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meu sonho: ser a velha dos bichos


Eu fui uma criança de apartamento. Na verdade, eu sou uma pessoa de apartamento. Nasci, cresci e moro até hoje em apartamento. E o pior, tudo entre crises de asma e rinite alérgica. Ou seja, ter bichos sempre foi um problema. Quando eu era bem mais nova, depois de pular muro da casa de vizinhos pra brincar com os cachorros deles e me abraçar com qualquer vira-lata que cruzava meu caminho, mamãe e papai fizeram os seus esforços pra realizar meu sonho de ter cachorro.

Primeiro, uma poodle da qual eu lembro pouco… Lembro mais dos carrapatos e dos pelos que ela soltava pela casa do que dela propriamente. Não funcionou. Depois tentamos um husky siberiano. Sim, num apartamento. Sim, em Recife. Sim, ele avançava na geladeira toda vez que a gente abria a porta. Mas era uma raça que na teoria tem cabelo, e não pelo. Então poderia ser uma boa saída pra minha alergia. Mas enquanto não atacava minha rinite, atacava a casa inteira. Louco, destruidor e plenamente não adaptável. Não funcionou e foi o primeiro que eu me apeguei fortemente. Lembro até hoje o quanto eu chorei… bizuDepois dele a última tentativa foi um miniatura pinscher usando o pensamento: ele tem pelo baixo, pouquinho, não vai causar tanta crise assim, certo? Errado. Erradíssimo. Foi minha pior crise alérgica de todos os tempos. Noites de nebulização, emergência, hospital. Um terror. Triste. Depois disso, ficou decidido que não teríamos mais cachorros…

Nesse meio tempo ainda tivemos Tita, uma jandaia que mamãe salvou de um bar onde as pessoas davam cigarro e cachaça pra ela. Ela era super inteligente e era criada solta em casa. Tão inteligente que um dia que foi enxotada do quarto de uma forma mais indelicada ficou triste e pulou da varanda. Pois é, um pássaro suicida. E entre todos os bichos, qual o único que não podia me dar alergia? Isso mesmo. Peixe. E mamãe tentou sanar minha carência ~animal~ com um belo peixinho. Mas eu resolvi tirar ele do aquário pra fazer carinho e… Pois é. Matei de amor. Então deu pra ver que meu começo com os animais foi meio difícil, né?

Aí depois nasceu minha irmã, também alérgia e asmática e nós decidimos não correr mais os mesmos riscos. Então eu só voltei a ter bicho lá pros 20 anos, depois que eu saí de casa. Que foi na mesma época que mamãe voltou a ter cachorro, pegou Lua, uma maltês fofa e chata, que está lá com ela até hoje.

E meus primeiros bichos depois que eu saí de casa foram os gatos. Sim sim, se é pra ter alergia que tenha de verdade hahaha :P E nós pegamos um gatinho novinho que apareceu miando na porta do apartamento térreo que a gente morava. E esse foi meu primeiro filho, Bob. Lindo, carinhoso, companheiro, inteligente. Mas a gente criou ele pro mundo, deixando a janela aberta para ele sair e voltar quando quisesse. Alguns dias da gente chegar e ter 5 ou 6 gatos dentro de casa, até o dia que não tinha mais nenhum. Bob foi e não voltou mais… A gente sabia que isso ia acontecer e já estava esperando, mas chorei tanto… Tanto…

bobE a segunda experiência foram as meninas. Duas gatinhas lindas e pretinhas que a gente salvou do meio de uns escombros. Elas foram abandonadas tão pequenas, mas tão pequenas… Mas a gente não podia criar, a gente ia se mudar pra outro apartamento e sabia que elas não iam se adaptar a ficar trancadas e tudo mais. Ainda tentamos, mas não deu. Elas eram lindas, irmãs, companheiras. Preta e Branca. Pretinha a mais nova, meio maluca e desregulada. Magrinha e desajeitada. Branquinha de uma pose, pompa e elegância que só ela. Terminaram na casa de um amigo nosso em Aldeia, com certeza mais felizes do que trancada num apartamento, enquanto meu coração apertava mais uma vez.

pretinhabranquinhaE depois delas, hoje eu tenho Chica, minha filha, meu amor incrível. Já morou comigo em três apartamentos diferentes, já me viu casar, separar, mudar de emprego, chorar, sorrir, viajar, tudo. Chica é incrível, minha preta pretinha, amor da minha vida. Um olhar humano no corpo de uma cachorra maravilhosa. Não tenho nem o que dizer, o amor que eu sinto por ela acho que reúne o amor de todos os outros bichos que eu tive numa só.

chicaE eu tô aqui, declarando todo meu amor aos meus bichos e contando a história dos animais da minha vida por um único motivo: quando crescer eu quero ser a velha dos bichos. Sério. Quero morar numa casa grande, com espaço pra criar todo tipo de bicho que eu quiser. Adotar cachorros, pegar gatos na rua, peixes que eu não tire pra fazer carinho, até pássaros eu criaria se não precisasse prender. Talvez papagaios, ou esses que a gente cria soltos. Sim sim, eu toparia ter todo tipo de bicho.

