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dicas do primeiro dia em santiago do chile


Primeiro, isso não é um roteiro de Santiago, nem uma dica de roteiro. São algumas dicas sobre o que eu vivi em Santiago. Antes de ir, eu li muito sobre as cidades que ia visitar, e quando estava lá percebi que rolou uma ansiedade estranha. Muitas das dicas que eu li eram sobre lugares que você “tem que” ir, onde você “não pode deixar” de pisar, primeiro faz isso, depois aquilo, entre uma coisa e outra come aqui. Aí eu percebi que estava terminando “engessando” minha experiência baseada na dos outros. Que loucura, né? Ainda bem que me dei conta disso e fui deixando as coisas mais fluidas. E também ainda bem que aproveitei algumas das dicas e conheci lugares maravilhosos. Então, vamos equilibrar. :)

Ah, em Santiago eu ainda tinha celular, e como ele quebrou na metade da viagem, eu sigo publicando algumas fotos dos destinos no Instagram. Então se quiser seguir vai lá no @terrinha e acompanha pela hashtag #aresdaterra que é onde tô concentrando as fotos da viagem. :)

Do lado esquerdo do avião cordilheira dos andesEu já tinha visto essa dica e na hora de reservar o lugar no avião fui bem certeira: quero sentar na janelinha do lado esquerdo. Eu sempre durmo no avião. O vôo todo. Geralmente começo a dormir com ele ainda em solo, juro. Depois de ter feito RecifeGuarulhos dormindo, tava na hora de GuarulhosSantiago e eu fiquei com medo de não acordar pra ver a Cordilheira dos Andes. Mas eu acordei bem na hora que o piloto tava mandando colocar o cinto e se preparar que podia rolar turbulência, porque íamos sobrevoar os Andes.

Sem exagero: quando eu avistei a Cordilheira comecei a chorar. Foi algo automático. As montanhas apareceram, as lágrimas desceram. Foi bem forte. Não teve turbulência, não teve medo, não teve nada além dessa emoção impressionante. É uma coisa muito grandiosa, que de cima já dá pra ver. Eu sabia que ali ia começar uma relação de amor com essa espinha dorsal da América Latina. E começou. <3

Onde eu fiquei

Em Santiago eu fiquei num Airbnb que tava com um preço legal (R$39 por dia), que era perto de uma estação de metro e, pelo que eu tava pesquisando, tinha uma localização central. Escolhi tudo sozinha no feeling, antes mesmo de saber que seria ciceroneada por Gustavo, que mora na cidade.

Um parênteses sobre Gustavo e sobre o efeito que uma viagem tem nos relacionamentos interpessoais. Eu conheci Gustavo há uns 15 anos na academia do colégio. Nunca fomos amigos, nunca nos falamos além de um “oi oi” nos lugares que a gente frequentava. Temos muitos amigos em comum, frequentamos muitos lugares em comum, mas a vida tem disso. Eis que ele viu no Instagram que eu ia pra Santiago e se ofereceu pra me ajudar enquanto eu tivesse por lá. Um doce. E eu aceitei, claro. E durante esses 6 dias que estive na cidade ele me deu um suporte massa, saímos pra passear, comer, conversar, beber. E em poucos dias nasceu uma amizade que não nasceu em 15 anos. Interessante, né? Eu acho. Por isso (e por outras), obrigada Gustavo! :D

Na noite que cheguei em Santiago, ele foi me encontrar no prédio que eu tava hospedada e já foi logo me dizendo: você está numa localização foda! E repetiu isso enquanto me mostrava um pouco da vizinhança. Estava na boca da estação Baquedano do metro, que é bem central e que tem duas linhas que passam por ela. Estava na colada com a Plaza Italia, que divide a cidade entre a área mais “nobre” e a área mais “pobre”. Estava super perto da Calle Pio Nono e do Barrio Bellavista, um antro de bares, restaurantes e lugares pra dançar. Perto do Barrio Lastarria, lindo, histórico e cultural. Estava perto de padaria, mercadinho, praças, parques. Tudo isso pra fazer andando. Enfim, essa localização é babado mesmo e foi uma mão na roda estar por lá.

