correndo atrás do tempo perdido (e dos quilos achados)

corrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruacorrida na ruaFim de ano é aquela coisa né? Comida, comida, comida. Confraternizações, festas, bebida e mais comida. É difícil manter a linha, viu? Ainda mais pra quem, assim como eu, adora uma farra regada de boa bebida e boa comida.

Então chega janeiro e as promessas de voltar pros eixos vão se acumulando. Voltar pra academia, voltar a comer melhor, voltar a correr, pedalar, patinar. Mas a verdade é que nem sempre dá tempo de organizar a vida como a gente quer né? Por isso que qualquer tempinho extra, mais uma boa dose de coragem e força de vontade, pode virar um bom tempo pra um exercício pro corpo e pra mente. Porque se tem uma coisa que eu sinto é que os exercícios fazem super bem pra cabeça, sabe? É uma terapia.

E dando continuidade ao meu projeto de encontrar mais tempo pra mim, com a ajuda de Brastemp+Finish, eu tirei do papel minha vontade de correr na rua. Gente, como faz toda a diferença. Correr na esteira é aquela coisa sacal, né. Pra quando não tem outra opção. Correr no parque ou na pista de corrida da avenida da praia é ótimo, mas nada se compara a correr na rua. Você se sente fazendo parte da cidade, é como se não tivesse fronteiras. Você vai correndo e a rota vai acontecendo, de forma natural e feliz.

Então dia desses peguei carona na corridinha matinal de um amigo meu, Burgos, que tem me inspirado muito com a sua história. Ele perdeu 30kg mudando a alimentação e entrando para os exercícios físicos, e agora se prepara pra correr sua primeira maratona. Rumo aos 42km! É muita energia. E depois de ficar dias só de olho nas fotos de corrida dele, resolvi acompanhar. No meu ritmo, claro.. Mas chegar de manhã cedinho e ver o sol começando a levantar no Marco Zero dá uma energia tão boa… Ver as pontes iluminadas pelos primeiros raios, as ruas ainda com poucos carros, o cenário perfeito pra uma corrida. É pra começar o dia mais feliz, sem dúvidas.

Tirando que no meio da corrida eu levei uma mordida de um cachorro de rua e tive que tomar um monte de injeções, foi tudo perfeito hahaha :) Foram 5km em 40 minutos, porque além da paradinha dos cachorros eu alternei com caminhada e fui curtindo o visual, sem pressa. Porque pode parece pouco, mas se você conseguir uma horinha que seja por dia, nem que seja aquela hora que você deixa a roupa numa máquina e a louça na outra, você consegue fazer uma caminhada ou uma corridinha que vão fazer o dia inteiro render bem melhor.

Então que esse seja o começo da minha volta aos treinos. Sem exageros, sem exigir muito de mim. Exercícios pelo prazer de se sentir bem, é assim que tem que ser. Né? :)

* Post em parceria com a Brastemp+Finish

culinária de botequim no bar do chinelato

bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato Se tem uma coisa que eu herdei de pai e mãe, é a paixão por boteco. Que me desculpe os restaurantes phynos como o Oca Gourmet que eu postei aqui essa semana, eles também tem seu valor. Mas, aqui pra nós, eu sou de pé de calçada mesmo. Gente, adoro aqueles bares pequenos, com cadeira de plástico na calçada, sabe? Aqueles que a gente conhece o dono, chama o garçom pelo nome e quando passa muito tempo sem aparecer todos perguntam “tá sumido?”. Adoro aqueles botecos que tem uma comida própria, aquela que você vai até lá atrás dela, e quando come fica realizado. E que a melhor ~harmonização~ de tudo é com uma cerveja gelada ou com uma cachacinha pra rebater. Pronto, se você me perguntar qual é meu tipo de bar preferido eu diria que é assim.

E esse Bar do Chinelato consegue reunir todas essas opções acima. Ele é o bar de um amigo de papai, tio Valdir, e fica lá em Juiz de Fora. Por sinal, Juiz de Fora consegue reunir os melhores botecos que eu já frequentei. Acho que tem uma parcela de apego emocional e familiar nessa minha preferência, claro. Mas ainda quero trazer aqui algumas fotos do Futrica e do Bar do Léo, só pra começar. :)

O Bar do Chinelato tem uma história bem legal, já mudou de ponto algumas vezes e hoje ele é nessa esquina aí. Começou com o pai de tia Tânia, esposa de tio Valdir, que se chamava Chinelato, dando o nome pro bar. Hoje é Tânia que faz todas as comidas do bar, e olha… QUE COMIDAS. Gente, é um lugar onde tudo é gosto, sério. O slogan de “a melhor culinária de botequim” não é mentira não. Já tinha ido lá outras vezes e provado outros pratos, mas dessa vez só pedimos dois.

