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dicas do primeiro dia em santiago do chile


Primeiro, isso não é um roteiro de Santiago, nem uma dica de roteiro. São algumas dicas sobre o que eu vivi em Santiago. Antes de ir, eu li muito sobre as cidades que ia visitar, e quando estava lá percebi que rolou uma ansiedade estranha. Muitas das dicas que eu li eram sobre lugares que você “tem que” ir, onde você “não pode deixar” de pisar, primeiro faz isso, depois aquilo, entre uma coisa e outra come aqui. Aí eu percebi que estava terminando “engessando” minha experiência baseada na dos outros. Que loucura, né? Ainda bem que me dei conta disso e fui deixando as coisas mais fluidas. E também ainda bem que aproveitei algumas das dicas e conheci lugares maravilhosos. Então, vamos equilibrar. :)

Ah, em Santiago eu ainda tinha celular, e como ele quebrou na metade da viagem, eu sigo publicando algumas fotos dos destinos no Instagram. Então se quiser seguir vai lá no @terrinha e acompanha pela hashtag #aresdaterra que é onde tô concentrando as fotos da viagem. :)

Do lado esquerdo do avião cordilheira dos andesEu já tinha visto essa dica e na hora de reservar o lugar no avião fui bem certeira: quero sentar na janelinha do lado esquerdo. Eu sempre durmo no avião. O vôo todo. Geralmente começo a dormir com ele ainda em solo, juro. Depois de ter feito RecifeGuarulhos dormindo, tava na hora de GuarulhosSantiago e eu fiquei com medo de não acordar pra ver a Cordilheira dos Andes. Mas eu acordei bem na hora que o piloto tava mandando colocar o cinto e se preparar que podia rolar turbulência, porque íamos sobrevoar os Andes.

Sem exagero: quando eu avistei a Cordilheira comecei a chorar. Foi algo automático. As montanhas apareceram, as lágrimas desceram. Foi bem forte. Não teve turbulência, não teve medo, não teve nada além dessa emoção impressionante. É uma coisa muito grandiosa, que de cima já dá pra ver. Eu sabia que ali ia começar uma relação de amor com essa espinha dorsal da América Latina. E começou. <3

Onde eu fiquei

Em Santiago eu fiquei num Airbnb que tava com um preço legal (R$39 por dia), que era perto de uma estação de metro e, pelo que eu tava pesquisando, tinha uma localização central. Escolhi tudo sozinha no feeling, antes mesmo de saber que seria ciceroneada por Gustavo, que mora na cidade.

Um parênteses sobre Gustavo e sobre o efeito que uma viagem tem nos relacionamentos interpessoais. Eu conheci Gustavo há uns 15 anos na academia do colégio. Nunca fomos amigos, nunca nos falamos além de um “oi oi” nos lugares que a gente frequentava. Temos muitos amigos em comum, frequentamos muitos lugares em comum, mas a vida tem disso. Eis que ele viu no Instagram que eu ia pra Santiago e se ofereceu pra me ajudar enquanto eu tivesse por lá. Um doce. E eu aceitei, claro. E durante esses 6 dias que estive na cidade ele me deu um suporte massa, saímos pra passear, comer, conversar, beber. E em poucos dias nasceu uma amizade que não nasceu em 15 anos. Interessante, né? Eu acho. Por isso (e por outras), obrigada Gustavo! :D

Na noite que cheguei em Santiago, ele foi me encontrar no prédio que eu tava hospedada e já foi logo me dizendo: você está numa localização foda! E repetiu isso enquanto me mostrava um pouco da vizinhança. Estava na boca da estação Baquedano do metro, que é bem central e que tem duas linhas que passam por ela. Estava na colada com a Plaza Italia, que divide a cidade entre a área mais “nobre” e a área mais “pobre”. Estava super perto da Calle Pio Nono e do Barrio Bellavista, um antro de bares, restaurantes e lugares pra dançar. Perto do Barrio Lastarria, lindo, histórico e cultural. Estava perto de padaria, mercadinho, praças, parques. Tudo isso pra fazer andando. Enfim, essa localização é babado mesmo e foi uma mão na roda estar por lá.

Show de Salsa na Maestra Vidamaestra vida

A primeira coisa que eu fiz em Santiago foi sair pra beber com Gustavo. E depois de chegar numa festa de aniversário de uma amiga dele, saímos pra ver um show de salsa no Maestra Vida. Que show arretado! Que banda! Que espaço massa. O lugar respira salsa. Aulas durante o dia, show de noite, tempo de bailar sempre! Encantada. Vale a visita.

