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eu acredito em contos de fadas


Sempre quando eu vou pra uma reunião da família Miranda, eu volto com o coração cheio. Pense numa família incrível é essa que eu tenho, viu? Foi aniversário do meu pai na semana passada, e as comemorações foram de Santos até Juiz de Fora. E dessa vez, especialmente, eu reparei mais em uma coisa: no amor dos casais.

Tudo começou no jantar no dia do aniversário de papai. Ele reuniu uns amigos em Santos, uns 20 casais. Fiquei lá observando um pouco e sem querer fui vendo a beleza daquelas relações. Casais mais velhos, outros mais novos. Uns mais carinhosos, outros mais contidos. Mas todos ali pareciam tão amigos, antes de qualquer coisa. Acumulavam histórias e tinham um entrosamento que as vezes parecia um balé. É amor.

Chegando em Juiz de Fora encontramos um casal muito querido, amigos de papai aqui de Recife e meus tios de coração. Sempre vi Tio Augusto e Tia Zilá como uma família linda, pais de um casal e agora a espera do terceiro neto, eles parecem mais radiantes do que nunca. E passam essa amizade, essa parceria que é linda de ver. E num almoço, Tio Augusto contava a história de uma viagem que eles fizeram. Tia Zilá, com pavor de avião, tomou uma dose a mais do calmante e ficou completamente dopada. Ele tendo que segurar ela enquanto ela balbuciava nada com nada com a aeromoça, entre outras vergonhas que ele passou. Então ele brincou dizendo “Olhe, eu nunca tive vontade de me separar não, mas de matar…”. hahaha! É ou não é uma frase de amor? Porque claro que todo relacionamento teve seus mil perrengues, mas o importante é sempre passar por eles. É amor.

Depois disso tivemos a chance de sentar com meus avós num quartinho da casa, e conversar um pouco sobre a vida deles.vovó e vovôEsse mês fez 50 anos que eles estão morando na mesma casa. Na verdade, no mesmo lugar, porque a casa antes era um barraco sem água, sem esgoto e sem espaço pra família com 8 filhos. Mas eles persistiram e resistiram, e foi com muita força e fé que construíram a vida deles. A história é longa e vale um livro. Mas posso dizer que eles criaram todos os filhos com o suor do trabalho, com honestidade e passaram por poucas e boas. Saíram da roça, do Alto do Rio Doce, e a trajetória deles ao longo de mais de 70 anos de casados reúne tristeza, superação, alegrias, sustos, alívios e tudo mais que uma verdadeira história de amor precisa ter. E é incrível ver os dois juntos, se olhando, sorrindo. Um cuidando do outro. Trocando carinhos. E reparar no orgulho que eles tem em contar a história deles é inevitável, porque os olhos brilham. É lindo. É amor.

E com uma família grande, sempre tem gente apresentando namorado, marcando casamento, comemorando aniversário de casado. E entre tanto amor acontecendo, eu recebi também a família que a gente escolhe, que são nossos amigos, né? Tive o prazer de reencontrar Rafa e Cami (lembram do Naminhapanela?) que foram lá pra Juiz de Fora comemorar com papai. São um casal que eu amo e que desde que voltaram pro Rio eu sinto a maior saudade. São amigos que eu sei que posso contar, que não importa o quanto a gente passe sem se ver nem se falar, o carinho não muda. São família de coração. E quando eu vejo os dois juntos, entre carinhos e reclamações, eu lembro que além de admirar cada um por si, eu admiro o casal. Com 30 anos, eles têm 16 anos juntos, é mais da metade da vida compartilhada, mesmo tão novos. E já passaram por tanta coisa. Mudaram pra Recife, voltaram pro Rio, alegrias e perrengues, e os dois sempre juntos. E o brilho no olho é vivo, uma coisa linda de se ver. Porque não importa a idade, o que importa é que é verdade. É amor.