A moelinha é uma delícia. E olhe que eu sou criteriosa quanto a moela, viu? Aqui em Recife tem o Bar da Buchadinha que serve a melhor moela que eu já comi na vida, então não me encanto com qualquer miúdo. Essa é diferente da que eu sou acostumada, tem mais alho, cebolinha e rodelas de cebola. O tempero é ótimo. Devidamente servida com um pãozinho francês cortado, quando você menos espera chega mais pão. E mais pão. E eles só param de colocar pão na mesa quando todo molhinho foi rapado do prato. É o certo, né? Eu, apaixonada por pimenta, fui experimentar a pimenta da casa. Prudente que sou, coloquei só um pouquinho no pão que ia receber a moela por cima. Gente, apenas cuidado. Quando vocês virem uma pimenta que tem esse canudinho pra servir é um sinal de alerta. QUE PIMENTA FORTE. Deliciosa, mas muito forte. Dessas que você tem que espalhar muito pra ela ser tempero e não só dor, sabe? Pronto. Fica o alerta. :P

E pra finalizar nós pedimos o petisco premiado da casa nessas premiações de comidas de boteco. É um bolinho de linguiça recheado com catupiry. Ele é servido com molho de mostarda e mel e acompanha batatas fritas com queijo. Gente, que delícia. Dá vontade de ir comendo, e comendo. A pausa é só pro gole na cerveja gelada que combina que é uma maravilha. Mas definitivamente foi o melhor petisco que já comi por lá.

E aproveitando que hoje é sexta-feira, fica aí a inspiração pra entrar no fim de semana com o pé no botequim mais próximo! hahaha :) Bom fim de semana, gente. :D

a comida deliciosa do restaurante oca gourmet

restaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocarestaurante ocaPapai começou as comemorações do aniversário dele na quinta-feira, lá em Santos, num jantar para os amigos, no Oca Gourmet. Angélica organizou super bem as coisas, e foi naquele esquema de escolher o cardápio resumido antes e deixar pro pessoal fazer o pedido do menu de entrada, prato principal e sobremesa na hora. O restaurante é lindo e super aconchegante. Alguns probleminhas de atendimento, mas entre tantas taças de proseco e chopps Heineken eu nem percebi. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a comida. Gente, que comidas incríveis.

Sabe quando você vai comendo e vai fazendo involuntariamente aquele sinal de “sim” com a cabeça? Pronto. Foi assim desde as entradas. Aqui pra nós, eu nem gosto de queijo de cabra… Mas esse “pastelzinho” com a geléia de abacaxi tava coisa divina. Eu fui muito feliz na escolha da minha salada pra entrada. Apesar as folhas super montadas, eu apenas cortei tudo (mal aê, Glorinha) e mandei essa combinação perfeita de queijo brie e tomate seco pra dentro. Como é que uma salada tão simples pode ficar tão gostosa? Sério, chamou a atenção.

No pedido dos pratos, eu fui a única da nossa mesa que pedi peixe, e não me arrependi. O filé estava uma delícia, frito sequinho, maravilhoso. E o torteloni que acompanhou estava levinho, tudo combinou muito bem. Claro que eu não sou besta nem nada, e fui dar uma bicada no risoto de alho poró de papai, e estava perfeito. E olhe que risoto é aquela coisa, né? Ou está muuuuito bom, ou está péssimo. Ainda bem que foi a primeira opção :D

E as sobremesas… Ahhh as sobremesas… Claro que entre tapioca e churros, eu fui de churros,  né? Sair de Recife pra ir comer tapioca em Santos é sacanagem hahaha :) Até porque provei a tapioca, mas considerando que meus critérios foram formados entre Olinda e Recife, acho que faltou um bocado pra ser aqueeela tapioca, sabe? Mas como eu fui de churros com doce de leite não teve erro. Churros sequinho, quentinho, tive vontade de comer um balde inteiro disso, sério. Rezava por mais espaço na minha barriga.

E era engraçado ir comendo e reparando nas pessoas, porque foi unânime. A comida agradou a todo mundo, todo mundo comendo feliz e satisfeito. Eu fiquei na curiosidade de voltar lá pra conhecer o cardápio da casa, sem ser esse reduzido pra festa, que deve ser incrível. Então quem tiver pela baixada santista em busca de uma comida inesquecível, dá um pulo lá no Oca Gourmet que você não vai se arrepender.

E eu, como fotógrafa da festa, registrei minha presença com um selfie básico hahaha :)

restaurante oca

eu acredito em contos de fadas

Sempre quando eu vou pra uma reunião da família Miranda, eu volto com o coração cheio. Pense numa família incrível é essa que eu tenho, viu? Foi aniversário do meu pai na semana passada, e as comemorações foram de Santos até Juiz de Fora. E dessa vez, especialmente, eu reparei mais em uma coisa: no amor dos casais.

Tudo começou no jantar no dia do aniversário de papai. Ele reuniu uns amigos em Santos, uns 20 casais. Fiquei lá observando um pouco e sem querer fui vendo a beleza daquelas relações. Casais mais velhos, outros mais novos. Uns mais carinhosos, outros mais contidos. Mas todos ali pareciam tão amigos, antes de qualquer coisa. Acumulavam histórias e tinham um entrosamento que as vezes parecia um balé. É amor.