Trocar dinheiro

Eu levei Pesos Chilenos suficientes para uns dois dias, e levei dólares pra trocar por lá. É mais negócio levar dólar do que real. No Paseo Ahumada é onde ficam a maioria das casas de câmbio. Desce na estação de metro Universidad de Chile e caminha pela rua e por umas transversais sacando as cotações. Geralmente a primeira casa de câmbio que tem na rua, do lado esquerdo logo depois da saída da estação, tem a melhor cotação. Mas claro que vale a pesquisa. Se ligar em só ir nas que ficam no térreo, que nas que ficam no primeiro andar dizem que rolam uns golpes. E também sempre pedir seu recibo.

Café com pernas

Uma das coisas mais bizarras que eu vi em Santiago foram os tais de “café com pernas“. No Paseo Ahumada tem alguns deles, e pelo que entendi são os mais “compostos”. Faça chuva, frio ou sol, as pessoas vão para esses cafés serem servidos por mulheres de minisaia, mini roupas e grandes saltos. Esses cafés ocupam boa parte das calçadas, então mesmo que você não entre, você vai presenciar a cena das mulheres indo e vindo com os pedidos, e os olhares acompanhando cada pedaço das curvas delas. Me deu logo uma agonia na alma. Triste.

Plaza de Armasplaza de armas de santiago 

Tá rolando pau de selfie sim. #aresdaterra 🌍#santiago #chile

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Eu bem distraída, saí andando pelo Paseo Ahumada, com meu café do Marley Coffee na mão, olhando as árvores, as pessoas, as lojas, e quando eu vi tava de frente pra uma praça linda! Tinha nem sacado mapa, nem gps, nem nada. Tava apenas caminhando. Aí quando cheguei que vi aquela praça toda linda, movimentada, cheguei junto de um guarda e perguntei no meu melhor espanhol “ô moço, que praça é essa, hein?” e ele me respondeu Plaza de Armas com uma cara de quem diz “ela tá falando sério?”.

Pois é, nem tinha me ligado que era mesmo um dos caminhos para a principal praça da cidade. E lá tem um monte de coisa linda pra ver, por dentro e por fora. Vale dar um rolê olhando as árvores, os mapas em placas de bronze no chão que mostram como era Santiago antigamente, a arquitetura dos prédios, as esculturas, as bandinhas que tocam lá de vez em quando, alguns artistas de rua se for mais perto do fim de semana.

Catedral Metropolitana de SantiagoCatedral Metropolitana de Santiago 2catedral metropolitana de santiagoCatedral Metropolitana de Santiago 4Catedral Metropolitana de Santiago 5Catedral Metropolitana de Santiago 3Catedral Metropolitana de Santiago 7Catedral Metropolitana de Santiago 8Catedral Metropolitana de Santiago 6Ela fica na Plaza de Armas e eu fiquei hipnotizada por essa Catedral. Eu, apesar de ser bem ressabiada com o catolicismo na história, sempre gosto de visitar igrejas por onde eu passo. Sua arte, sua história, sua presença sempre me interessa. Mas essa catedral aí bateu forte no tambor. QUE LUGAR LINDO! Quando entrei eu não sei quanto tempo fiquei abestalhada olhando o teto com suas pinturas. Meu olho demorou até chegar ao altar principal, que é bem grandioso.

Então comecei a caminhar, reparando os diferentes tipos de ladrilho que são usados no chão ao longo da Catedral. Fui parando em cada um dos altares laterais e vendo suas diferentes ornamentações, épocas diferentes de arte, diferentes simbologias. Tem dos mais rebuscados em madeira talhada, em ouro, em esculturas de mármore, até os mais “simples” em pedra ou em quadros. É muito interessante. Como não era horário de missa, dá pra ir em todos os ambientes. Passar por trás do altar principal e descer também para a Cripta Azorbispal, onde estão enterrados alguns padres e arcebispos importantes.

Entrada gratuita.

Correo Central  correo central santiago

Também na Plaza de Armas está o prédio do Correio Central, que é lindo por fora e por dentro. Entrei rapidamente pra ver como era e foi engraçado ver que a galera entra com cachorro e tudo, de boas, em vários lugares. Cidade pet friendly <3 Tava rolando uma exposição sobre as mulheres na aviação, interessante e bem simples. Passei a vista pelo teto de vidro, dei uma andadinha e saí.

Museo Histórico Nacional museo historico nacional(Eu tô aqui sem entender se eu me abestalhei e não tirei foto mesmo da fachada linda do Museo Histórico Nacional, já que do lado de dentro não pode tirar foto, ou se eu me contentei em tirar só do celular e perdi junto com algumas outras fotos que corromperam no tilt todo que ele deu no Atacama… Essa foto é de dentro do pátio e não mostra nada da beleza que ele tem. Mimimi)

Ao lado do Correo Central está o Museo Histórico Nacional. Entrei despretenciosa e fui olhando as coisas. Um funcionário do museu viu que eu tava sozinha e começou a puxar assunto. Saiu me contando um monte de história paralela da história do Chile, altos babados e fofocas hahaha :P Apresentou algumas coisas das salas por onde eu passei e foi meio que de guia. Mas ele é segurança de lá e não podia ficar de papo assim, néam. Então ele deu a dica: pegar um audioguia por 1000 pesos (+- R$5,55), que pode ser em português, inglês ou espanhol. Foi o melhor investimento.

