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batidas para o carnaval


batidas para o carnaval Em Recife já é carnaval. Alguns dizem que é desde o ano passado, alguns que começou depois da virada do ano. Pra mim, começa mesmo quando a gente entra no clima. E coloca as roupas coloridas, tira os sapatos velhos e confortáveis do armário, e taca brilho na cara. Começa mesmo quando a gente vai sozinho pro meio da rua sabendo que vai encontrar todo mundo, e se perder, e se encontrar e se perder de novo. Dá pra ver que o carnaval começa quando vemos as pessoas indo comprar pão com flores na cabeça e camisas de chita, porque o carnaval é um estado de espírito que vai além dos blocos. E quando a gente vê que começou, tem mais é que curtir o máximo que der, porque infelizmente “no melhor da festa chega a quarta-feira”.

No carnaval a gente abstrai de muita coisa pra curtir, né? Esquece o calor, o suor, a chuva, o sol. Esquece até da cerveja quente. Mas como essa parte é uma das poucas que nós podemos fazer alguma coisa pra mudar, eis que chega a hora das batidas. Eu sou apaixonada por cerveja, sem dúvidas é a minha bebida. Mas no carnaval, por exemplo, eu sou do wisky e da cachaça. Menos líquido que entra é menos líquido que sai, concorda? E enquanto mulher isso faz toda diferença na praticidade da folia. Mas como não são bebidas que eu realmente encho a boca pra dizer que gosto, eu dou meus pulos pra deixar mais gostoso e fazer a alegria da galera, né isso?

E foi assim que sugiram as minhas batidas. Comecei a fazer pra primeira prévia que eu fui esse ano, levei debaixo do braço 1,5 de batida congelada, que foi descongelando e eu fui bebendo, e fui distribuindo pros amigos. E todo mundo que provava fazia uma cara feia pela cor verde e pelo cheiro, mas quando provavam se surpreendiam. Sim sim, foi uma batida de abacaxi com gelo verde (couve e hortelã) e gengibre. Ficou fera, viu? Então resolvi fazer mais algumas cores e sabores diferentes pra dar uma variada. E trago aqui a receita de 5 batidas que podem garantir a alegria do seu carnaval hahay! Porque além de lindas, coloridas e gostosas, elas ficam geladas por mais tempo e, aqui pra nós, rola até beber quente, ao contrário da cerveja… Então senta e acompanha:

Observação: Todas as batidas daqui são feitas com uma média de 500ml de cachaça e preparadas para garrafas plásticas de 1,5L. E a quantidade de açúcar (e de todos os outros ingredientes, naturalmente) pode variar de acordo com o gosto do freguês :)

1. Mijo do Hulk

Carinhosamente apelidada pelo amigo Sebba, durante a prévia do Amantes de Glória.batidas para o carnaval2 batidas para o carnaval3 500 ml de cachaça

1 abacaxi pequeno

Folhas de hortelã (pra mim, quanto mais refrescante melhor)

Gengibre fresco ralado (é termogênico, então além de dar um sabor ótimo vai dar uma instiga a mais pra subir e descer ladeiras)

Açúcar a gosto

Bate tudo junto no liquidificador, dá uma peneirada pra tirar o bagaço do abacaxi e do gengibre e coloca na garrafa. Completa com água, dá aquela misturada e bota pra congelar. Fechou.

2. A cor mais quente

Sensualmente apelidado pela querida Bruninha Lins, e não podia ter nome melhor.batidas para o carnaval4 batidas para o carnaval5 500ml de cachaça

8 limões expremidos

200ml de Curaçau Blue

Açúcar a gosto

Esse nem precisa bater no liquidificador, eu fiz a mistura direto na garrafa, usando um funil. Coloquei a cachaça, o curaçau, os limões já expremidos e na hora de colocar o açúcar eu já diluí na água, pra facilitar. Aí completa com água até encher e taca no congelador. É a batida mais forte, já que Curaçau Blue tem um teor alto também. Mas… Se não guenta porque veio?

