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curiosidade: cidades poligonais


cidades+poligonaiscidades+poligonaisAlmeida, Portugal.

 

cidades+poligonaiscidades+poligonaisPalmanova, Itália.

 

cidades+poligonaiscidades+poligonaisBourtange, Holanda.

 

cidades+poligonaiscidades+poligonaisNaarden, Holanda.

 

cidades+poligonaiscidades+poligonaisGoryokaku, Japão.

 

Gente, eu achei essas cidades muito interessantes. Quando vi o post sobre cidades fortificadas no Obvious, eu tive que catar pra postar. Eu sou dessas pessoas que adora uma curiosidade sobre qualquer coisa, sabe? Adoro as besteiras do Guinness World Record, aqueles Livros dos Curiosos e tudo que gira em torno dessa cultura inútil :P

Mas tenho que dizer que a cultura das cidades poligonais não é nada inútil. Apesar de parecerem mega modernas, uma coisa até meio Dubai feelings, elas são antigas, a partir do século XVIII. Elas foram construídas para ser verdadeiras fortalezas contra os ataques de guerra.

Lembram o formato de alguns fortes, e a principal referência que eu tenho são os fortes aqui de Recife. O Forte das Cinco Pontas, que hoje só tem quatro porque uma delas foi destruída em combate, o Forte do Brum e o Forte Orange. Mas aqui a gente pode ver verdadeiras cidades fortificadas.

Como explica o texto do Obvious, são cidades que quebram os paradigmas da formação das cidades. Essas não são aglomerados de construções que se deram em torno de rios ou estradas, como geralmente são as cidades. Essas foram inteiramente construídas pelo homem, com o objetivo de atacar e defender. Interessante, né?

Claro que eu joguei o nome de todas as cidades no Google Maps para ver se era verdade, e para conhecer melhor esses espaços, e eu indico a viagem. Arrasta o bonequinho laranja pra lá e vai ser feliz:

Almeida, Portugal.

Palmanova, Itália.

Bourtange, Holanda.

Naarden, Holanda.

Goryokaku, Japão.

O interessante é que como o carro do Google não tem acesso a todos os pontos das fortalezas, a maioria só tem fotos das pessoas que enviam. Mas ainda assim são super interessantes, de verdade :)

Ps.: Esse post hoje é didicado ao blog raphanomundo, da minha amiga Rapha Aretakis, que hoje completa 1 aninho de vida. Parabéns! E continue nos levando junto na bagagem para suas viagens :)


projeto incrível pra quarto de criança


Eu sei que esse projeto não é uma simples decoração de quarto pra criança, mas quando vi lá no Design on the Rocks fiquei tão encantada que tive que postar.

Quando eu era criança tinha o meu mundo mágico na cabeça, assim como todos tiveram, né? Eu tinha uma passagem secreta no piso do meu quarto, que dava para o teto do vizinho de baixo, e era por onde a gente fugia.

Bem como tinha o meu escritório de detetive (eu sempre quis ser detetive…) que era ao lado do guarda-roupa da minha mãe, que também tinha uma passagem secreta que só eu via, e lá dentro existia um escritório completo com disfarces e tudo pra fazer inveja no professor buginganga.

Claro que a passagem pro apartamento do vizinho não existia de fato, e que meu escritório de detetive se resumia a um espaço que eu fechava com papelão, e pra onde eu levava um bloco de papel com lápis e uma garrafa d’água. Não sei porque, mas eu tinha a impressão de que ter uma garrafa e um copo d’água dava status de escritório, trabalho, sei lá. E eu cresci assim, imaginando tudo, fazendo casinha com colchão, clubinho empilhando livros da Xuxa e construindo meu mundinho com o que tinha por perto, o resto ficava por conta da imaginação.

Mas quando vi esse quarto pensei que tem gente que pode executar o que a gente imagina quando é criança. Que máximo essa corda pra subir e descer, essa ponte, tudo tão lindo. O barco, o calabouço, os desenhos do fundo do mar. Achei tudo mágico, além de parecer bem confortável para dormir. Tudo bem que é o primeiro quarto de criança com suíte e closet que eu vi, mas perto do barco e de tudo mais isso vira só um detalhe :P

Eu e minha criança interior amamos. Agora quero a minha como se fosse numa selva, com direito a casa na árvore :D


parece casa mas é cobertura


Quando eu vi esse lindo loft na Casa de Valentina tive que trazer pra mostrar. Achei ele muito lindo. Parece uma casa de campo, né? Mas é uma cobertura desses prédios nova iorquinos com cara de casa de artista. Ele é amplo, iluminado, rústico e de um bom gosto incrível. As paredes de tijolo pintadas de branca deixaram o lugar ainda mais iluminado, refletindo a luz que entra pelas janelas e pelas clarabóias do telhado. Adorei :)


parador ayatana, o paraíso de serra negra


Este é o prometido e bem falado Parador Ayatana, um verdadeiro paraíso em Serra Negra. É um spa e pousada que tem 4 chalés, todos temáticos: Indiano, que é o das fotos, Anos 60, Brasileirinho e Indonésio. Todos eles foram construídos aproveitando pedras naturais, muito comuns nos terrenos de Serra Negra.

