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texto | ideias de fim de semana
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quando não é dia de cozinha

Tem dias que não é nosso dia na cozinha, né? Ontem foi assim comigo. Eu tô doente, a gripe me pegou de jeito. Na terça-feira voltei mais cedo pra casa do trabalho com crises de tosse horríveis, corpo mole, tive febre, vomitei, coisa linda só que não. Na quarta acordei com o corpo massacrado das crises de tosse. Sério, gente. Era de doer até meu couro cabeludo. E um plus: acordei com cólica. Eu tinha vontade de chorar cada vez que eu tinha que tossir, porque todos os meus músculos estavam doloridos. Tenho certeza que crises de tosse queimam mais calorias e trabalham mais músculos do que muito treino em academia :P

E por conta disso fiquei em casa pra repousar e melhorar. Eu devia ter percebido que, com tanta zica, ontem não era o meu dia. Mas a pessoa sozinha em casa, sem internet, sem tv a cabo, sem disposição pra colocar o pé pra fora de casa, o que restava? Experimentar algumas receitinhas na cozinha, que fossem simples, fáceis e não demandassem muito esforço. Não tinha como dar muito errado, né? Não. Tinha como dar errado. E deu. Vamos a saga.

Primero eu resolvi tentar o cottage caseiro de Pitadinha. Acho que fiquei com medo do leite ferver e desliguei antes da hora, não sei. Pode ser a qualidade do leite, ou do limão. Enfim, o resultado é que o bicho não “engrumou”. Ainda tentei dar uma esquentada a mais e ainda tentei coar, mas ele nem pelo pano passou… Mas acontece, né? Depois vou tentar de novo. :P

Aí resolvi fazer o bolo de canela também de Pitadinha, afinal, um bolinho quentinho é quase um auto cafuné, né? E eu já paquerava ele desde que ela postou no blog. A receita é simplinha, eu só troquei o açúcar por adoçante culinário e pronto. Forno. Fiz o teste do palito e, apesar dele não estar com uma aparência muito bonita, pareceu pronto. Tirei, desenformei e… tava solado. Eu achei que era porque eu troquei o açúcar por adoçante… Mas o gosto tava bom, sabe? Apesar da textura estranha. Fiz uma caldinha com chocolate 85% de cacau, água e adoçante pra cobrir e comi achando bom mesmo solado. Aí, por desencargo de consciência, fui ver a validade do fermento. Eu nunca faço bolo, nem lembro da existência dele. VENCIDO DESDE 2011! hahahaha! Não tinha mesmo como dar certo. :P Vou refazer com um fermento que preste porque a receita é deliciosa :D

Aí dei uma descansada, tirei um cochilo, e acordei com ainda mais cólica. :( Eu merecia um docinho, né? Aí vi no Saboridades uma receita de trufas do bem. Pareciam tão lindas e suculentas. A receita não podia ser mais simples. Três ingredientes misturados e só. Não tinha como dar errado. Fon. Deu. De novo. Misturei e nada da parada ficar cremosa que nem a dela. Mas mesmo assim arrisquei fazer umas bolinhas e… Não. Ficou ruim. Arrisquei um pouco de adoçante… Arrisquei um pouco de pasta de amendoim… Nada fez dar certo. Foi tudo pro lixo.

Então eu resolvi jacar. Ahhh! Eu tava sozinha em casa, doente, com cólica, tudo já tinha dado errado. Liguei o foda-se. Peguei uma xícarazinha, coloquei leite condensado, misturei com cacau em pó e taquei no microondas. 15 segundinhos eu abri, olhei, misturei e coloquei mais 15. Foi suficiente. Suficiente pra transbordar a porra toda, sujar o microondas inteiro, derrubar metade da minha gordice e me fazer comer o resto com raiva. Sério, po! Como até isso deu errado? PQP. Não era meu dia na cozinha. Definitivamente.

Mas… Eu não desisto. Eu ainda não tinha almoçado e precisava de alguma coisa salgada no bucho, né? Com preguiça e um pouco de receio de fazer qualquer coisa pro almoço, resolvi fazer uma tapioca. Lá em casa o tapioqueiro oficial é Manoel, eu nunca tinha me metido pra fazer. Mas sempre olhei e, poxa, é tão fácil. Não tem mistério, né? Espalha a massa, coloca o recheio, pronto. Tá lindo. Só que ontem não ia ser tão simples, né? Coloquei a massa e algo deu errado. Ficou uns buracos, e quando eu tentava tapar com mais massa quebrava tudo. Ahhh inferno! Joguei a massa no lixo, peneirei mais e fui de novo com fé. Deu um pouco mais certo… Ficou meio grossa, meio dura, mas pro saldo de coisas que já estavam dando errado até que ficou boa.