3. Vampiro Doidão

Saudosamente apelidado por Raul Seixas.batidas para o carnaval6 batidas para o carnaval7 500ml de cachaça

2 caixas de morango

4 limões expremidos

Folhas de hortelã

Gengibre fresco ralado

Açúcar a gosto

Claro que podia ser só morango… Mas com todos os ingredientes na mão resolvi incrementar. Pra mim limão e hortelã são sempre bem vindos, e como o gengibre é a instiga do termogênico, somei também. Bate tudo no liquidificador, coa, completa com água e bota pra congelar. É o mais “engana moça” de todos. Docinho, bonitinho, vermelhinho, deixa você bebinho. hahaha :P

4. Mecânica

Cinéfilamente apelidada por Rommel, que foi a única pessoa que já experimentou todas as batidas.batidas para o carnaval8batidas para o carnaval9 500ml de cachaça

200ml de tanjal

Gengibre fresco ralado

Essa eu nem coloquei açúcar, porque o Tanjal já é tão doce, né? Aí bati o gengibre com a água, coei e juntei ao resto. Completa com água e congela. :)

5. Ciroleza 

Radicalmente apelidada por Ciro, que constatou que é a bebida cotista da lista.batidas para o carnaval10 batidas para o carnaval11 500ml de cachaça

500ml de suco integral de uva

Açúcar a gosto

Outra que nem precisa bater nada, é só misturar direto na garrafa. Mistura tudo, completa com água e congela.

Gostaram? Então aproveitem as dicas, façam novas misturas e voltem pra contar o resultado (do que lembrarem, claro). :Pbatidas para o carnaval12 E que venha o carnaval! Hahay!


um paraíso chamado carnaval


carnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalO carnaval por aqui parece mais do que um feriado. Mais do que uma festividade. Mais do que qualquer coisa humana. Parece que o espaço e tempo se transformam juntos num paraíso, e a gente passa a viver nesse lugar paralelo durante os dias de folia.

As ruas ficam mais coloridas. As casas ficam mais coloridas. As pessoas ficam mais coloridas. E tudo vai ficando mais feliz conforme vai chegando a sexta-feira. Esse paraíso vai tomando o som do frevo e as medidas vão mudando. Todas elas. Quilômetros de ônibus ou taxi são pouco para ir até Olinda. Litros de cerveja são pouco pra tanta sede. Quilos de brilho são pouco pra iluminar as fantasias. Centímetros são muito entre uma pessoa e outra pelas ruas. Até a altura muda. Seja das ladeiras ou dos bonecos gigantes, tudo parece muito natural.

E tem outras transformações que só acontecem nesse paraíso chamado carnaval. Homens viram mulheres, mulheres viram crianças, crianças viram monstros e até os monstros sorriem no carnaval. Porque se tem uma coisa que muda e muito é o humor das pessoas. O sorriso fica estampado na cara o tempo inteiro. Seja da alegria, da embriaguez ou até se for só pra rir da cara do outro que tá passando com uma roupa estranha. Todo mundo sorri. Todo mundo muda.

No paraíso toda música é feita pra dançar, pra pular, pra curtir. Mesmo que sejam sempre as mesmas músicas tocando em looping durante os 4 ou 5 dias de festa, pra não dizer que tocam o mês inteiro antes do carnaval. Mesmo que seja qualquer batuque, som de barraquinha, show de gente famosa ou daquele bloco que você nem sabe o nome. No paraíso todo mundo gosta das mesmas músicas e curte junto.

Nesse lugar chamado carnaval o direito de ir e vir está garantido, mas o direito de se perder e não saber de onde vem ou pra onde vai também está. Ninguém precisa de mapa nem GPS, ninguém precisa de endereço, telefone, tem gente que nem precisa de nome muito menos sobrenome. A identidade é a que se veste, o lugar é onde se está e o que importa é o que interessa. Porque nesse paraíso onde você está é sempre o melhor lugar para se estar nesse momento.

