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o privilégio de trabalhar com o que se acredita


A gente escuta muito por aí que temos que trabalhar com o que gostamos. Que se amamos o trabalho, não vamos trabalhar nenhum dia da vida. Mas eu diria que é mais do que isso. Mais do que trabalhar com o que gostamos, temos que trabalhar para quem acreditamos. Há algum tempo eu venho sentindo uma inquietação no meu peito que eu não sabia bem a que atribuir. Mas aí eu fiz o curso de Empreendedorismo Criativo da Perestroika e percebi que o nome disso era “falta de propósito”. Eu estava trabalhando com o que eu gosto, com comunicação, com estratégia e conteúdo digital, com falar para pessoas, com pessoas. Mas eu não estava totalmente trabalhando para o que ou para quem eu acreditava.

Quem é publicitário sabe muito bem que na maioria das vezes nas agências nós estamos fazendo campanhas para roupas que não usaríamos, para comidas que não comeríamos, para políticos que não votaríamos e por aí vai. Algumas vezes até conseguimos trabalhar para aquilo que nós acreditamos, mas aí é meio que sorte, que cai no colo. Afinal, não podemos escolher pra quem vamos trabalhar, certo? Errado. Erradíssimo.

Eu não sou uma pessoa com uma carreira lá muito grande, tenho nem 10 anos de labuta ainda. Mas nesse meio tempo eu estagiei em gráfica, em marketing de shopping, fui redatora em algumas agências de publicidade, estive a frente núcleos digitais em outras agências grandes e abri a minha própria agência digital. E foi dando pequenos passos nesse caminho que fui conhecendo melhor a profissão, as pessoas e, principalmente, conhecendo a mim mesma. E foi daí que começou a surgir uma sensação de “desencaixe” e eu entrei numa crise de que eu não tinha um propósito, e que trabalhar só pelo dinheiro era tão demodê quanto falar que alguma coisa é demodê. Aí há pouco tempo que eu dei o passo mais importante da minha vida profissional: larguei tudo e fui em busca do meu propósito de vida.

Isso mesmo. Saí da sociedade que eu tinha e fui em busca de trabalhar com o que eu gosto para pessoas e empresas que eu acredito, em busca de cuidar mais da minha casa e dos meus animais, em busca de tocar um projeto que tem o meu propósito de ajudar as pessoas e de fazer uma diferença positiva na vida delas. Dá medo? Pra cacete. Mas se não desse medo não era um passo pra fora da minha zona de conforto. Não era um passo a frente. Se não desse medo não era nem um passo, era um arrasto como algumas vezes estamos na vida, sendo levados pela maré. Ainda está tudo novo pra mim, mas posso dizer que nunca estive num momento profissional tão bom. Trabalhando mais do que nunca, mas mais feliz do que nunca. Porque eu tive o privilégio de escolher clientes que eu acredito no trabalho que eles desenvolvem.

Amanhã as coisas podem apertar demais e eu tenha que trabalhar pra outras coisas e outros clientes que não façam meus olhos brilhar? Sim, não afastei essa chance em hipótese em alguma. Afinal, como eu disse, é tudo novo e eu não sei o dia de amanhã. Mas eu posso dizer que é possível trabalhar com o que se gosta, para o que se acredita. E é possível fazer a diferença no mundo, começando pelo seu trabalho. E é possível ganhar dinheiro com isso. Mas isso é uma consequência, e nunca o objetivo. Ah, e é possível fazer tudo isso conciliando com uma praia no meio da semana, com uma feira no mercado público de manhã, com um cinema no meio da tarde. Porque pode ter madrugadas de trabalho, domingos de trabalho, horas de almoço de trabalho, que quando colocamos na ponta do lápis percebemos que ainda estamos ganhando. Porque investir na nossa vida também tem que estar nas nossas contas.