Aí consegui dar mais uma relaxada, dei mais um cochilo, assisti um filme triste na sessão da tarde. Relaxei e desencanei de fazer qualquer coisa na cozinha. Tudo que tinha pra dar errado já deu, né? Vamo combinar. Aí lá pro final da tarde eu lembrei que tinha que fazer o almoço de hoje… Venci a preguiça e no começo da noite voltei pra cozinha. Já tinha deixado o frango no tempero de manhã e fui colocar pra cozinhar e desfiar. A meta era fazer o famoso Salgado Maromba da Tati Guidi. Aí coloquei o frango lá na panela com água, deixei a tampa semi aberta e fui colocar os pés pra cima no sofá. Eis que no meio do meu relax aquele barulho na cozinha. Sim sim, a água do frango subiu mesmo com a tampa semi aberta, transbordou, sujou o fogão todo e escorreu até o chão. E você aí achando que desgraça pouca é bobagem.

No final das contas consegui fazer o Salgado Maromba ficar gostoso, mesmo fazendo no mixer porque não tenho processador :P Mas acho que ainda preciso acertar umas coisas pra ficar 100%, aí eu trago aqui pra contar história. :D

Enfim, esse foi o resumo do dia que eu nunca devia ter pisado na cozinha. Todo mundo tem um desses, né? Ou não… :P

entrei no mundinho da bicicleta

michoneEu não sou cicloativista. Eu não sou contra carros. Eu não levanto partidos. Eu tenho carro, e vou continuar tendo. Dito isso, começo uma declaração livre de qualquer bandeira, beleza? É apenas um relato de uma pessoa que, mesmo sabendo o que ia encontrar num trânsito “compartilhado”, se chocou.

Não é de hoje que as atitudes dos seres humanos impressionam com sua desumanidade, né? Mas eu nem vou entrar nos méritos dos grandes casos. O que mais me choca no dia a dia é a falta de educação, de gentileza, de bom senso. Eu morava há quase 20km do meu trabalho e pegava entre 1 e 2 horas por dia de trânsito, todos os dias. E eu sei os efeitos que isso causa nas pessoas. Nervosismo, cansaço, estresse. E quem sofre geralmente são as pessoas ao seu redor. Outros motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres. O trânsito é um show de horrores todos os dias.

Hoje foi o primeiro dia que eu vim trabalhar de bicicleta. Eu estou morando agora a pouco mais de 3km do trabalho e o percurso é relativamente tranquilo. Eu não passei a vir de bike pro trabalho pelos movimentos de tirar um carro da rua nem nada disso. Desculpa decepcionar. Minha decisão de pedalar como meio de transporte é mais egoísta do que isso. Eu não quero demorar 30, 40, 50 minutos dentro do carro no trânsito pra percorrer 3km. Simples assim. E eu me aproveito desses movimentos pró-ciclísticos que estão acontecendo e entro numa onda onde pessoas estão querendo mais espaço nas ruas, mais ciclivias, ciclofaixas, mais respeito.

Mas tenho que dizer que ainda falta MUITO. Na verdade, quando eu fui pra parte prática da coisa, de colocar o capacetinho, a mochilinha e jogar a bike na rua, eu achei que nada tinha sido feito. Realmente. As pessoas não respeitam e pior, elas querem agredir as pessoas das bicicletas. Gratuitamente. Talvez esses movimentos muito calorosos dos ciclistas esteja até atrapalhando, sabe. Acho que isso está incomodando as pessoas. E eu mesma me sinto incomodada com tanta rebelião. Eu tenho carro, não vou deixar de ter e eu não sou uma pessoa ruim por conta disso. Parece que agora quem tem carro é do mal. E não é isso. Mas parece que pra defender um lado as pessoas precisam denegrir outro, e eu acho que é nisso que os cicloativistas estão errando. E talvez seja isso que esteja incomodando.

Uma situação pequena e simples que aconteceu no trânsito hoje foi o que me motivou a escrever esse texto. Eu estava no cantinho da rua, num trecho sem ciclovaixa. Foi na subida da ponte que, meu deus, como cansa. Não bastasse minha inexperiência, medo e insegurança de estar sozinha de bicicleta por ali, encontrei uma pessoa de má fé. Uma feladaputa mesmo. O trânsito estava completamente parado. Eu estava em pé em cima da bike. Os carros andavam de centímetro em centímetro. E eu acompanhando no meu cantinho. Mas a cada centímetro que o trânsito se movimentava, a mulher do carro da frente olhava no retrovisor e se aproximava mais do meio fio. E cada vez mais. Sério, eu vi a hora dela raspar o pneu na muretinha na ponte. E tudo porque? Porque ela viu que tinha um ciclista esperando a chance de passar ao lado dela, ultrapassar um pedaço do trânsito e seguir o seu caminho.

