porque eu tenho este blog?

Hoje eu acordei e, por conta de um sonho, fui direto pro computador olhar umas coisas. Terminei abrindo meu e-mail, e lá eu encontrei um comentário que me fez pensar porque eu mantenho esse blog. O que me faz postar todos os dias. E eu resolvi fazer esse post.

Quando criei o Ideias de Fim de Semana, ele era exatamente isso. As minhas ideias de fim de semana. Eu estava precisando fazer terapia, e resolvi fazê-la de forma independente. Comecei a dedicar parte do meu tempo a cuidar mais da minha casa, e a fazer algumas artes manuais e a cozinhar mais. Eu tinha o maior prazer em fazer porta-copos de jornal, móbile de cartão de visita, quadros de cozinha, porta-retrato em potes de vidro, pintado na parede ou simplesmente coberto de tecido. Cuidava do meu pequeno e humilde jardim de varanda, fazia velas e transformava tudo isso em posts.

Com o tempo, ou com a falta dele, eu comecei a me dedicar menos a minha terapia, e o blog passou um tempinho parado. Mas automaticamente meu corpo e minha mente sentiram os efeitos, e eu percebi que tinha que voltar. Eu precisava mais do blog do que ele de mim. E voltei com força total. Para garantir mais atualizações, comecei a abrir o meu leque de possibilidades, e resolvi postar sobre arte, fotografia, design, decoração, culinária e tudo mais que eu ficasse feliz em ver. O foco do blog mudou, mas acredito que mudou pra melhor.

Rapidamente lancei um novo layout, transferi do blogger pro wordpress e comecei a precisar cada vez mais dele. E ele de mim. Criei um carinho, um afeto, um amor por esse blog que não tem como explicar. Até soltei “eu queria morar dentro do meu blog”. Não dentro das casas lindas que eu posto, não dentro do servidor, não dentro do layout. Dentro do blog. Esse meu cantinho virtual, que eu considero minha casa que tem as portas abertas para o mundo. E nele eu colocaria uma placa “aqui mora uma blogueira feliz”.

E, como acredito que felicidade é totalmente contagiante, comecei a receber e-mails, tweets e comentários cada vez mais carinhosos. E eu comecei a ver que era isso que me dava forças para postar. Porque o meu blog, além de me fazer feliz, estava levando felicidade para pessoas de diferentes estados do Brasil e de outros países do mundo. Então hoje, quando abri minha caixa de entrada estava este comentário:

Olá Anna
Conheci seu blog há pouco tempo, através do JC. Achei uma graça. Há algum tempo resolvi dar uma simplificada na minha vida e me estressar menos com tudo. Vem dando certo e achei seu blog a cara desse minha nova fase. Hoje foi um dia meio cinza, aí resolvi ler seus posts mais antigos, pra relaxar… Li todos. Gostoso demais. Vc parece uma menina bacana que se alegra com os prazeres possíveis. Me identifiquei mais ainda descobrindo coisas em comum. Pimenta, trabalhos manuais, ser casada com “o amor da vida”, amigos, cervejinha etc… Ah e tem seu nome tbm… Acho lindo, li o post em que vc fala como lidava com ele na infância mas que depois passou a gostar. Prestei bem atenção nas suas palavras pra ajudar minha filha(4 anos) com as possíveis futuras “brincadeirinhas” dos coleguinhas afinal ela se chama.. Lara Lua! Espero que ela tbm goste dele depois de grande! Bem Anna é isso, esse comentário é só pra agradecer por ter deixado meu dia mais colorido. Engraçado essa “intimidade” que a internet dá, né? Moramos na mesma cidade, mas não a conheço pessoalmente e ainda assim me atrevo  a dizer seu blog me deixou mais leve hj. Mas hj acho mesmo que não devemos deixar passar a oportunidade de dizer pra alguém que ele foi importante pra gente. Bjo grande, Patricia.

Eu me arrepiei lendo e meus olhos se encheram d’água. Então perecebi que é exatamente essa a resposta pra minha pergunta. É por isso que eu tenho esse blog. É por comentários como esse. É para levar alegria para as pessoas. Para compartilhar o que mais me faz feliz, minhas histórias, minhas fotos, minhas comidas, meu amor. E encontrar pessoas que, como eu, precisam de terapia, precisam relaxar e buscam o Ideias de Fim de Semana. Virou uma terapia em grupo, e quem mais sai ganhando sou eu.

Então resolvi começar o dia agradecendo. Porque cada pessoa que lê, cada uma que comenta, cada e-mail que eu recebo, me faz mais feliz. Me faz ver o sentido da vida, por mais piégas que isso seja. Porque eu acredito que cada um tem uma missão, e a minha começou a ser cumprida depois que eu fiz esse blog.

Obrigada Ideias de Fim de Semana. Obrigada você, que lê, vê e sente este blog.

