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food trucks, gourmetização e mimimi


food truckMuito já se falou, se reclamou, se julgou, se criticou e se curtiu sobre a tal ~onda gourmet~ que, assim como a tal rede mundial de computadores, parece que chegou para ficar. Mas é que volta e meia a onda quebra mais forte e dá vontade de também dar meu pitaco sobre o assunto. Mas é só uma pequena porção da minha opinião, que eu tô servindo aqui com notas de bergamota acompanhada de um pouco de pimenta, claro.

Primeiro que eu não entendo porque as pessoas reclamam da tal ~gourmetização~ das coisas. Pra mim, essa tal onda nada mais é do que a gastronomia ganhando mais espaço, sem tirar o bom e velho pão com ovo do cardápio. Eu sou do tipo que gosta de comer. Como muito e gosto de comer bem. Gosto de experimentar, conhecer misturas e tentar um ingrediente novo de vez em quando. Descobrir sabores é um prazer sem igual, eu acho. Isso pra mim é o trunfo da boa comida, misturar as coisas e fazer com que elas dêem certo. E se isso incluir a reinvenção de um prato tradicional, conhecido, qual é o problema? Se for pra somar, colega, chega mais.

Eu, por exemplo, sou apaixonada por cachorro quente, é meu junk food preferido de todos os tempos do mundo mundial. Sou dessas que sai de casa só pra comer aquele cachorro quente de rua, que causa medo nos estômagos mais sensíveis, sabe? Pronto.

“Aí chega um tal de food truck arrumadinho, bota um pão de beterraba com gergelim, um gorgonzola ou cream cheese, troca minha batata palha por crocante de parmesão, espalha lá uns pedaços de bacon ou até o tal chucrute e serve com queijo muçarela maçaricado, numa caixinha de papelão organizada  cobrando a bagatela de quase 20 reais. “

Agora vem a pergunta: porque isso ofendeu algumas pessoas?

O cachorro quente da barraquina continua lá, com seus 2 conto e sabor inigualável de perigo. Mas se você acha ruim que ele seja reinventado com novas formas, ingredientes e temperos que podem deixar ele mega power delicioso, me desculpe, mas eu não consigo digerir o seu conservadorismo gastronômico. E se o problema for o preço, só posso dizer que ninguém é obrigado a pagar caro por comida. Paga quem quer e quem pode. Sempre teve feijoada de 5 reais e de 50.

Eu mesma sou uma entusiasta da gourmetização. Dos sabores, das formas, de tudo. Quero mais é pizza no palito e brownie no copo bombando por aí, porque quem gosta de comer não pode gostar de rotina, se não fica tudo muito feijão com arroz. Vamos abrir as portas, e a boca, para essa “revolução”. Se for pra ficar bom, que venha. Porque o tal do cachorro quente gourmet é uma delícia. Paletas mexicanas são uma delícia. Café com seiquelá gourmet é uma delícia. Pra mim, claro, porque gosto é que nem… Bem, vc sabem.

“E aí que não bastasse essa galera chegar colocando dijon no meu ovo mexido, ainda aparecem querendo chamar carrinho de comida de ~food truck~ pra garantir que é hype e gourmet até no nome.”

Eu não sei se só eu achei que as pessoas se revoltaram sobre isso, ou talvez eu não tenha entendido a piada. Mas é que pra mim é tão sem sentido isso. A gente tem bistô, cantina, café bar, taberna e os coitados dos food trucks tão recebendo uma carga só porque estão na crista dessa onda gourmet. Tem coisa mais massa que um carro que leve comida boa pra onde quiser ir? Eu acho sensacional. O comer fora ganhou outro sentido. E eu acho, inclusive, que os food trucks são a desmistificação da alta gastronomia, porque mostram que comida boa não precisa estar enfurnada em grandes restaurantes de grife, e podem sim estar andando por aí, parando em qualquer esquina. Então quem vem me dizer que isso é elitizar a comida de rua, eu acho justamente o contrário.

