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10 anos de dona de casa


Quando paro pra pensar que já faz 10 anos que eu saí da casa de mamãe, eu vejo quanta transformação cabe em 1/3 da minha vida. Eu saí de casa sem saber fazer nem um arroz, hoje cozinhar é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. Saí de casa era estagiária, fui empregada, empresária e hoje sou empreendedora independente. Saí de casa sem nenhum bicho, tive gatos que se foram, Chica, minha cachorrinha que me acompanha há 8 desses 10 anos, e mais dois gatos que chegaram pra ficar. Nesses 10 anos quanta coisa aconteceu, por dentro e por fora. Morei com namorados, namorei sem morar junto, morei só sem namorar. Morei em 4 casas diferentes e senti bem quando a nossa energia não assenta em um ambiente, e quando ela encaixa perfeitamente. Tomei gosto por decoração, por reforma, por plantas, por minha furadeira e minha caixa de ferramentas. Descobri que sou uma bagunceira e acumuladora crônica e luto contra isso. Engordei, emagreci, engordei, emagreci num loop que nem sei contar, mas que varia entre 15kg para mais e para menos. Impossível listar as mudanças que aconteceram comigo, mas acredito que a maior delas é aqui dentro.

Nesses 10 anos, menos da metade foi morando realmente só. Mas posso dizer que foram os períodos mais intensos dessa experiência. Tive momentos super difíceis de separação, tristeza, solidão. Tive momentos super maravilhosos de mudança, construção e um sentimento de que ficar sozinha não é se sentir só. Aprendi a apreciar minha companhia e vi que só eu posso enxergar a minha maior força e minha maior fragilidade. Engraçado como às vezes é difícil se encarar, e às vezes é tudo que precisamos. Eu aprendi a entender meus ciclos e sigo aprendendo com eles.

Morar sozinha me ensinou que a gente só devia poder ficar doente na casa da mãe quando ela pode cuidar de nós, mas também me ensinou a fazer sopa só pra mim mesmo quando estou pelando de febre. Me ensinou que fazer feira pode ser uma delícia, cozinhar só pra mim pode ser maravilhoso, mas que lavar louça continua sendo um saco, especialmente os talheres (pior parte pra mim, juro). Me ensinou que eu posso fazer da minha casa meu templo, meu covil, minha caverna, meu palco. Mas seja o que eu escolha fazer, eu sou a protagonista deste cenário. Porque morar sozinha me ensinou a ser sim protagonista da minha vida.

E isso é um trunfo sem tamanho. A gente aprende o peso e a alegria de fazer o papel principal todos os dias, da hora que acordamos até a hora que vamos dormir. Que muitas vezes a fragilidade não é uma opção, mas que ela também não é algo que devemos nos envergonhar ou negar. Morar só me ensinou que eu tenho que ser forte, mas que eu posso fraquejar e que tá tudo bem. Me ensinou que eu posso chorar sozinha sem motivo, que eu posso rir sozinha sem motivo, que eu posso falar sozinha sem motivo, e que tá tudo bem. Me ensinou que eu posso não querer falar com ninguém ou que eu posso querer falar com todo mundo ao mesmo tempo pra não sentir o peso do silêncio, e que tá tudo bem. Me ensinou que existem épocas de vacas gordas e épocas de vacas magras, mas que sempre fica tudo bem. Me ensinou que cuidar de uma casa toda sozinha com três bichos cansa, e que tem horas que eu não quero ter que lidar com isso, e que tá tudo bem. Me ensinou que fazer faxina pode ser uma terapia ou um castigo, e tá tudo bem. Morar só me ensinou que você pode querer sua individualidade ou querer dividir a vida com outra pessoa, ou com outras pessoas, e que tá tudo bem.

Na real, morar só tem me ensinado muito, todos os dias uma coisa diferente. E me sinto muito feliz por ter a oportunidade de viver essa experiência tão intensa há tanto tempo. Morar só me ensina a me julgar menos, o que é uma das coisas mais difíceis da vida, acredito. E me ensina sobre limites, que é uma das coisas mais importantes da vida.

Esse não é um texto pra dizer que morar só é melhor ou pior do que casar, dividir casa com amigos ou morar com a família. Passei por tudo isso e tenho aprendizados memoráveis de cada uma dessas etapas da minha vida. Mas moro só há alguns anos e é essa realidade que pulsa aqui dentro, do quão valioso é viver e entender nosso espaço.

