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uma palavra sobre comportamento


Ontem, eu publiquei uma pequena frase que dizia: “Tem coisa pior do que gente que só reclama? Então fica a dica: para cada coisa que você reclamar, elogie outra. Ou você ficará insuportável.”. Foi apenas um pequeno desabafo meu, bem sincero. Mas então eu vi que gerou vários comentários no Twitter, no Facebook, e várias pessoas curtindo, concordando, comentando. Então eu vi que não era uma coisa só minha, que as pessoas compartilham desse meu sentimento.

Então resolvi dar uma palavrinha sobre o comportamento humano. Outro desabafo bem pessoal.

Quando perdemos tempo falando mais de nós mesmos do que do mundo e dos outros, é quando menos queremos nos enxergar. Porque aquela pessoa que só fala dos seus méritos e das suas conquistas, com certeza não está querendo ver um lado difícil e diferente da sua personalidade. Ou pior, não consegue ver prazer na conquista dos outros.

Quando reclamamos mais do que elogiamos é quando o defeito não está mais nas coisas ao nosso redor, e sim em nós mesmos. Se tudo está ruim, desconfortável, triste e dá motivos suficientes para que a gente dispare uma reclamação atrás da outra, precisamos saber onde está o erro. Em todas as coisas ou em nós mesmos.

Quando só falamos de trabalho é quando estamos sem tempo para olhar as outras esferas da nossa vida. Ou porque simplesmente é a única esfera da qual conseguimos cuidar e, assim, preferimos deixar as outras de lado e guardar como poeira em baixo do tapete.

Quando só falamos em bens, conquistas e dinheiro, é quando o que nós mais precisamos não pode ser comprado por aí. É quando nós estamos no poço da nossa maior carência. A carência de nós mesmos. Da nossa essência. É quando não nos encontramos mais em nós e buscamos nas coisas que o dinheiro pode pagar.

Quando só falamos do passado ou do futuro é quando menos vivemos o hoje, o presente. É quando vivemos sonhando com planos que não sabemos quando vamos realizar, é quando vivemos de lembranças que há muito tempo ficaram pra trás. É quando não nos encontramos no agora e queremos viver tudo menos a nossa vida nesse momento. E por isso não enxergamos como ela pode estar sendo boa, enquanto a gente não percebe.

E se a gente parar para olhar, tem muita gente assim ao nosso redor. Que falam só de si. Que reclamam de tudo. Que só falam de bens materiais. De trabalho o tempo inteiro. Que só vivem de passado ou de futuro. Pessoas que se escondem atrás de uma fina camada de desgosto, que muitas vezes nem percebem que levantam contra o rosto.

Muitas vezes essas pessoas mal notam como estão ficando distantes. Como estão ficando sozinhas, ainda que rodeada de outras pessoas. Porque as vezes a gente precisa ter um lembrete na nossa agenda de compromissos, que nos recorde de sermos felizes. Um horário para a gente perder a hora. Um dia para a gente decidir que tudo que queremos fazer, é nada. Porque muitas vezes esquecemos que o melhor da nossa vida pode estar nas outras pessoas, nos outros lugares, nas outras experiências.

Porque muitas vezes esquecemos que nós, só somos “nós” quando estamos juntos. Se não é apenas “eu” e “você”, longe de ser a gente, longe de sermos nós outra vez.

Porque todo ser humano tem seu período assim, e as vezes a gente só precisa lembrá-lo de que existe um mundo feliz aí, do lado de fora da sua armadura de “eu”. Tem um mundo onde “a gente” pode ser bem mais feliz.

Aproveitem o dia, gente. Sempre.



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