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pra não dizer que não falei das flores


paul mccartneylos hermanosEsse foi um fim de semana movimentado e emocionante. Show de Los Hermanos na sexta e de Paul McCartney no domingo. Como não tirar uns minutinhos para escrever sobre eles, né? Mil pessoas já fizeram seus julgamentos sobre cada show, publicaram resenhas polêmicas, levantaram poeira, foram xingados, elogiados e tudo mais. Mas eu não tô aqui pra escrever nada disso. Não tô aqui pra dizer como foi cada um dos shows, e sim como eu me senti em cada um deles.

O show de Los Hermanos na sexta foi muito amor. É uma banda que eu adoro, admiro, curto mesmo. Não sei ser fã de carteirinha de nada, mas é, sem dúvidas, uma das minhas bandas nacionais preferidas. O show é empolgante, daqueles que você grita todas as músicas sem pensar que no outro dia vai estar sem voz. Que você dança sem saber dançar, pula e abraça as amigas queridas. E dá um beijo no amor querido. E dança juntinho. Daquele jeito. Mesmo que o som estivesse ruim. Mesmo que a banda parecesse meio morgada. Mesmo que o setlist não tenha sido o mais animado. Foi lindo, foi maravilhoso, e eu agitaria tudo de novo por um show daquele mais uma vez. Porque o show não está só no som que sai das caixas. Está na companhia que você tem do lado, está no seu humor naquele dia, está no seu momento. E quem vai fazer uma noite ser boa ou ruim, é o seu espírito. E na sexta-feira o meu estava numa alegria só.

O show de Paul McCartney no domingo foi muito amor. É um cara incrível, que fez e faz parte da história de muita gente. Seja como Beatle, seja como Wings ou como Sir Paul mesmo. O show é um verdadeiro espetáculo e seu Paul, no alto dos seus 70 anos, canta com uma voz limpa por quase três horas sem um gole de água. Toca várias guitarras, baixo, ukulele, piano, uma coisa linda de se ver. A banda dele é um espetáculo e o baterista instigadíssimo é um show a parte. É aquele show que você curte cada minuto mesmo sem saber todas as músicas, mesmo sem saber cantar, mesmo sem saber dançar. Que você curte paradinho ou pulando. Abraçadinho com o amor ou quase chorando com a mamãe. Músicas que emocionaram, tocaram o coração, arrepiaram. Show de fogos, superestrutura de iluminação, som, telões. Muita arte nas composições de palco, tudo incrível. Não conseguiria descrever. E meu espírito no domingo era pura emoção.

Dois shows totalmente diferentes e incomparáveis. Um que eu curti do corpo pra fora, soltando toda energia num grito. Outro que eu curti do coração pra dentro, tornando cada momento inesquecível. Dois shows emocionantes e que fizeram o meu fim de semana ser memorável e único. Dois shows que eu tive as melhores companhias para curtir. Os amigos, o amor, a família. Dois shows que me fizeram feliz, e se isso é tudo que a gente quer nessa vida, eu não tenho do que reclamar. Né? :)

E que essa semana siga assim. Entre “Último Romance” e “Blackbird”. Entre “A Flor” e “All My Loving”. Entre tudo, com muito amor. <3


o show de los hermanos


Ah, o show de Los Hermanos… Vai ser difícil falar sobre ele, mas acho bom começar dizendo que eu não sou “a fã” de Los Hermanos. Eu gosto da banda, das músicas, dos shows, mas não sei nada da vida dos caras. Conheço a maioria das letras, mas não sei o nome das músicas. Não tenho nenhum conhecimento que me qualifique como fã deles, eu sou só uma pessoa que gosta muito da música que eles fazem.

Eu já fui pra show de Los Hermanos no teatro, no clube, no centro de convenções, em Recife, em Garanhuns, e com certeza algum que eu não me lembro. E eu só tenho boas lembranças de todos eles, e não foi diferente com o do dia 15 de outubro aqui em Recife. Com os ingressos do camarote na mão, eu e Paolo fomos ao show com queridos amigos. Como a gente foi pra o camarote do patrocinador do show, recebemos camisas, pulseira e cerveja, muita cerveja. Logo no começo do show Paolo saiu para ir ao banheiro e não voltou mais… Rô, querido amigo, foi até lá pra ver se encontrava ele e nada. Então de repente, não mais que de repente, Lucila aponta para uma boina andando lá embaixo e pergunta: – Terrinha, aquilo não é Paolo? *todo mundo gritando palavrões escandalosos ao mesmo tempo*

Paolo, empunhado da sua camisa do patrocinador, sua câmera profissional e sua cara de pau, perguntou para o segurança onde é que entrava para tirar as fotos do show. O segurança sem titubear, abriu a porta e disse “por aqui”. Quando Paolo viu, ele estava na frente do palco, entre a grade que segurava os fãs-histéricos-enlouquecidos-chatos-pra-caralho e o próprio palco. E foi de lá que ele assistiu o show inteiro. Logo ele, que não gostava de Los Hermanos, só no gargarejo. E foi de lá que ele tirou excelentes fotos e fez alguns vídeos, pra deixar registrado o dia que ele começou a gostar de Los Hermanos de verdade :P

E enquanto ele estava lá, eu, Lucila e Manu estávamos no camarote, gritando todas as músicas como se fosse a última, se abraçando, se emocionando, dançando, pulando e fazendo tudo que pessoas felizes fazem quando estão ainda mais felizes. Confesso que eu queria Paolo ao meu lado em algumas músicas… Ele fez falta… Mas como eu considerei que todas as fotos e vídeos foram um presente pra mim, está tudo bem :P

Ah, não posso esquecer de comentar o quanto estava lotado o lugar. Mesmo com a visão “aérea” privilegiada, eu não conseguia ver onde acabava a multidão. Era gente saindo por todos os cantos, espremido em cada buraco. E só estava lá quem realmente gostava da banda. No camarote não né, porque neguinho vai de graça e só pela bebida, pela comida e atrás de clima de paquera e azaração, mas quem tá lá embaixo foi porque gosta de verdade. Foi pra matar a saudade de uma banda tão querida, que passou tanto tempo sem tocar.

E se você achava que ao ler esse post e ia encontrar alguma análise pop-cultural do som dos caras, e da noite em geral, deu com os burros n’água, né? É que eu não sei falar desses aspectos sabe, eu tenho que falar do meu momento, do que eu senti naquela noite, durante cada música. E tenham certeza que só foram sentimentos bons, mesmo sendo embalada a noite inteira por uma banda que toca músicas de dor de cotovelo mas faz todo mundo tirar o pé do chão, levantar as mãos e cantar junto.

Obrigada, Los Hermanos. E voltem sempre.



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