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bode na brasa de gravatá


Eu acho que o Bode na Brasa está para Gravatá, como Brilhozinho está para Recife. É aquele lugar simples, onde você é atendido com simpatia e onde te servem uma comida maravilhosa. Foi mais um lugar ótimo que minha mãe levou a gente para conhecer no fim de semana passado.

Na volta de Serra Negra, depois de ter parado no Centro de Artesanato de Bezerros, em Seu Biro e no Pólo Moveleiro de Gravatá, minha mãe declara que está com desejo de comer, vejam só, perua guisada. Oi? Isso mesmo. Ou minha mãe comia a tal perua guisada, ou o fim de semana dela não ia terminar bem. E como o fim de semana era dela, e ela sempre merece todos os agrados do mundo, fomos até o Bode na Brasa.

Ela já conhecia, é outra das suas paradas secretas do interior. Como a gente não estava com fome, era só desejo mesmo, não pedimos refeição. Para petisco pedimos meia porção de perua guisada, e meia de bode na brasa. A perua estava uma delícia, ela tem uma textura e um sabor diferente da galinha. Foi servida num rechaud de barro para manter quentinha, e se quiser ela pode ser à cabidela (ou ao molho pardo, como dizem poraí). O filé de bode foi uma coisdelouco. Já declarei aqui o quando eu acho delícia esses bichos que berram. Carneiro, bode, cordeiro, qualquer um desses. É uma carne com um sabor forte, muito suculenta, e considerada a mais saudável das carnes vermelhas. O bode é servido assim, no espeto, desossado, e você escolhe se quer com ou sem gordura. A gente escolheu sem, e estava delicioso. Desses que desmancham na boca, sabe? Pronto.

A responsável pela cozinha, que tem a sua foto estampada até no cardápio, é Dona Marina. Com sua simpatia, seus olhos claros e sua mão de ouro, ela ve fazendo a sua clientela fiel há quinze anos. O Bode na Brasa fica meio escondido, mas eu vou tentar explicar. Você pega a pista local em Gravatá, passa pelo giradouro e pega a pista sentido Gravatá – Recife. Passa a DaFonte Veículos, depois do Boi na Brasa pega a primeira a direita, que é uma ruazinha estreita, e novamente a direita. É só seguir as placas. No fim da rua você vai ver essa casa coberta de plantas, com algum carro na frente e algum passarinho cantando. É só ir entrando. Bruno, o filho da dona Marina, recebeu a gente muito bem, com muita simpatia e bom humor. Foi ótimo e virou parada obrigatória para quem vai até Gravatá.

E quando a gente estava saindo, eu vi esse fusquinha com esse adesivo genial. “Veim mai tá pago” hahaha! Boa, boa, porque o meu é mais novo e ainda não tá! hahaha!


os amigos de serra negra


Ah, como eu amo bichinhos :P Tenho meu amor declarado a todos eles.

O xalé onde nós passamos o último fim de semana é ótimo, tem uma vista linda e é bem confortável. O tempo que nós passamos lá, porém, não foi de todo traquilo. Eu não vou falar do som de boate no xalé ao lado, às 22h da noite. E vou poupar de dizer que estava estupidamente alto para abafar sons er… digamos… constrangedores.  Prometo não falar nada sobre isso.

Vou falar das coisas boas. Os bichos :D Quando chegamos fomos recebidos por um cachorro mancando, mas muito carinhoso. Lindo, do nariz marrom e dos olhos claros. Colocamos o nome dele de sexta-feira, não pergunte porque. Ele é muito brincalhão, e adora pular, lamber, morder, mas sem machucar. Ele é muito feliz :) Vai ver é por isso que o dono pisa nele. Ops.