No último domingo fui até a casa de Lisiane, uma vizinha de mamãe que é muito querida e tem uma casa maravilhosa, onde ela mora com o marido, os dois filhos, um gato persa, um gato vira-lata adotado, uma border colie, uma akita e dois papagaios. Aí aproveitando que mamãe agora também pegou um gato, irmão desse adotado de Lisiane, passei o dia tirando foto dos bichos e sonhando com o dia que eu vou morar numa casa e ser a velha dos bichos. Sim sim, isso é um projeto de vida.

casa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichoscasa dos bichosDepois de ver essas coisas lindas, como não querer ser a velha dos bichos, me diz? E esses papagaios GARGALHAM. Sim! Eles gargalham de forma estridente, gritando, igual a Lisiane hahaha E, claro, que eu não aguentei quando ouvi e caí na gargalhada também, né? casa dos bichosAgora vai me dizer que esses bichos não deixam a vida das pessoas mais feliz? Claro que deixam, claro que deixam. Então se eu tenho um projeto pra minha vida daqui a alguns anos é ser feliz numa casa com espaço e muitos, muitos bichos. :D

Boa semana pra quem ama mais bichos do que as pessoas hahaha! <3


brown sugar caffé #praiadapipa


brown sugar caffebrown sugar caffebrown sugar caffebrown sugar caffeE, claro, que a viagem rápida pra Praia da Pipa rendeu algumas fotos legais. Ah, como eu estava morrendo de saudade de tirar fotos… Na verdade, acho que eu estava mais com saudade de ter paisagens novas, vistas novas, para poder fotografar. Acreditem, ver coisas novas, pessoas diferentes e caminhos que a gente não costuma andar, dá uma renovada na alma. Pelo menos na minha :) E acho que na de Paolo também, já que ele fez fotos lindas <3

Como nós cheagamos na meia-noite, da sexta para o sábado, terminamos dormindo até um pouco mais tarde e perdemos o café da manhã na pousada. Mas quem se importa? :P Pegamos o caminho para a praia e, na rua principal, achamos esse cantinho chamado Brown Sugar Caffé. É um catinho na esquina de uma galeria aberta.

As mesas são simples mas o teto é uma Bougainvillea enorme e florida. Quer coisa mais agradável? E além da sobra, a planta ainda faz lindos desenhos de luz, que estampam o chão e as mesas do lugarzinho.

Lá nós pedimos um misto quente e um suco de laranja cada um. Ô lugar pra ter suco bom é a Praia da Pipa, viu? Todo lugar tem um suco delicioso. E o misto? Bem, era um misto quente. Simples assim. Mas era um misto quente da Praia da Pipa <3

Uma outra vez, quando nós estivemos em Pipa com uns amigos, eu cheguei na casa e comentei, tristonha: “poxa, perdi meu brinco…”, e então uma amiga minha, sentindo a dor de ter um brinco xodó perdido, perguntou: “eita, foi mesmo? Onde foi?”, e eu respondi: “na Praia do Amor…”, e ela na mesma hora falou “ah… Mas foi na Praia do Amor…”, e isso mudou tudo. Eu não estava mais nem um pouco triste, porque eu perdi meu brinco, mas foi na Praia do Amor… Quem se importa? :) Então eu fui aí no Brown Sugar e pedi um misto quente, mas foi o misto da Praia da Pipa, que também é muito amor <3

E depois eu provei esse alfajor recheado com doce de leite e coberto com chocolate. Geladinho, delicioso. Virou meu doce preferido do fim de semana, e eu tive que voltar lá mais tarde para comer outro. Coisa divina.

E, enquanto a gente estava por lá, vieram dois cachorros lindos, pretos, nativos da praia, falar com a gente. Carinhosos, brincalhões e visivelmente felizes, eles conseguiram uns carinhos da gente e ficaram por lá. Conhecidos, recebiam cumprimentos de várias pessoas e ficavam por lá. Alegres, vivendo na praia.

E por um momento eu quis trocar de vida, e ser esse pretinho aí. Tombando lixo e vivendo na praia. Mas depois passou…

brown sugar caffe

Boa semana de trabalho, gente :)


sim, é uma filha


Desculpem os papais e mamães que tem seus rebentos, mas pra mim cachorro é igual a filho. Quando Chica veio pra cá filhote, um pedaço redondo de pelo preto, nossa vida mudou. Eu e Paolo nos revezávamos para limpar xixi e coco, igual aos pais. Acordamos de noite com ela chorando, sofremos para educar, levamos ao médico, gastamos o dinheiro que fosse preciso para ela ter conforto e saúde, igual aos pais. Mimamos ela demais, igual a alguns pais, e abrimos mão de viagens e outras coisas para ficar com ela, como muitos pais.

Eu chamo Chica de filha. Ela corre pra mim quando quer segurança ou manha, igual a uma filha. Ela me pede colo enquanto eu estou trabalhando e quer dormir agarrada em mim, igual a uma filha. Ela precisa de atenção, de carinho e de dedicação, igual a uma filha. Chica sente quando estamos tristes e faz de tudo para nos alegrar, como todo filho.

