momentos que as fotos não traduzem

chica na praiaEu sempre fui uma pessoa que gosta de registrar as coisas, sabe? Sempre pensando o quanto eu queria guardar aquela foto, aquele vídeo, aquele momento pra sempre. Sempre gostei de compartilhar essas fotos, os lugares, as comidas, as pessoas, o sol, a chuva, o mar. Inclusive, acho que o próprio blog nasceu por conta desse meu instinto de compartilhar as coisas da minha vida, que pra muita gente chega a ser estranho e exagerado.

Mas de um tempo pra cá eu tenho percebido que, naturalmente, isso tem diminuído em mim. Sim, esse é aquele momento que as pessoas pensam: se está diminuindo e está assim, imagina se não estivesse! hahaha :) Mas a verdade é que eu tenho tido momentos tão bons, com pessoas tão queridas, em lugares tão legais que nenhuma foto traduziria. E a única forma de guardar esses momentos pra sempre é vivendo e guardando na memória. Então mesmo que ainda seja altamente viciada no meu iPhone, muitas vezes eu sou a única que não está usando ele. Assim como já fui muitas vezes a única a estar usando, eu não recrimino ninguém. Só acho que é uma fase e que, como toda fase, ela tende a dar uma aliviada com o tempo.

E eu estou escrevendo isso porque me peguei pensando ao longo do incrível final de semana que eu tive. Fui pra uma casa linda em Muro Alto, Litoral Sul, que só de fotos da casa já dava pra fazer um post. Mas eu não tirei nenhuma… E na casa tinha uma cozinheira suuuuper de mão cheia, que além de fazer comidas deliciosas e (desculpa mamãe) o melhor feijão que já comi, ela arrumava os pratos com tanto carinho que ficava digno de um banquete do instagram, mas eu nem fotografei… A casa fica num condomínio lindo na beira da praia que tem piscinas naturais de um lado, do outro. A praia eu não deixei de fotografar porque o dia estava lindo, Chica ama praia e eu sou uma mãe coruja hahaha
chica na praia

E isso tudo num fim de semana altamente nostálgico com amigos que eu conheci quando tinha 12 anos. Isso mesmo, há 15 anos atrás… Imagina as histórias? Meu primeiro namorado, meu melhor amigo, amigo que dividia transporte escolar, amigo com quem passei horas e mais horas no telefone na adolescência, gente, nenhuma foto jamais ia traduzir. A gente lembrando dos shows que fomos juntos, dos que os meninos fizeram (sim sim, eles tinham uma bandinha adolescente <3), de viagens, de festas, olha… Era história demais e adivinha, quase nenhuma dessas histórias tem fotos. Se tiver, estão reveladas em alguma caixa que eu não tenho ideia de onde está, porque né, era câmera analógica hahaha. E, ainda assim, continuam inesquecíveis.

chica na praiaEntão mesmo que eu ainda tenha algumas fotos desse fim de semana, acreditem, nenhuma foto é capaz de traduzir certos momentos. Nem nada que eu pudesse escrever aqui também. E, com certeza, esse fim de semana foi um deles. Eu e Chica pegando estrada sozinha, cantando, conversando, curtindo o pôr do sol. Churrasco com fogo lambendo a carne, bebendo cerveja e mojitos deliciosos que cada copo eram uns 500ml hahaha. Terminar a noite na praça de Porto de Galinhas, debaixo de chuva, com 6 pessoas no carro, e feliz. Muito feliz. :Dchica na praiaEntão se eu tenho uma mensagem pra deixar é que a gente não precisa deixar de registrar e compartilhar as coisas, mas também não podemos esquecer que as melhores histórias acontecem quando a gente não está preocupado em filmar ou fotografar. :D

Boa semana!

minha coleção de garrafas de cerveja

colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas Sim, eu coleciono garrafas de cerveja. :D

Desde que eu morava em Piedade, comecei ter curiosidade de experimentar novos tipos de cerveja. Pra contextualizar, eu fui uma adolescente bebedora de vodka e outros destilados. Eu aprendi a gostar de cerveja lá pros 20 anos. Aí um ou dois anos depois eu comecei a me interessar por outros tipos de cerveja, de diferentes lugares, diferentes formatos, rótulos, sabores, tudo. Então como vinho foi uma coisa que eu nunca aprendi a beber (no máximo arraso num espumante qualquer) e eu nunca pude colecionar as rolhas, resolvi colecionar garrafas. Ok que ocupam mais espaço, mas convenhamos que são muito bonitas :D

Mas entre as mudanças de Piedade pra Madalena e depois pra Casa Amarela, muitas das minhas garrafas ainda estavam embaladas em vários jornais e esquecidas em caixas de papelão. Aí um dia resolvi comprar uma cristaleira pra dar um lugar digno pra minha humilde coleção. Observação importante: é claro que eu guardo as garrafas vazias! Desculpa, nunca entenderei quem guarda cheia :P As coleções pra mim são mais feitas de história do que de peças, sabe? Além do que, pra conhecer tem que beber né. Então é assim que eu junto minhas garrafas, comprando, ganhando, trazendo de viagem, bebendo e depois lembrando. :)

colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas colecao de cervejas E começar a abrir as caixas foi essa sensação boa de lembrar de algumas das vezes que bebi cada cerveja (claro que eu não lembro de todas hahaha além de ter memória ruim normalmente, estamos falando de cerveja, não da primeira cerveja… :P). E foi lindo ver minha cristaleira se organizando. E, ainda bem, ela ainda tem espaço pra novos rótulos :D Pensando nisso voltei pra casa com mais essas três que breve estarão vazias na cristaleira, porque aqui em casa lugar de cerveja cheia é na geladeira :Pcolecao de cervejas