Aí reclamam do gourmet, aí reclamam que é food truck, aí reclamam que é caro, aí reclamam que é isso, que é aquilo. Oh gente, esse mimimi todo tá meio sem sal, tá não? Tem certeza que essa cara feia aí não é fome? :P No fim das contas eu vou torcer mesmo é que essa onda passe, e os peixes fiquem. E que ~food trucks~ sejam vistos por aí como qualquer barraca de água de coco, que as comidas ~gourmet~ estejam mais na mesa do que no instagram e que o preconceito seja digerido e, bem, depois vocês sabem o que ele vira.

Ah, e lembrando que essa é só minha humilde opinião. E que assim como o sorvete italiano e avelã com pipoca de caramelo, ninguém é obrigado a engolir. Mas se você quiser dividir comigo o seu sabor e me dizer o que faz essa conversa ficar mais gostosa, a mesa tá aberta. Vamos trocar essa ideia? :)


pingos de inspiração #1


Os pingos de inspiração são uma sessão nova aqui no blog. Sempre vou acessar blogs com boas doses de beleza e catar essas gotinhas que podem animar nosso dia e mudar nossa forma de ver as coisas. Esses eu catei lá no Desire To Inspire, blog lindo que cada vez que eu vejo tenho vontade de morar dentro dele <3

Essa mesa <3

essa mesa

As cadeiras desse jardim <3
esse jardim

Essa estante de caixotes <3essa estante

Essa porta com vitral <3essa porta

Essa parede <3essa parede

Essa estante <3essa estante 2

Esse bar que além de lindo tem espaço pra comida dos pets <3esse bar com pet

Essa luminária maravilhosa <3essa luminária

Esse arranjo de mesa <3esse arranjo de mesa

Esse cacho de xícaras lindo <3esse cacho de xícaras

Esse quadro instigado <3esse quadro


feliz ano novo sim


carnaval 2015Muita gente diz que o ano só começa depois do carnaval. Eu não posso discordar totalmente… Mas não porque seja o ano a começar, mas por sermos nós a nos renovar, sabe? Tanta coisa já aconteceu na minha vida em 2015 que seria besteira falar que o ano ainda não começou… Mas é que o carnaval é um ritual de passagem tão forte, tão intenso, que me sinto renovada quando ele passa. E é sim como se um ano novo começasse pra mim.

É quando nós vestimos nossas melhores roupas, colocamos pra fora nossas fantasias. É quando o suor pinga do corpo inteiro filtrando o que tem de ruim aqui dentro. É quando nos pintamos de brilho de cima abaixo, e tem coisa mais linda do que brilhar quando o sol bate? É quando encontramos amigos que só vemos uma vez no ano, outros que vemos o ano inteiro, outros que há anos não víamos. E nos abraçamos, nos beijamos, trocamos nosso suor, nossa purpurina, e toda distância se encerra. E desejamos felicidades como se fosse uma festa de aniversário.

FELIZ CARNAVAL! Eu disse pra todo mundo. Porque pra mim esse desejo é mais intenso que um feliz natal, feliz ano novo, feliz páscoa. É um voto de felicidade sincero. Não digo porque é senso comum desejar a todos que passam por nós. Mas porque vem de dentro mesmo. É nossa cultura. É nossa vida.

É no carnaval que testamos o limite do nosso cansaço, que valorizamos uma noite bem dormida e um prato de comida bem servido. É quando não importa se está chovendo ou fazendo sol, nublado ou ventando, nós estaremos lá. Cantando nossas músicas, dançando nossas danças, inventando nossos passos. Vamos estar lá pulando, sorrindo, chorando. Porque no carnaval a gente dá valor ao que realmente importa: nossa felicidade. E é por ela que nós vamos até o fim.