Desejo que todos um dia possam ter essa difícil e deliciosa experiência de autoconhecimento.

Esse autoretrato é antigo, mas eu gosto dele. Um domingo, eu, um vinho, meus bichos e alguma coisa na TV pra espairecer. Acho que é uma boa representação do texto. :)

Em breve, novos posts sobre a viagem. <3


casa de irapa


casa de irapa 11 casa de irapa 10
casa de irapa 8 casa de irapa 7 casa de irapa 6 casa de irapa 5 casa de irapa 4 casa de irapa 3 casa de irapa 2Uma das coisas mais legais que eu achei dos cursos da Camino é o fato deles não acontecerem em salas de aula. E outro ponto massa é que eles sempre buscam um lugar diferente e ficam na surpresa, só dizem um ou dois dias antes pra galera! Né massa? E quando me mostraram a Casa de Irapa e disseram pra mim: vai ser aqui! Eu fiquei bestinha. Comecei a gostar do curso já de longe :)

O lugar é lindo e tem uma energia super leve, maravilhosa. A proposta do lugar é bem legal, que está disponível para reunir os amigos e os amigos de amigos, uma coisa mais intimista mesmo, sabe? Eles promovem sessões de cinema, jam sessions, aulas de massagem, culinária, um monte de coisa legal.

Irapa também recebe alguns estrangeiros que vão pra João Pessoa fazer cursos e passar temporadas, então é uma casa sempre cheia de gente com experiência pra trocar. E olhe que eu nem entrei na casa pra fotografar, fiquei só do lado de fora. Dentro também me pareceu lindo e super aconchegante. Vale a visita demais!

Lá funciona também um Gastro Pub, que é comandado pelo Chef Giorgio Ghiotti, que além de montar o cardápio do dia, também promove oficinas de gastronimia. Para o nosso curso ele preparou um dia de crepes deliciosos (comi um de charque com queijo manteiga que não tava careta não!) e outro dia de um ensopado de peixe muito gostoso também. A cerveja é gelada, a comida é boa, o ambiente é uma delícia e a pergunta é: precisa de mais o que?

casa de irapa 9 casa de irapaEntão fica aqui uma dica pra quem vai ou é de João Pessoa: visitem a Casa de Irapa e absorvam um pouco dessa energia leve e gostosa.


uma novata na tv a cabo


Eu nunca tive TV a cabo em casa. Assim, pra não dizer NUNCA, eu “lembro” que quando eu tinha uns 9 anos a gente tinha lá em casa, daquelas que vinham com uma revista inteira com a programação, sabe? Pronto. Mas desde então nunca mais eu tive. E, na boa? Nunca senti falta. Quando queria ver alguma coisa rezava pra Nossa Senhora do Torrent e minhas preces eram atendidas numa velocidade de até 2mb/seg. Coisa linda. Mesmo quando eu fiquei 1 ano e meio sem internet em casa (sim, eu sobrevivi) eu não senti falta de TV a cabo.

Então quando resolvemos colocar internet em casa, pensei: porque não? Então compramos o plano mais básico e pronto. Instalaram um dia depois que a gente ligou pra contratar e, nossa! Quantos canais! Fizemos um churrasco no apartamento (isso é uma longa história, mas, resumindo: não recomendo que façam nunca na vida inteira) com um casal de amigos e fizemos a maior propaganda. “Estamos pagando quase nada e tem muuuuuitos canais, po! Vê que massa!”. Eis que no dia seguinte a realidade bateu a porta. Ou melhor, entrou diretamente pelo cabo da tevê. Por estratégia (pra não dizer sacanagem), no primeiro dia eles deixam todos os canais liberados, afinal, estão ~programando o sistema~ para adequar ao plano contratado. E no dia seguinte, puft. A decepção. Não tinha quase nada. E eu percebi que um único dia fez com que a tevê a cabo deixasse de ser algo que nunca fez falta, pra algo tipo, essencial.

Conversa vai, conversa vem. Conta faz, conta desfaz. Decidimos contratar um plano maior. Ligamos, choramos, brigamos e fechamos o contrato. E eis que agora temos mais alguns canais. Não todos, as vezes parece que não tem nada que preste passando, mas ainda assim estamos super felizes. E essa liberdade de zapear me fez descobrir algo da minha personalidade que eu não conhecia: eu amo programas culinários. Sério, sempre que eu zapeio eu pero em um. Não é decoração, não é série, não é filme. É culinária. De todos os tipos, com receitas ou só mostrando lugares e comidas. As vezes, claro, gosto de ver alguns programas com curiosidades, vídeos engraçados, documentários, seriados e desenhos animados, afinal, Manoel as vezes também pega o controle. :P Mas, resumidamente, eu amo programas que envolvam comida.