Na boa, o que leva a pessoa a fazer isso? A ser assim? O que essas pessoas pensam? É muita maldade no coração do ser humano, viu. Então acho que antes da gente pensar nas pessoas como pedestres, ciclistas, motoristas ou motociclistas. A gente tem que lembrar que pessoas são pessoas. Seres humanos. Alguns bons, outros ruins. Não é porque tá no carro que é ruim, porque tá na bike que é legal. Existem pessoas boas e runis de todos os lados. E a gente tem que lidar com elas o tempo todo. Seja na família, no trabalho, na sala de aula ou no trânsito.

Então eu só queria deixar uma mensagem pra começar a semana. Vamos ser pessoas melhores, gente. Em pequenos atos. Em pequenas coisas. Seja lá qual for o meio de transporte que você use. Vamos ser mais gentis, mais felizes, mais humildes. Porque se tem uma coisa certa nessa vida, é que gentileza gera gentileza. E eu quero seguir gerando esse sentimento o quanto eu puder.

Bom dia e boa semana, gente.

basta de mulher guerreira

Hoje é Dia Internacional da Mulher. E daí?

Eu não tenho nada contra nem a favor a esse dia. Adoro quando ganho flores e chocolates e, felizmente, não é só nesse dia que eu ganho. Mas, aqui pra nós, eu não perco muito tempo pensando nas conotações políticas e sociais de ter um dia da mulher. Eu simplesmente passo por ele, agradeço e… Próximo, por favor?

Mas é inevitável ver a sequência de homenagens feitas nesse dia. E quando eu vejo, a maioria fala das mulheres guerreiras, fortes, lutadoras. Que a delicadeza é um dom mas que guarda a garra e a força que só a mulher tem.

E eu estou cansada disso de mulher guerreira. Sim, sou forte. Fui criada por uma mulher forte, batalhadora, guerreira. Herdei a coragem e a dureza de seguir sozinha, de seguir em frente, de ser independente. Mas tem dias que eu só quero ser mulher. Na conotação mais machista possível.

Quero ser delicada, quero ser indefesa. Quero ter quem me segure, quem me apóie, quem me guie. Tem dias que eu não quero isso de independência. Quero ajuda. Quero precisar. Quero simplesmente ser isso que chamam de sexo frágil.

Quero ser mulherzinha. Pedir ajuda pra fazer coisas de homem. Ter um homem pra pedir ajuda. Não ter que tomar decisões. Não precisar de iniciativa. Não me interessa se acham sexista isso de mulherzinha e coisas de homem. Acho hipócrita quem diz que isso não existe.

Tanto existe que não importa o quão guerreira, forte, independente e foda uma mulher seja, ela sempre vai precisar de apoio quando for chorar. Porque o que é a mulher, se não apenas um ser humano que se permite ter e viver os dois lados da moeda. O forte e o frágil. Tenho pena de quem levanta a bandeira só de um deles e guarda o outro no seu baú de frustrações.

Nesse dia de homenagear as fortes, eu só quero ser a frágil.

Feliz dia, mulheres.

um ano de intensidade

intensidadeSe eu pudesse escolher uma palavra para definir como somos nós dois juntos, eu escolheria a intensidade. Nós dois somos pessoas intensas. Mergulhamos, nos entregamos e pagamos pra ver. Nós dois temos essa personalidade forte que nos faz sorrir e chorar com de uma forma tão forte que somos capazes de viver nossa maior alegria e nossa maior decepção no mesmo dia.

Eu já disse aqui que nós somos exatamente iguais naquilo que não somos altamente opostos. E isso é um reflexo direto da nossa intensidade. Com a gente não tem muito meio termo, sabe? E é assim que nós temos vivido juntos há um ano. Sim, sim. Já faz um ano. Passou rápido, né? Mas acho que isso é reflexo de quem vive cada dia como se fosse o primeiro e o último ao mesmo tempo.

E é essa intensidade que move os nossos dias. Nos leva a nos amar com uma força que precisa ser muito verdadeira para aguentar os momentos difíceis. Porque quem tem essa intensidade toda nas veias as vezes age mais rápido do que pensa. E eu acho que é isso que nos fortalece a cada dia, semana e mês que se passa.

Porque as vezes quando gritamos muito forte, perdemos logo o fôlego né. Mas com a gente parece o contrário. Quanto mais intenso é o nosso grito de amor, mais forte ele se torna e mais alto conseguimos gritar. E hoje meu grito é de amor. Que eu te amo, Manoel. Com mais intensidade que ontem e menos do que amanhã. Porque nosso amor se constrói mais forte a cada dia. E que continue se construindo.

<3

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