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marmita do dia: couscous com preguiça


Eu gosto de cozinhar quando estou feliz. Gosto de cozinhar bebericando alguma coisa, ouvindo uma música, conversando com o amor ou os amigos, depende da situação. Gosto de cozinhar experimentando, sem preguiça, disposta. Mas ontem não foi um dia legal. Parece que bateu uma TPM fora de hora, e minha inquietação foi fora do comum. Como diz minha mãe em momentos de estresse: tava com vontade de correr na rua e me rasgar todinha.

Quando eu saí da agência as coisas começaram a melhorar. Peguei uma carona que eu não esperava, pra me deixar na parada de ônibus. O ônibus parou, mesmo com muita má vontade, fora da parada para que eu subisse. Eu fui sentada, e ele estava bem mais vazio do que eu esperava encontrar. Logo em seguida, coisa de duas ou três paradas depois que eu subi, Paolo me liga dizendo que está no trânsito, todo atrasado e acaba de desistir de ir pra aula de francês. O que fazemos? Paramos na Go! Temakeria pra terminar com nossos cupons do Peixe Urbano, comer bem, dar risadas juntos e relaxar.

As coisas estavam melhorando tanto que resolvi parar no supermercado pra comprar umas cervejinhas pra animar na cozinha. Mas o problema foi que eu demorei pra resolver cozinhar, e a preguiça bateu de novo. Com alguns pedaços de galinha descongelados e temperados, resolvi assar uma parte, e cozinhar outra para desfiar. Muita gente só compra peito de frango pra desfiar, mas gosto de fazer com coxa e sobrecoxa, que fica muito mais saboroso.

Com as sobrecoxas desfiadas grosseiramente, hidratei um pouco de couscous marroquino (ou grãos de sêmola, como preferir) numa água que fervi temperada com pimenta, sal, curry e páprica. Coloquei ainda um pouco do caldo que eu tinha cozinhado a galinha, pra dar um sabor especial. A proporção que eu fiz é de 3 copos de água pra 2 e meio de couscous, tá?

Enquanto hidratava, fiz um belo refogado de cebola, alho, pimentão vermelho e tomate, depois joguei o frango e temperei com pimenta, sal, uma pitada de cominho, outra de canela, outra de cúrcuma e uma reforçada no curry, sem exagerar. Então pronto, foi só misturar o couscous devidamente hidratado, mexer bem, mesmo depois que desligar o fogo, e finalizar com salsa e orégano. Um prato simples, rápido, leve, gostoso e que só precisa de uma saladinha pra ficar uma excelente refeição completa. Pode ser ainda um acompanhamento, mas eu fiz de prato único mesmo, por motivos já explicados :P

Couscous marroquino <3 Eu já tinha falado dele nesse post aqui, mas as fotos são tão ruins… A gente ainda não tinha a câmera de hoje :P


somos jovens (ou café cardinale)


Eu conheci Carol tem pouco mais de 2 anos. Essa menina linda, com seu leve sotaque dos 15 anos vividos em Portugal, conquistou meu carinho. Primeiro, como dupla. Uma diretora de arte muito competente, uma ilustradora super talentosa e uma fashionista nata. Ai além de me encantar com ela, me encantei com seu trabalho. Depois fui conhecendo um pouco da sua história de vida, das dificuldades do passado e da superação. Então comecei a admirar ela como uma mulher guerreira. Assim como sua mãe, Weydja, que eu não conheço mas admiro por saber um pouquinho da sua história. Então não tinha como. Eu e Carol viramos uma dupla muito além do expediente. E, como se não bastasse todo trabalho que ralizamos juntas dentro da agência, fazemos “milium” planos para o futuro. Nossas teorias de como vamos ficar ricas e dominar o mundo. Do grande negócio que vamos criar para investir. Da nossa mina de ouro. Sim, nós temos muitos planos. E ontem, mais uma tarde na Livraria Cultura depois do almoço, em mais uma conversa sobre nossas vidas, percebemos que nós fazemos muitos planos para o futuro, mas não conseguimos realizá-los. E então fomos percebendo como no auge dos nossos vinte e poucos anos, nós ficamos em casa nos fins de semana pensando no que vai ser de nós depois da aposentadoria. Ficamos vendo comédias românticas pensando no que fazer para ter dinheiro. Ficamos trabalhando até tarde pensando em chegar em casa e descansar para pensar no que temos de trabalho para o dia seguinte. Então, percebemos que somos jovens demais. Sim, somos muito jovens para só fazer planos. Somos muito jovens para não fazer mais uma loucura ou outra de vez em quando. Que somos muito jovens mesmo. Então, depois de fazer mais alguns planos sobre fugir juntas para mochilar na Europa ou fazer um curso em Nova Yorque, resolvemos viver o presente e fazer uma loucura. E essa loucura chama-se Café Cardinale da Livraria Cultura. Uma loucura com 6 bolas de sorvete de creme, cheia de creme de chocolate e crocante, boiando no Frangélico e coberta com MUITO chantilly. Claro que antes da metade nós já estávamos enjoadíssimas, sem aguentar mais nem olhar para essa loucura e pensamos: os jovens são tão inconsequentes né?


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