Obrigada.

receitas de uma foto só


Eu desisti de postar o They Draw and Cook, que apesar de ser tão legal, eu vi em quase todos os blogs da blogosfera :P Mas como esse eu só vi no Marketing na Cozinha e no Update or Die Gourmet, resolvi trazer pra vocês. É um trabalho lindo e apetitoso da fotógrafa Marina Aurora (nome lindo, né?), que faz fotos que mostram desde os ingredientes completos da receita, até o resultado final. Tudo na ordem do modo de preparo, quase uma receita passo a passo.

Eu adorei :)

um talento colorido aflorado durante a guerra

Recebi esse link da querida amiga Larissa, que me mandou dizendo que achou a cara do Ideias. Fico tão feliz quando me mandam coisas assim tão lindas dizendo que lembraram do meu humilde bloguinho :)

A artista Liat Yaniv é de Israel e começou a desenhar em 1991, durante a Guerra do Golfo, quando tinha 13 anos e muito medo. Diante de um cenário de guerra, ela descobriu a felicidade numa caixa de 30 lápis coloridos e páginas de papel, e desde então o seu talento foi só se desenvolvendo. Hoje, como paper worker, Liat cria essas lindas e coloridas figuras através de recortes de jornal. Mas não é assim tão fácil como você pensa. Ela não colore, todas as cores são recortadas e montadas. É só jornal, tesoura, cola e muita inspiração. Além das imagens, Liat também cria bonecos com esses recortes. Lindos papers-toy-arts :P E tem mais coisas fofas e coloridas no blog dela.

Fiquei encantada com a delicadeza do material, e impressionada em como um talento tão colorido foi aflorado em plena guerra. Tá de parabéns ;)

marmita do dia: rocambole de carne moída

Eu digo que esse é o coringão das marmitas. É a coisa mais simples do mundo, e depois dele ninguém pode dizer que não sabe cozinhar. Não querer é beeem diferente de não saber ;) Esse rocambole é para aquele dia que você quer algo rápido, simples (como eu quero todos os dias), ou que você quer fazer para congelar e comer depois. Muitas vezes faço porções individuais dele, congelo e como durante a semana. É a praticidade em forma de rocambole :P

Algumas pessoas me pediram para fazer mais passo-a-passo das receitas, mas as minhas são sempre tão simples que dá até dó. Mas para mostrar que é simples mesmo, tá aí os detalhes do coringão. Primeiro você pega aquela carne moída de primeira, com menos gordura, e coloca numa bacia, aí é acreditar nos temperos. Antes, quando eu realmente não sabia fazer nada na cozinha, eu temperava a carne só com um pacote de sopa de cebola em pó e pronto. Mas quando comecei o meu processo de desintoxicação na cozinha, tirando todos esses temperos prontos, descobri como a sopa de cebola deixava o rocambole enjoativo.

Então eu joguei na bacia uma cebola ralada, sal, sal defumado, pimenta preta, salsa, canela, orégano e um pouco de aveia pra dar uma liga, mas você pode fazer com o que tiver em casa :) Depois de colocar a mão na massa e deixar a carne bem homogênea, é abrir para enrolar. Para rocamboles maiores, e que vão ser assados na hora, eu recomendo abrir num papel manteiga. Para rocamboles menores, porções diárias, para assar no outro dia ou para congelar, sugiro o papel filme, como eu fiz. Abri numa superfície que ele conseguisse aderir. O ideal era a minha falecida mesa de vidro, mas funcionou no tampo de granito. Aí é abrir a “massa” e preparar o recheio, que mais uma vez é com o que tiver em casa. Fiz muitas vezes com queijo, persunto e orégano, que minha irmã adora, mas o de hoje levou cenoura cozida no vapor e queijo mussarela com orégano povilhado. Aí é só enrolar, o que não dá pra descrever detalhadamente. Mas o que eu posso dizer é que você levanta a ponta que vai começar a enrolar, e com a ponta dos dedos amassa quando completar uma volta. Então é ir soltando do plástico/papel e ir enrolando e amassando de leve, só pra compactar.

Dica: Se for assar só no outro dia, como é o caso desse rocambole que fiz pra Paolo almoçar com nossa diarista, eu aconselho deixar ele cru, enrolado no plástico filme, para apurar o tempero. O meu, esse pequeno e pronto da foto, eu assei hoje mesmo, porque depois da foto ele pulou direto pra minha marmita :)

Aí é a parte mais difícil, que é colocar em forno pré-aquecido, coberto com papel alumínio e esperar :P O tempo varia de acordo com o tamanho do rocambole, mas sugiro colocar primeiro com o papel alumínio, e depois tirar para ele dourar. Difícil, né? O de hoje acompanha um arrozinho do marido, salada e uma batata de forno igualmente difícil de fazer :P Cortei as rodelas, joguei um molho branco por cima e priu, forno.

Agora por favor, não vai dizer por aí que só sabe fazer ovo frito, tá? :)