Show de Salsa na Maestra Vidamaestra vida

A primeira coisa que eu fiz em Santiago foi sair pra beber com Gustavo. E depois de chegar numa festa de aniversário de uma amiga dele, saímos pra ver um show de salsa no Maestra Vida. Que show arretado! Que banda! Que espaço massa. O lugar respira salsa. Aulas durante o dia, show de noite, tempo de bailar sempre! Encantada. Vale a visita.

Trocar dinheiro

Eu levei Pesos Chilenos suficientes para uns dois dias, e levei dólares pra trocar por lá. É mais negócio levar dólar do que real. No Paseo Ahumada é onde ficam a maioria das casas de câmbio. Desce na estação de metro Universidad de Chile e caminha pela rua e por umas transversais sacando as cotações. Geralmente a primeira casa de câmbio que tem na rua, do lado esquerdo logo depois da saída da estação, tem a melhor cotação. Mas claro que vale a pesquisa. Se ligar em só ir nas que ficam no térreo, que nas que ficam no primeiro andar dizem que rolam uns golpes. E também sempre pedir seu recibo.

Café com pernas

Uma das coisas mais bizarras que eu vi em Santiago foram os tais de “café com pernas“. No Paseo Ahumada tem alguns deles, e pelo que entendi são os mais “compostos”. Faça chuva, frio ou sol, as pessoas vão para esses cafés serem servidos por mulheres de minisaia, mini roupas e grandes saltos. Esses cafés ocupam boa parte das calçadas, então mesmo que você não entre, você vai presenciar a cena das mulheres indo e vindo com os pedidos, e os olhares acompanhando cada pedaço das curvas delas. Me deu logo uma agonia na alma. Triste.

Plaza de Armasplaza de armas de santiago 

Tá rolando pau de selfie sim. #aresdaterra 🌍#santiago #chile

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Eu bem distraída, saí andando pelo Paseo Ahumada, com meu café do Marley Coffee na mão, olhando as árvores, as pessoas, as lojas, e quando eu vi tava de frente pra uma praça linda! Tinha nem sacado mapa, nem gps, nem nada. Tava apenas caminhando. Aí quando cheguei que vi aquela praça toda linda, movimentada, cheguei junto de um guarda e perguntei no meu melhor espanhol “ô moço, que praça é essa, hein?” e ele me respondeu Plaza de Armas com uma cara de quem diz “ela tá falando sério?”.

Pois é, nem tinha me ligado que era mesmo um dos caminhos para a principal praça da cidade. E lá tem um monte de coisa linda pra ver, por dentro e por fora. Vale dar um rolê olhando as árvores, os mapas em placas de bronze no chão que mostram como era Santiago antigamente, a arquitetura dos prédios, as esculturas, as bandinhas que tocam lá de vez em quando, alguns artistas de rua se for mais perto do fim de semana.

Catedral Metropolitana de SantiagoCatedral Metropolitana de Santiago 2catedral metropolitana de santiagoCatedral Metropolitana de Santiago 4Catedral Metropolitana de Santiago 5Catedral Metropolitana de Santiago 3Catedral Metropolitana de Santiago 7Catedral Metropolitana de Santiago 8Catedral Metropolitana de Santiago 6Ela fica na Plaza de Armas e eu fiquei hipnotizada por essa Catedral. Eu, apesar de ser bem ressabiada com o catolicismo na história, sempre gosto de visitar igrejas por onde eu passo. Sua arte, sua história, sua presença sempre me interessa. Mas essa catedral aí bateu forte no tambor. QUE LUGAR LINDO! Quando entrei eu não sei quanto tempo fiquei abestalhada olhando o teto com suas pinturas. Meu olho demorou até chegar ao altar principal, que é bem grandioso.

Então comecei a caminhar, reparando os diferentes tipos de ladrilho que são usados no chão ao longo da Catedral. Fui parando em cada um dos altares laterais e vendo suas diferentes ornamentações, épocas diferentes de arte, diferentes simbologias. Tem dos mais rebuscados em madeira talhada, em ouro, em esculturas de mármore, até os mais “simples” em pedra ou em quadros. É muito interessante. Como não era horário de missa, dá pra ir em todos os ambientes. Passar por trás do altar principal e descer também para a Cripta Azorbispal, onde estão enterrados alguns padres e arcebispos importantes.

Entrada gratuita.