Eu não quero escrever aqui algo sobre a relação dos donos com os seus cachorros, e sim um pouco da minha relação com a minha filha. Ontem eu e Paolo fomos ao show de uns amigos nosso, encontrar outros amigos que há muito tempo não víamos. Tinha tudo pra ser uma noite feliz, instigada, animada, mas enquanto todos estavam se divertindo, eu tentava balançar o corpo ao som da música mas a minha cabeça estava em casa. Estava em Chica. Como muitos pais fazem. E tudo que eu quis naquele momento foi poder ligar pra casa e falar com ela, para perguntar como ela estava.

Chica está doente, com a famosa doença do carrapato. Eu imagino que quando você leu isso você pensou: puta que pariu, que merda. E foi assim que eu vi as pessoas reagindo ao falar que ela estava doente. Muita gente já teve experiências ruins com essa doença, muitos pais perderam os seus filhos pelo carrapto, e eu já chorei muito por isso.

Me culpei como toda mãe, me perguntei onde eu errei como toda mãe. Fiquei com peso na consciência de sair e deixar Chica em casa, mesmo sabendo que a minha presença não iria melhorar muito o seu quadro médico. Hoje ela entrou para o antibiótico e para o remédio de fígado, suas plaquetas estão muito baixas e ela está muito fraca. E eu só estou escrevendo isso porque eu sou mãe, e estou chorando pedindo forças para que ela passe por isso sem nenhuma sequela.

Eu sei que os posts de sexta-feira deveriam ser felizes, para começar o fim de semana alegre, mas eu me culpo por qualquer alegria que eu venha a sentir. Porque eu sou mãe e minha filha está doente. Essa é a minha última sexta-feira de férias, o meu último fim de semana de férias, e tudo que eu quero é ficar em casa cuidando de Chica. Não quero sair, não quero viajar, não quero beber nem me divertir com os amigos. Eu só quero que minha filha fique boa. Só isso.

Também aproveito para agradecer a veterinária Alessandra Corrêa, que nos atendeu com o maior carinho e atenção. Explicou detalhada e pacientemente todas as possibilidades, todos os cuidados, todos os remédios. Tirou sangue para o exame que Chica nem sentiu, e tratou nós três, eu, Paolo e Chica, como todo médico deveria cuidar de toda família. Eu não tenho palavras para agradecer, Alessandra foi um anjo. Que mesmo trazendo uma notícia ruim, vai fazer com que, daqui a pouco tempo, seja uma notícia ótima de que ela está recuperada.

Desculpem o desabafo, mas como eu sempre disse, esse blog é a minha terapia. Eu já escrevi sobre minha mãe, meu pai, meu irmão, minha irmã e meu marido. Eu só precisava escrever sobre a minha filha, que eu não amo menos do que qualquer outro membro da família.

Fica boa filha, por favor.


os amigos de serra negra


Ah, como eu amo bichinhos :P Tenho meu amor declarado a todos eles.

O xalé onde nós passamos o último fim de semana é ótimo, tem uma vista linda e é bem confortável. O tempo que nós passamos lá, porém, não foi de todo traquilo. Eu não vou falar do som de boate no xalé ao lado, às 22h da noite. E vou poupar de dizer que estava estupidamente alto para abafar sons er… digamos… constrangedores.  Prometo não falar nada sobre isso.

Vou falar das coisas boas. Os bichos :D Quando chegamos fomos recebidos por um cachorro mancando, mas muito carinhoso. Lindo, do nariz marrom e dos olhos claros. Colocamos o nome dele de sexta-feira, não pergunte porque. Ele é muito brincalhão, e adora pular, lamber, morder, mas sem machucar. Ele é muito feliz :) Vai ver é por isso que o dono pisa nele. Ops.

As ovelhas chegaram berrando. Acho que estavam dando as boas vindas :P Tinha uma delas que tava prenha, e outra que tinha uma mancha branca no formato de um triângulo certinho. Colocamos o nome das de colapso, perplexo e complexo. Piadinha interna da família. Ah, elas gostaram mesmo foi do carro de mamis. Tentaram umas duas vezes morder a maçaneta :P

E para deixar a gente ainda mais encantado, chega o gato. Putz, como eu amo gatos. E eu acho que eles me amam também. Sempre rola uma troca de carinhos :) Quando minha irmã viu o gato tomando banho, fazendo posições complexas “de ioga” para se lamber, ela colocou o nome dele de Buda. Oi? Mas tudo bem, ficou. Buda ficou logo junto da gente, e enquanto eu tirava um chochilo na poltrona, ele subiu em mim pra fazer compainha. Ele é muito carinhoso :) Deve ser por isso que o dono puxa ele pelo rabo. Ops.

Ainda bem que só passamos uma noite lá e, apesar dos pesares, conseguimos tomar vinho, cerveja, comer queijos e jogar conversa fora. Tudo isso sentindo o friozinho especial de Serra Negra. Como a minha mãe diz, com a nuvem entrando dentro de casa. Serra Negra tem várias casinhas para alugar, xalezinhos, pousadas. Tenho certeza que algumas ótimas :) Sem esquecer do Ayatana Parador, né. Vale conhecer, principalmente no inverno.



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