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futrica, o boteco da cerveja com pizza


futrica 10 futrica 7 futrica 5futrica 8 futrica 4 futrica 1 futrica 3 futrica 9 futrica 2 futrica 6Eu amo boteco. Desses tradicionais, sem frescura, que tem um petisco tradicional, cerveja gelada e pronto. Precisa de mais nada. Pode ser pequeno, meio apertado no meio de uma das mil galerias do centro de Juiz de Fora. O Futrica é assim. Eu vou nesse boteco desde que eu me entendo por gente. Ou melhor, desde quando eu nem era gente suficiente pra estar em boteco hahaha :P Mas como esse meu gosto eu não roubei, herdei de pai e mãe, sempre acompanhei nas cervejinhas, mesmo que fosse brindando com meu guaraná.

O Futrica fica numa galeria da Marechal Deodoro, e tem as tradicionais mesinhas do lado de fora pra quem quer beber em pé e ter mais espaço pra gesticular e contar os causos, tem o bom e velho balcão, que reúne os clientes mais tradicionais que bebem conversando com o dono do bar, e também tem as mesas pra quem quer sentar mais confortavelmente pra degustar os petiscos da casa.

Como dá pra ver até no slogan, a prata da casa é a pizza frita. Apesar de ter linguiça, bolinhos variados, espetinhos, ovo (gente, ovo de petisco é roots <3), a vedete é a tal da pizza de queijo. Não tem outro sabor. É a pizza do Futrica. Um petisco da paixão: aquele que vai direto pro coração e não sai de lá nunca mais. Pronto. Tão gordurosa quanto suculenta e deliciosa, eu não consigo ir pra lá e sair sem comer a tal da pizza. Quando eu era criança comia sempre uma coxinha com guaraná na Pepita, lanchonete de alguma outra galeria do centro. Mas agora minha paixão é mesmo o Futrica, sua Original gelada e a pizza da paixão.

Lá é um bar familiar, que já está na terceira geração desde o seu fundador. Isso faz com que a paixão seja bem verdadeira de quem trabalha, sabe? É a vida de uma família. Irmãos que trabalham juntos e trabalham bem. E sempre lembram da gente, e fazem a maior festa quando aparecemos de surpresa. Ah, o Futrica é bom pra comprar cachaça também. Eles não tem muuuita variedade, mas tem os rótulos que interessam. Pra tomar e pra presentear, então já fica a dica. Vai tomar uma cerveja e sai com uma cachaça souvenir hahaha :P

Eu boto fé que todo mundo que se preze em Juiz de Fora conhece esse boteco, mas se não conhece tem a obrigação de conhecer. Porque eu morando aqui em Recife já devo ter ido lá mais vezes do que muito conterrâneo hahaha :)


drops de uma rápida viagem


Eu fiz uma viagem super rápida, mas foi tão boa e tão cheia de coisas legais, que eu vou compartilhar em pequenos drops fotográficos aqui, pra não passar em branco :)

IMG_0001Toda viagem que se presa, começa com uma foto do aeroporto. Mentira, mas essa começou.

IMG_0002 (3)Eu escolho meu lugar no avião com antecedência porque eu gosto de sentar na janela. Não é pra ver do lado de fora, é apenas pra dormir mais confortável mesmo. Eu sou dessas que começa a dormir antes do avião decolar, sabe? Pronto. E eu já estava irritada com a menina sentada do meu lado que era só eu pegar no sono que ela metia a mão na janela e abria. E eu acordava com o sol na cara. Aí eu pedi pra ela não fazer mais isso, e o que ela fez? Esperou anoitecer e foi lá e abriu de novo. Ainda bem, porque eu pude ver essa cena linda de entardecer. Obrigada por isso, moça.

IMG_0003 (2)Porque em Recife não tem cigarrete? Sim, é só um enroladinho frito de queijo com presunto. Mas porque não tem? Cigarrete é o gosto da minha infância em Juiz de Fora, e só de pensar eu fico com água na boca. Eu não vou em Juiz de Fora sem comer um cigarrete, é fato.

