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Todos os posts sobre palavras

não meça suas palavras, parça


albert solóvievUm dia, numa discussão, me disseram que eu tinha que medir minhas palavras. Logo eu, que só tenho minhas palavras como arma e como escudo? Fiquei pensando sobre isso. Nós sabemos o quanto as palavras podem machucar, como podem confortar, como podem nos salvar também. Será que é certo medir as palavras?

Se medimos muito que dizer terminamos perdendo a hora do que deve ser dito. Perdemos o sentimento do que queremos falar. É como se a gente precisasse escrever um script e ensaiar antes de dizer. Vamos deixar isso para as novelas. Não podemos sair por aí medindo nossos passos, se não nunca vamos andar por onde não conhecemos. Assim, também não podemos sair por aí medindo nossas palavras e deixando de falar com o coração.

“Ah, mas falar por impulso pode ser muito perigoso”. Claro que pode. E o que é interessante nessa vida que não é perigoso? Devemos correr o risco de dizer o que pensamos na hora que pensamos. Correr o risco de falar nossos sentimentos. Correr o risco de falar uma merda, porque não? Temos que ter maturidade para falar sem medir nossas palavras, mas lembrar que somos responsáveis por cada letra do que dizemos.

“Palavra dita é flecha lançada”. Não sei quem disse isso, mas faz todo o sentido. Não podemos engolir as palavras ditas e as vezes corremos o risco de não acertar a maçã que queremos com essa flecha. E precisamos ser responsáveis em pedir desculpas.

Não é irresponsabilidade falar o que pensa e o que sente. Irresponsável é pensar tanto antes de dizer e terminar por engolir os sentimentos. Isso faz um mal danado. Por dentro e por fora. Então já que eu não concordo com a célebre frase do Pequeno Príncipe, vou tomar a liberdade de parafrasear. Tu és eternamente responsável pelas palavras que proclamas. Porque o que cativas não é um tiro da sua arma, mas as palavras sim.

Não meça suas palavras, parça. Mas seja responsável por elas.

Ilustração de Albert Solóviev.



uma palavra sobre provas de amor



Todo tipo de amor pede as suas provas. Não pelas provas, mas pelo amor e sua insistência em sair do peito e ganhar o mundo. E, pra mim, as provas verdadeiras são as menores e as mais sinceras.

Mais do que uma tatuagem como prova de amor, eu prefiro receber de presente um link do WeHeartIt com imagens do pôr do sol. Porque pra mim o amor se prova na lembrança e na companhia. E quando alguém lembra de você, você nunca está sozinho.

Mais do que comprar as flores e os buquês mais caros, eu prefiro receber uma flor arrancada do meio da rua, que você pegou quando lembrou de mim.

Mais do que todos os cds, dvds e entradas pra show, eu prefiro receber um vídeo do youtube com uma música bonita.

Porque pra mim amor não se prova com força, resistência ou paciência. Amor se prova todos os dias, em pequenas doses.

Amor se prova na companhia que se faz à mesa, na ligação que se faz no meio do dia. No beijo de bom dia.

Amor se prova no carinho inocente, no beijo roubado e naquele abraço.

Porque pra mim o amor se prova assim.

Mais do que um jantar no restaurante super caro, eu prefiro um café da manhã na cama, mesmo que seja só um misto quente no guardanapo.

Mais do que sair juntos por aí, é ficar juntos quando não se vai pra canto nenhum. E ficar junto é muito mais do que ficar lado a lado.

Porque pra mim amor se prova assim.

Com um recado surpresa no papel de parede do computador, só dizendo “eu te amo”. Com um bilhete no imã de geladeira. Com um e-mail carinhoso. Porque quem tem palavras de carinho nunca está sozinho.

E palavras são o melhor presente que alguém pode ganhar. Porque são sinceras. São sentimentos entregues da forma mais verdadeira. Palavras são um presente, uma companhia e uma prova de amor.

Porque pra mim amor se prova assim.



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