Chegando em Juiz de Fora encontramos um casal muito querido, amigos de papai aqui de Recife e meus tios de coração. Sempre vi Tio Augusto e Tia Zilá como uma família linda, pais de um casal e agora a espera do terceiro neto, eles parecem mais radiantes do que nunca. E passam essa amizade, essa parceria que é linda de ver. E num almoço, Tio Augusto contava a história de uma viagem que eles fizeram. Tia Zilá, com pavor de avião, tomou uma dose a mais do calmante e ficou completamente dopada. Ele tendo que segurar ela enquanto ela balbuciava nada com nada com a aeromoça, entre outras vergonhas que ele passou. Então ele brincou dizendo “Olhe, eu nunca tive vontade de me separar não, mas de matar…”. hahaha! É ou não é uma frase de amor? Porque claro que todo relacionamento teve seus mil perrengues, mas o importante é sempre passar por eles. É amor.

Depois disso tivemos a chance de sentar com meus avós num quartinho da casa, e conversar um pouco sobre a vida deles.vovó e vovôEsse mês fez 50 anos que eles estão morando na mesma casa. Na verdade, no mesmo lugar, porque a casa antes era um barraco sem água, sem esgoto e sem espaço pra família com 8 filhos. Mas eles persistiram e resistiram, e foi com muita força e fé que construíram a vida deles. A história é longa e vale um livro. Mas posso dizer que eles criaram todos os filhos com o suor do trabalho, com honestidade e passaram por poucas e boas. Saíram da roça, do Alto do Rio Doce, e a trajetória deles ao longo de mais de 70 anos de casados reúne tristeza, superação, alegrias, sustos, alívios e tudo mais que uma verdadeira história de amor precisa ter. E é incrível ver os dois juntos, se olhando, sorrindo. Um cuidando do outro. Trocando carinhos. E reparar no orgulho que eles tem em contar a história deles é inevitável, porque os olhos brilham. É lindo. É amor.

E com uma família grande, sempre tem gente apresentando namorado, marcando casamento, comemorando aniversário de casado. E entre tanto amor acontecendo, eu recebi também a família que a gente escolhe, que são nossos amigos, né? Tive o prazer de reencontrar Rafa e Cami (lembram do Naminhapanela?) que foram lá pra Juiz de Fora comemorar com papai. São um casal que eu amo e que desde que voltaram pro Rio eu sinto a maior saudade. São amigos que eu sei que posso contar, que não importa o quanto a gente passe sem se ver nem se falar, o carinho não muda. São família de coração. E quando eu vejo os dois juntos, entre carinhos e reclamações, eu lembro que além de admirar cada um por si, eu admiro o casal. Com 30 anos, eles têm 16 anos juntos, é mais da metade da vida compartilhada, mesmo tão novos. E já passaram por tanta coisa. Mudaram pra Recife, voltaram pro Rio, alegrias e perrengues, e os dois sempre juntos. E o brilho no olho é vivo, uma coisa linda de se ver. Porque não importa a idade, o que importa é que é verdade. É amor.

No último dia, já esperando a hora pra pegar a estrada e voltar, vi o quanto de amor existe na saudade. Da família inteira, desde os meus avós até os 3 tataranetos deles, nós só perdemos uma tia. Tia Nézia, irmã de papai. Mas claro que a família inteira é uma só, e Tio Vicente, marido dela, sempre faz parte de todas as comemorações da família Miranda junto com toda a trupe de Barbacena. E eu nem tinha me dado conta que já faz quase 10 anos que minha tia se foi, até ele começar a falar dela. Ele fala com um amor que enche os olhos dele e de quem estiver perto pra ouvir. A cumplicidade que existe ainda é impressionante. Ele diz que ela está com ele sempre, e conta as histórias de que nunca saiu de casa sem dar um beijo de despedida. E se na correria ele fosse saindo pela porta despedindo só com um tchau, ela perguntava veemente “não está esquecendo nada não?”, e ele voltava pra um afago. Isso durante quase 40 anos de casados. Uma vida dedicada ao amor e a família, que vira história e emociona. É amor.

Então deu pra perceber que esses dias eu tive uma overdose de amor, né? Porque isso foi só o que eu consegui contar, mas se a gente parar pra observar o amor pipoca do nosso lado o tempo inteiro. Em pequenas cenas. Em grandes histórias. Em pequenos casos. Em grandes casamentos. Se você parar pra ver, vai poder reparar que muito mais vezes, é amor. E eu finalizo esse post com um poema que meu avô escreveu pra minha vó, em 1995. Sim sim, ele é poeta e em todo aniversário dela e aniversário de casamento ele escreve uns versos, que ele fez questão de ir trazendo pra mostrar pra gente, um a um. Então meus amigos, se isso não é conto de fadas, eu não sei o que é. Só sei que se tem amor, eu acredito. E ponto.poema vovôFiquem com amor, muito amor. <3

 

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