Então fica aqui a minha humilde mensagem pra vocês: busquem um propósito para a vida de vocês e reflitam isso no trabalho que escolherem desenvolver. Sejam pessoas boas e ajudem outras pessoas. Façam a diferença no mundo, começando por sua própria casa. Tenham mais tempo pra viver, porque a vida é hoje e o hoje passa muito rápido. Sejam felizes, sempre.

<3


agência we e saudade


agencia weagencia weagencia weagencia weagencia weagencia weagencia weagencia weagencia weHoje é um dia pra falar de beleza, saudade e amigos. Beleza começando por essa agência de publicidade linda que fica lá em SP, a We Comunicação. Legal, né? Adorei o ambiente. O projeto é da Mila Strauss Arquitetura, e foi de muito bom gosto. Acho que agência tem que ter uma pegada assim mesmo, descontraída, integrada. Essa sala de criação estilo galpão parece dar uma liberdade tão grande, né? Sei lá, parece que dá para as ideias saírem com mais facilidade hahaha :P Adorei as escadas coloridas <3

E a área de convivência com esse toque mais rústico também ficou linda. Tudo integrado com o ambiente externo, até a grama sintética dentro da agência conversa com o que tem lá fora. Achei muito legal :) Por isso valorizo cada vez mais as agências em casas, e não em empresariais. Essa liberdade pra criar e investir faz toda a diferença no dia a dia das pessoas, tenho certeza :D

E será esse ambiente lindo que vai receber uma pessoa que eu gosto muito <3 Eu já tive muitos amigos que se mudaram pra longe, seja à trabalho, seja pra estudar, seja pela família. Já fui separada de pessoas que eu amo uma série de vezes. E esse pensamento aqui vale pra todos.

A gente sabe que o amor é de verdade quando a gente supera a dor da separação e consegue ficar feliz com o passo que está sendo dado. Quando a gente compartilha o friozinho na barriga como se fosse nosso. Quando a gente toma a frente pra ser firme o suficiente na hora que o outro fraqueja, e questiona, e chora. É, é difícil ser o lado que fica.

O lado que vai tem sua animação, seu mundo novo, suas metas, suas conquistas. O lado que fica sente que falta alguma coisa naquele dia a dia, mas então lembra que aquele pedaço que saiu foi mudar pra melhor, e fica feliz de novo. Eu sempre fui o lado que fica, e não é mais fácil ou mais difícil do que o lado que vai. É apenas diferente. Um lado que precisa ter força pra ser o porto seguro, mas que é mole pra sofrer escondido. Essa história de partir e ficar sempre vai dar uma pontadinha de dor e um banho de felicidade. Porque cada conquista de quem vai a gente comemora junto, mesmo que separado, e pensa que tudo valeu a pena.

E eu tô aqui, pra torcer e consolar meus amigos e amores que foram e os que ainda vão. Porque soltar as amarras é preciso pra gente voar mais alto. É preciso ter força e leveza ao mesmo tempo. E, claro, nada vai ser feito sem mais amor, muito suor e uma pitada de sorte. E é isso que eu desejo, do fundo do meu coração, pra quem vai. Voem e, quando precisarem, voltem. <3


sobre decisões e ciclos da vida


free birdEu nunca falo muito de trabalho aqui no blog, né. E acho que hoje não é bem de trabalho que eu vou falar. Mas de decisões que a gente toma na vida, e dos ciclos que fazem a vida correr.

Hoje eu estou encerrando uma fase da minha vida, apesar de não conseguir dizer que estou concluindo um ciclo. Mas hoje eu estou saindo da Ampla, a agência que me acolheu depois de uma demissão me tirar do eixo. Foi aqui que eu vivi muita coisa enquanto trabalhava nesses últimos dois anos e meio da minha vida.

Aqui eu recuperei minha autoestima profissional e mudei de rumo, entrando pra o mundo mágico da comunicação digital. Enquanto trabalhava aqui me separei de um casamento, namorei e casei de novo. Enquanto eu trabalhava aqui comprei um carro novo, deixei pra trás um apartamento próprio na zona sul e me mudei de mala e cuia pra um apartamento alugado na zona norte, só pra ficar aqui pertinho. Enquanto eu trabalhava aqui eu vi muita gente nova entrar, gente antiga sair e posso dizer sem medo que fiz amizades de verdade e que vou levar pra vida inteira.