Saí andando pelas salas, que são divididas pelas épocas da história do Chile, aprendendo um monte de coisa. Como tinha uma escola por lá, e as crianças/ adolescentes são muito barulhentos (haha eu velha), fui desviando do caminho deles e vi que tava fazendo a história do Chile de traz pra frente. Isso deu um pequeno tilt na minha mente, não vou mentir. Mas vida que segue. :P

Mercado Central  mercado central de santiagomercado central de santiago 2mercado central de santiago 3mercado central de santiago 4mercado central de santiago 6mercado central de santiago 5mercado central de santiago 7Geralmente ir ao mercado público principal é meu passeio preferido nas cidades. É o que eu gosto de fazer primeiro, ou pelo menos no primeiro dia. E em Santiago não foi diferente. Parei num Centro de Informações Turísticas na Plaza de Armas, peguei um mapa e fui caminhando até lá, e tem uns prédios bem bonitos no caminho.Eu já tinha lido mil coisas sobre como o mercado é caro, como é pega turista, como você vai ser assediado pelos garçons, eu já sabia de tudo isso. Mas fui. E fui querendo comer. Porque eu não sou obrigada. :P Eu estava super curiosa pelos frutos do mar de lá, e até voltei a comer peixe pra não me negar a nenhuma experiência gastronômica que envolvesse os frutos do Pacífico.

Então andei que só por lá, vi aquela quantidade de frutos do mar totalmente estranhos pra mim, fiz cara feia pro cheiro de peixe até o nariz acostumar, disse um monte de “não” e de “no compreendo” quando não queria assunto, e também fiz um monte de pergunta e papo com a galera local que tava comprando os pescados e também com quem tava vendendo. Todo mercado é uma experiência antropológica.

A dica aqui é sair do centro do mercado, onde ficam os maiores, mais caros e mais conhecidos restaurantes, e entrar pelas laterais e pela parte de trás, onde tem um monte de restaurante mais simples. Fui olhando de um por um até que encontrei um que a abordagem do cara não foi tão efusiva como os anteriores, ele foi bem didático na hora de me apresentar o cardápio e o preço tava mais de boa. Sim, é caro. Mas eu tava disposta.mercado central de santiago 9mercado central de santiago 8Sentei e pedi uma Paila Marina completa por 8.000 pesos (+- R$44) e uma Escudo, meio que a Skol chilena só que boazinha. Lá em Santiago todo lugar que você vai comer, eles servem uma entradinha gratuita de pães, com pastinhas e molhinhos bem gostosos e que já começam a encher o bucho. Então chegou o prato e QUE PRATO. Enorme.

É praticamente uma sopa, um ensopado, com tudo que é marisco, molusco e pescado dentro. Eu já nem sei mais o que tanto é que tinha, mas sei que tinha os ostiones que eu queria conhecer, e umas unhas de cangrejo que eu tava na secura também. Esqueci de pedir “sin cilantro” e o negócio veio chorado no coentro. Mas paciência, néam. Cata daqui, cada dali e comi tudo. Tava uma delícia. Meu bucho não cabia mais nem um dedo de água. Valeu a pena.

Saí de lá e fui encontrar com Gustavo pra gente passear, eu tava precisando mesmo caminhar pra fazer a digestão.

Cerro San Cristóbal cerro san cristobal 2cerro san cristobalcerro san cristobal 1cerro san cristobal 3 Acho que Santiago é a cidade com mais verde que já conheci. Muito parque, muita praça, muita rua arborizada, além dos cerros incrustados no meio da cidade. O Cerro San Cristóbal é o maior de lá, e é uma coisa linda! Fica ao final da Calle Pio Nono e a gente sobe de Funicular, que é tipo um bondinho de Santa Tereza no Rio de Janeiro, que sobe fazendo barulho e dando medo em alguns corações hahaha :P Eu achei de boa e a vista vai ficando cada vez mais bonita. A dica aqui é comprar um ticket só de ida no Funiciular, pra lá comprar o de descida pelo teleférico. 

O dia tava lindo e a vista é estonteante. A cidade inteira ali, a Cordilheira dos Andes atrás, um mote con huesillo (bebida chilena tradicional que é tipo um chá gelado com péssego e alguns grãos, SUPER DOCE) na mão e a gente subindo. Fomos até o Santuario Inmaculada Concepción, que é a parte mais alta de lá. A vista é incrível, já disse? :P Olhamos tudo, descemos por um caminho com umas cruzes bizarras pintadas bem feias hahaha E resolvemos que íamos descer para o outro lado do Cerro, de teleférico.

