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jantar de tuiteiros no afonso & anísio


Ontem o restaurante Afonso & Anísio abriu as portas para um jantar especial. Convidou alguns tuiteiros e blogueiros do Recife, e preparou um menu de degustação maravihosamente bom. Quando eu fui convidada para este jantar, a primeira coisa que eu fiz foi procurar sobre o restaurante, e encontrei essa matéria do JC. Eu já gostei pela descrição do tipo de comida que é servida. Italiana? Oriental? Brasileira? Não. O Chef Armando Pugliesi chama de cozinha criativa. Um estilo que mistura estilos, sabores, aromas,  e é exatamente assim que são as comidas. Saborosas e originais.

Como muita gente não espera chegar até o fim do post pra saber onde fica o restaurante, vou colocar o mapa logo aqui no começo, tá? Seus preguiçozinhos :P

Quando eu cheguei já gostei do ambiente, pena que ele não favorece muito as minhas fotos. Paredes vermelhas, com uma mistura de luzes vermelhas, amarelas e brancas, criam um ambiente aconchegante. A decoração em madeira, com cadeiras que misturam estampas e outras de ferro incrivelmente delicadas me chamou a atenção. É realmente um lugar agradável para estar com amigos, comendo comida boa e jogando conversa fora. Ah, e é um excelente lugar pra ir de casalzinho, porque é super romântico também :)

Os pratos… Bem, o que dizer sobre os pratos? As entradas já foram um escândalo, com esses camarões, dressing de moqueca super suculentos, já deu pra imaginar o que viria por aí. Em seguida um contraste de sabores que eu nunca imaginei… Pastel de rabada em capa de açúcar, que é aquele famoso pastelzinho de festa açucarado, recheado de rabada. Pura e simplesmente isso.Tenho que dizer que, pra mim, o primeiro prato principal foi o melhor da noite. Eu sou apaixonada por salmão defumado, imagina num creme em cima de um linguine de espinafre. Fiquei tão afim de comer, que meti o garfo no prato antes de tirar a foto. O modelo desse prato foi o de Ely, que me emprestou o seu enquanto salivava pra comer também :P

Depois veio o carré de cordeiro com mousseline de batata doce, que também estava delicioso. Eu amo bode, cordeiro, ovelha e afins. Aprendi com mamãe, que também é apaixonada por um bicho que berra :P Tenho que dizer gente, eu posso sair da pobreza mas a pobreza não saí de mim. Não fiz a menor cerimônia para, depois de tirar toda a carne possível com o talher, peguei o ossinho com a mão e comecei a roer. Só tinha amigo gente, e eu não sou nada phyna :P Mas tenho certeza que ele ficou ainda mais gostoso por causa disso :P

Quando o risoto de pato chegou, soltando aquele aroma de curry no ar, eu fiquei seriamente em dúvida de qual seria o meu preferido da noite. Um risoto no ponto, sabe? Pronto. Foi suculento.Tenho que dizer que eu, como boa bebedoura de cerveja em buteco, fiquei meio desconcertada na frente de tantos tipos de taça dierente. Até porque eu ainda não bebo vinho. Mas ontem os espumantes servidos para acompanhar os pratos caíram super bem, e pela primeira vez eu tive uma noite de vinhos.Então, como disse Claudinha do alto da sua sabedoria, “estômago de doce é outro, né?”, e nós nos jogamos nas sobremesas. Primeiro, um rocambole de chocolate com frutas vermelhas que foi de comer chorando, pensando que ia acabar… E depois, pra fechar com chave de ouro, a surpresa do chef. Foi mais que uma sobremesa, foi uma experiência, sabe? Eu não vou nem saber dizer exatamente o que era, mas era algo tipo: um cookie de chocolate com creme de mascarpone e gelatina de lichia, com frutas vermelhas e essa frutinha que tem uma flor, que eu não faço ideia do seu nome. E o toque final foi adicionado na hora, um pozinho mágico de pirlimpimpim que o chef colocou e que deixa estourando na boca, sabe? Coisdelouco :)E foi isso. Uma noite deliciosa, com companhias deliciosas. Obrigada pelo convite, e visitem o restaurante. Porque apesar de lindo, gostoso e diferente, ele tem um preço super acessível, anotem o que eu estou falando :)

Na mesa: @elyndo @RealEden @buchecha @napipoca @pcab @danosse @marcelapam @entojo @carolburgo, nossa anfitriã @claudiagiane e os simpáticos assessores de comunicação do restaurante. Foi divertidíssimo, valeu!


carboidratos e amigos em festa


Esse fim de semana nós fomos comemorar o aniversário de Paolo lá naquela casa de Gravatá, feia e horrorosa. Fomos com amigos queridos, com um programa de engorda todo esquematizado :P Na ida paramos na loja de queijos Campo da Serra, que fica na estrada para Gravatá. Nós já conhecíamos porque eles entregam para Recife pelo site, e os queijos são realmente maravilhosos. Mas além disso, fomos super bem atendidos, experimentamos todo tipo de queijo com diferentes tipos de geléia. Parada obrigatória para quem passa por lá. Aí a festa já começou antes da gente chegar.