As ovelhas chegaram berrando. Acho que estavam dando as boas vindas :P Tinha uma delas que tava prenha, e outra que tinha uma mancha branca no formato de um triângulo certinho. Colocamos o nome das de colapso, perplexo e complexo. Piadinha interna da família. Ah, elas gostaram mesmo foi do carro de mamis. Tentaram umas duas vezes morder a maçaneta :P

E para deixar a gente ainda mais encantado, chega o gato. Putz, como eu amo gatos. E eu acho que eles me amam também. Sempre rola uma troca de carinhos :) Quando minha irmã viu o gato tomando banho, fazendo posições complexas “de ioga” para se lamber, ela colocou o nome dele de Buda. Oi? Mas tudo bem, ficou. Buda ficou logo junto da gente, e enquanto eu tirava um chochilo na poltrona, ele subiu em mim pra fazer compainha. Ele é muito carinhoso :) Deve ser por isso que o dono puxa ele pelo rabo. Ops.

Ainda bem que só passamos uma noite lá e, apesar dos pesares, conseguimos tomar vinho, cerveja, comer queijos e jogar conversa fora. Tudo isso sentindo o friozinho especial de Serra Negra. Como a minha mãe diz, com a nuvem entrando dentro de casa. Serra Negra tem várias casinhas para alugar, xalezinhos, pousadas. Tenho certeza que algumas ótimas :) Sem esquecer do Ayatana Parador, né. Vale conhecer, principalmente no inverno.


parador ayatana, o paraíso de serra negra


Este é o prometido e bem falado Parador Ayatana, um verdadeiro paraíso em Serra Negra. É um spa e pousada que tem 4 chalés, todos temáticos: Indiano, que é o das fotos, Anos 60, Brasileirinho e Indonésio. Todos eles foram construídos aproveitando pedras naturais, muito comuns nos terrenos de Serra Negra.

O Parador Ayatana foi todo idealizado e construído pelo simpático casal Cristina e Celso. Ela, apesar de não ser arquiteta nem nada do tipo, fez todo o projeto do lugar, inclusive dos quartos, e toda a decoração também. Ela garimpa cada peça exclusiva que me deixou maluca. Você vai andando e reparando como tem coisas lindas, únicas, antigas, e sendo usadas de uma forma que eu nunca pensei.

Eu só estou postando algumas poucas fotos aqui, mas tem muito mais fotos no Flickr.

A primeira foto  mostra o bar e o restaurante de lá, e é cheio de detalhes maravilhosos. Esse banco é um banco de bonde antigo, e o encosto é móvel e muda de lado. Como o bonde não fazia a volta, quando ele ia retornar os acentos mudavam de sentido arrastando o encosto. Genial, né?

Essa “parede” com peças de ferro foi toda projetada e montada por Cristina, que juntou vários pedaços de ferro, misturou com espelhos, quadros, pranchas, livros, porta-velas e mais um monte de coisas que a gente vai descobrindo enquando vai olhando. É um ambiente super confortável e bem iluminado, já que as paredes são janelões de vidro.

A outra foto mostra um pouquinho do banheiro de lá, que também é cheio de surpresas. Essa cadeira é daqueles barbeiros antigos, sabe? E o quadro que tá perto dela traz um antigo cortador de cabelo, o avô dessas máquinas de cortar de hoje. Muito interessante. Ah, e o que eu achei mais lindo foi a sinalização de feminino e masculino. A Cristina (ô mulher criativa, viu) pegou um sapato lindo que o marido não usava, e um lindo dela que estava incomodando, pintou e colocou nas portas. Não tinha como ser melhor, né?

A terceira composição de fotos mostra a adega, montada em cima de uma das pedras naturais do terreno, que é totalmente climatizada e organizada. E mostra também o projeto que a Cristina (sim, sempre ela) fez e levou para os oleiros de Tracunhaém executarem. É uma lareira móvel, para lugares abertos. Não é incrível? Para quem quer tomar um vinhozinho na beira da piscina e ficar quentinho ao mesmo tempo. Funciona super bem, a fumação vai pra longe e deixa todo mundo quentinho. Achei demais.

Mas as ideias geniais não param por aí. Vamos para a sauna. O que poderia uma sauna ter de tão diferente, né? Mas a sauna do Ayatana te esse buraco no chão, onde você cai direto na piscina depois de suar litros. Gente, não é um máximo? Fiquei babando. Tão simples e tão ótimo, né?