O teleférico é relativamente novo por lá, tem menos de um ano pelo que entendi. As cabines são pequenas, acho que o máximo vão umas 4 ou 6 pessoas em cada uma. Mas o movimento tava fraco, fomos só eu e Gustavo nos abestalhando juntos, porque ele também não tinha andado ali ainda. É massa ver o outro lado do Cerro. Embaixo dá pra ver uns lugares onde a galera vai pra fazer churrascos coletivos, pique nique. No meio Cerro tem um zoológico, que o Funicular e o teleférico fazem uma parada, mas aí é só permanecer e seguir.

Sky Costanera no Costanera Center 

costanera centercostanera skycostanera sky 2costanera sky4costanera sky 3

Descemos do Cerro San Cristóbal e fomos caminhando por uma rua de mansões impressionantes! Andando, babando nas casas, cruzando o rio de volta, Gustavo foi resolver umas coisas e eu decidi que ia ver o pôr do sol no Sky Costanera, que fica no Costanera Center, o prédio mais alto da América Latina. Você paga 10.000 pesos (+- R$55 reais) pra subir 62 andares (300m) e tem uma vista de 360º bem impressionante! E eu acho que fui na melhor hora. O dia estava terminando, o sol se pondo, a cidade começando a ficar toda iluminada, a lua sorrindo. Foi bem maravilhoso! Não é barato, é só se tiver com uma grana extra mesmo que vale a pena.

Bar Liguria

Muita gente tinha indicado o Bar Liguria, e como eu tinha que jantar pra voltar pro Costanera pro show de América, a esposa de Gustavo, resolvi ir conhecer. Cheguei sozinha, sentei e demorei uns 20 minutos pra ser notada. Não fui bem atendida, tive que fingir que não tava entendendo que um cara na mesa do lado tava dando em cima de mim, achei tudo caro e a galera estranha. A comida é boa, o pisco é bom, mas acho que tem lugares bem melhores pra conhecer. Pode até ser massa, mas não tive uma boa experiência e talvez tivesse com muita expectativa por tanta gente comentar. Acontece, né? :)

Hard Rock hard rock santiago

De lá fui pro show da banda que América toca. Ela é artista de rua, mas toca nessa bandinha de baile toda semana. Hard Rock é aquela coisa no mundo todo, né? Espaço bonito, interessante, música interessante, gente bonita, comida e bebida boa e cara, souvenirs. Nada de novo, mas foi bom pra tomar um chopp Torobayo e fechar esse dia super longo e maravilhoso! <3 Peguei um Uber e voltei pra casa de boas, já que o metro tava fechado e Taxi é uma roubada em qualquer lugar do mundo, incluindo Santiago.

Nem lembrava que tinha feito tanta coisa num dia só! E nem fiz nada correndo, muito pelo contrário. Tudo foi bem tranquilo, sem me preocupar com horário, curtindo cada momento. Santiago me recebeu muito bem de primeira, foi uma relação de carinho a primeira vista.

Como esse post já ficou mega gigante, vou guardar as outras dicas para os próximos. E se tiverem dúvidas, sugestões e outras coisas que queiram saber, é só comentar aqui! :D

Besos :*


um pouco do sentimento de viajar sozinha


viajar sozinha(Em Recife, embarcando pra Santiago)

É impossível definir o que significa fazer uma viagem sozinha. Com 17 anos eu passei 2 meses estudando em Londres, e fiz muitas descobertas nesse período. Mas foi uma viagem de intercâmbio, ficando em casa de família e com uma ideia mais “planejada” do que fazer por lá. Além de todas as limitações da (falta de) idade. Eu já fui algumas vezes sozinha pro Rio e pra São Paulo, mas sempre pra encontrar alguém, algo meio certo do que fazer. Então, por vários motivos, eu posso dizer que essa foi a minha primeira viagem sozinha.

costanera center(Vista do Costanera Center, o prédio mais alto da América Latina. Em Santiago.)

O planejamento é massa.

Eu abri um monte de blog de viagem, li um monte de review no TripAdvisor, Booking, pedi dica aos amigos que já fizeram os roteiros, cascavilhei Google Maps, fiz planilha, mapa, um monte de coisa. Pedi a opinião de algumas pessoas mas, no fim das contas, decidi tudo sozinha. E isso consegue ser bom e ruim ao mesmo tempo. Algumas vezes eu só queria relaxar e pensar que alguém estava tomando conta da minha rota hahaha Mas é muito bom escolher fazer o que quer, quando quer, do jeito que quer.

A dica que eu deixo aqui é: não planeje tanto. Eu só tinha 22 dias, 3 países e um monte de medo das coisas darem errado. Então saí agendando tudo aqui do Brasil mesmo. Passagens, hospedagens, tickets principais (tipo Lollapalooza, tour Salar de Uyuni e Machipicchu). E quando eu tava na estrada eu vi que às vezes queria mudar um pouco do planejado e não podia. Bem como vi que algumas coisas a gente só descobre estando no lugar.

