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paço do frevo


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É brincadeira mas é sério :P VISITEM O PAÇO DO FREVO. É um prédio lindo, todo dedicado a história do frevo, que se confunde com a história do próprio carnaval. É um banho de cultura. O único problema é que você sai de lá com uma vontade urgente de carnaval. Tipo, URGENTE. Você sai querendo ir pra Olinda, pro Recife Antigo, dançar, pular, correr atrás de bloco, cheirar lança-perfume, tomar batida, subir e descer ladeira, já pode ser carnaval de novo? PORFAVÔ?

O Paço do Frevo é lindo, isso dá pra ver pelas fotos né. E olhe que nem são fotos com essa qualidade toda, de celular mesmo, mas dá pra traduzir um pouco do que vocês vão ver por lá. No térreo fica uma exposição que conta, ano a ano, a história do frevo, do carnaval, dos blocos. Tem também drops da história do Brasil e do mundo pra contextualizar. Dica: vão com tempo pra ir lendo quadrinho por quadrinho, vale a pena. Ah se os livros de história fossem assim tão legais.. hahaha :) No térreo ainda tem um centro de documentação, com computadores para pesquisa e tudo mais. Organizado, pra quem quiser e precisar se aprofundar na história.

No primeiro andar não tem exposição, mas tem escola de música. São diversos instrumentos e, pelo que eu entendi, diferentes professores em diferentes horários. Hoje, temos aulas como os maestros Spock, Édson Rodrigues, Nenéu Liberalquino e Clóvis Pereira, cada um com um foco diferente. Vale visitar pra conferir preços, horários e datas.

No segundo andar tem o espaço para outras aulas de música, aulas de dança e para exposição temporária. A exposição que está atualmente é a São José, territórios do frevo. É uma exposição multimídia, onde você entra pisando no mapa do Bairro do Recife e pode assistir a vídeos que falam sobre o bairro de São José, o Pátio de São Pedro. E ainda tem a representação do Pátio com as barracas de frutas e tudo mais. É uma imersão. :)

E o terceiro, último e mais lindo andar, é onde fica a exposição permanente. Antes de entrar na sala mais linda, tem duas salas menores, uma de cada lado, que trazem projeções sobre a história do frevo e umas peças importantes, como a antiga sombrinha de frevo e o belo clarinete. Depois, é hora de entrar no salão dos estandartes.

Gente, é lindo. É de ficar encantado só de pisar. Eu sugiro começar pelo começo, pela rampa que traz o glossário do carnaval. É esse mural com várias palavras que trazem o significado atrás, e você pode ir mexendo de um por um. Desculpem a matutice, mas eu acho massa pequenas coisas que você interage assim, dá vontade de ir vendo um por um. :)

Depois você entra no piso dos estandartes, onde vai vendo como são lindos, bem trabalhados e cheios de histórias os estandartes de cada bloco tradicional. As paredes trazem coleções de fotos lindas, que não tem como a gente não se identificar. Por mais antigas que sejam, você se vê ali. Naquele apertado, naquele suor, com a latinha na mão, nas fantasias, nos espetinhos de salsichão. Dá vontade de ir vendo uma por uma, mas são tantas que eu tenho a impressão de que se eu for 20x eu vou ver fotos diferentes em cada uma das visitas.

Nas janelas temos trechos de músicas que você vai lendo e cantarolando mentalmente. E as que a gente não conhece vai lendo como um poema mesmo, que é o que é, afinal. Lá de cima dá pra ver o mar, os prédios do recife antigo, as árvores da Praça do Arsenal, é lindo. E ainda tem um espaço com pufes pra gente apenas relaxar enquanto toma um banho com aquelas cores e aquelas histórias de carnaval. Então, já pode ser fevereiro de novo?

Então é isso, eu já falei que vocês PRECISAM CONHECER o Paço do Frevo, né? Então é isso. Ele fica na Praça do Arsenal da Marinha, no Recife Antigo. Se liga no horário de funcionamento: Fechado às segundas. Terças, quartas e sextas, das 9h às 18h. Quintas, das 9h  às 21h, e sábados e domingos das 12h às 19h. A entrada é de grátis nas terças e nos outros dias é R$6 a inteira e R$3 a meia. Vale cada centavo. E aí, já estão se organizando pra ir tipo, AGORA? :)


cores de sexta: mágico de oz em pop up


magico de oz magico de ozmagico de ozmagico de oz magico de oz magico de oz magico de oz magico de oz

Eu sou apaixonada por papel. Sim, a pessoa viciada em internet, que trabalha no núcleo digital, é viciada em papel. Adoro produzir coisas com papel, ver e ter papéis especiais, adoro mesmo. Gráfica, produção gráfica, novos formatos e tudo aquilo, é uma paixão antiga. Eu até trabalhei numa gráfica no começo da faculdade, e tenho que dizer que isso só aumentou a minha paixão pelo bom e velho pedaço de papel.