E isso são apenas as algumas impressões rápidas de uma humilde mortal falando desse lugar que só conhece quem vai. Afinal, o carnaval é o único paraíso que a gente pode ir e voltar pra contar história. E essas histórias ficam pra vida inteira com a gente, durante muitos carnavais.

E se no seu paraíso não tem calor, cerveja quente e empurra empurra, eu sugiro que você vá procurar outro cantinho para ser feliz, porque o paraíso só é perfeito pra quem curte os seus defeitos. E eu curti até virar pó. Ou cinzas, claro.


o carnaval da minha vida


Primeiro, quero me desculpar pela larga ausência do blog… Acreditem, eu tenho sentido uma enorme saudade de escrever. Mas mudança, carnaval, trabalho, falta de internet em casa, e outras cositas mais têm me feito ficar dias longe do bloguinho. Mas eu vou voltando aos poucos :)

Vou dar uma pausa nos posts sobre a mudança pra falar um pouco do meu carnaval deste ano. Um pouco atrasada, né? Mas sempre vale a pena :)

Meu carnaval começou meio atropelado, meio errado, meio péssimo e me fez mudar todos os planos que eu tinha para ele. Mas isso não foi de todo ruim. Este ano eu estava disposta a conhecer e viver intensamente o carnaval de Recife e Olinda, como eu nunca tinha feito antes. E tenho que dizer, foi o carnaval da minha vida.

Sábado de Zé Pereira é o dia do Galo da Madrugada. O único dia que eu costumava frequentar Olinda, já que mais da metade da população estava se expremendo no Galo. Foi um sábado pra começar bem o carnaval. Devidamente vestida de roqueira para o bloco “Tá bom, a gente freva”, que só toca clássicos do rock em ritmo de frevo, cheguei em Olinda. Na subida da primeira ladeira encontrei logo Carolzinha, e fizemos uma festa só, já que no último carnaval o nosso desencontro foi desesperador, antes de virar piada. Juntas e cheias de disposição para as ladeiras, saímos subindo, descendo, dançando, bebendo e levando cantadas engraçadas, como é típico de Olinda. Entre uma ladeira e outra, encontramos Lari, amiga querida que é, simplesmente, vice-presidente da Pitombeira dos Quatro Cantos, que virou nosso ponto de apoio por todo o carnaval. Cerveja gelada, comida boa, banheiro limpinho e gelo para o meu wisky. Sim, sim. Descobri que a minha bebida do carnaval é wisky. Cerveja me leva ao banheiro a cada meia hora, o que no carnaval de Olinda não é nada conveniente.

Seguimos as três andando, subindo, descendo, levando banho de chuva, dançando e, mais do que tudo, rindo a toa. Fomos pro Tá bom, a gente freva e depois pro Eu Acho É Pouco. Foi bom demais. Aproveitei cada minuto! E, depois que a noite já tinha caído em Olinda foi hora de ir pra casa de Lari, tomar um banho, se organizar para ver, pela primeira vez, a saída do Homem da Meia Noite. Gente, que coisa linda. Que coisa incrível. Que coisa mágica. Eu nunca pensei que pudesse me emocionar tanto com um bloco de carnaval, e me arrepio só de contar. Lindo demais as casas todas decoradas de verde e branco, as crianças vestidas de homenzinhos da meia-noite, todo mundo envolvido no clima massa do bloco. Dava pra ver que quem estava lá era a verdadeira comunidade de Olinda. Gente que nasceu e cresceu vivendo o carnaval. Gente que respira essa cultura linda. Então começam os fogos e, exatamente meia-noite, o boneco gigante deixa a sede do bloco e vem caminhando. Exatamente nesta hora, recomeça a chuva em Olinda. Parecia uma bênção. A frente dele, a banda vem tocando a música do bloco, e é acompanhada por quem sabe cantar. E o Homem da Meia-noite vem reverenciando as casas e as pessoas que estão ali para prestigiá-lo. Emocionante define bem.