IMG_0014 (2)Essa foto nem precisa de legenda, eu acho. Acho que dá pra ver o amor nos olhares e basta.

IMG_0004 (1)Na casa da Vó é assim: panelão pra família inteira. E sempre tem mais. Mais gente e mais comida. Êta família grande, sô.

IMG_0015 (2)Esse é me pai tirando selfie na igreja. Bregado.

IMG_0006 (3)Juiz de Fora é assim, morro pra todo lado. E eu, que sou dessa cidade plana abaixo do nível do mar, enxergo nesse cotidiano uma beleza encantadora.

IMG_0005 (1)Este é papai e seu ombro recém operado no casamento de Leandro e Maísa. Obrigada pela piada pronta, Valesca.

IMG_0007Este é o Rio de Janeiro sendo lindo mesmo num dia feio, e o Bar Urca sendo gostoso até debaixo de chuva.

IMG_0016 (1)Esse é o casal querido e amado do meu coração, que não importa a distância e o tempo que afaste a gente, parece que estamos sempre na mesma sintonia. Rafa e Cami, é amor o nome disso.

IMG_0009 (1)Esse é Marley no alto dos seus 12 anos de malandragem. Filho do casal aí de cima. :)

IMG_0010 (3) Este é o bom dia na casa de Rafa e Cami, e a comemoração da volta da delícia de blog: Naminhapanela.com :) VIDA LONGA! \o/

10376077_10152499024620972_4583260991195503228_nDescobri esse pastel de costela do Antigamente pelo Foursquare. Estava tomando um chopp no bar do lado, abri pra ver as dicas e resolvi mudar de mesa. E foi a melhor coisa que eu fiz. Além de ter visto como é bom sentar num bar sozinha, tomar um chopp, comer uma coisa gostosa e olhar o movimento. São os benefícios de fazer uma viagem só.

IMG_0011Esse é o Projeto Morrinho no Museu de Arte do Rio. Dá vontade de ficar horas só olhando e sendo surpreendido por cada pedaço da mensagem.

IMG_0017 (2)Vista do MAR.

IMG_0018 (2)Bezerra da Silva no MAR.

“A favela nunca foi reduto de marginal.

Ela só tem gente humilde marginalizada,

essa verdade não sai no jornal.

A favela é um problema social.” 

Bezerra da Silva – “Eu sou favela” – 1992

IMG_0013O Manifesto de Arte Pornô no MAR.

IMG_0012 (2)A descoberta do sanduíche de perfil perfeito. Com molho, cebola e abacaxi, acompanhado de uma Terezópolis estupidamente gelada. Lá no Opus.

E a viagem teve muito mais. Foi muito mais. Mas é que nem tudo se fotografa ou se pode descrever. Tem coisas que a gente só sente mesmo, aí fica difícil compartilhar. Mas voltei dessa viagem com bons pensamentos sobre viajar sozinha, planos pro futuro e alguns objetivos. É, viagem mexe com a gente, né? :)


culinária de botequim no bar do chinelato


bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato bar do chinelato Se tem uma coisa que eu herdei de pai e mãe, é a paixão por boteco. Que me desculpe os restaurantes phynos como o Oca Gourmet que eu postei aqui essa semana, eles também tem seu valor. Mas, aqui pra nós, eu sou de pé de calçada mesmo. Gente, adoro aqueles bares pequenos, com cadeira de plástico na calçada, sabe? Aqueles que a gente conhece o dono, chama o garçom pelo nome e quando passa muito tempo sem aparecer todos perguntam “tá sumido?”. Adoro aqueles botecos que tem uma comida própria, aquela que você vai até lá atrás dela, e quando come fica realizado. E que a melhor ~harmonização~ de tudo é com uma cerveja gelada ou com uma cachacinha pra rebater. Pronto, se você me perguntar qual é meu tipo de bar preferido eu diria que é assim.

