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dia dos pais


Podem falar que o Dia dos Pais é uma data comercial imposta pela sociedade capitalista, que só foi criada pra estimular o consumo e que não tem fundamento. Podem falar o que quiser, mas pra mim sempre será o Dia dos Pais. O dia de telefonar para o meu pai, de falar o quanto eu o amo e o quanto ele é importante pra mim.

Eu nunca morei com meu pai, e só moramos na mesma cidade até os meus 6 anos. Desde então, não lembro de ter passado um dia dos pais com ele. Eu não lembrar não quer dizer que nunca aconteceu, quer dizer que eu apenas não me recordo. Lembro das vezes que minha mãe foi ao dia dos pais da escola, quando ele já morava em São Paulo. Lembro de passar as férias inteiras com ele, viajando de carro por Minas, São Paulo, Rio e Espírito Santo. Lembro muito bem que meu pai nunca deixou de ser pai por morar longe.

A distância de alguns mil quilômetros nunca foi o sucifiente para nos separar. Ele sempre foi um pai de verdade, que reclamava do boletim, que me dava presentes, que me fazia surpresas e que ficava abestalhado ao ver a filha crescendo, como todo pai. Ele sempre acompanhou os meus passos, cada um deles, sofrendo e sorrindo de longe. Aguentou fases difíceis, aguentou conhecer namorados, aguentou minha rebeldia e minhas tatuagens. Aguentou o que não é fácil, ver a filha sair de casa pra morar com o namorado, sem casar nem nada. Tudo bem que ele também nunca casou de verdade, e hoje tem uma família muito feliz com sua esposa e com o meu super amado irmão.

Meu pai é um pai de verdade, que chora toda vez que nos despedimos no aeroporto, e que deve estar chorando se estiver lendo esse texto. Meu pai é um pai de verdade, preocupado, carinhoso, forte e ciumento. Meu pai é um pai de verdade, que eu posso abraçar, beijar, e  sentar numa mesa de bar, beber cerveja e falar sobre a vida. Porque mesmo que eu não possa estar com ele todas as vezes que eu quero, ele sempre vai estar quando eu precisar, porque meu pai é um pai de verdade.

E graças a você pai, e a minha mãe que também é meio pai, eu tenho estrelas para me guiar e para iluminar o meu caminho. Eu tenho histórias para me inspirar e para me emocionar. É por vocês que eu tenho força para passar as dificuldades que me aparecem, porque elas nunca são tão grandes quanto as que vocês tiveram que passar. E é por isso que não tem nenhuma alma anticapitalista que vá me fazer deixar de comemorar o dia dos pais como um dia importante pra mim. Porque o meu pai, é um pai de verdade.


um pouco de cor na minha sexta-feira


Quando eu disse aqui que a minha sexta-feira estava com cara de quarta, cinza e triste, Paolo resolveu mudar isso e fazer com que o meu fim de semana começasse com um pouco mais de cor. É, ele é desses que manda bouquet de flores (se rasguem de inveja).

Mesmo ele sabendo que minhas flores preferidas são as do campo… Mesmo ele sabendo que eu prefiro flores plantadas ao invés das de corte… Mesmo ele sabendo que o que realmente dá cor ao meu dia é o sorriso dele… Ele me mandou esse bouquet. E eu trouxe para vocês, porque todo mundo merece uma sexta-feira colorida.

Obrigada, amor.

Te amo.


quarta-feira


Hoje queria fazer um post bem sexta-feira, bem início de fim de semana, bem alegre e colorido. Mas minha sexta-feira está cinza, chuvosa, cheia de trabalho e com muito sono. Hoje tá com cara de quarta-feira. Aquele dia da semana quando você não tem mais a energia que recarregou no fim de semana, e que nem está perto da semana acabar. Acho a quarta-feira um dia estranho, e hoje o dia está assim. Pelo menos pra mim.

Acordei com frio, almocei sozinha, acho que levei uma multa de estacionamento e estou com sono demais pra conseguir me concentrar. A parte boa foi ter ido na Livraria Cultura e encontrado o livro que meu querido amigo que eu gosto de graça, Ely, tinha me indicado. Longe é um lugar que não existe é um livro de Richard Bach que fala de amizade. É lindo, com ilustrações de H. Lee Shapiro e com uma mensagem inocente e cheia de verdade. Dei de presente pra Carol, já que ele foi escrito para falar da nossa amizade (mesmo que tenha sido lançado em 1976, quando nenhuma das duas era nascida ainda).

E o que ilustra esse post é uma imagem bem quarta-feira, que eu encontrei no tumblr Tryphena. Eu não tenho um plano. Eu só quero sentar no pátio e beber café com você durante todo verão. Ou inverno, como é o meu caso. Vamos?


massa com shitake



Continuando a saga das receitas usando as encomendas do Mercadão, dessa vez eu preparei uma massa com shitake. Ok, confesso que eu não sei quando a massa deixa de ser talharim pra se tornar fettuccine (desculpa ai a ignorância), por isso resolvi chamar de massa, apenas massa.

Eu nunca tinha feito shitake em casa. Confesso que estranhei. Quando coloquei ele pra hidratar, o cheiro dele na água quente era de um miojo com tempero. Olha que loucura, será que foi só comigo? Alguém mais sente cheiro de caldo pronto no shitake? Ou será só paranóia de quem detesta cubos de caldo e temperos prontos?

Mas bem, derreti mais ou menos uma colher de sopa de manteiga e dourei uma cebola picada em pedaços pequenininhos. Hidratei o shitake por uns 5 ou 7 minutos, escorri e misturei ele ao refogado, juntando mais manteiga. Refoguei bem, bem mesmo, e depois temperei com molho de soja. Juntei ao refogado uma caixinha de creme de leite, um pouco de leite pra dissolver, pimenta do reino, uns pedaços de gorgonzola, uma colher de queijo cremoso e acertei o sal com shoyu. Então é só colocar em cima de uma massa, um fettuccine ou um penne, por exemplo, e se deliciar. Eu ainda salpiquei uma pimenta do reino, porque eu adoro pimenta e porque ia dar um charme na foto. :P

Confesso que o risoto al funghi me conquistou mais, mas essa massa também ficou muito boa. Alguma sugestão para outra metade do meu pacote de shitake? Ou o de funghi? Fico agradecida :)



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