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eu não quero retrospectiva


Retrospectiva parece que tem uma pitada de rancor. É como se fosse remoer tudo o que passou, e eu não gosto disso. Eu gosto de fazer balanço, mas não de retrospectiva. Muita coisa que aconteceu tem que ficar lá mesmo, na página de 2014 que vai ser virada e pronto. Sem retroceder. De 2014 eu só quero um balanço, e que seja num ritmo suave.

Eu poderia dizer muitas coisas sobre 2014, sobre como minha vida mudou. Foi um ano intenso, eu diria. Conheci pessoas incríveis, lugares maravilhosos, novos sons, sabores e amores. Mas a minha maior surpresa de 2014 foi conhecer algo dentro de mim. Um sentimento novo ou uma face nova de um sentimento que eu não compreendia direito. E foi tão grande meu auto-conhecimento que eu ouso até discordar do mestre Tom Jobim quando ele diz que é impossível ser feliz sozinho.

É difícil se descobrir feliz sozinha quando se é inteira coração, como eu. Mas o primeiro passo acho que é separar o que é estar sozinho e o que é ser solitário. De solidão ninguém gosta. Eu diria que é impossível ser feliz solitário, talvez. Mas encontrar a felicidade sozinho tem a ver com individualidade, com espaço, com seu próprio caminho. É você conversar mais com você mesmo. Se perguntar, se responder, ouvir seu silêncio. É encontrar seu próprio caminho no meio de tantas dúvidas. Isso é valorizar a sua individualidade. E isso só se consegue valorizando o seu “eu sozinho”.

Esse foi um ano que eu conheci pessoas incríveis, me aproximei de outras que já conhecia, comecei um namoro, vivi rodeada de gente maravilhosa, pra minha sorte. E foi justo o ano que eu mais entendi o valor e a importância de ficar sozinha. Foi quando mais desejei uma noite em casa só com meus bichos. Foi quando mais fiz caminhadas longas suando e pensando. Foi quando eu mais escrevi e guardei só pra mim. Foi quando eu mais pensei em mim, de fato.

Engraçado isso até, porque sinto que foi um ano que ajudei muita gente. Seja só ouvindo, seja falando, seja estando junto. Foi um ano que me senti feliz por poder ser amiga de verdade de algumas pessoas, e estar junto quando elas precisaram. E acho que isso me ajudou a pensar mais em mim, nos meus planos, na minha vida, nos meus sentimentos. Quando você cuida do outro, você termina cuidando de você mesmo também.

Quando me perguntaram: qual é o seu maior medo? Eu respondi sem pestanejar: ficar sozinha. Sem dúvidas esse é meu maior medo. Mas não de ficar sozinha, de viver na solidão. Não suportaria viver me sentindo solitária pra sempre. Eu tenho muito amor aqui dentro, sabe? Sinto que tenho muita energia pra compartilhar, pra me doar. Não conseguiria uma jornada solitária de vida.

Mas o bom de se descobrir feliz sozinha é que isso diminui o medo, sabe? Deixa a gente mais feliz. Abre mais portas. E a gente para de se cobrar tanto. Ficar sozinha é importante e faz a gente crescer. Ninguém faz você amadurecer mais do que você mesmo, com sua busca pelas respostas. Nenhum conselho, livro de auto-ajuda ou grupo do whatsapp. Nada disso tem o que você precisa. Só um pouco de silêncio e a falta do medo de mergulhar em si mesmo. Porque as vezes dói, as vezes faz chorar, as vezes dá vergonha, as vezes emputece mesmo. Mas quando isso passa, é um alívio tão grande e tão verdadeiro que só quem sente é quem se permite fazer essa auto-terapia.

Talvez esse seja o último post de 2014. Talvez não. Mas acho que ele fecha minha mensagem de fim de ano.

Mais amor. Por você e pelos outros. Mas sempre primeiro por você. Sempre.

ANNA TERRA


dezembro sem carne


 

Eu resolvi me desafiar e ter uma última meta a cumprir antes de terminar o ano. Pois é, porque eu não consegui cumprir nenhuma daquelas que eu tracei pra 2014… E ainda mais: eu consegui fazer exatamente o contrário em algumas. Se a meta era emagrecer, engordei. Se a meta era juntar dinheiro, gastei. Se a meta era viajar,  fiquei. Claro que outras coisas muito boas aconteceram e que não estavam nos planos, como adotar um gato ou começar a namorar. Mas eu senti que precisava me desafiar por alguma coisa, sabe? Me colocar a prova mesmo. Então resolvi ficar sem comer carne vermelha por um mês. Eu sei que não é assim tão difícil, mas é no dia a dia que a gente encontra as maiores dificuldades. Meu vilão, por exemplo, é o esquecimento. Quando eu penso que estou sem comer carne vermelha eu penso em bife, churrasco (<3), espetinho, essas coisas DE CARNE, sabe? Mas existem as coisas COM CARNE que te pregam peça. Cachorro-quente, salsicha com cuscuz, escondidinho de charque… Especialmente quando elas estão na categoria “comida de bêbado”, que toda lembrança já é prejudicada.