Por exemplo, eu queria fazer a Inca Trail, que é um hiking de 4 dias até Machupicchu, mas não sabia que tinha que agendar com 6 meses de antecedência. Aí fiquei bem frustrada quando vi que não tinha mais. O que eu não saquei daqui é que tem várias outras opções desse tipo de trilha (Salkantay Trek, Jungle Trail, e até os caminhos independentes), de diferentes dificuldades, duração, e envolvendo hiking, bike, rafting e outras modalidades. Aí, sem essa informação, eu agendei o trem (Inca Rail, por onde agendei, ou Peru Rail). A versão mais cara e mais careta de chegar até Machupicchu.

Além de que eu li em algum blog que eu precisava comprar logo meus ingressos pra Machupicchu porque se não corria o risco de não entrar no parque. E realmente quando fui comprar o calendário do site oficial (esse link aqui) dizia que para fazer Machipicchu + Huayna Picchu eu tava comprando o ÚLTIMO ticket do período que eu ia passar lá. Então pensei: PORRA, ERA PRA SER MEU! Outro motivo para sair feio doida agendando tudo, com medo de ficar sem fazer algo no meio do caminho. Só que quando cheguei em Cusco fiquei sabendo que é bem fácil agendar a ida pra Machupicchu por lá, que tem essas trilhas diferentes e que as coisas são mais fáceis do que eu imaginava.

No fim das contas, foi até bom ter ido de trem, pela quantidade de tempo que eu tinha. Então eu pude curtir mais Cusco foi uma delícia. Mas a dica de tentar planejar menos e deixar mais espaço pra resolver in loco ainda é válida.

salar de uyuni(A turma massa que se formou no tour do Atacama pro Salar de Uyuni.)

Você só fica sozinho se quiser. E você vai querer.

Claro que isso depende muito da pessoa, mas eu acho que a gente só fica sozinho quando realmente quer. Se tiver um mínimo de vontade de socializar, é bem fácil achar com quem conversar, comer, tomar uma cerveja, dançar, passear. Especialmente se você fica em hostel. Aí sim é quase impossível você ficar sozinho, só se esforçando muito. Mas posso garantir que se você tem medo de viajar sozinho, a solidão não será o seu pior castigo. Você vai ter várias companhias, vai conhecer várias pessoas, e talvez o difícil seja se despedir delas depois de poucos dias.

Mas, ainda assim, tente ficar sozinho. A gente quebra vários tabus que construímos ao longo da vida, especialmente sendo mulher. Sair pra comer sozinha, beber sozinha, dançar sozinha, fazer nada sozinha. É massa, especialmente estando num lugar diferente. Eu já moro sozinha e essa minha independência é algo que existe dentro de mim acho que desde sempre. Mas quando estive fora meus sentidos estavam mais aguçados, e agradeci muitas vezes por não ter ninguém do meu lado. Assim, pude ter meu tempo para absorver o que via, o que cheirava, o que pegava, o que comia, o que ouvia. Tudo. Aproveite, já que quando você está na sua rotina, na sua cidade, as coisas ao seu redor já te fazem uma companhia muito confortável. Então a dica é para você não tentar se manter ocupado o tempo todo para “passar essa solidão”. Aproveite. Você vai sentir falta de momentos de você com você mesmo.

casillero-del-diablo(Casillero Del Diablo, na vinícula Concha Y Toro, em Santiago.)

Seus demônios vão aparecer. Mas eles podem ser bonzinhos.

Cabeça vazia é oficina do diabo, dizem. E eu tenho que concordar. E apesar de achar que é quase impossível ficar com a cabeça vazia quando você está descobrindo um lugar novo, alguns dos seus demônios internos vão dar as caras. O medo, a insegurança, as armadilhas de “o que será que está acontecendo na minha ausência”, entre tantas outras coisas. Mas oh, o bom de saber que eles vão aparecer é que você pode deixar eles entrarem, chamar pra tomar um pisco sour ou uma taça de vinho e dizer que eles não te assustam. Que você está fazendo essa viagem sozinha não para combater essas questões, mas para aprender a ter uma vivência mais plena junto delas. Ninguém vive sem medo, sem dúvidas, sem um pingo de ansiedade. Então, já que é pra existir, que seja em paz esse convívio.

pau de selfie 2(Outros viajantes solitários curtindo seu pau de selfie, em Ollantaytambo.)

Vai ter pau de selfie sim.

Você pode achar ridículo, pode rir dos outros, pode ter vergonha, mas a real é que o pau de selfie é massa. Eu comprei um pra essa viagem e, enquanto eu tive celular (meu celular quebrou no meio da viagem, mas isso é assunto pra outro post), eu curti bem as fotos com o pau de selfie. É massa sair na foto sem aquele cabeção em primeiro plano. Além disso, ele pode ser uma mão na roda pra fotos em vistas panorâmicas e vários usos diferentes que você só descobre quando perde a vergonha de sair testando ele no meio da rua.pau de selfie 1(Eu curtindo meu pau de selfie no Cerro San Cristóbal, em Santiago.)

ponte inca machupicchu(Pedaço da trilha pra Ponte Inca, em Machupicchu.)