No último dia, já esperando a hora pra pegar a estrada e voltar, vi o quanto de amor existe na saudade. Da família inteira, desde os meus avós até os 3 tataranetos deles, nós só perdemos uma tia. Tia Nézia, irmã de papai. Mas claro que a família inteira é uma só, e Tio Vicente, marido dela, sempre faz parte de todas as comemorações da família Miranda junto com toda a trupe de Barbacena. E eu nem tinha me dado conta que já faz quase 10 anos que minha tia se foi, até ele começar a falar dela. Ele fala com um amor que enche os olhos dele e de quem estiver perto pra ouvir. A cumplicidade que existe ainda é impressionante. Ele diz que ela está com ele sempre, e conta as histórias de que nunca saiu de casa sem dar um beijo de despedida. E se na correria ele fosse saindo pela porta despedindo só com um tchau, ela perguntava veemente “não está esquecendo nada não?”, e ele voltava pra um afago. Isso durante quase 40 anos de casados. Uma vida dedicada ao amor e a família, que vira história e emociona. É amor.

Então deu pra perceber que esses dias eu tive uma overdose de amor, né? Porque isso foi só o que eu consegui contar, mas se a gente parar pra observar o amor pipoca do nosso lado o tempo inteiro. Em pequenas cenas. Em grandes histórias. Em pequenos casos. Em grandes casamentos. Se você parar pra ver, vai poder reparar que muito mais vezes, é amor. E eu finalizo esse post com um poema que meu avô escreveu pra minha vó, em 1995. Sim sim, ele é poeta e em todo aniversário dela e aniversário de casamento ele escreve uns versos, que ele fez questão de ir trazendo pra mostrar pra gente, um a um. Então meus amigos, se isso não é conto de fadas, eu não sei o que é. Só sei que se tem amor, eu acredito. E ponto.poema vovôFiquem com amor, muito amor. <3

 


meu pai é muito engraçado


Hoje é aniversário do meu pai, mas eu estou cansada de escrever textos que as pessoas terminam chorando. Tudo bem que as vezes a emoção bate forte, e a melhor forma de dizer que a gente ama é fazendo chorar. Mas vou tentar não fazer isso hoje, mesmo eu estando aqui em Recife e meu pai em Minas Gerais, comemorando com toda a família, e eu tenha motivos de sobra para chorar.

Meu pai é um dos caras mais engraçados que eu conheço, é sério. Ele é muito mais que aqueles tios que contam piadas ao final do almoço de domingo. Meu pai é um piadista nato, que se vestia de Nerso da Capitinga (e ficava IGUAL) e subia no palco das festas de rua pra contar piada. E todo mundo ria. E ainda ri, porque mesmo que ele não se vista mais de Nerso ele ainda conta ótimas piadas :P

Meu pai é daqueles que gosta do carnaval de Olinda, que se veste de mulher e sai nas Virgens do Bairro Novo (eu prometo que não vou falar de quando ele se vestiu de tiazinha!) Meu pai é aquele cara que ama carnaval, que tem um mini trio elétrico que todo ano arrasta o bloco Caminhada Alcoológica do Trio da Farra, seja onde ele estiver. Já que meu pai além de divertido é meio nômade, e vive entre Minas Gerais, Santos, São Paulo e agora Buenos Aires.

Meu pai é aquele que todos os amigos gostam, que os primos amam e os filhos então, nem se fala. Meu pai é aquele que gosta de pagode, música sertaneja e o que mais estiver tocando, porque a animação dele não depende de música, é dele mesmo. Eu já disse que ele é muito mais novo que eu? Pois é. Parece que meu pai não se cansa nunca das festas e das coisas boas da vida.

Essa foto é na minha formatura, no momento em que o malandro sambista entra com a Dafne para a valsa, ao som da abertura de Cavalo de Fogo (meu desenho preferido). Foi uma valsa muito engraçada, porque o que meu pai tem de divertido ele tem de desengonçado pra dançar, e isso eu herdei dele. Então nós dançando juntos foi muito engraçado, e foi só mais uma das vezes que meu pai me provocou crise de riso.

Tudo que eu queria hoje, no dia do seu aniversário, era ouvir uma piada dele, mesmo que eu já tenha ouvido 10 vezes, e rirmos todos juntos enquanto ele repete algumas vezes o final, como ele sempre faz :P Mas eu acredito que a alegria é uma das energias mais fortes do mundo, por isso hoje eu vou tratar de rir bastante pra ele sentir essa felicidade que eu estou mandando pra ele.

Te amo pai, e continue rindo e fazendo rir porque é melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe :)



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