forneria do santa

A Forneria do Santa é uma simpática e aconchegante pizzaria que eu conheci em São Paulo. Ela fica em Moema, numa casa de tijolos aparentes coberta de plantas, que simplesmente me encantou. A decoração é a coisa mais linda do mundo, feita em sua maioria com peças de demolição, antiguidades e novo uso de antigos materiais, como as luminárias de lata. O ambiente é muito agradável, com pouca luz e muitas velas. Ah, como eu amo velas. Elas sempre dão esse toque romântico e mágico aos ambientes. Tem coisa mais linda que esses quadrinhos? Todos são com alto relevo, acho que de madeira. É tudo realmente belo. O banheiro, que eu não fotografei, tem o chão coberto por folhas de eucalipto, que quando a gente entra e pisa sobre um cheiro muito mais agradável que qualquer aromatizador de ambientes que vendem por ai.

O atendimento é ótimo, o chopp é gelado e a pizza é simplesmente maravilhosa. Servida individualmente, ela vem em um prato grande de cerâmica trabalhada, rodeada de folhas de rúcula fatiadas e partida ao meio. A massa é fina, crocante nas beiradas e suculenta no meio, com um molho de tomate que deixa qualquer recheio maravilhoso. Eu fui de funghi e palmito, e Paolo de margherita e tomate seco. E as duas estavam uma delícia. É ralmente um lugar muito agradável, que dá vontade de morar lá dentro. Principalmente se já vier com o forno à lenha sempre aceso, e a choppeira sempre gelada :P

domingo de crepe


O domingo dos pais foi assim. Em cuidando da casa e da cozinha. Paolo, como pai de Chica, escolheu o prato do dia: crepe. Comecei esquentando com uma entradinha de salame, amendoim, azeitona e pão com tomate seco, enquanto bebericávamos uma cervejinha. Depois separei todos os ingredientes que poderiam ir no crepe e preparei a massa. Receitinha básica de um ovo, uma xícara de leite e outra de farinha de trigo com uma pitada de fermento, temperada com sal, pimenta chili e açafrão. Preparei o disco numa frigideira de teflon limpa, e quando um lado ficou pronto eu virei e já levei à mesa para rechear. Escolhi alguns dos ingredientes e levei novamente ao fogo por um tempinho. Então é só fechar, colocar um molho por cima (usei o de tomate pelado com temepro caseiro) e pronto. Acompanhei com uma alface bem temperadinha e foi a melhor coisa do mundo.

Para a sobremesa eu preparei uma massa diferente para o crepe, usando a mesma base, mas temperada com canela, açúcar mascavo, baunilha e cacau em pó. Usei geléia de morango pra rechear, e sorvete de creme para acompanhar. Nem preciso dizer que ficou dos céus, né? :)

E assim foi o meu domingo. Delicioso :)

os desidratados

Esse fim de semana foi a vez dos desidratados ganharem espaço na minha geladeira. Primeiro o tomate seco, que hidratei na água quente por uns 20 minutos, escorri, sequei no papel toalha e coloquei num vidro com azeite Gallo Reserva (tava na promô!) temperado com um pouco de vinagre de maçã (eu não tinha de vinho branco…) alho, louro, tomilho e pimenta do reino. Ficou uma delícia :)

Depois Cami me deu um pouco do chimichurri que ela também encomendou do Mercadão, e hidratei com azeite e vinagre, usando a seguinte proporção: uma medida de chimichurri, para uma medida de vinagre, para duas medidas de azeite. Não tem erro, fica muito bom.

E assim minha geladeira ganhou dois novos moradores muito gostosos :)

dia dos pais

Podem falar que o Dia dos Pais é uma data comercial imposta pela sociedade capitalista, que só foi criada pra estimular o consumo e que não tem fundamento. Podem falar o que quiser, mas pra mim sempre será o Dia dos Pais. O dia de telefonar para o meu pai, de falar o quanto eu o amo e o quanto ele é importante pra mim.

Eu nunca morei com meu pai, e só moramos na mesma cidade até os meus 6 anos. Desde então, não lembro de ter passado um dia dos pais com ele. Eu não lembrar não quer dizer que nunca aconteceu, quer dizer que eu apenas não me recordo. Lembro das vezes que minha mãe foi ao dia dos pais da escola, quando ele já morava em São Paulo. Lembro de passar as férias inteiras com ele, viajando de carro por Minas, São Paulo, Rio e Espírito Santo. Lembro muito bem que meu pai nunca deixou de ser pai por morar longe.

A distância de alguns mil quilômetros nunca foi o sucifiente para nos separar. Ele sempre foi um pai de verdade, que reclamava do boletim, que me dava presentes, que me fazia surpresas e que ficava abestalhado ao ver a filha crescendo, como todo pai. Ele sempre acompanhou os meus passos, cada um deles, sofrendo e sorrindo de longe. Aguentou fases difíceis, aguentou conhecer namorados, aguentou minha rebeldia e minhas tatuagens. Aguentou o que não é fácil, ver a filha sair de casa pra morar com o namorado, sem casar nem nada. Tudo bem que ele também nunca casou de verdade, e hoje tem uma família muito feliz com sua esposa e com o meu super amado irmão.

Meu pai é um pai de verdade, que chora toda vez que nos despedimos no aeroporto, e que deve estar chorando se estiver lendo esse texto. Meu pai é um pai de verdade, preocupado, carinhoso, forte e ciumento. Meu pai é um pai de verdade, que eu posso abraçar, beijar, e  sentar numa mesa de bar, beber cerveja e falar sobre a vida. Porque mesmo que eu não possa estar com ele todas as vezes que eu quero, ele sempre vai estar quando eu precisar, porque meu pai é um pai de verdade.

E graças a você pai, e a minha mãe que também é meio pai, eu tenho estrelas para me guiar e para iluminar o meu caminho. Eu tenho histórias para me inspirar e para me emocionar. É por vocês que eu tenho força para passar as dificuldades que me aparecem, porque elas nunca são tão grandes quanto as que vocês tiveram que passar. E é por isso que não tem nenhuma alma anticapitalista que vá me fazer deixar de comemorar o dia dos pais como um dia importante pra mim. Porque o meu pai, é um pai de verdade.