Aí agora é um show de detalhes. Essa rede incrível e maravilhosa, onde eu dormiria a minha vida inteira, fica perto da piscina, com vista para a serra, e é super confortável. E eu ainda coloquei o detalhe do quadrinho que tem no Chalé Indiano, pedindo silêncio. Eu amei muito esse quadro, ele é a minha cara. Sempre em busca de um momento silencioso e quieto para pensar e escrever. Amei e quero pra ontem.

E então nós fomos convidados a conhecer o Chalé Indiano, o único que estava disponível naquele fim de semana. É incrivelmente lindo. Tem uma salinha com um lareira, um banheiro com dois chuveiros no mesmo box, para o casal tomar banho junto de forma mais confortável, um quarto aconchegante, uma pérgola do lado de fora e um ofurô com vista para a serra. Quer mais? É sério, parece que todo lugar que você olha é confortável por lá. As lindas cadeiras de três pés que eu sou apaixonada, o sofá cheio de almofadas, e até um fino cochão colocado num cantinho entre a pedra do terreno e a parede.

Ah, e como se não bastasse, na área privativa do chalé ainda tem mais um cantinho que dá vontade de sentar e ficar por lá. E sabe o que é mais inteligente? É que, como esse cantinho é do lado de fora, eles cercaram com citronela. Ela é essa planta que parece um capim, por trás desse meio divã, meio rede, totalmente lindo. Aí com o suave cheiro dela os mosquitos são naturalmente repelidos. Não é lindo?

Confesso que fiquei muito curiosa para conhecer o Chalé Indonésio, já que eu terminei de ler Comer, Rezar, Amar, e é a Indonésia é a parte do amar. Deve ser lindo :)

Eu sei que eu já escrevi demais, mas acreditem, lá ainda tem MUITO mais coisas para ver, fotografar e escrever. Quem é de Recife e arredores tem que ir conhecer, nem que seja para comer alguma coisa e passear por lá.

Cristina e Celso, parabéns pelo Ayatana. É um lugar lindo, confortável, que tem uma energia deliciosa e encantadora. Espero voltar qualquer dia. Até lá :)



o cardápio do aniversário


Sabe aquela história de “a gente faz o aniversário mas quem ganha o presente é você”? Pronto, com a minha mãe é assim. Ela faz aniversário e leva eu, Malu e Paolo para passar um delicioso fim de semana em Serra Negra. E ainda leva a gente pra almoçar na Parador Ayatana, esse lugar que de tão lindo vai ter um post só dele amanhã :P

A cozinha do Ayatana é comandada por três jovens moças lá de Serra Negra. Que, por sua vez, são comandadas por Cristina, a dona, decoradora, arquiteta e chef gourmet do Ayatana. Que além de tudo é uma simpatia em pessoa.

Para começar o almoço de aniversário, uma salada individual deliciosa (sim, essa flor é comestível). Para o prato principal, eu e Malu fomos de filé alto na pedra com uma massa al funghi. Já minha mãe e Paolo dividiram esse lindo baião de dois. E estava tudo uma delícia. O filé estava do jeito que eu gosto. Bem mal passado, sangrando, e terminando o seu preparo ali na mesa, na pedra quente. Tão suculento que só de escrever minha boca encheu d’água.

A sobremesa já estava inclusa nos pratos, e foi surpreendente. Não só pelo bolo surpresa com velinhas para minha mãe, mas pelo sabor que as frutas tinham. Abacaxi e banana assados e temperados com curry. Putz, curry! Nunca pensei que ele ficasse bom em algo doce… Claro que foi só um pouco. O suficiente para ficar com aquela cara de ingrediente secreto, que todo mundo sente mas ninguém sabe o que é.

E acredite, a gastronomia de lá é só um detalhe perto do que é esse spa/pousada. :)

Veja mais fotos aqui no novo Flickr do Ideias :D



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