Então nem preciso dizer o quão boba eu fiquei quando vi esse livro do Mágico de Oz todo em pop up, né? Cada passada de página é uma surpresa, porque não é só o fato dos desenhos serem perfeitos e saltarem das folhas, mas o movimento que eles fazem. Gente, é inexplicável e eu nunca conseguiria traduzir isso em fotos. É tudo muito perfeito, muito colorido, muito certinho, muito encantador. Muito foda, é isso.

Além dessas páginas enormes, o livro inteiro tem umas abinhas laterais, onde está escrita a história, e cada viradinha tem outros pop ups, outras surpresas, outras coisas lindas. Tô boba até agora e pensando seriamente em comprar esse livro. E gente, pasmem, não custa os olhos da cara e, sinceramente, achei uma pechincha das boas. Tem pra vender lá na Livraria Cultura ;)

Esse livro é da chefa Ju Lisboa, que também comprou o de Alice no País das Maravilhas e da Fábrica de Chocolate. Acho que ela gostou mesmo dos livros :P

E pra começar o fim de semana com muita cor, alegria e historinhas, deixo vocês com o vídeo que mostra o livro em pop up de Alice no País das Maravilhas. É de babar :)


creperia fases da lua (e uma história pra lá de engraçada) #praiadapipa


fases da lua creperiafases da lua creperiafases da lua creperiafases da lua creperiafases da lua creperiaNo sábado à noite, depois de ter tirando um cochilo depois da praia que se estendeu mais do que esperávamos, pegamos o restaurante que queríamos conhecer fechado. Mas tem nada não, ele fica para a próxima :) Então, procurando alguma coisa aberta pra comer, que tivesse mais cara de um restaurante do que de um bar, encontramos a creperia Fases da Lua. Com dica no Foursquare e sempre cheia, resolvemos experimentar.

O lugar é simples, mas aconchegante. O crepe é simples, mas gostoso. A massa é sequinha e o recheio é suculento. Eu pedi um de frango com palmito (que, estranhamente, leva bacon) e Paolo pediu um de frango com catupiry que foi o mais gostoso da noite. De sobremesa, um crepe de Nutella, que não tem erro, né?

E foi entre um crepe e outro, entre uma cerveja e outra que eu fui checar o meu Twitter e vi o @canalsemroteiro dizendo “Estamos bem pertinho da @annaterra mesmo sem ela saber”. Gente, que medo :P Isso que dá ficar fazendo check in no Foursquare em todo lugar :P Mas eu li, achei engraçado, e deixei por isso mesmo.

Então, quando eu realmente não esperava, chega na nossa mesa os simpáticos @canalsemroteiro, @D_Maricota e uns amigos. Confesso que fiquei roxa de vergonha, mas super feliz. Eles disseram que queriam me conhecer porque gostam muito do blog, que me seguem no Twitter e que adoram o que eu escrevo. Ah, gente, eu fiquei boba… A verdade é essa :) Morta de vergonha e toda boba. Então eles pediram pra tirar uma foto comigo, nós trocamos umas palavras e eles foram embora. Mal sabiam eles que, além de fazer minha noite mais legal, eles tinham acabado de começar uma das histórias mais engraçadas da minha vida.

Poucos minutos depois que eles foram embora, chega o garçom na minha mesa. Se eu tivesse reparado que ele estava sorrindo mais do que antes, talvez eu tivesse desconfiado… Mas então ele solta a frase: – Oi, tudo bom? Olha, eu sei quem é você… Eu só não estou lembrando o seu nome agora…

Pausa dramática.

GENTE. O cara tava achando que eu era famosa porque a galera veio tirar uma foto comigo. E foi quando eu, sem saber o que dizer, respondi, com um sorrisinho: – Anna Terra. E então, achando que era pouco, ele fala: – Eu sabia que era Anna! Só não lembrava do quê…

GENTE. O cara mente muito mal. E saiu com mil pedidos para que eu ficasse à vontade. E foi nesse momento que toda a vergonha que eu estava sentindo por ter sido “tietada”, passou. Naquele momento eu estava com vergonha do pobre garçom que me atendia. A verdadeira e pura vergonha alheia.

Então Paolo foi para o lado de fora tirar umas fotos da creperia, afinal, ela nem ia virar post, mas agora que eu tinha uma história pra contar valia a pena o registro, né? E foi nesse intervalo que o garçom chegou novamente do meu lado e, sem pestanejar, soltou: – Oi… A senhora pode me dar um autógrafo?

Pausa super dramática.