Correo Central  correo central santiago

Também na Plaza de Armas está o prédio do Correio Central, que é lindo por fora e por dentro. Entrei rapidamente pra ver como era e foi engraçado ver que a galera entra com cachorro e tudo, de boas, em vários lugares. Cidade pet friendly <3 Tava rolando uma exposição sobre as mulheres na aviação, interessante e bem simples. Passei a vista pelo teto de vidro, dei uma andadinha e saí.

Museo Histórico Nacional museo historico nacional(Eu tô aqui sem entender se eu me abestalhei e não tirei foto mesmo da fachada linda do Museo Histórico Nacional, já que do lado de dentro não pode tirar foto, ou se eu me contentei em tirar só do celular e perdi junto com algumas outras fotos que corromperam no tilt todo que ele deu no Atacama… Essa foto é de dentro do pátio e não mostra nada da beleza que ele tem. Mimimi)

Ao lado do Correo Central está o Museo Histórico Nacional. Entrei despretenciosa e fui olhando as coisas. Um funcionário do museu viu que eu tava sozinha e começou a puxar assunto. Saiu me contando um monte de história paralela da história do Chile, altos babados e fofocas hahaha :P Apresentou algumas coisas das salas por onde eu passei e foi meio que de guia. Mas ele é segurança de lá e não podia ficar de papo assim, néam. Então ele deu a dica: pegar um audioguia por 1000 pesos (+- R$5,55), que pode ser em português, inglês ou espanhol. Foi o melhor investimento.

Saí andando pelas salas, que são divididas pelas épocas da história do Chile, aprendendo um monte de coisa. Como tinha uma escola por lá, e as crianças/ adolescentes são muito barulhentos (haha eu velha), fui desviando do caminho deles e vi que tava fazendo a história do Chile de traz pra frente. Isso deu um pequeno tilt na minha mente, não vou mentir. Mas vida que segue. :P

Mercado Central  mercado central de santiagomercado central de santiago 2mercado central de santiago 3mercado central de santiago 4mercado central de santiago 6mercado central de santiago 5mercado central de santiago 7Geralmente ir ao mercado público principal é meu passeio preferido nas cidades. É o que eu gosto de fazer primeiro, ou pelo menos no primeiro dia. E em Santiago não foi diferente. Parei num Centro de Informações Turísticas na Plaza de Armas, peguei um mapa e fui caminhando até lá, e tem uns prédios bem bonitos no caminho.Eu já tinha lido mil coisas sobre como o mercado é caro, como é pega turista, como você vai ser assediado pelos garçons, eu já sabia de tudo isso. Mas fui. E fui querendo comer. Porque eu não sou obrigada. :P Eu estava super curiosa pelos frutos do mar de lá, e até voltei a comer peixe pra não me negar a nenhuma experiência gastronômica que envolvesse os frutos do Pacífico.

Então andei que só por lá, vi aquela quantidade de frutos do mar totalmente estranhos pra mim, fiz cara feia pro cheiro de peixe até o nariz acostumar, disse um monte de “não” e de “no compreendo” quando não queria assunto, e também fiz um monte de pergunta e papo com a galera local que tava comprando os pescados e também com quem tava vendendo. Todo mercado é uma experiência antropológica.

A dica aqui é sair do centro do mercado, onde ficam os maiores, mais caros e mais conhecidos restaurantes, e entrar pelas laterais e pela parte de trás, onde tem um monte de restaurante mais simples. Fui olhando de um por um até que encontrei um que a abordagem do cara não foi tão efusiva como os anteriores, ele foi bem didático na hora de me apresentar o cardápio e o preço tava mais de boa. Sim, é caro. Mas eu tava disposta.mercado central de santiago 9mercado central de santiago 8Sentei e pedi uma Paila Marina completa por 8.000 pesos (+- R$44) e uma Escudo, meio que a Skol chilena só que boazinha. Lá em Santiago todo lugar que você vai comer, eles servem uma entradinha gratuita de pães, com pastinhas e molhinhos bem gostosos e que já começam a encher o bucho. Então chegou o prato e QUE PRATO. Enorme.