No carnaval a gente tem uma vontade de viver maior do que nunca. É como numa guerra. Um dia saímos cansados, carregamos alguns machucados, com fome, com sede. Mas já pensando que vamos nos recuperar para a batalha do dia seguinte. Que temos que ser os soldados da alegria e estar lá, firmes e fortes para honrar nossos dias de folia. Porque infelizmente eles passam rápido, e a quarta-feira ingrata chega tão depressa.

E passado esse carnaval eu posso dizer que me renovei. De novo. Estou mais uma vez leve, plena. E como todo ritual de passagem de ano, refiz meus votos. Revi meus pesos. Medi meus passos. E posso dizer que estou pronta para o que vem. E que venha para somar, porque minha grande resolução de ano novo é não me deixar subtrair.

Feliz carnaval. Feliz ano novo.carnaval 2015-2


minha noite de princesa


Eu nunca quis ser princesa. Essas princesas dos desenhos nunca foram meu estilo, sabe? Desde criança achava tudo muito frondoso, cheio de mimimi e totalmente diferente de mim ou do que eu queria ser. Sempre soube que meu pé nunca caberia num sapatinho de cristal e que nenhum príncipe encantado viria me acordar de um sono profundo. Mas eu gostava de duas princesas, especificamente.

Depois de velha que eu vim perceber que a minha paixão pelos animais permeou a minha preferência pelos desenhos. Eu sempre fui apaixonada por todo tipo de bicho, mas quando criança era muito alérgica e não podia ter nenhum… Todos os cachorros que mamãe tentou me dar, tiveram que ir embora depois de severas crises de asma. Então eu tinha que matar minha vontade sonhando com eles, né?

Eu já quis ser Ariel, a sereia. Poxa, ela vivia dentro do mar, nadava como quem pudesse voar e tinha um peixe como melhor amigo. Toda a história com o príncipe era só um detalhe, eu queria mesmo era ser a princesa dos sete mares. E imitava ela nas profundezas das piscinas que eu frequentava.

E a outra princesa era a minha preferida. Princesa Sara. Eu nem sei quantos anos eu tinha quando eu ficava vidrada assistindo Cavalo de Fogo, todos os dias antes da escola. E como eu amava. Ela não usava vestidos enormes e cheios de frescura, usava calça jeans, botinha e colete, do jeito que eu gostava. E tinha o cabelo igual ao meu, poxa. Além disso, ela se comunicava com o Cavalo de Fogo, o melhor amigo dela. E ele aparecia pra buscar ela, eles cavalgavam, iam pro outro mundo combater a maldade. Era muita coragem, muita força. Era uma princesa que não ficava esperando o seu príncipe, e sim ia combater o mal com as próprias mãos. Como não amar? Como não querer ser ela?

De tanto amar esse desenho, entrei com a música tema de abertura dele na minha formatura da faculdade. Sim sim, eu e meu pai entrando para a dança ao som de “que com a maldade pudesse acabar, no mundo dos sonhos pudesse chegar.”.

Deu pra entender o amor? Pronto.

Pois nesse carnaval eu realizei meu sonho de princesa. Mais do que uma fantasia, foi a realização de um sonho mesmo. Pode parecer besteira, pode parecer exagero, mas só eu sei o que eu fava sentindo quando me vesti de Princesa Sara e saí com meu Cavalo de Fogo do lado. E as pessoas olhavam quando a gente passava e eu escutava o eco “Olha, o Cavalo de Fogo!”. E vinham pra mim dizendo “Eu vi que era a Princesa Sara pelo medalhão!”, e pediam pra tirar fotos, diziam que era a representação da infância e tudo mais. Fiquei em êxtase a festa inteira. Ia pro banheiro, me olhava no espelho e só conseguia pensar “Eu estou linda! Eu sou a própria Princesa Sara!”. Estava plena.fantasia cavalo de fogoE com meu Cavalo de Fogo do lado, meu melhor amigo e também príncipe encantado. Eu quero mais o que? Pode chegar, carnaval. Que eu já tô realizada e o que vier é lucro.fantasia cavalo de fogo 2

Bom dia e feliz Dia do Frevo. :)



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