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quero morar no instituto candela


Sabe aqueles lugares que você visita e quer morar lá pra sempre? Pronto. É o Instituto Candela. Eu poderia dizer que é uma escola de fotografia, mas não é só isso. É tanta coisa que eu acho que esse vídeo feito por uma das alunas no Candela conseguiu explicar melhor o que é esse lugar que, mais do que essa casa, é um lugar na nossa vida. Instituto Candela 6Eu quero morar no Candela e nem é só porque é essa casa maravilhosa numa rua sem saída e super tranquila da Zona Norte.Instituto Candela 4Ou porque o número 111 da rua Gil Carneiro da Cunha tem esse quê ~cabalístico~.Instituto Candela 8Ou só porque o jardim é assim lindo e aconchegante.Instituto Candela 7Ou porque as acerolas de lá parecem mais maçãs.Instituto Candela 9É um pouco porque pessoas boas são bem vindas.Instituto Candela 10Instituto Candela 11 Instituto Candela 12 Instituto Candela 13E um muito porque eu moraria só na varanda, que é maravilhosa e tem plantas, e luz, e cheiros, e vida.Instituto Candela 14 Instituto Candela 17 Instituto Candela 16Quero morar no Candela porque o som é de vinil e dos cliques das câmeras.Instituto Candela 15E porque é lindo mesmo.Instituto Candela 18E porque a sala de aula é também sala de estar e sala de tevê.Instituto Candela 19E porque os quadros são lindos e bagunçados de forma organizada, do jeito que eu gosto.Instituto Candela 20E também porque tem Nina que faz careta e dá beijo na tia Anna Terra.Instituto Candela 2Como não querer morar numa casa que tem esses azulejos cor de rosa na cozinha, com um lixeiro amarelo?Instituto Candela 3 Instituto Candela 5E tem uma sala de jogos, onde esse alvo de dardos significa muito pra mim. Foi onde eu tive uma das reuniões mais produtivas da minha vida, jogando dardos e conversando por quase 2 horas e terminando isso com a ementa completa de um curso que eu vou dar no CandelaInstituto CandelaEita, eu falei de curso, né? Pois é, o Candela tem vários cursos com a fotografia no centro. Desde introdução até temas mais específicos e business pra fotógrafos. Tudo bem que estamos falando de curso de fotografia, mas não tem ninguém que, quando perguntado sobre o que aprendeu no curso, diz que aprendeu a fazer boas fotos. Todos falam da experiência das aulas, das conversas, das vivências e, como consequência, como seu olhar pra vida e para os registros dela melhoraram. Porque foto não é o que você vê, é o que você sente, né? Pelo menos é o que eu penso, e o que eu sinto.

Então eu que nem sou dona da casa, posso dizer que o Candela tá de portas abertas pra receber todo mundo que vier pro bem. Porque eles são assim mesmo, portas e corações abertos. E tenho certeza que eu não vou ser a única que vai querer morar aqui pra sempre. Basta entrar, conversar com Ivan, Samara e Nina, ouvir a anteninha do vinil tocando e comer uma acerola-maçã do pé pra saber do que eu tô falando.

Então aproveita que o curso de Introdução à Fotografia vai começar agora dia 1 de julho, com turmas de manhã, de noite e no fim de semana. Vê lá no Facebook e no Instagram que tem tudo direitinho. E pode falar com eles, que eles respondem com tanto carinho que dá vontade de ficar batendo papo. :)


teatro (ou aquele tempo que não volta mais)


Ontem meu querido ex-professor de teatro, mas eterno mestre, Ricardo Mourão, postou no seu facebook fotos das suas turmas de teatro. E adivinha quem estava lá? Pois é. Fiz teatro por 8 anos da minha vida, sempre na escola mas nunca de brincadeira. Nossas oficinas eram ótimas, nossas aulas eram perfeitas e os ensaios uma bagunça, para o desespero de Mourão :P

Comecei a fazer teatro bem nova (para quem não reconheceu, eu sou a loirinha da primeira foto :P), para essas pequenas peças internas do colégio. Mas houve uma época que a peça de teatro era o momento mais esperado da feira de ciências do colégio, e chegava a reunir muitas pessoas no Teatro Guararapes, que é um dos maiores do país. Nossas peças tinham produção inteiramente nossa, desde a produção do texto até a produção do cenário, figurino, maquiagem e tudo, como vocês podem ver nas fotos da bagunça do camarim :P

Lembro como se fosse hoje a gente andando pelo centro da cidade para comprar material. Virando noite no teatro para produzir cenário. Desenhando maquiagens, figurinos, vendo trilha e efeitos de som. Era um envolvimento total. Perto da estréia da peça a gente passava o sábado e o domingo inteiro ensaiando, comendo cachorro quente na rua e voltando pra ensaiar. Era cansativo mas era um cansaço gostoso, afinal, estávamos com pessoas que a gente gostava e fazendo o que a gente amava.

Essas fotos são da peça Sanatório Geral, que era toda passada dentro de um hospício. Eu interpretava a professora Aurélia, uma professora maluca que só falava ditados populares errados e trocados. Me lembro como se fosse hoje que, a única fala correta da professora foi “o futuro, a Deus pertence!” e eu recebi uma salva de palmas em cena aberta, como a gente diz no teatro. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha “carreira” :P

No teatro em fiz grandes amigos e aprendi muita coisa. Aprendi que desejar “merda!” e “quebre a perna!” era ótimo. Os exercícios de confiança e relaxamento eram excelentes, e até hoje eu sou grata a Mourão por tudo que ele fez por nós. Além de ser um excelente professor, Mourão sempre foi muito sensível e sabia nos passar essa sensibilidade, nos ensinava a aflorar os sentidos para perceber melhor o mundo. Se todos os professores de  teatro em escolas fossem feito ele, eu diria que todo mundo merecia fazer aulas de teatro uma vez na vida.

Por muito tempo eu pensei em fazer artes cênicas, mas a vida é cheia de curvas e me levou para a comunicação social. Coisa que, com certeza, foi aflorada pelas aulas de teatro. Hoje me resta a saudade, a admiração e a tatuagem que eu fiz para esse momento tão especial da minha vida :)

Mourão, obrigada por tudo, de coração. Turma do teatro, parabéns por tudo, de verdade :)



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