É praticamente uma sopa, um ensopado, com tudo que é marisco, molusco e pescado dentro. Eu já nem sei mais o que tanto é que tinha, mas sei que tinha os ostiones que eu queria conhecer, e umas unhas de cangrejo que eu tava na secura também. Esqueci de pedir “sin cilantro” e o negócio veio chorado no coentro. Mas paciência, néam. Cata daqui, cada dali e comi tudo. Tava uma delícia. Meu bucho não cabia mais nem um dedo de água. Valeu a pena.

Saí de lá e fui encontrar com Gustavo pra gente passear, eu tava precisando mesmo caminhar pra fazer a digestão.

Cerro San Cristóbal cerro san cristobal 2cerro san cristobalcerro san cristobal 1cerro san cristobal 3 Acho que Santiago é a cidade com mais verde que já conheci. Muito parque, muita praça, muita rua arborizada, além dos cerros incrustados no meio da cidade. O Cerro San Cristóbal é o maior de lá, e é uma coisa linda! Fica ao final da Calle Pio Nono e a gente sobe de Funicular, que é tipo um bondinho de Santa Tereza no Rio de Janeiro, que sobe fazendo barulho e dando medo em alguns corações hahaha :P Eu achei de boa e a vista vai ficando cada vez mais bonita. A dica aqui é comprar um ticket só de ida no Funiciular, pra lá comprar o de descida pelo teleférico. 

O dia tava lindo e a vista é estonteante. A cidade inteira ali, a Cordilheira dos Andes atrás, um mote con huesillo (bebida chilena tradicional que é tipo um chá gelado com péssego e alguns grãos, SUPER DOCE) na mão e a gente subindo. Fomos até o Santuario Inmaculada Concepción, que é a parte mais alta de lá. A vista é incrível, já disse? :P Olhamos tudo, descemos por um caminho com umas cruzes bizarras pintadas bem feias hahaha E resolvemos que íamos descer para o outro lado do Cerro, de teleférico.

O teleférico é relativamente novo por lá, tem menos de um ano pelo que entendi. As cabines são pequenas, acho que o máximo vão umas 4 ou 6 pessoas em cada uma. Mas o movimento tava fraco, fomos só eu e Gustavo nos abestalhando juntos, porque ele também não tinha andado ali ainda. É massa ver o outro lado do Cerro. Embaixo dá pra ver uns lugares onde a galera vai pra fazer churrascos coletivos, pique nique. No meio Cerro tem um zoológico, que o Funicular e o teleférico fazem uma parada, mas aí é só permanecer e seguir.

Sky Costanera no Costanera Center 

costanera centercostanera skycostanera sky 2costanera sky4costanera sky 3

Descemos do Cerro San Cristóbal e fomos caminhando por uma rua de mansões impressionantes! Andando, babando nas casas, cruzando o rio de volta, Gustavo foi resolver umas coisas e eu decidi que ia ver o pôr do sol no Sky Costanera, que fica no Costanera Center, o prédio mais alto da América Latina. Você paga 10.000 pesos (+- R$55 reais) pra subir 62 andares (300m) e tem uma vista de 360º bem impressionante! E eu acho que fui na melhor hora. O dia estava terminando, o sol se pondo, a cidade começando a ficar toda iluminada, a lua sorrindo. Foi bem maravilhoso! Não é barato, é só se tiver com uma grana extra mesmo que vale a pena.

Bar Liguria

Muita gente tinha indicado o Bar Liguria, e como eu tinha que jantar pra voltar pro Costanera pro show de América, a esposa de Gustavo, resolvi ir conhecer. Cheguei sozinha, sentei e demorei uns 20 minutos pra ser notada. Não fui bem atendida, tive que fingir que não tava entendendo que um cara na mesa do lado tava dando em cima de mim, achei tudo caro e a galera estranha. A comida é boa, o pisco é bom, mas acho que tem lugares bem melhores pra conhecer. Pode até ser massa, mas não tive uma boa experiência e talvez tivesse com muita expectativa por tanta gente comentar. Acontece, né? :)

Hard Rock hard rock santiago

De lá fui pro show da banda que América toca. Ela é artista de rua, mas toca nessa bandinha de baile toda semana. Hard Rock é aquela coisa no mundo todo, né? Espaço bonito, interessante, música interessante, gente bonita, comida e bebida boa e cara, souvenirs. Nada de novo, mas foi bom pra tomar um chopp Torobayo e fechar esse dia super longo e maravilhoso! <3 Peguei um Uber e voltei pra casa de boas, já que o metro tava fechado e Taxi é uma roubada em qualquer lugar do mundo, incluindo Santiago.