Aí nesse domingo eu assisti o Que Marravilha! Especial com Nigella. Gente, duas personalidades da culinária que têm todo o meu carinho, juntas num programa. Aí tirei uma foto da tela (pode me julgar) e compartilhei com amor <3 Tanta gente curtiu que eu resolvi trazer aqui uma listinha de programas que eu curto e que eu estou descobrindo com essa minha nova fase da vida: com tevê a cabo.

Que Marravilha!

que marravilhaO Chef Claude Troisgros deixa qualquer coisa engraçada com o seu português de sotaque francês. Ele é divertido e faz umas combinações que olha, são mágicas. Tem o Que Marravilha Revanche que também é bem legal, onde ele prepara uma receita típica de alguma família dando os seus toques. Ele é uma simpatia :D

http://gnt.globo.com/quemarravilha/

Nigella

nigellaA musa da culinária, ela é linda, fina, elegantchy e seu sotaque inglês é uma coisa linda. Ela é de uma cozinha sem frescura mas com toques gourmet sensacionais. De receitas rápidas de 15 minutos a jantares mais elaborados, ela arrasa. E o novo programa dela, o Nigelíssima, promete trazer o que ela mais gosta da culinária italiana.

http://gnt.globo.com/nigella/

Jamie Oliver

jamie oliverAh, como ele é fofo. Ele pode nem ser né, mas super parece. Aquela pessoa divertida e legal, pra você sentar e conversar. Comendo, claro. Eu gosto das coisas que ele faz metendo a mão na massa e dando uma apresentação bonita aos pratos. As viagens que ele faz e como entra nas culturas através dos sabores, temperos e aromas.

http://gnt.globo.com/jamieoliver/

Tempero de Família

Não basta o cara ser um dos mais bonitos, ser casado com uma das mulheres mais bonitas e ter os filhos mais bonitos. Rodrigo Hilbert tem que ser simpático, tem que ter uma casa incrível e saber cozinhar. O programa tem a ideia de trazer os temperos da família dele, então tem receita da sogra, a receita que serve em casa aos domingos, uma coisa bem verdadeira, sabe? O cenário é lindo e as receitas parecem ótimas. :D

http://gnt.globo.com/temperodefamilia/

Batalha Culinária

michel symonO Chef Michel Symon vai para uma cidade que tenha um prato que seja o cartão postal. Esses que são a cara do lugar, sabe? Mas sempre existe mais de um lugar servindo a mesma coisa. Então a tarefa dele é provar dois pratos típicos em dois lugares diferentes, para escolher qual é o melhor. É divertido, porque sempre tem muita história nos pratos, e também é uma delícia de assistir. :)

Hell’s Kitchen

hells kitchenEsse programa é TENSO. Claro que tem muita coisa que é forçadamente tensa, mas dá pra ver que a galera entra lá e sofre mesmo. Acho engraçado, me divirto assistindo. O Chef Gordon Ramsay é com certeza super respeitado e bota quente (com trocadilho) na cozinha do inferno. :P

http://www.fox.com/hellskitchen/

Guerra dos Cupcakes

cupcake warsQue os cupcakes estão em alta em muitos países, isso a gente já sabe. Nesse programa, toda semana quatro confeiteiros especializados nos tais bolinhos vão disputar a guerra com um objetivo, seja estar presente num evento ou participar de alguma celebração. Sempre tem um tema e três jurados avaliam três etapas, onde a cada uma, um confeiteiro é eliminado. Primeiro o sabor, depois sabor e apresentação, depois sabor, apresentação e a montagem de um display pra 1000 cupcakes. E tudo, claro contra o tempo. É divertido. :P

http://www.foodnetwork.com/cupcake-wars

Cake Bosscake boss

Imagina um bolo. Pronto, agora esquece. O que o Cake Boss faz são experiências em formato de bolo. Nem tente imaginar sem ver, porque tudo será pouco. Cores, formatos, temas, efeitos especiais, fogos (sim, fogos) e tudo mais. É incrível. O “boss” Buddy Valastro é dono da Carlo’s Bakery com a sua família, e é lá que eles fazem essas cosias incríveis para qualquer tipo de comemoração. Vale a pena ver.