Aqui eu chorei por minha filha quase partir por uma doença, chorei por meu pai não chegar no meu aniversário por conta do vulcão, chorei por pegar quase 3 horas de trânsito pra vir trabalhar num dia de chuva. Aqui eu morri de rir trabalhando de madrugada ao som de Chuva de Prata, dou gargalhadas fáceis com as pequenas besteiras que chegam no e-mail do grupo e como não ficar feliz com os quilinhos que a geração saudável daqui me ajudou a perder? É, não tem como ser diferente ou fugir do clichê de que chorei e sorri vivendo fortes emoções por aqui.

Nesse tempo que trabalhei aqui na Ampla vi o núcleo digital crescer de 8 pessoas numa salinha pequena, para mais de 20 cabeças no meio da criação. Vivi umas 6 ou mais reformas pra agência que não para de crescer continuar crescendo. Viajei para a Ampla do Espírito Santo e percebi que é possível fazer amizade no trabalho até à distância. É, eu fiz muita coisa além de trabalhar.

E o que eu não me canso de dizer, é o quanto eu aprendi que você pode ter amigos no trabalho, e não apenas colegas de trabalho. Entende a diferença? Pessoas apaixonadas pelo que fazem, que gostam uma das outras e que sempre pensam em fazer o melhor, se ajudar, somar. Se eu fosse pintar um quadro com meus sentimentos por cada um aqui, seria uma coisa linda de se ver. Com cores vivas, intensas, traços livres, as vezes firmes, as vezes leves, mas sempre contínuos. Eu posso dizer que eu amo sem medo de supervalorizar o adorar. É amor mesmo.

Mas se é tanto amor, porque eu estou saindo? Hummm, boa pergunta.

Porque não importa o quanto você ame seus pais, a casa da sua família ou a sua própria cama. Chega um momento que você precisa levantar e andar pro mundo. Porque o fato de você sair não quer dizer que você está incomodado, que é ruim ou que você quer algo melhor. Significa apenas que você precisa de algo diferente naquele momento.

Essas decisões que são difíceis de tomar. O passo que é difícil de dar. Levantar e sair pela porta do lugar que você sente em casa e está cheio de gente que você ama para caminhar rumo a novos desafios não é fácil. Mas se fosse fácil, não seria um desafio. E o que é o tempero da vida se não a constante busca por essas doses de frio na barriga?

Estou muito feliz, apesar de chorar desde o momento que tomei a decisão de sair. E eu vou chorar ainda mais porque eu sou assim mesmo, quando o coração aperta ele escorre pelos olhos sem cerimônia. Mas é um choro misto de saudade com gratidão. Porque se eu estou alçando novos vôos, é porque o trabalho que eu fiz junto com todas as pessoas queridas dessa agência está sendo reconhecido.

E eu estou ainda mais feliz porque estou indo para um lugar onde já tenho pessoas queridas, de portas e corações abertos para me receber. E tenho certeza que vou construir muito lá com o que eu aprendi aqui, que o suor do nosso trabalho leva a gente pra muito mais longe quando misturamos com amor, carinho e respeito uns pelos outros.

Eu vou sentir saudade, turma. Muita. Estarei de longe torcendo e admirando vocês como sempre fiz.

Obrigada por tudo. Sempre.


um bate e volta em vitória do espírito santo


vitoria ESvitoria ESvitoria ESvitoria ESvitoria ESEu não conhecia a cidade de Vitória, no Espírito Santo. E nem sei se posso dizer que conheço, dado o pouco tempo que fiquei por lá. Eu já fui em Guarapari algumas vezes, que é ali perto, e também já passei bons tempos de férias no Hotel Fazenda Flamboyant. Mas para a cidade de Vitória mesmo eu nunca tinha ido.