Nem lembrava que tinha feito tanta coisa num dia só! E nem fiz nada correndo, muito pelo contrário. Tudo foi bem tranquilo, sem me preocupar com horário, curtindo cada momento. Santiago me recebeu muito bem de primeira, foi uma relação de carinho a primeira vista.

Como esse post já ficou mega gigante, vou guardar as outras dicas para os próximos. E se tiverem dúvidas, sugestões e outras coisas que queiram saber, é só comentar aqui! :D

Besos :*


já que é pra trintar, trintei.


trintinha 145Eu estava ansiosa pelo meu aniversário de 30 anos como eu acho que nunca fiquei. Não sei bem porque, mas senti que realmente era uma festa de ano novo. E foi por isso que resolvi fazer uma festa mesmo. Aproveitei que meu irmão tá no Brasil e meu pai arrastou a família pra Recife pra comemorar comigo. Então pela primeira vez em alguns bons anos, reunimos novamente meu pai, minha mãe e meus irmãos no mesmo balaio. Tinha mesmo que comemorar.trintinha 11

Fiz a festa no quintal da Casa 57, um espaço massa onde tem o Café e Atelier da Gordinha e a loja da Vitalina. A casa é linda e acomodou carinhosamente todos os convidados. Para o dia, fiz uma decoração simples. Como fiz tudo praticamente sozinha, não tive tempo livre pra fazer muito mais do que isso hehehe :P Escolhi o vermelho de amor e da luta pra ser a cor da festa, e a partir daí fui juntando umas coisas.trintinha 2 trintinha 3 trintinha 5trintinha 10trintinha 1

No teto, pendurei 30 estrelas, essas que ensinei como é que faz nesse post aqui. Na entrada fiz uma cortina de corações, que são super fáceis de fazer também. A dica tá aqui. Além disso, pintei alguns cartazes com frases que eu compartilho da ideologia, e deixei pendurados pra quem quisesse pegar pra tirar foto. Nas mesinhas eu fiz um arranjo super simples com o origami de coração que eu sempre faço, e inclusive é a inspiração da marca e identidade visual do blog, espetei em palitos de churrasco e coloquei em potes de palmito com sal grosso e brilho vermelho.trintinha 6trintinha 4trintinha 16

Sim sim, além do vermelho, o “open bar de brilho” era o ponto forte da decoração, afinal, foi o que decorou a parte mais bonita da festa: os convidados. <3 Coloquei à disposição da galera brilhos de várias cores, tipos, formatos, espelhinho e gloss pra aplicar. Foi tão lindo ver todo mundo brilhando! As pessoas ficaram radiantes, feito eu estava.trintinha 8

A festinha também foi “open bar de caranguejo”, então foi uma mistura de brilho com lambuzado em todo mundo hahah :) São duas coisas que eu aaaaaamo de paixão, brilho e caranguejo, então fiz questão de dividir com esse povo bom que eu tenho por perto. Mamãe ainda fez um caldinho de feijoada delicioso pra dar a sustança na turma, e o café da Gordinha estava vendendo as bebidas e as comidas deliciosas dela. Pense que ficou todo mundo super bem servido.trintinha 13 trintinha 12 trintinha 9O som da festa estava suuuuper elogiado, o tempo inteiro. Teve DJ Fininho (meu amor <3) e DJ Galego dos Coelhos. Teve duelo dos dois, deve som de vinil, de iPad, de computador, teve tudo. Além disso, tinha Ianah Maia fazendo flash day de tatuagens, com desenhos lindos a R$200. Ela tatuou 6 pessoas e eternizou o dia da festa na pele. Belle Souza da Hair Instiga também tava cortando cabelos por lá, deixando o povo ainda mais bonito. Pese numas atrações rochedos que eu consegui reunir! trintinha 14 trintinha 7O dia estava lindo, o céu estava claro, sem uma nuvem. A noite caiu gostosa com uma lua belíssima bem acima das nossas cabeças. Foi tudo tão incrível que eu não consigo parar de agradecer por esse dia. Teve skype com amiga em Barcelona, teve presente de amiga de São Miguel do Gostoso, teve gente se fazendo presente mesmo à distância. E eu posso garantir que recebi todas as good vibes enviadas. Ainda tive a sorte de ter fotos dos convidados, que levaram câmeras pra ajudar a registrar esse momento incrível. Então aqui tem fotos de Julia, Yanna, Malu e minhas. :)

