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pão de queijo do paolo


Eu sou de família mineira, e dela herdei meu gosto pelo queijo, pelo feijão e por tudo mais que tinha na casa da minha avó, em Juiz de Fora, durante as férias. Ah, Dona Maria Miranda, uma jovem mãe de 8 filhos, não sei quantos netos, não sei quantos bisnetos e dois tataranetos. Cozinha que é uma maravilha, enquanto meu vô faz pão e frita lambari, que ele mesmo pescou. É uma família que dá gosto de ver reunida.

Mas confesso que nunca fui fã de pão de queijo. Na verdade eu nunca gostei desses tais pães de quejo. Sempre preferi pão com queijo, minas de preferência, mas pão de quejo realmente nunca foi minha primeira opção. Mas tenho que admitir, o pão de queijo do meu marido é uma coisa de louco, até pra mim que nem gosto de pão de queijo. E dessa vez que ele colocou um pedaço de queijo do reino ficou coisdidoido.

Para fazer o dito cujo, ele usa 1 pacote (500g) de povilho azedo, 2 ovos, 1 colher de sopa de sal, 1/3 copo americano de óleo, 1 copo americado de leite e queijos variados. Essa receita levou +- 150g de queijo do reino e mais uns 150g de mussarela.

Numa vasinha misture o povilho azedo com o sal e reserve. Em uma panela, leve ao fogo o copo de leite e o o oléo até ferver, então jogue sobre a travessa com a mistura do povilho. Misture um pouco e coloque os dois ovos inteiros e os queijos ralados ou em pedaços, e vá acrescentando leite aos poucos até dar o ponto da massa. É um ponto bem pesado e com uma liga bem firme. Haja braço colega, tem que misturar bem.

Depois disso, com a massa bem firme está na hora de fazer as bolinhas, ou qualquer coisa parecida que você consiga moldar :) Para facilitar, você pode usar duas colheres de sopa para ir dando o formato do pãozinho. Nem precisa untar a forma, pode colocar direto na forma, mas coloque com um bom espaço entre os pães, porque eles crescem bastante. Então é levar ao forno pré-aquecido até ele crescer bem e ficar dourarinho.

Se além de enfiar a faca, você quiser rodar, abra o pão de queijo e passe aquela manteiga da boa. Ela vai derreter e vai ficar escandalosamente gostoso.

Ah, e o que você pode fazer também é fazer os bolinhos na forma, cobrir tudo com papel filme e levar ao congelador. Depois de congelados, os pãezinhos podem ser colocados em um saco ou em um pote de plástico e continuar no congelador. Você pode levar ele direto para o forno, e ele continua gostoso no dia seguinte :)





o dia de cami


Ontem, no terceiro dia do mês de julho, foi o aniversário da minha querida amiga Camilla. Espero que tenha sido um dia ótimo pra essa carioca que mora em Recife, e no meu coração também :)

Esses foram os presentinhos que eu fiz pra ela. Há muito tempo eu não fazia velas, mas ainda tinha um pouco de parafina granulada em casa, uns corantes e uma forma quadrada que eu ainda não tinha inaugurado. Então resolvi fazer velas de presente, que na verdade eu já tinha prometido há muito tempo, né Cami? :P

Bem, resolvi fazer velas roxas, porque além de combinar com a casa dos cariocas, as velas roxas tem o seu significado. Na magia, elas são usadas para meditação, manifestações psíquicas, para rituais de cura e adivinhação. São a vela do progresso, da honra e da proteção. Quebram má sorte e afastam o mal. São uma boa cor de vela para se ter em casa, mas tem que acender, viu Cami? Velas são feitas para serem queimadas.

Mas então, na hora de fazer a vela, cadê o corante roxo? Eu tinha certeza que tinha comprado… Mas dei meu jeito misturando rosa-bebê com azul, e até que deu certo. O que sobrou de parafina eu fiz as redondinhas pequenininhas. Mas depois, procurando outra coisa, encontrei o corante (eu disse que tinha certeza!) e tive que fazer uma vela verdadeiramente roxa, que é essa quadrada mais escura. Mas nessa altura como já estava acabando a parafina, ela ficou levemente menor que a outra :P

Eu nunca fiz curso de vela nem nada… Só me aventuro mesmo, e eu ainda não descobri porque as vezes as minhas velas simplesmente murcham, como um bolo que sola no forno… Dá pra ver na foto, como o meio dela, onde fica o pavio, fica bem fundo. Quando eu coloco a parafina ainda líquida na forma, ela fica na medida. Mas enquanto vai esfriando, vai afundando… Talvez seja alguma coisa com a temperatura, não sei… Se alguém souber, help me!

E para completar o presente, entreguei um cartão escrito à mão, porque pra mim é assim que tem que ser, e um marcador de páginas para os milium livros que ela tem e gosta de ler. Esse marcador eu fiz usando esses imãs de geladeira de lugares para os quais a gente nunca vai ligar, e que volta e meia estão poluindo visualmente minha cozinha. Então peguei um pedaço do papel que usei pra fazer o cartão, colei um imã do lado do outro, cortei o papel junto com eles e dobrei no meio. Pronto, um imã gruda no outro e prende a página. Genial né? Copiei dos marcadores de página da Livraria Cultura, não vou mentir :P

E como sobrou mais papel, e eu achei ele simplesmente lindo, sai enfeitando os outros presentes, como as velinhas pequenas que eu coloquei nessa caixinha de acetato que eu tinha em casa, mas era enorme, e cortei e colei o papel. Achei fofo.

Pronto, agora Cami sabe que eu não gastei um centavo no presente dela :P


assim, até eu casaria


Eu nunca tive o sonho de casar. Talvez porque a minha imagem de casamento fosse muito careta, com aquelas mulheres vestidas de bolo branco entrando na igreja. Eu não sou católica, e todos os casamentos que eu fui foram bem chatos. Claro que as festas são só alegria, mas a cerimônia… Não é pra mim.

Meus pais nunca se casaram, talvez eu tenha herdado um pouco disso e por isso tenha me ajuntado, e não casado com tudo que tem direito. Não gosto de aliança, acho um arrumador de problema… Quando tá no dedo tá lindo, se esquecer de usar é motivo pra briga, pra desconfiança. Prefiro não carregar esse fardo. Acho que o maior compromisso do casamento não é um papel assinado, não é o ouro que carregamos no dedo, não é a bênção. Acho que o maior compromisso é com o amor e com a felicidade, sem piegismo.

A única vez que pensei em casar foi quando conheci o ritual de casamento wiccano, conhecido por handfasting, e imaginei que faria num descampado, rodeado de árvores, entrando a cavalo e recebendo a bênção dos Deuses.

Fazia tempo que eu estava querendo fazer um post com essas fotos de casamentos, porque eu acho que abre os horizontes e mostra que casamento não é só aquela mesma coisa quadrada de sempre, com aquelas mesmas fotos de sempre. Fiquei encantada quando Camilla me mostrou esse post do Design Sponge, com fotos do Our Labor of Love, e foi quando eu pensei, que assim até eu casaria.



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