Depois disso foi sair em bando com umas 15 pessoas que eu conheci naquela mesma noite, todos amigos de Lari, para curtir o show de Nação Zumbi no Fortim de Olinda, pertinho da praia. Foi uma caminhada looonga e debaixo de MUITA chuva, o que fez a gente bater os dentes o resto da noite. Mas foi bom DEMAIS.

E assim meu carnaval começou a ficar bom. Depois foram todos os outros dias em Olinda, rodeada de amigos queridos e amigos que se tornaram ainda mais queridos. Acho que o carnaval tem o poder de aproximar as pessoas.

Mas acho que esse post já está longo demais, né? Acho que as aventuras dos outros dias de carnaval vão ter que ficar pra outro dia.

E o que eu desejo pra essa sexta-feira? Pra mim, saúde. Pois é, tô mal essa semana inteira, de cama em casa. Mas já tô ficando boa :D E pra vocês eu desejo que a energia do carnaval dure o ano inteiro. Divertindo e aproximando as pessoas queridas.

Bom fim de semana, gente


meu carnaval não teve foto


Hoje, quarta-feira de cinzas, eu me dei conta de que não bati uma só foto durante o carnaval. O que é muito estranho, porque geralmente acumulo gigas nesse feriado, que tem tantas cores e é o mais longo do ano.

Não tirei foto vestida de hippie no Segura o Briefing, quando muita gente chegava pra mim e dizia: mas você não está fantasiada, você já se veste meio assim. O bloco dos publicitários de Recife foi ótimo, divertidíssimo e cheio de gente querida. Não podia ser melhor.

No sábado eu não tirei foto no carnaval de Olinda. Rafa levou a lomo dele e ‘bateu uns retratos’, mas daqui que ele revele já passou até a semana santa. Foi um dia inteiro de risadas, com amigos queridos, rodeados de fantasias engraçadas e gente afim de se divertir. Subindo e descendo ladeira, cruzando com blocos de rua, ouvindo frevo, maracatu, samba e tudo mais. Ouvimos até rock n’ roll em ritmo de frevo, no bloco dos roqueiros “Tá bom, a gente freva”. Foi ótimo.

No domingo o dia foi preguiçoso, mas à noite fomos ao carnaval do Recife Antigo, ver o mal falado bloco Quanta Ladeira. Formado por músicos da cena local como Lula Queiroga, Silvério Pessoa, Zé da Flauta, DJ Dolores e convidados, o bloco é escrachado, tira onda com políticos, celebridades e sempre trata de temas muito atuais, parodiando músicas conhecidas. É sempre divertidíssimo, e esse ano não foi diferente.

Segunda foi um dia pra fugir da folia, e ainda assim não teve fotos. Fomos com nossos queridos amigos Lu e Ro conhecer a nova Ponte do Paiva, linda e que deixou o caminho da minha casa para a Praia do Paiva tão perto que é até um pecado não ir visitar essa praia tão bonita, quase deserta. O dia não estava o mais bonito, mas ainda assim não justifica ter sido um dia sem cliques. Até porque à noite fomos para a casa dos cariocas do Na minha panela, e enquanto Cami fungava com gripe, Rafa dominava a cozinha e serviu uma costelinha de porco ao molho barbecue caseiro que deixou todo mundo se lambendo, literalmente. Foi uma delícia incrível.

E hoje, depois de tomar uns chopps com mamãe, vendo o saldo de diversão do carnaval, decidi que ia fazer um post sobre meus dias de folia. Foi quando percebi que, mesmo sendo divertidíssimo, meu carnaval não teve foto. Que coisa, né?



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