Ah, de presente para os convidados, eu pedi 1kg de ração para cachorro adulto, que eu vou doar para uma moça que cuida de uns cachorros resgatados lá em Camaragibe. Ano passado fiz isso também, e vi o quanto ajuda. Esse ano foram arrecadados 52kg de ração, e isso me deixou ainda mais feliz do que eu achei que poderia ficar. Meu coração está gordo de amor, e eu sou só gratidão.

Obrigada 30, você chegou me fazendo muito bem. Estou me sentindo linda, e a parte mais bonita tá brilhando aqui dentro do peito. Vamos celebrar a vida!trintinha 15


algumas impressões de aracaju


aracajuaracajuaracajuaracajuaracajuaracajuaracajuVamos falar um pouco da cidade de Aracaju. Pouco mesmo, porque nem deu pra conhecer muito. Pegamos dois dias com muita chuva e pouca coragem de sair, então terminamos sem conhecer muita coisa nem fazer muitos programas. Mas deu pra ter algumas impressões da cidade.

# Os caranguejos

Eu sou uma pessoa incrivelmente apaixonada por caranguejo. Sério, gente. Desde pequena que mamãe me leva pra comer e esse é um dos grandes prazeres da minha vida. Sou daquelas que come tudo quebrando no dente, patinha por patinha, patola por patola, e que comemora quando a cabeça está bem gorda e amarela, pra comer de colher. E, por prazer dessa vida, encontrei uma pessoa que também tem essa paixão pelos bichinhos que andam de lado. Então eu e meu lindo simplesmente detonamos vários caranguejos, sempre, quase todo final de semana. E quando se fala em Aracaju já se pensa: caranguejos. Pelo menos é o que eu sempre penso e o que todo mundo me disse, quando eu falei que ia pra lá. Então, dada a fama do lugar e a coincidência de irmos no começo dos meses sem R do ano, ou seja, quando eles começam a ficar gordos e deliciosos, a expectativa era grande. Acho que passei uma semana falando dos tais caranguejos e que eu não tinha dúvida de que ia comer milhares e que seriam os melhores caranguejos da minha vida. E, tenho que dizer, que foi triste. :( Pois é, acho que não demos muita sorte.

Fomos no Amanda, o mais indicado por todos como o melhor caranguejo da cidade. Pedimos logo 6 pensando que ia ser só a entrada. O caranguejo veio grande, bonito, como dá pra ver na foto. Mas poxa, não tava gostoso. Uma decepção. Pior que muita gente já tinha me falado desse bar, e até um casal que é de Aracaju que estava comendo por lá no dia disse que não era assim, que estava ruim mesmo. Sem gosto, meio seco e com a carne que não desgrudava da casca nem pagando o dobro. Tudo bem que as cabeças estavam gordas e suculentas, mas não foi aquele prazer de comer as patinhas e as patolas, sabe? Uma pena. Mas então fomos ao Cariri, o que parece ser o mais conhecido da Passarela do Caranguejo por seu forró pé de serra, sua decoração temática e suas comidas gostosas. Arriscamos pedir mais alguns carangas e veio melhor do que os anteriores mas, ainda assim, não estava o melhor do mundo. Tomamos uma Germaninha gostosa pra animar, com umbu-cajá azedinho, e seguimos em frente :) Talvez o problema tenha sido a minha expectativa, ou o fato de ter um caranguejo delicioso na esquina de casa. Mas a verdade é que os bichanos eram mais bonitos do que gostosos.