GENTE! GENTE! Como assim?! O cara me pediu um autógrafo, gente! Eu fiquei roxa, azul, preta, colorida de vergonha por ele. Sério mesmo. Eu fingi que levei na brincadeira e falei que não era ninguém famosa pra ele pedir autógrafo e, mesmo que depois disso ele tenha dito “ah, mas mesmo assim!”, eu só dei uns sorrisos e ficou por isso mesmo.

E nesse momento  eu respirei aliviada porque ele não tinha uma máquina fotográfica para me colocar no mural dos famosos do restaurante. E então eu pensei que se isso tivesse acontecido antes do pedido, meu crepe tinha vindo com mais recheio.

:P

Uma véspera de feriado bem animada para vocês :D


a câmera escura de abelardo morell – um pouco de história, arte e fotografia


cameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuraEm 2009 eu estive com Paolo em Buenos Aires, e quando nós visitamos o Museo de Bellas Artes tivemos o prazer de conhecer o trabalho de Abelardo Morell e o seu projeto Câmera Obscura. A visita a este museu foi bem inusitada, porque a gente nem ia entrar, mas tínhamos passado a tarde brincando de tirar fotos na Recoleta, onde tem o famoso monumento A Flor, e como é pertinho de lá resolvemos dar uma passada.

Lá nós encontramos o lugar vazio e protegido por um segurança. Ele viu que eu e Paolo paramos para analisar bem as obras do Abelardo Morell e ficamos comentando sobre o trabalho. Então o segurança não teve dúvidas e veio puxar papo com a gente, o que não é muito comum dos argentinos, diga-se de passagem. Achamos muito interessante porque ele tinha uma interpretação muito curiosa de cada uma das fotografias, além de ter uma boa bagagem de conhecimento em artes e afins. A conversa terminou prolongando o nosso tempo no museu e deixou a visita ainda mais legal. Infelizmente eu não guardei o nome do segurança, mas fiquei impressionada com a sua cultura. Fiquei pensando: mas ele passa o dia inteiro aqui né, só tem isso pra ver mesmo. Mas não era só isso. Ele tinha interesse e gostava de arte, além de ser um crítico bem afiado. Adoramos.

Pra quem não sabe, a câmera escura foi o princípio da fotografia, apesar de Aristóteles já ter feito registro da sua utilização para observação astronômica na antiguidade. Vou deixar a definição da câmera escura para Leonardo Da Vinci, que registrou seu conceito no Codex Atlanticus, na Biblioteca Ambrosiana.

“Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância desse orifício, vêem-se no papel, os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias.” – Leonardo Da Vinci

E é exatamente isso. Para ter uma câmera escura para chamar de sua basta ter uma caixa ou lata ou qualquer outra coisa que você possa vedar completamente, fazer um furinho e, no lado oposto, colocar um papel fotográfico. Então é só abrir o buraquinho para a entrada de luz, que vai marcar os objetos, para que o papel fotográfico seja marcado com a imagem que vai entrar. A imagem projetada sempre vai estar de cabeça para baixo, o que não é muito notável quando temos só um papel, afinal, é só virar ele e pronto.

Mas aí vem Abelardo Morell, um fotógrafo e artista cubano, e ao invés de criar uma câmera escura com uma caixa ou uma lata, cria com ambientes inteiros. Incrível, hein? Ele simplesmente veda toda e qualquer entrada de luz num ambiente, faz um pequeno furo numa das janelas e deixa a imagem entrar. Então ele centraliza a câmera de grande formato no meio da imagem e espera. A primeira fotografia dele foi feita no quarto dele em 1991, e a câmera precisou de quase 1oh de exposição para registrar a imagem. Que trabalho, hein?

Depois ele saiu da casa dele e começou a levar os seus “ambientes escuros” para outros lugares do mundo, e registrou estrategicamente lugares com vistas para lugares históricos e lindas paisagens. E assim ele consegue criar essas imagens impressionantes. Lindo demais.

Na exposição que nós fomos dele tinha, além das fotografias, uma área de interação, onde você podia entrar na câmera escura e ser visto de cabeça para baixo através de um jogo de espelhos. Muito legal e divertido :) Hoje ele usa a tecnologia digital para captura das imagens, o que permite que ele precise de menos tempo de exposição e tenha um resultado melhor. Ele também tem fotos coloridas e as vezes usa um prisma de espelho para rebater a imagem de forma que ela não fique de cabeça para baixo. Mas as preto e brancas antigas e invertidas são as minhas preferidas :)

O trabalho dele é antigo e essas fotos também. Mas como encontrei o link para o site dele esses dias, achei que super valia um post. Eu vi que a exposição dele chamada de “Visão Revelada” já esteve em vários museus pelo mundo, inclusive no MAM de São Paulo. Então se um dia tiverem a oportunidade de ver de perto o trabalho dele, eu super indico. :)

Que tal essa pitada de arte, história e fotografia em plena quarta-feira? :)



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