E esse Bar do Chinelato consegue reunir todas essas opções acima. Ele é o bar de um amigo de papai, tio Valdir, e fica lá em Juiz de Fora. Por sinal, Juiz de Fora consegue reunir os melhores botecos que eu já frequentei. Acho que tem uma parcela de apego emocional e familiar nessa minha preferência, claro. Mas ainda quero trazer aqui algumas fotos do Futrica e do Bar do Léo, só pra começar. :)

O Bar do Chinelato tem uma história bem legal, já mudou de ponto algumas vezes e hoje ele é nessa esquina aí. Começou com o pai de tia Tânia, esposa de tio Valdir, que se chamava Chinelato, dando o nome pro bar. Hoje é Tânia que faz todas as comidas do bar, e olha… QUE COMIDAS. Gente, é um lugar onde tudo é gosto, sério. O slogan de “a melhor culinária de botequim” não é mentira não. Já tinha ido lá outras vezes e provado outros pratos, mas dessa vez só pedimos dois.

A moelinha é uma delícia. E olhe que eu sou criteriosa quanto a moela, viu? Aqui em Recife tem o Bar da Buchadinha que serve a melhor moela que eu já comi na vida, então não me encanto com qualquer miúdo. Essa é diferente da que eu sou acostumada, tem mais alho, cebolinha e rodelas de cebola. O tempero é ótimo. Devidamente servida com um pãozinho francês cortado, quando você menos espera chega mais pão. E mais pão. E eles só param de colocar pão na mesa quando todo molhinho foi rapado do prato. É o certo, né? Eu, apaixonada por pimenta, fui experimentar a pimenta da casa. Prudente que sou, coloquei só um pouquinho no pão que ia receber a moela por cima. Gente, apenas cuidado. Quando vocês virem uma pimenta que tem esse canudinho pra servir é um sinal de alerta. QUE PIMENTA FORTE. Deliciosa, mas muito forte. Dessas que você tem que espalhar muito pra ela ser tempero e não só dor, sabe? Pronto. Fica o alerta. :P

E pra finalizar nós pedimos o petisco premiado da casa nessas premiações de comidas de boteco. É um bolinho de linguiça recheado com catupiry. Ele é servido com molho de mostarda e mel e acompanha batatas fritas com queijo. Gente, que delícia. Dá vontade de ir comendo, e comendo. A pausa é só pro gole na cerveja gelada que combina que é uma maravilha. Mas definitivamente foi o melhor petisco que já comi por lá.

E aproveitando que hoje é sexta-feira, fica aí a inspiração pra entrar no fim de semana com o pé no botequim mais próximo! hahaha :) Bom fim de semana, gente. :D


a casa da vó e a família miranda


casa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da voÉ a casa do vô e da vó, mas a gente sempre fala a casa da vó. É a casa de todos os Mirandas. A Vó Maria e o Vô Pedro são os únicos avós que eu conheci, e mesmo crescendo a mais de 2 mil quilômetros de distância, eu sempre os senti muito perto de mim. Quando pequena eu ia passar os 2 meses de férias por lá, fazia meu aniversário no salão da igreja e passava dia após dia curtindo todos os meus primos, pra depois voltar pra Recife falando mineiro. Criança pega sotaque rápido, né? Aí quando me perguntavam de onde eu era eu respondia “sou pernambuqueira, pernambucana com mineira!”.

Nas férias era quando eu viajava pra Barbacena, pro Rio e pra São Paulo, tudo de carro com o papai, me dividindo entre a casa dos tios e primos. Era praticamente uma casa nova por noite. Pois é, a família é grande. E foi nessa casa, e pelos arredores da Vila Ideal, que eu vivi muito da minha verdadeira infância, mesmo que fosse só nas férias. Quando eu pulava a grade da casa do vizinho pra brincar com seu cachorrão. Quando ficava acordada de madrugada com os primos, tentando não fazer barulho pra não acordar todo mundo. Era quando eu corria atrás dos meus primos pra bater em quem me chamasse de “fera ferida” e cantasse “sou fera ferida, no corpo, na alma e com seu primão”. Era quando a gente jogava cara-a-cara, ludo, banco imobiliário e tantos outros.

