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um presente simples para uma amiga especial


É isso que acontece quando você precisa dar um presente para alguém especial, e na metade do mês está mais sem dinheiro do que antes de receber o salário. Então a gente faz o que pode né, porque o que importa é o carinho que se coloca no que se está fazendo.

Todo mundo sabe que Carol é uma GRANDE amiga minha (sem gracinha com o seu tamanho diminuto, ok?). Aquela amiga que você escolhe pra ser família, sabe? Que é pra quem você vai chorar, e a quem você consola. Aquela que você cuida como se fosse uma filha, briga como se fosse uma irmã, e pede força como se fosse uma mãe. Porque amiga que é amiga é assim, uma família inteira numa só pessoa, que a gente escolhe pra fazer parte da árvore genealógica do nosso coração.

E a minha pequena-grande amiga está fazendo aniversário amanhã, e tirando suas merecidas férias. Vai passar um mês longe de mim (como proceder?) e perto da mamãe, da irmã, da titia. Justo, justíssimo. E sabendo dessa viagem, que começará HOJE, preparei um presentinho simples, barato, mas cheio de amor. Carol é ilustradora e escreve melhor do que muito redator por aí. Outro detalhe da sua pessoa, é que ela é desorganizada e desmemoriada. Então, pensando em tudo isso, resolvi escolher como presente para ela um moleskine genérico, já que o original não coube no orçamento, para que ela usasse como diário de viagem, escrevendo, desenhando e anotando tudo que se passa em solo europeu, debaixo do seu salto doze. Isso vai ajudá-la a não esquecer instantaneamente das histórias, e ela ainda terá um lindo caderno cheio de boas lembranças para guardar pra sempre. Acho que foi uma boa escolha :)

E como eu não ia simplesmente entregar ele naquela embalagem horrível da Livraria Saraiva, fui personalizar uma caixinha pra ela. Fazer qualquer tipo de “arte” pra presentear Carol é um desafio, já que ela tem o dom dos trabalhos manuais e faz qualquer coisa com muito primor, então eu tive que caprichar. Usei o que eu tinha em casa, e terminei gostando do resultado :) Se eu tivesse grana, o presente era essa caixa de Godiva devidamente recheada com seus incríveis chocolates finos, mas a verdade é que eu ganhei os chocolates do meu sogro há quase 1 ano e guardei a caixa. Sim, eu guardo caixas, vidros, embalagens e fitas dos presentes.

Eu tenho alguns papéis especiais perdidos nas gavetas do escritório, e fui buscar um legal para cobrir a tampa da caixa. Encontrei esse, que é totalmente feito de fibras naturais. Foi produzido pela Bruxaxá para um projeto da Chesf, que escolheu determinadas regiões de onde foram recolhidas folhas de plantas características para fazer os papéis. Mais natural e artesanal impossível :) Claro que eu fiz de tudo para que a caixa ficasse com um bom acabamento, então coloquei ela em cima do papel, fui fazendo os vincos para marcar, vi onde precisava cortar para o encaixe ficar ideal e saiu esse corte que dá pra ver direitinho na segunda foto. Para prender, eu usei fita dupla-face apenas nas laterais da tampa, pra não colocar em cima e correr o risco do papel ficar marcado. Coloquei fita também nas laterais no lado de dentro, para fixar o acabamento. Ficou bem feito :)

Com a sobra do papel eu fiz o cartão, que levou um lacinho e foi escrito à mão com o maior carinho. A cinta para o caderno eu fiz em papel tipo kraft, para deixar claro que o presente tem um objetivo que precisa ser cumprido :P Para deixar um cheirinho agradável, usei um pouco desse pot-pourri que eu tinha em casa, com lascas de madeira e algumas sementes. Para fechar a caixa, usei essa ráfia que veio forrando uma cesta que Paolo me deu no aniversário, e que eu guardei e já usei em várias outras “artes” :P Tudo nessa vida é reaproveitamento, né? Mas com bom gosto, por favor ;)

E assim ficou o meu humilde, porém querido, presente. Para minha nada humilde (porque quem vai pra zoropa nas férias não é humilde, fecha com a cara da sociedade) porém muito, mas muito querida amiga.

Boa viagem, e feliz aniversário \o/


somos jovens (ou café cardinale)


Eu conheci Carol tem pouco mais de 2 anos. Essa menina linda, com seu leve sotaque dos 15 anos vividos em Portugal, conquistou meu carinho. Primeiro, como dupla. Uma diretora de arte muito competente, uma ilustradora super talentosa e uma fashionista nata. Ai além de me encantar com ela, me encantei com seu trabalho. Depois fui conhecendo um pouco da sua história de vida, das dificuldades do passado e da superação. Então comecei a admirar ela como uma mulher guerreira. Assim como sua mãe, Weydja, que eu não conheço mas admiro por saber um pouquinho da sua história. Então não tinha como. Eu e Carol viramos uma dupla muito além do expediente. E, como se não bastasse todo trabalho que ralizamos juntas dentro da agência, fazemos “milium” planos para o futuro. Nossas teorias de como vamos ficar ricas e dominar o mundo. Do grande negócio que vamos criar para investir. Da nossa mina de ouro. Sim, nós temos muitos planos. E ontem, mais uma tarde na Livraria Cultura depois do almoço, em mais uma conversa sobre nossas vidas, percebemos que nós fazemos muitos planos para o futuro, mas não conseguimos realizá-los. E então fomos percebendo como no auge dos nossos vinte e poucos anos, nós ficamos em casa nos fins de semana pensando no que vai ser de nós depois da aposentadoria. Ficamos vendo comédias românticas pensando no que fazer para ter dinheiro. Ficamos trabalhando até tarde pensando em chegar em casa e descansar para pensar no que temos de trabalho para o dia seguinte. Então, percebemos que somos jovens demais. Sim, somos muito jovens para só fazer planos. Somos muito jovens para não fazer mais uma loucura ou outra de vez em quando. Que somos muito jovens mesmo. Então, depois de fazer mais alguns planos sobre fugir juntas para mochilar na Europa ou fazer um curso em Nova Yorque, resolvemos viver o presente e fazer uma loucura. E essa loucura chama-se Café Cardinale da Livraria Cultura. Uma loucura com 6 bolas de sorvete de creme, cheia de creme de chocolate e crocante, boiando no Frangélico e coberta com MUITO chantilly. Claro que antes da metade nós já estávamos enjoadíssimas, sem aguentar mais nem olhar para essa loucura e pensamos: os jovens são tão inconsequentes né?


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