O Parador Ayatana foi todo idealizado e construído pelo simpático casal Cristina e Celso. Ela, apesar de não ser arquiteta nem nada do tipo, fez todo o projeto do lugar, inclusive dos quartos, e toda a decoração também. Ela garimpa cada peça exclusiva que me deixou maluca. Você vai andando e reparando como tem coisas lindas, únicas, antigas, e sendo usadas de uma forma que eu nunca pensei.

Eu só estou postando algumas poucas fotos aqui, mas tem muito mais fotos no Flickr.

A primeira foto  mostra o bar e o restaurante de lá, e é cheio de detalhes maravilhosos. Esse banco é um banco de bonde antigo, e o encosto é móvel e muda de lado. Como o bonde não fazia a volta, quando ele ia retornar os acentos mudavam de sentido arrastando o encosto. Genial, né?

Essa “parede” com peças de ferro foi toda projetada e montada por Cristina, que juntou vários pedaços de ferro, misturou com espelhos, quadros, pranchas, livros, porta-velas e mais um monte de coisas que a gente vai descobrindo enquando vai olhando. É um ambiente super confortável e bem iluminado, já que as paredes são janelões de vidro.

A outra foto mostra um pouquinho do banheiro de lá, que também é cheio de surpresas. Essa cadeira é daqueles barbeiros antigos, sabe? E o quadro que tá perto dela traz um antigo cortador de cabelo, o avô dessas máquinas de cortar de hoje. Muito interessante. Ah, e o que eu achei mais lindo foi a sinalização de feminino e masculino. A Cristina (ô mulher criativa, viu) pegou um sapato lindo que o marido não usava, e um lindo dela que estava incomodando, pintou e colocou nas portas. Não tinha como ser melhor, né?

A terceira composição de fotos mostra a adega, montada em cima de uma das pedras naturais do terreno, que é totalmente climatizada e organizada. E mostra também o projeto que a Cristina (sim, sempre ela) fez e levou para os oleiros de Tracunhaém executarem. É uma lareira móvel, para lugares abertos. Não é incrível? Para quem quer tomar um vinhozinho na beira da piscina e ficar quentinho ao mesmo tempo. Funciona super bem, a fumação vai pra longe e deixa todo mundo quentinho. Achei demais.

Mas as ideias geniais não param por aí. Vamos para a sauna. O que poderia uma sauna ter de tão diferente, né? Mas a sauna do Ayatana te esse buraco no chão, onde você cai direto na piscina depois de suar litros. Gente, não é um máximo? Fiquei babando. Tão simples e tão ótimo, né?

Aí agora é um show de detalhes. Essa rede incrível e maravilhosa, onde eu dormiria a minha vida inteira, fica perto da piscina, com vista para a serra, e é super confortável. E eu ainda coloquei o detalhe do quadrinho que tem no Chalé Indiano, pedindo silêncio. Eu amei muito esse quadro, ele é a minha cara. Sempre em busca de um momento silencioso e quieto para pensar e escrever. Amei e quero pra ontem.

E então nós fomos convidados a conhecer o Chalé Indiano, o único que estava disponível naquele fim de semana. É incrivelmente lindo. Tem uma salinha com um lareira, um banheiro com dois chuveiros no mesmo box, para o casal tomar banho junto de forma mais confortável, um quarto aconchegante, uma pérgola do lado de fora e um ofurô com vista para a serra. Quer mais? É sério, parece que todo lugar que você olha é confortável por lá. As lindas cadeiras de três pés que eu sou apaixonada, o sofá cheio de almofadas, e até um fino cochão colocado num cantinho entre a pedra do terreno e a parede.

Ah, e como se não bastasse, na área privativa do chalé ainda tem mais um cantinho que dá vontade de sentar e ficar por lá. E sabe o que é mais inteligente? É que, como esse cantinho é do lado de fora, eles cercaram com citronela. Ela é essa planta que parece um capim, por trás desse meio divã, meio rede, totalmente lindo. Aí com o suave cheiro dela os mosquitos são naturalmente repelidos. Não é lindo?

Confesso que fiquei muito curiosa para conhecer o Chalé Indonésio, já que eu terminei de ler Comer, Rezar, Amar, e é a Indonésia é a parte do amar. Deve ser lindo :)

Eu sei que eu já escrevi demais, mas acreditem, lá ainda tem MUITO mais coisas para ver, fotografar e escrever. Quem é de Recife e arredores tem que ir conhecer, nem que seja para comer alguma coisa e passear por lá.

Cristina e Celso, parabéns pelo Ayatana. É um lugar lindo, confortável, que tem uma energia deliciosa e encantadora. Espero voltar qualquer dia. Até lá :)




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