O seu caminho é você que traça.

Isso que eu digo é no dia a dia, além do planejamento da viagem. Por exemplo, eu fui trocar dinheiro em Santiago e resolvi sair andando por uma rua que achei interessante. Quando vi, tava na Plaza de Armas. Aí decidi que ia na Catedral, depois entrei no Museu Histórico Nacional e passei um tempão ouvindo a história do Chile. É massa ir seguindo o que você tá afim, ir mudando de ideia no meio do caminho, sem precisar esperar ninguém, consultar, ou andar agarrado feito corda de caranguejo. É você por sua conta.

Eu tava em Lima e resolvi que ia em busca de uma sobremesa tradicional do Peru. Andando no centro, passei por uma loja cheia de barril de chopp e de cerveja peruana artesanal na torneira. Claro que parei e que fiquei conversando sobre toda a produção de cerveja local com o garçon por um bom tempo. É o tipo de coisa que é bem mais fácil fazer quando se está sozinho.craft beer revolution(Espaço de cerveja artesanal peruana, em Lima.)

cusco(A vida acontecendo ao redor de um sítio arqueológico em Cusco)

Ter um diário é massa.

São muitas experiências novas o tempo todo, então especialmente se a sua viagem for longa ou se a sua cabeça não for muito boa (como é o meu caso), manter um diário é massa. No começo eu tava fazendo uns relatos em áudio no Whatsapp, pra mim mesma. Eu fiz um grupo com mais uma pessoa, e excluí a pessoa. Assim, eu tenho um “grupo” só comigo. Fiz isso a princípio pra gravar meus sonhos quando eu acordava, pra não me esquecer. Mas tem esse uso massa pra viagem também. Se for fazer isso, sugiro áudios curtos e, depois deles, tu escreve sobre o que foi e coloca uma setinha pra cima, por exemplo. Assim tu não se perde neles. Mas como fiquei sem celular, comprei um caderno e fui pro modo analógico. E foi beeem mais massa.

Que eu amo escrever não é nenhuma mentira, néam. Mas eu estou sempre escrevendo para os outros. Na real, eu sempre escrevi muito pra mim. Mas com o passar do tempo fui perdendo esse costume e comecei a escrever só para os outros. Sejam cartas, e-mails, bilhetes, textões, posts. Eu estava sempre escrevendo para compartilhar. O que eu sinto, o que eu vivo, o que eu acredito. E manter um diário escrevendo só pra mim foi um grande exercício de terapia e uma poderosa ferramenta de autoconhecimento. Inclusive, é algo que pretendo manter independente da viagem. É bem engrandecedor. Não é só escrever o que você fez no dia, mas como se sentiu, o que pensou quando viu algo, o que sentiu quando conheceu alguém, o que tá se passando enquanto você está escrevendo. Transformar esse diário num livro de sensações é bem mágico.

cusco cartazes(Cartazes de protesto em Cusco)

Experimente um tempo off.

Quando eu tava planejando a viagem, sabia que ia passar uns 3 dias sem sinal no caminho do Atacama pro Salar de Uyuni. Antes disso, tava falando direto com a galera daqui, amigos, família, namorado, fazendo posts no Instagram. Especialmente porque eu montei todo um esquema de guarda dos meus bichos, com o boy e mais amigos maravilhosos junto a um calendário com duas visitas por dia pra cuidar deles. Então eu também queria saber das notícias e tudo.

O que eu não sabia era que meu celular ia quebrar e eu ia ficar a maior parte da viagem sem contato com ninguém daqui, sem as notícias daqui, sem nada. A princípio eu tentei ver isso como uma mensagem para que eu me desconectasse. Mas, na verdade, era sobre estabelecer outras conexões. Não era só sobre o contato com as pessoas daqui, mas era sobre não abaixar a cabeça pra ficar vendo mapa, ou ter que falar com as pessoas até pra perguntar a hora. Você vive uma nova experiência. Difícil, claro. Mas bem enriquecedora. Então acho que vale experimentar, por vontade própria, se desconectar um pouco.

Eu não sei se consigo fazer uma lista de coisas que são massa em viajar sozinha. Ou de coisas que são difíceis, afinal, não são apenas flores. Mas acho que esse post é um bom começo. Eu tava aqui pensando em como começar a escrever sobre a viagem, se começava do começo, do final, de que parte. Então resolvi me aproveitar da primeira dica e ir fazendo sem planejamento.