Eu confesso que não sei escolher minha cerveja preferida. Eu gosto de cerveja leve em alguns momentos, de uma cerveja mais encorpada em outros. De cerveja mais doce em alguns momentos, de mais amargas em outro e de cerveja escura quase nunca :P Mas essas são algumas das minhas preferidas, tanto de sabor quanto de imagem e de história pra lembrar. :)

colecao de cervejas Ah, pra quem curtiu a cristaleira é do Meu Móvel de Madeira, o quadro é de Carol Burgo (que me deu de presente de aniversario e sou eu <3) e as garrafas de soda argentina, tradicionais de lá, são da época que papai morou em Buenos Aires. E aí, gostaram?

quadro de escamas pra fazer em casa

quadro de escamasquadro de escamasGente que coisa linda esses quadrinhos que a Ana postou lá no A Casa que Minha Vó Queria. Além de ser lindo e fácil de fazer, dá pra aplicar diferentes formatos, texturas, cores. Adorei mesmo. E eu que tô nessa vibe de  ~mais cor por favor~ já estou pensando em fazer um desses mesclando também com uns papéis estampados. Acho que vai ficar legal, né? :D

E no post Aninha ainda linka um blog que eu não sei como ainda não conhecia. Cheio de coisas lindas, receitas, inspirações para festa e tudo mais, o You Are My Fave merece o clique e uma boa navegada pelas páginas dele. :D

E aí, é bom começar a semana com uma inspiração linda assim, né? É mais do que uma dica de decoração, fazer esse quadrinho é uma terapia. Certeza que você fica mais calma depois de cortar as bolinhas, colar, finalizar. Lindo, lindo, lindo. <3

 

sobre isso de “vai dar tudo certo” (ou um papo de bar na minha cabeça)

vai dar tudo certo Quando eu era mais nova eu carregava a máxima de “toda história tem um final feliz, se não foi feliz é porque ainda não chegou ao fim”. Mas demorei pouco tempo para perceber que o conto de fadas não era bem assim. Nenhum fim é realmente feliz. Feliz é o começo, o durante, o pra sempre. O fim das coisas sempre é meio triste. E quando falo isso não estou dizendo de relacionamentos, mas de tudo. Por mais tranquilo, calmo e certo que seja, se o meio foi feliz o fim há de ser triste.

Então acompanhando uma situação delicada que aconteceu com uma família muito querida, que envolvia saúde, amor, esperança e muita força, presenciei a corrente do “vai dar tudo certo” ficando super forte. E esse mantra se espalhou para essa situação, para outras, para meus amigos, familiares e eu tomei essa máxima pra mim. Todos os dias eu olho pra minha canequinha em cima da mesa e penso: vai dar tudo certo.

Foi quando conversando com essa minha amiga que ajudou a espalhar a corrente, ela comentou que a parte difícil desse mantra é “às vezes é se desfazer do que colocamos como ‘certo'”. E mesmo que ela tenha dito que a partir daí a conversa só se terminaria numa mesa de bar, isso ficou na minha cabeça. E não é que é a maior verdade?

Por exemplo, quando a gente termina um relacionamento perguntam logo: não deu certo, né? Mas pra mim é exatamente ao contrário. Todos os meus relacionamentos deram certo. Super certo. Os namoros curtos, os namoros longos, os casamentos, todos deram certo. Todos foram felizes. Quer dizer que foram perfeitos? Claro que não, o conto de fadas lá de cima caiu faz tempo. Mas deram certo do jeito que tinham de ser, e tiveram o seu fim. O fim foi feliz? Não, de nenhum deles. Mas deu certo, e aí que o conceito de certo pode mudar.

Quando eu fui demitida da agência que eu trabalhava há alguns anos foi porque não deu certo? Não. Foi a coisa mais certa do mundo. Foi certo eu ter entrado e eu ter saído, e até hoje agradeço por isso ter me ajudado a dar um grande passo na minha vida profissional. Deu certo e teve seu fim. O fim foi feliz? Não, mais uma vez. Mas se a gente se apegar ao final das histórias, será sempre a parte mais triste. O que faz a gente se perguntar se deu certo, se foi certo, certo, certo. Certo é a vida estar acontecendo enquanto nós temos fé e força que tudo vai ficar bem.

Então já que está chegando o final de semana e eu estou com essa reflexão de bar na minha cabeça, resolvi compartilhar com vocês. Porque a partir do momento que nos desapegamos do que é o “certo” damos a chance de ver que realmente tudo vai dar certo, e se isso não é motivo pra gente ser feliz, eu não sei mais o que é. :)

Boa sexta-feira, gente!

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