http://www.tlctv.com.br/na-tv/cake-boss

Bar Rescuebar rescue

Esse não é exatamente um programa de culinária, mas é interessante também. Jon Taffer é especialista em bares vai até um bar a beira da falência pra transformar ele numa máquina de dinheiro. Ele muda cardápio, demite pessoas, ensina drinks, muda a arquitetura, identidade visual, tudo que um bar precisa pra dar certo. Ele arrasa.

http://www.tlctv.com.br/na-tv/bar-rescue

Anthony Bourdainsem reservas

No seu programa “Sem Reservas”, Anthony Bourdain viaja pra vários lugares vivendo a cultura das pessoas através da comida. É uma introdução cultural pela porta da cozinha, sabe? É interessante, curioso, as vezes estranho, as vezes gostoso. :)

http://www.tlctv.com.br/na-tv/anthony-bourdain-sem-reservas

Palmirinhapalmirinha

Essa dispensa apresentações, né? A vovó mais simpática e engraçada da televisão brasileira é garantia de boas risadas. Muitas vezes nem importa a receita, bom mesmo é assistir. Dá vontade de abraçar <3

http://www.bemsimples.com/br/programas/programa-da-palmirinha

Homens Gourmethomens gourmet

Esse programa é simples e rápido, mas traz umas receitas bem interessantes. São homens cozinhando, conversando, as vezes tomando uma cerveja. Não é muito espontâneo, acho que eles cozinham melhor do que apresentam, mas dá pra se divertir e aprender umas boas dicas.

http://www.bemsimples.com/br/programas/homens-gourmet

Larica Totallarica total

O melhor programa de culinária sem frescura do mundo! Paulo Oliveira é um figuraça que tem um jeito de falar que parece sempre estar bêbado. A cozinha é uma bagunça e sempre tem louça pra lavar. Digamos que as frescuras com muita higiene não estão no cardápio, mas o que tem de coisa gostosa e sem mistério é ótimo. As vezes tem uns drinks, as vezes comidas pra família inteira. É pra assistir TODOS.

http://canalbrasil.globo.com/programas/larica-total/

Man vs. Foodman vs food

Esse tal de Adam Richman é um fenômeno. Sério, ele deve ter alguma modificação no corpo e o estômago dele deve ser 3x o tamanho de uma pessoa normal. Na boa. A história do programa é exatamente essa briga entre ele e as comidas. Gigantes, apimentadas, exóticas. O desafio é ele conseguir comer esses pratos enormes que poucas pessoas no mundo já conseguiram. E haja estômago. Pra comer e pra assistir.

http://www.foxlife.com.br/br/programas/man-vs-food/index.html


cozinha boa é cozinha rústica


cozinha rústicacozinha rústicacozinha rústicacozinha rústicacozinha rústicaEu já fiz um post aqui sobre cozinhas rústicas, mas nesse post quando eu falo cozinha, é tudo. Comida, acessórios, decoração, tudo. E diz se não é a coisa mais linda e suculenta do mundo?

Quando Ju, do Pitadinha, me mandou uma DM no Twitter dizendo “por favor, faça um post sobre isso”, eu sabia que vinha coisa boa por aí. E veio. Ela me apresentou ao blog What Katie Ate, que é simplesmente recheado de fotos lindas e receitas deliciosas. Me encantei na hora.

E sabe porque é tão lindo? Porque além de rústico é de verdade, sabe? Um pouco bagunçado, um pouco sujo, tudo desorganizado com cuidado nos últimos detalhes. O nome do blog é “O que Katie comeu”, ou seja, é mesmo o cardápio dela. É mesmo o que ela come no dia a dia. Por isso tem esse encanto.

Porque essa decoração é de verdade, essa louça é usada, os ingredientes são encontrados, cozinhados e comidos. É tudo tão lindo e tão verdadeiro. Me apaixonei por todos os pratos, travessas, copos, talheres, panos, potes, garrafas, tigelas, afe! Tudo! As fotos do blog são todas lindas, foi super difícil escolher quais colocar, por isso não pensei muito e fui basicamente nas primeiras :P Mas super vale uma olhada, duas, dez olhadas.

O próximo passo é fazer uma receita daí :P



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