Se você está esperando um roteiro da minha viagem, acho que não vai encontrar por aqui. Vou escrever alguns posts compartilhando um pouco do que vivi nesses 22 dias entre Chile, Bolívia e Peru. Mas não espere muito sobre custos, tempo, locais, horários, detalhes. Eu até posso colocar isso em alguns pontos pra dar essa força, mas meus relatos de viagem vão além disso. Ao menos, é o que eu espero.

Ah, e lembre-se: você nunca está sozinho, você está acompanhado de você mesmo. Seja uma boa e tolerante companhia, seja gentil e paciente com você. E lembre-se de agradecer sempre por ter você por perto e presente. É fundamental.lima de bici(Eu pedalando em Lima.)

No meu Instagram eu vou compartilhar algumas outras coisas com a hashtag #aresdaterra pra quem quiser acompanhar. Tem algumas coisas já, do momento que eu ainda tinha celular na viagem hahaha :P Agora vai ser só na retrospectiva. ;)

E se tiver algo que você queira saber mais específico, alguma dica para os próximos posts, comenta aqui. Vai ajudar na construção desse conteúdo. :D

Até a próxima parada. :*

pisco(Eu e o pisco, o pisco e eu, em um caso de amor durante toda a viagem.)


qual o limite entre o pessoal e o profissional?


vida completaDesde que criei esse blog que eu digo que ele é pra tudo, menos pra trabalho. Não é um blog de culinária, de decoração, de viagem nem de reflexões aleatórias. Sempre disse que é minha terapia, um blog sobre a vida. Mas, em que parte da minha vida eu coloquei o trabalho do lado de fora?

O nome do blog já é isso: Ideias de Fim de Semana. Eu criei quando trabalhava em agência de publicidade e era “paga pra ter ideias” durante a semana toda. Então, pra fugir um pouco disso, coloquei que aqui seria o meu espaço para ter as ideias além do trabalho. Fazia sentido pra mim, afinal, eu me enquadrava bem no padrão “trabalhar durante a semana, viver depois do expediente.”.

Mas a real é que eu venho tentando desconstruir isso faz um tempo, e meus processos terapêuticos e de autoconhecimento estão me ajudando muito nisso. Desde que comecei a empreender, que abri uma agência, que tentei fazer de tudo pra mesclar meus “dois mundos”, mas não funcionou. Então só consegui fazer isso mesmo virando freelancer, e isso já já faz dois anos. Tá passando tão rápido! :) Pois é. Tem dois anos que eu não separo tanto o pessoal e o profissional, que eu cuido de mim e da minha vida como um todo. Se eu (nós todos, na verdade) somos uma parte do todo (universo), então porque eu vou me separar de mim mesma? Não faz sentido.

Então, pensando nisso, aproveito pra fazer um convite em conjunto.

Pra quem não sabe bem o que eu faço da vida, além de ser dona de casa, mãe de bichos, gostar de comer e de cozinhar, de praia e de escrever, eu amo compartilhar conhecimento. Isso mesmo. Adoro dar aulas, palestras, conversar com a galera e repassar um pouco do que eu sei. Só de compartilhar aqui as receitas que eu invento, pratico e descubro, além de dar dicas de coisas que eu faço e gosto, acho que já dá pra ver que eu gosto mesmo, né? :)

Além disso, eu adoro falar sobre comunicação digital. Eu trabalho (entre outras coisas) com Planejamento de Comunicação Digital, então falar sobre estratégia, conteúdo e relacionamento entre pessoas e marcas nos ambientes digitais é algo que me encanta. É um universo que mistura bem isso de “pessoal com profissional”, e que tem me trazido muito material interessante sobre comunicação, criatividade e empreendedorismo.

Então venho aqui convidar vocês para se cadastrarem no meu mailling, onde eu envio uma vez por semana (nem toda semana, confesso) um conteúdo sobre comunicação digital. São algumas dicas que pra mim são básicas, mas que pra outras pessoas pode fazer grande diferença na forma de se comunicar e se relacionar com seu público, seus clientes. Se inscreve aqui nesse link.

Nesse vídeo aqui eu explico mais ou menos como surgiu essa ideia de compartilhar conhecimento, e também falo sobre um dos meus formatos de trabalho, caso alguém se interesse. :)

Bem, dito isso e feito o convite, venho fazer outro convite haha :)

Eu estou embarcando na minha primeira viagem sozinha. Sim, já fiz algumas viagens sozinha, mas estou considerando essa a primeira porque é a primeira vez que eu estou planejando tudo sozinha, indo pra lugares que eu nunca fui, sem planejar encontrar com ninguém, enfim, será uma viagem pra fora com um mergulho pra dentro.