Então tenho que confessar que até agora eu dei duas escorregadas. Uma num casamento, cheia de chopp na cabeça, na hora do cachorro-quente. Dei duas mordidas e “EITA!! NÃO TÔ COMENDO CARNE ALGUÉM PEGA POR FAVOOOOOR” como se além de tudo a carne tivesse virado tóxica, tamanho susto. E outra vez num café da manhã com ressaca, quando durante uma caminhada de volta pra casa eu não tive dúvidas e coloquei cuscuz, salsicha, ovo e queijo coalho no prato. O almoço perfeito da sustância. Esse eu lembrei na metade do prato, mas terminei de comer mesmo assim :(

Mas desde então estou forte no foco, inclusive diminuindo o consumo de carnes de mandeira geral, preferindo os legumes, queijo e soja, e dando preferência ao peixe quando rola. Inclusive, num dia de trabalho, calor e cansaço intenso, parei num bar que adoro, indiquei o cardápio, sonhei com o guisado de cabrito que tava pra chegar. Eu AMO bode/ cabrito/ carneiro. É minha carne preferida, de longe, muito muito muito. E quando o garçom colocou na mesa eu: PORRA. Não tô comendo carne… E fiquei firme no feijão com farofa de jerimum. Fui feliz.

E agora está aberta a temporada de churrascos, que vai coroar o meu sofrimento. Porque no dia-a-dia pra mim é super tranquilo ficar sem a carne. Mas no churrasco, meu amigo… Aí o buraco é mais embaixo. Ainda mais na praia. Ainda mais com cerveja. Ainda mais com os amigos. Ainda mais com isso tudo que culmina numa picanha sangrando com farofa e vinagrete. Mas eu serei forte, tenho fé. Rezem por mim hahaha :) E aproveito pra mostrar aqui algumas opções que estão em acompanhando esse tempo. Em casa e fora também :)

dezembro sem carne 6Linguine integral com molho de tomate, tomate seco, ricota e peito de peru (opcional), preparados pra um almoço com preguiça.
dezembro sem carne 7Essa conserva de abobrinha da Pitadinha, que salva um lanche. Uma salada. Uma vida. <3

dezembro sem carne 8Um bom prato de salada com grão de bico no self-service baratinho embaixo da agência. Um peito de frango ali, como quem não quer nada, sendo totalmente opcional.

dezembro sem carne 5  Um balde de salada com couscous marroquino e frango, com muita canela e um suco relaxante, lá no Sansa e com o desconto do ChefsClub.

dezembro sem carne 2Essa esfiha vegetariana do Snaubar, que é uma das melhores do cardápio e que eu pedia sempre, mesmo antes do #dezembrosemcarne. Porque também dá pra petiscar muito bem sem carne. ;)

dezembro sem carneUma lassanha de abobrinha com ricota que é a coisa mais simples de preparar: uma camada de molho de tomate, abobrinha fatiada por cima, uma fatia de peito de peru (opcional) e uma mistura de ricota esfarelada, creme de ricota, pimenta e alho. Aí repete essas camadas até finalizar com abobrinha e molho de tomate por cima. Coloquei queijo minas ralado pra fratinar e forno até cozinhar bem a abobrinha. Fica uma delícia.

dezembro sem carne 3Almoço sempre delicioso com soja, grão de bico e torta de legumes lá no O VegetarianoPor mim eu comia todos os dias lá sem enjoar, porque eu ainda tô pensando na “carne de cajú” e na torta de cacau de lá <3

dezembro sem carne 9Uma mistureba cheia de preguiça pra salvar o almoço, com penne integral, brócolis, ricota, milho e tomatinhos.

dezembro sem carne 12Uma fritada de abobrinha bem simples. É só ralar a abobrinha e refogar no azeite, temperar com vinagrete desidratado, alho em flocos, sal defumado e pimenta. Coloca numa travessa, cobre com 2 ovos batidos (uso só uma gema) temperados com açafrão e pimenta. Cobre com gergelim torrado e forno até dourar. E pronto. :)

dezembro sem carne 11 dezembro sem carne 10E a alegria de quem é vegetariano: um rodízio de sushi cheio de opções sem peixe. No Udon tem tofu, shitake, shimeji e legumes bombando no cardápio.

No meu Instagram (@terrinha) eu tô postando umas fotos com a hashtag #dezembrosemcarne, então se alguém quiser acompanhar e dar essa força, vou adorar a companhia :D


que venha 2014


Se eu quisesse resumir o ano de 2013 eu não conseguiria. Tanta coisa mudou, tanta coisa apareceu. Mudei de casa, mudei de emprego, mudei de ~status de relacionamento~, engordei, emagreci, engordei de novo, fiz novas tatuagens, conheci muita gente incrível, me aproximei mais de outras que eu já conhecia,  e me afastei de algumas também. Fiz escolhas, tomei decisões, sofri pra cacete, sorri pra cacete. Enfim, foi um ano intenso. Isso, intenso. É essa a palavra.

O melhor é parar pra pensar em tudo e perceber que eu não me arrependo de nada. Nem das coisas ruins, nem das que poderiam ter sido ainda melhores. Nada. Se fosse pra viver 2013 de novo, eu viveria do mesmo jeito. Porque na intensidade se aprende tanto, né? E com certeza saio de 2013 mais forte do que entrei. Mais firme, mais feliz, mais eu. E se eu quero pedir uma coisa pra 2014, é que eu consiga me encontrar ainda mais. Porque é nessa busca que eu sigo diariamente. Em cada escolha que eu faço ao longo da vida, seja da vida profissional, amorosa, da minha saúde, da minha estética, da minha grana, tudo. Eu descobri que tudo que eu faço é uma eterna busca de mim mesma e da minha felicidade.

E meu objetivo é chegar cada vez mais perto e descobrir que eu ainda tenho mais um monte pra descobrir de mim mesma. E que venham mais perguntas e mais respostas. Porque se tem uma coisa que eu posso dizer, é que 2014 vai ser diferente. Isso vai. E que venha, e venha com muito amor, por favor.

É isso que eu desejo pra todo mundo, sempre. Mais amor, mais amor, mais amor. <3 mais amorAté 2014!

 



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