# Praia de Atalaia

A praia de Atalaia é a mais famosa de Aracaju, pelo que eu pude ver. Todo lugar indicava ela, principalmente a parte na frente da Passarela do Caranguejo, que é onde ficam os bares e restaurantes, e também a Praça dos Arcos, esses azuis, que são cartão postal da cidade. Tudo bem que a gente não deu muita sorte com o tempo, e na sexta-feira choveu boa parte do dia, só abrindo o tempo no final da tarde. No sábado choveu mais cedo, mas perto da hora do almoço já dava pra pegar uma praia. E eu, seca por um bronze e um calorzinho, fiz meu lindo andar a imeeeensa faixa de areia pra achar um lugar pra gente ficar. Sério, gente. Pense numa quantidade enorme de areia pra chegar até a água. Parece que não chega nunca :P

Agora o que mais me deixou intrigada foi a enorme quantidade de mesas, cadeiras e guarda-sóis que ficam lá na praia. Tipo, ficam pra sempre, sabe? Tem fiscalização e ninguém mete a mão, achei digno. Mas isso ajuda a dar um ar meio estranho a praia. Tipo, ela não é uma praia deserta, afinal, é cheia de mesas e cadeiras. Mas não tem ninguém. Nenhuma barraca aberta. Nobody. Então fica meio que com cara de praia fantasma, sabe? Como se tivesse alguma coisa lá que ninguém fosse e só a gente não soubesse o que é hahaha :P Mas eu fiquei foi com a impressão de que a gente estava no lugar errado da praia, só pode ser. Pra tanta gente falar bem ela não pode ser assim tão estranha, eu devo ter errado em alguma coisa :P

# Museu da Gente Sergipana

Vamos fazer uma pausa para dar uma salva de palmas ao Museu da Gente Sergipana. Clap! Clap! Clap! Gente, que lugar bacana. Feito pela mesma galera que fez o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, o Museu da Gente Sergipana é encantador. Todo interativo, faz a gente embarcar mesmo na cultura de Sergipe. Eu fico logo boba com qualquer coisa que envolva tecnologia, né? Tanto porque são ossos do meu ofício, quanto porque eu realmente adoro todas as possibilidades que o bom uso da tecnologia oferece. Principalmente pra uma coisa assim, voltada para a cultura local e pra educação. É realmente encantador. E quando a gente vê as crianças se divertindo com as interações, brincando com as coisas e, mesmo que nem percebam, aprendendo um bocado, é bem bacana. Também ver os adultos com cara de bobos vendo tudo aquilo funcionando e interagindo com você é massa :) Eu mesma fiquei boba. Adorei e super indico o lugar. Quem vai pra Aracaju TEM QUE ir ao Museu ;)

# Companhia

Porque a verdade é que não existe caranguejo ruim nem praia estranha quando a companhia é perfeita. E é sempre massa estar contigo, lindo. Sempre é. <3

aracaju


o melhor caranguejo da praia


Lembra do meu desejo? Pronto, Manel matou ele me dando a última agulhinha do dia por conta da casa. Fui feliz? :)Eu frequento a barraca de Manel, na praia de Piedade, há tanto tempo que eu nem sei te dizer. Eu ia muito pequena com minha mãe e minha madrinha, comer vários, vários e vários caranguejos. Mas porque o caranguejo de Manel é o melhor? Porque é feito com carinho, atenção e experiência. Ele tem o trabalho de “depilar” todas as patinhas, que são servidas cheias de pelos até em restauranets, deixando muito mais agradável na hora de quebrar pata por pata no dente. Sim, no dente :D

Muita gente diz que não come caranguejo porque o custo x benefício não vale a pena. Desculpa esfarrapada. Comer caranguejo é muito mais do que medir a quantidade de carne que vem em cada pedaço. É uma terapia. Uma saborosa terapia :) Ele pode ser feio, mas eu não tenho o menor problema em comer patinha por patinha, e depois mandar ver de colherzinha tudo que tem na cabeça :D Quando ele tá gordinho, é sem dúvidas a parte mais gostosa (babando).

Manel tem 40 anos de praia, e no alto dos seus 63 anos, esbanja saúde. O ponto dele fica próximo ao número 3200 da av. Bernardo Vieira de Melo, na altura do edf. Massapê. Sempre que eu vou lá a cerveja tá gelada, o caldinho de sururu tá no ponto e o caranguejo vem suculento. Pena que já entramos no mês “com erre”, que é quando os bichos estão emagrecendo… Mas tem nada não, eu como assim mesmo :P

A praia de Piedade pode não ser a melhor praia, e não é mesmo. Mas para ir em Manel, vale a pena :)

E as fotos do dia foram de Paolo, já que eu estava muito ocupada pegando sol :)



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