E como isso de compartilhar está dentro de mim, eu pretendo publicar algumas coisas no meu Instagram (quando tiver com sinal e com vontade haha) para quem quiser acompanhar. :) Também vou usar a hashtag #AresDaTerra pra quem quiser acompanhar por ela. Afinal, é em busca de respirar que eu estou indo. Não vou levar computador, então estarei mais ou menos off durante esses 20 dias de viagem, o que faz parte dos planos. De toda forma, fica o convite para acompanhar o que aparecer por aí. :)

Bem, feitos os convites, aguardo vocês e até a volta! :D


três receitas rapidinhas com aveia


Eu adoro aveia. Sempre tem aveia lá em casa, seja pra colocar por cima do mamão com mel, seja pra fazer alguma receitinha. A verdade é que às vezes bate uma vontade de comer alguma coisa doce e só tem mesmo um pouco de aveia na dispensa e um pouco de leite ou, se der sorte, uma banana na geladeira. Sim sim, eu não tenho maturidade pra ter chocolate, biscoito, leite condensado, bolo, nada disso em casa. Se eu tiver, passo a não ter mais em poucos minutos, sem exagero.

Então pra garantir que na hora do aperto eu vou correr pra algo menos nocivo, eu mantenho sempre um pouco de aveia e também de cacau em pó, já que achocolatado também não rola de ter. :P Aí separei aqui três receitas bem facinhas que eu fiz em casa, nesses dias que bate a vontade do doce. E elas servem de café da manhã, de lanche, de jantar ou do que você quiser, afinal, sua fome, suas regras. :P

● Panqueca estilo americana de aveia com banana

Panqueca de aveia com bananaEu adoro panqueca! Mas essas estilo “americana” que são mais fofinhas, eu quase nunca faço. Geralmente é porque em casa não tem fermento, ou então ele está vencido hahaha :P Eu sou muito ruim de fazer bolo, então geralmente compro pra uma receita específica aí quando vou fazer outra ele já venceu e pronto, os bichinho tão tudo morto. Inclusive, nessa panqueca aí da foto o fermento já tava vencido fazia uns dias, mas acho que eles resistiram um pouco mais hahaha :P

5 colheres de sopa de aveia

4 colheres de sopa de leite

2 ovos

1 banana amassada

1/2 colher de chá de fermento

1 colher de chá de acúcar (ou umas gotas de adoçante)

opcional (assim como todos os outros ingredientes, afinal, você não é obrigado a nada haha): canela e/ou cacau em pó.

Mistura tudo batendo levemente com um garfo, depois vai colocando porções numa frigideira untada (usei óleo de coco) e quente, com a ajuda de uma concha. Espera crescer, vira o lado, tira e pronto. Só servir com um pouco de mel e umas rodelas de banana por cima. Pode povilhar também canela e/ou cacau em pó.

 

● Papa de aveia

Papa de aveiaTem dias que eu tenho desejo de papa de aveia, sabia? E olhe que eu vim fazer a primeira vez nem tem tanto tempo… Sei lá porque! Mas a real é que sempre tem ao menos aveia e leite em casa, então a papa é certa.

1 copo americano de leite

4 colheres de sopa de aveia

Açúcar ou adoçante a gosto (há quem use leite condensado)

Canela para povilhar

Opcional: 1/2 banana amassada e 1/2 banana em rodelas.

Em fogo baixo mistura o leite, a aveia e o açúcar (e a banana amassada, se for usar) e vai mexendo com uma colher de pau sem parar. Quando começar a engrossar você vai dando o ponto. Eu prefiro mais molinha, então não espero começar a aparecer o fundo da panela, por exemplo. Lembra que quando ela começa a esfriar ela endurece rápido, tá? Aí é só despejar no prato, povilhar a canela por cima (e colocar as rodelas de banana, se for usar) e pronto. Pense num prazer que é ir comendo pelas beiradas. <3

 

● Bolo de caneca: aveia, banana e cacau.

Bolo de caneca de aveia, banana e cacauEu amo tomar café comendo algo doce, especialmente depois que eu aprendi a tomar café sem adicionar nenhum tipo de coisa pra adoçar. E como eu sou bem viciada em café, estou sempre passando uma xícara em casa enquanto trabalho e buscando alguma coisa docinha pra acompanhar. Esse bolo de caneca foi a perfeição pra esse dia.

1 banana amassada

2 colheres de sopa de aveia

1 colher de chá de fermento

1/2 colher de sopa de cacau em pó

1 clara

1 colher de sopa de leite

1 colher de sopa de açúcar mascavo

1 colher de chá de chia

óleo de coco para untar

canela para povilhar

Mistura todos os ingredientes e coloca numa caneca untada com óleo de coco e povilhada com canela, então é só levar ao microondas por 1 minuto e meio e pronto. Come quentinho tomando um café passado na hora. <3

 

Essas são três receitinhas super simples que eu faço no meio dos jobs. Um outro lado bom de trabalhar em casa, né? :) Acho que deu pra ver que em todas as fotos o computador aparece haha :P E pra acompanhar outras receitinhas e um pouco mais do que eu faço nessa vida louca vida, me segue lá no Instagram: @terrinha. :)

 



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