Era quando eu podia andar na rua, subir até lááá em cima do morro e descer de patins. Era quando eu podia fazer pulseirinhas de croché pra vender e comprar bala na padaria. E ir só com meus primos pra padaria, o que me dava uma incrível sensação de liberdade e independência. Era a liberdade de uma vila. Lá em Juiz de Fora foi que eu brinquei nas quermesses e nas festas juninas da igreja. Era quando a gente fazia festa do pijama e juntava todos os primos pra sair de pijama pela rua, batendo lata, e depois dormir todo mundo junto, num amontoado de colchões.

Lá em Juiz de Fora minha vó sempre fez todas as minhas vontades. Mimada, né? Pois é. Enjoada pra comer, a vovó sabia que eu só comia se fosse frango com milho. E mais nada, nem adiantava insistir. E hoje não tem uma vez que eu vá pra lá e que ela não faça palha italiana e cocada. Foi lá em Juiz de Fora que eu vi meu avô fazer fornadas de rosca, o pão mais gostoso que eu já comi, e medir o tempo de forno olhando a bolinha de massa subir no copo d’água. E a vovó aproveitava a passa pra fazer pães em formato de jacaré para os netos, com olhos de feijão, que eram uma alegria só.

São incontáveis as aventuras que eu já vivi aí, e com essa família. Acho que a família Miranda traduz o verdadeiro sentido da palavra FAMÍLIA. Todos são super unidos, mesmo que alguns estejam em Juiz de Fora, outros em Goiânia, outros no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Barra Mansa, e até Recife. Mesmo que a gente passe meses sem se ver e sem se falar, se não fosse a saudade enorme ficaria parecendo que a gente nunca precisou se afastar. É uma alegria só quando junta todo mundo.

A casa da vó é a típica casa de vó. E das antigas. Aquelas com azulejo colorido na parede, banheiro cor de rosa e vários quartos. É aquela decoração feita com tudo que a família tem pra colocar. Cada um que dê o seu porta-retrato, seu imã de geladeira, seu quadro, sua lembrancinha. E tudo fica pendurado, decorando vários ambientes. E isso é que é uma casa de vó. Que tem um pouco de cada um da família.

A casa da vó é onde sempre tem comida na mesa, gente comendo, andando, passando. A casa fica cheia, todo mundo faz uma bagunça só, mas sempre se entende e se encontra. É onde a gente não para de mastigar e engolir do momento que chega até a hora que vai embora. E não para de dar risada também. É quando se misturam os filhos, netos, bisnetos e tataranetos da vó. Primos, tios, sobrinhos, afilhados, parentes, agregados. Na casa da vó até cunhando vira parente e é bem vindo.

E é por isso que todo evento que tem, seja casamento, formatura ou aniversário, a gente dá um jeito de juntar todo mundo. Ou pelo menos a maioria. Porque é quando todos nós ficamos mais felizes e nos sentimos em casa. Quando comemos até se entupir, bebemos até cair e sorrimos até quase virar do avesso. As festas da família Miranda sempre rendem meses de história pra contar.

E pra mim, que fico um pouco mais distante , é sempre diferente cada vez que eu vou para a casa da vó. Meus primos pequenos cresceram, casaram, formaram e estão trabalhando. É quando eu vejo como o tempo está passando rápido. E eu fico sempre com aquela vontade de curtir mais essa família, de ficar mais tempo junto. Mas aí o final de semana acaba. As 48 horas que a gente tem pra passar junto, acabam. E eu tenho que voltar pra Recife, com o coração apertado, e começar a programar a próxima ida. Porque mesmo que demore meses, é um conforto que eu tenho. Saber que, naquele dia, qualquer que seja ele, eu vou voltar.

E vou para a casa da vó, comer palha italiana, cocada, beber cerveja e dar risada, lembrando das histórias de antigamente, quando eu era pequena lá em Juiz de Fora.. :)

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