Assim que chegamos na casa, Chica (minha filha peluda) resolveu andar por cima da lona que cobria a piscina, que obviamente afundou com os seus quase 10kg e ela teve que nadar (tadinha!) Então aos 5 minutos de jogo eu já estava ajoelhada passando o secador nela :P Mas bem, com a cachorra seca, as mais de 40 long necks de heineken no gelo, as 8 garrafas de vinho na geladeira, começou o preparo das gordices. Para agradar o aniversariante, as receitas escaladas nada mais eram do que carboidratos em peso! Pão, pizza e macarrão pra dar de rodo. Com Camilla e Julia em casa, seria uma verdadeira ousadia eu me aventurar na cozinha, mas a verdade é que todo mundo terminou metendo a mão na massa (literalmente).

Começamos com o preparo da famosa pizza do Rafa, que é uma delícia, fininha, crocante, e eu não vou elogiar mais porque se não ele fica convencido :P Antes das pizzas, saíram esses deliciosos biscoitinhos de massa, temperados com parmesão e gergelim, devidamente assados no forno a lenha, claro :)

As pizzas ficaram uma delícia, regadas no molho de tomate honesto que as meninas fizeram. Cada um que vinha e preparava um disco de um jeito diferente. Com mais queijo, com menos queijo, com atum, com azeitona, com cebola roxa, com ovo cozido, e tudo foi de babar. A receita da massa do Rafa tá aqui, e o recheio é por conta da sua criatividade (ou por conta do que tiver na geladeira :P)

1 kg de farinha de trigo peneirada
500 ml de leite tipo A
30 g de fermento biológico “Fleischmann”
110 ml de óleo de milho (ou de girassol)
2 colheres (sopa) rasas de sal
1 colher (sopa) rasa de açúcar (este ajuda a massa a ficar mais crocante e dourada)
Farinha de semolina para trabalhar a massa

Primeiro dissolva o fermento no leite morno. Numa vasilha grande, misture a farinha com o leite fermentado, coloque o óleo e amasse com as mãos (o calor das mãos ajuda na fermentação da massa). Então misture sal e açúcar e trabalhe a massa. Transporte-a para uma mesa ou superfície lisa, polvilhada com farinha. Trabalhe bem a massa, amassando-a constantemente e batendo-a na mesa (quanto mais se trabalha a massa, mais leveza ela adquire). Quando a massa não grudar mais nas mãos é porque já está no ponto certo. Deixe a massa descansar numa vasilha grande por cerca de 3 a 4 horas, fazendo um corte (uma fenda) no seu centro para que ela “oxigene”. Cubra com um pano e mantenha a vasilha num local livre de correntes de ar, em temperatura ambiente. Polvilhe a mesa com a semolina de trigo e divida a massa em partes iguais. Para discos médios dá pra fazer 6 pizzas, e discos grandes 3 pizzas. Abra a massa com o rolo, coloque no disco, pré aqueça o forno, coloque a massa sem nada para dourar por uns 5 minutos, depois de dourar, coloque o molho e o mas o que você quiser seja feliz :)

Depois da massa, foi a hora do meu pão de milho. Meu não porque eu fiz, mas porque eu que pedi :P Há tempos eu tinha comprado uma farinha de milho orgânica pra Paolo fazer um pão pra mim, mas como ele ainda não tinha feito, foi a vez de três outros homens realizarem o meu desejo (ôeee hahaha). Lusenalto, Rodrigo e Rafa se uniram em prol do pão de milho, que foi o primeiro pão que eu vi ficar melhor no dia seguinte do que saindo quentinho do forno. Como vocês podem ver, foi um trabalho bem em conjunto, cada um que fazia uma coisa. E claro, que com esse carinho todo, e essa alegria, ficou uma delícia o meu pãozinho.

Não ficaram lindos? A receita que a Cami pegou é essa aqui, ó:

700g de farinha de trigo
200 de farinha de milho
10g de fermento
5 colheres de sopa de açúcar
1 lata de milho
1 lata de leite
3 ovos
1 colher de sopa de sal
50g de manteiga

Bater o milho, os ovos, o açúcar, o sal e a menteiga no liquidificador. Dissolver o fermento no leite. Misturar as farinhas e misturar o creme de milho e o leite fermentado. Sovar bem a massa e deixar descansar por umas 2h ou até que dobre de tamanho. Facinho, né? Ele fica meio pesado, mas fica uma delícia :D

Mas é claro que a farra gastronômica não para por aí. Passamos o dia comendo queijos, amendoim, azeitonas, e tudo que tinha pela frente. Sério gente, eu tava parecendo uma vaca ruminando, não parava de mastigar! hahaha :P Com o cair na noite, foi a hora de preparar o macarrão, e essa sem dúvidas foi a receita mais colaborativa de todos os tempos. Enquanto uns diziam que ia dar errado, outros experimentavam a massa crua, outros sugeriam uma pitada disso, ou daquilo, todo mundo deu uma pegadinha na massa e no final ficou o melhor macarrão do mundo. Não tenho medo de dizer: foi sem dúvidas uma das massas mais gostosas que eu já experimentei na vida. Depois de uma guerra de farinha, os meninos acertaram o ponto e mandaram a massa pra máquina de macarrão. Não tá lindo?

