madeira me dá vontade de postar. Acho lindo, acho ecologicamente correto, acho criativo, confortável, aconchegante, quer mais do que isso? :P

Essas fotos eu peguei lá no Mundo Possível, e são da uma agência de publicidade Brandbase, em Amsterdã. Fazia tempo que eu não postava ambientes corporativos, né? Eu gostei desse por ser simples, apenas com preto, branco e cor de madeira. Pra mim, esse ambiente tem o equilíbrio perfeito do conforto: não é igual a sala da nossa casa, que dá vontade de afundar no sofá e dormir, nem frita como uma sala de espera de hospital. É o equilíbrio entre o rústico e o clean. Achei pefeito para  um escritório :)


bota cor na favela


Como vocês já sabem, eu estou numa correria danada no trabalho e atualmente tenho me alimentado de links que ganho de presente. E isso tem me feito muito bem, afinal, vejo que só me mandam coisas lindas dizendo que é minha cara. Me sinto elogiada :)

Hoje foi a vez de Rapha, uma querida amiga que há anos eu não vejo pessoalmente, mas que a vida de twitter e blog nos aproximou. Ela é sempre carinhosa nos comentários aqui no blog, no facebook, no twitter, e eu sempre acho que não retribuo bem todo esse carinho. Então, para tentar me desculpar, fica aqui pra todo mundo o meu MUITO OBRIGADA RAPHA! Pela atenção, pelo carinho, pelos links e por ter o Raphanomundo, um blog de viagens que me vaz embarcar junto por aí :)

E foi Rapha que me mostrou essas lindas imagens de uma das favelas do Rio. Eu já tinha ouvido falar do projeto desses dois pintores holandeses que desde 2006 colocam um pouco mais de vida nas favelas cariocas.

(Um parênteses para minha opinião: Pode ter gente que vai olhar e dizer: podia pegar esse dinheiro todinho aí de tinta e fazer uma escola, um hospital, uma praça para os moradores. De que adianta ter uma parede pintada toda colorida se a vida na favela é uma tristeza? Ma eu não penso assim. Não mesmo. Pra mim, cor é vida. E eu penso exatamente o contrário: se a vida na favela já é uma tristeza, porque não colocar, ao menos, um pouco de cor pra inspirar essas pessoas? Para levar um pouco de vida pra quem sempre vê a morte tão de perto? Eu acho que cuidar do que se vê é muito importante, não só pela beleza, mas pela essência. Eles são pintores, e o que eles podem fazer para melhorar a vida dessas pessoas é pintar. E você, o que faz pra melhorar a vida de quem não tem dinheiro pra te pagar? Pensem nisso.)

Voltando. Haas&Hahn fazem muito mais do que colorir as casas. Eles incentivam crianças e adolescentes a aprender, ensinando as técnicas e dando oficinas. Essas carpas mesmo, que eu escolhi pra finalizar o post, foram pintadas por pessoas da comunidade. Agora vai dizer que uma pintura dessa só transforma por fora? Não mesmo. Transforma de fora pra dentro, mas transforma para melhor.

Para conhecer mais o trabalho desses artistas, acessem o site e curtam a página no Facebook :)

Mais uma vez, valeu Rapha!


cachecol de retalhos de camisa


Hoje não ia ter post. Na verdade, hoje não deveria ter post. Estou correndinho aqui no trabalho… Mas quando a querida (e sumida) Sofia do Buteco Feminino me mostrou esse link eu tive que postar. Eu adorei! Claro que eu sou a favor da doação das camisas velhas para pessoas que precisam. Claro que eu não iria comprar camisas novas para fazer isso. Mas claro que eu achei uma coisa linda de viver.

É ou não é?



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