Terminei indo à trabalho, num esquema super corrido e, ainda assim, deu pra adorar a cidade. Fui dar uma palestra por lá e conhecer a sede capixaba da agência que eu trabalho. É tão engraçado conhecer pessoalmente aquele povo com quem a gente fala diariamente por e-mail, chat, Facebook, curte foto, conversa coisa de trabalho, pessoal, vira amigo, troca presente sem nunca ter se visto. Aí a gente vai e descobre que o pessoal é ainda mais legal do que parecia. :) Uma alegria só.

Preciso abrir um parênteses pra falar dos vôos. Foi super cansativo porque a rota não ajuda muito. Saí de Recife 9h30 e fiz uma conexão em Salvador, que atrasou uma hora, e eu só fui chegar em Vitória 15h. Na volta eu saí de lá às 20h, com meia hora de atraso no vôo, fiz uma conexão rápida em Belo Horizonte e cheguei em Recife quase 1h da manhã do sábado. Um bate e volta super cansativo. Mas tenho que dizer uma coisa. Eu nunca tinha viajado pela Azul Linhas Aéreas e depois dessa experiência intensa de 2 dias, 4 vôos e 4 aeroportos diferentes eu posso dizer que é a melhor companhia aérea nacional que eu já viajei.

Os aviões são pequenos, mas poltronas são mais confortáveis e mais largas que a média. O serviço de bordo é gentil e os snacks são variados. Você pode escolher entre batatinhas, amendoim, goiabinha, biscoito recheado, integral, salgado e umas opções de bebida. Gente, eu não viajo pra comer, saca? Então acho que tá de bom tamanho. E tudo é da marca própria deles e é bem gostosinho. Até as chamadas do comandante e comissários são diferentes, mais simpáticas, parece que estão conversando com a gente. Não é aquele blá blá blá de pessoas que parecem robôs, sabe? Aprovadíssimo. :)

Olhando de cima eu já achei a cidade bonita. Uma geografia diferente, uns morros, pedras, ilhas e umas pontes enormes. Achei bonito sem nem saber a gracinha que ela era vista lá de baixo. Acho que simpática é uma palavra que resume bem a cidade de Vitória. É pequena, organizada, as pessoas são gentis e, acreditem, os motoristas param na faixa de pedestres pra você atravessar. Fiquei impressionada com isso, e meu choque me deixou constrangida, afinal, não era suposto isso ser uma regra ao invés de uma exceção? Mas infelizmente aqui em Recife é bem diferente.

Pode ter sido só na pequena área que eu andei, mas achei a cidade com um projeto de acessibilidade bem feito. Tudo bem que eu estou sempre comparando com o meu parâmetro que é Recife e, sendo assim, não é dos melhores… Mas a cidade tem calçadas projetadas, largas e com rampas de acesso. O trânsito tem muitos giradouros (ou rotatórias, não sei como chama em outra cidades…) o que faz diminuir o número de sinais e, consequentemente, o congestionamento. Além disso, a cidade é cercada de barzinhos, botecos, restaurantes e lojinhas de rua que são bonitas, simpáticas e que deixam a cidade ainda mais charmosa.

Vitória pode não ser um destino super turístico, mas me pareceu uma cidade boa pra morar. E, porque não, pra conhecer melhor em outra oportunidade. Tem um clima gostoso, que muda de quente pra um ventinho fresco de noite, e as vezes chega a ter sol, céu aberto e uma temperatura bem amena. Eu adorei e indico a visita :D

Fui do aeroporto direto pra agência trabalhar, mas de noite tive tempo de sair e no outro dia rolou almoço feliz e depois da palestra, deu pra conhecer outro bar bacana. Então os posts com essas dicas eu vou deixar pra amanhã, tá?

Mas vou finalizar esse post agradecendo o carinho e a atenção de todo mundo da Ampla ES e também da Unimed Vitória, que foram super gentis. Que eu possa visitar vocês mais vezes, afinal, depois desses dias corridos eu fiquei foi com vontade de conhecer melhor a capital capixaba :D



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