














Eu nunca tive o sonho de casar. Talvez porque a minha imagem de casamento fosse muito careta, com aquelas mulheres vestidas de bolo branco entrando na igreja. Eu não sou católica, e todos os casamentos que eu fui foram bem chatos. Claro que as festas são só alegria, mas a cerimônia… Não é pra mim.
Meus pais nunca se casaram, talvez eu tenha herdado um pouco disso e por isso tenha me ajuntado, e não casado com tudo que tem direito. Não gosto de aliança, acho um arrumador de problema… Quando tá no dedo tá lindo, se esquecer de usar é motivo pra briga, pra desconfiança. Prefiro não carregar esse fardo. Acho que o maior compromisso do casamento não é um papel assinado, não é o ouro que carregamos no dedo, não é a bênção. Acho que o maior compromisso é com o amor e com a felicidade, sem piegismo.
A única vez que pensei em casar foi quando conheci o ritual de casamento wiccano, conhecido por handfasting, e imaginei que faria num descampado, rodeado de árvores, entrando a cavalo e recebendo a bênção dos Deuses.
Fazia tempo que eu estava querendo fazer um post com essas fotos de casamentos, porque eu acho que abre os horizontes e mostra que casamento não é só aquela mesma coisa quadrada de sempre, com aquelas mesmas fotos de sempre. Fiquei encantada quando Camilla me mostrou esse post do Design Sponge, com fotos do Our Labor of Love, e foi quando eu pensei, que assim até eu casaria.



















Enquanto eu ando na rua, tenho mania de ficar pensando para onde as pessoas estão indo, de onde elas estão vindo. Quando estou dirigindo na estrada, fico imaginando o que as pessoas que andam sozinhas no acostamento estão pensando, qual é o destino delas. Tenho essa mania.
Desde que Carol (sim, sempre ela) me mostrou esse blog que eu fico pensando por onde anda essa blogueira, e o que ela pensa durante as fotos nesses lugares lindos. O Sally Jane Vintage é um blog de moda, mas confesso que quando acesso as roupas não são a primeira coisa que eu olho. Antes eu sempre vejo o lugar, os animais, a situação, a luz, como estava o tempo naquela hora. E tudo me encanta.
Parece algum lugar da Europa, talvez. Mas ela é da Pensilvânia, Estados Unidos. O marido dela é fotógrafo, o que ajuda bastante a ter um blog recheado de lindos retratos. Mas independente de quem bate a foto, e da câmera, o lugar é o grande protagonista. Pra mim, claro.




















Todo mundo já sabe que eu amo Carol e eu não vou ficar aqui dizendo o quanto ela é linda, talentosa e especial pra mim. Também não vou ficar repetindo que eu adoro o blog dela, e que eu me divirto tirando essas fotos dos seus looks. Outra coisa que eu não vou dizer é que ela é a coisinha mais fashion que meus olhos enxergam todos os dias.
Agora depois de não dizer tudo, eu quero dizer como eu gosto de bater retratos :P Sempre gostei de clicar as coisas, ai chega Carol e sua linda Nikon D60, da qual sou madrinha, e me deixa brincar com ela quase todos os dias. E eu me divirto. Sou claramente uma amadora, que utiliza o básico dos recursos manuais e não explora nem um terço das miliuma funcionalidades desse mondrongo que tira fotos. Lindo mondrongo, por sinal.
Então eu e Carol sempre aproveitamos a hora do almoço para fazer os cliques, e andamos pelo Recife Antigo catando a locação que vai combinar com cada look. Já fomos ao teto do Shopping Paço Alfândega, tiramos fotos em lugares históricos, turísticos, catamos paredes grafitadas e toda porta rococó ou acabada pelo tempo vira cenário. Nunca vi, não podemos ver um tijolinho de demolição, uma plantinha, uma coisa, que nos jogamos em nome da fotografia e da moda hahaha :) Me divirto, e vou aprendendo bulir com a máquina.
E quando eu vejo as fotos no computador eu penso “poxa, as fotos ficaram ótimas hoje” e logo depois completo mentalmente “mas a modelo ajuda né? vamo combiná.”
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