A receita eu não sei se vou saber te dizer com certeza, já que foram tantas divergências :P Mas foi basicamente 1kg de farinha de trigo, 8 ovos, umas 3 colheres de azeite e água para umedecer as mãos e deixar a massa mais homogênea. A massa fica durinha, quase quebradiça, por isso ela precisa dar uma descansadinha para ficar mais “inteira”. Então é cortar uns pedacinhos, passar no rolo da máquina, e quando ela ficar bem inteira e fininha, passar para cortar. A máquina é uma Pasta Machine, que assim que eu cheguei em Recife tratei de comprar uma igual hahaha :P Achei uma mega promô no mercado livre e comprei por 50 conto sem frente, já que era uma pessoa daqui mesmo. Foi um achado que vai dar conta de me engordar mais uns quilinhos :P Ah! E como a gente não se cansa, foram três molhos diferentes para o macarrão: funghi, queijo e tomate. Todos deliciosos :)

Além de tuuuudo isso, a gente ainda se arriscou nos doces. Eu pedi pra Cami preparar um doce de coco para Paolo, e ela fez essa receita aqui. Pena que a gente estava muito preocupado em beber, rir, conversar, se divertir, comer e cozinhar, que esquecemos um pouco das fotos.. Então nem dá pra sentir a textura que esse doce ficou. Simplesmente perfeito. E pra rebater, fiz um foudue quente de chocolate, e Julia um frio de limão. Uma perdição comer esses dois juntos com morango, viu. Vou te contar.

Ah, e os créditos das fotos vão para todos os convidados, já que todo mundo tinha uma câmera e foi um troca troca danado. Todo mundo pegou a máquina do outro pra tirar foto, pra mudar de lente e, assim como as receitas, foram fotos comunitárias :P

Muitíssimo obrigada aos convidados Lusenalto e Julia, Camilla e Rafael, Rodrigo e Lucila, e um agradecimento especial ao meu maridão Paolo, que reuniu essa turma tão boa para comemorar seus 26 anos. Foi, sem dúvidas, um fim de semana muito espcial :)

E que venham muitos outros, porque nós queremos levar cada um dos nossos amigos para participar de dias assim, felizes e gordos :D


feijoada do vovô hortêncio



O vovô Hortêncio não é o meu avô, mas a feijoada dele é uma delícia. É um carrinho no meio da rua, que serve uma das melhores feijoadas que eu já comi na vida. O clima do lugar é excelente. Fica em Setúbal, numa das áreas mais arborizadas da Zona Sul do Recife. Eles tem algumas cadeiras, bancos, mas nada de mesas. A prefeitura não deixa, sacomé né. Então os veteranos já levam o seus banquinhos a tira colo.

Eles são super organizados, e o atendimento é excelente. São várias pessoas trabalhando de boa vontade, e bom humor. Quem frequenta a feijoada termina conversando com quem tá do lado, porque já viu por lá outra vez, ou pra puxar assunto mesmo. E assim tudo vira uma grande festa. Parece que todo mundo tá em casa. Fui com minha mãe e meu querido-amado-amigo-professor Fred, e nos divertimos de verdade.

Eles só funcionam no fim de semana, e se quiser comer é melhor chegar cedo. A feijoada do vovô Hortêncio sempre fica lotada, e o pessoal dá conta de comer tudo antes das 14h da tarde. Chegamos tarde no sábado, e a nossa foi a última feijoada do dia, por sorte. Passamos o dia entre muitas risadas, cervejas, cervejas, cervejas e feijoada, claro. E eu não posso esquecer de comentar como essa couve estava deliciosa. Posso dizer que foi a melhor couve que eu já comi? Tá, brigada.

Eu confesso que adoro lugares simples, bons e baratos. E esse é um deles. Troco fácil um almoço num restaurante bacana, por uma tarde em pé na calçada comendo dessa feijoada.

E como o sábado não acaba quando a pança tá cheia, eu e Fred ainda fomos dar uma volta na beira mar. Fomos conversando e andando, pra fazer a digestão. Mas claro que isso tinha um objetivo. O meu objetivo foi com recheio de frutas vermelhas, e o de Fred foi uma delícia de objetivo com biscoito, lá na Dalena.

Faço gordices e sou feliz. Entre para o clube você também :D


maracaípe me faz rir


Ontem, no meio do feriado, nós resolvemos dar um pulinho em Maracaípe para relaxar. Fiquei pensando como é incrível ter Porto de Galinhas e Maracaípe tão pertinho de casa. Poder ir e voltar no mesmo dia, se não tiver com grana afim de se hospedar. Morar há 60km de uma das praias mais lindas do Brasil é sem dúvidas um grande privilégio. Ter amigos para ir junto, é um grande privilégio. Esses amigos terem um riso frouxo e a gente passar o dia entre gargalhadas, é um grande privilégio. Sem dúvidas.

Valeu Carol, Lucila, e Paolo pelo dia maravilhoso de ontem. E vamos fazer mais vezes.



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