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um paraíso chamado carnaval


carnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalcarnavalO carnaval por aqui parece mais do que um feriado. Mais do que uma festividade. Mais do que qualquer coisa humana. Parece que o espaço e tempo se transformam juntos num paraíso, e a gente passa a viver nesse lugar paralelo durante os dias de folia.

As ruas ficam mais coloridas. As casas ficam mais coloridas. As pessoas ficam mais coloridas. E tudo vai ficando mais feliz conforme vai chegando a sexta-feira. Esse paraíso vai tomando o som do frevo e as medidas vão mudando. Todas elas. Quilômetros de ônibus ou taxi são pouco para ir até Olinda. Litros de cerveja são pouco pra tanta sede. Quilos de brilho são pouco pra iluminar as fantasias. Centímetros são muito entre uma pessoa e outra pelas ruas. Até a altura muda. Seja das ladeiras ou dos bonecos gigantes, tudo parece muito natural.

E tem outras transformações que só acontecem nesse paraíso chamado carnaval. Homens viram mulheres, mulheres viram crianças, crianças viram monstros e até os monstros sorriem no carnaval. Porque se tem uma coisa que muda e muito é o humor das pessoas. O sorriso fica estampado na cara o tempo inteiro. Seja da alegria, da embriaguez ou até se for só pra rir da cara do outro que tá passando com uma roupa estranha. Todo mundo sorri. Todo mundo muda.

No paraíso toda música é feita pra dançar, pra pular, pra curtir. Mesmo que sejam sempre as mesmas músicas tocando em looping durante os 4 ou 5 dias de festa, pra não dizer que tocam o mês inteiro antes do carnaval. Mesmo que seja qualquer batuque, som de barraquinha, show de gente famosa ou daquele bloco que você nem sabe o nome. No paraíso todo mundo gosta das mesmas músicas e curte junto.

Nesse lugar chamado carnaval o direito de ir e vir está garantido, mas o direito de se perder e não saber de onde vem ou pra onde vai também está. Ninguém precisa de mapa nem GPS, ninguém precisa de endereço, telefone, tem gente que nem precisa de nome muito menos sobrenome. A identidade é a que se veste, o lugar é onde se está e o que importa é o que interessa. Porque nesse paraíso onde você está é sempre o melhor lugar para se estar nesse momento.

E isso são apenas as algumas impressões rápidas de uma humilde mortal falando desse lugar que só conhece quem vai. Afinal, o carnaval é o único paraíso que a gente pode ir e voltar pra contar história. E essas histórias ficam pra vida inteira com a gente, durante muitos carnavais.

E se no seu paraíso não tem calor, cerveja quente e empurra empurra, eu sugiro que você vá procurar outro cantinho para ser feliz, porque o paraíso só é perfeito pra quem curte os seus defeitos. E eu curti até virar pó. Ou cinzas, claro.


4 comentários sobre o assunto

Paraíso mesmo!
Atualmente moro em uma cidade do interior do RJ onde não existe carnaval. Simples assim.
Como boa carioca e amante da folia que sou tenho sofrido. Mas já decidimos que ano que vem viajaremos. Preciso de gente, samba, frevo, dança, cor, energia.
Beijos.

Carine Gimenez

    uau! que sensibilidade pra descrever as batidas de tantos corações…

    livia

Ola Anna, tb bem?
Já faz alguns meses que acompanho seu blog, sempre gosto de entrar para ler suas postagens recentes e também as mais antigas…me identifico em vários momentos, tem certas coisas que leio e caem como luva para situações vividas.
Mas o que eu queria mesmo falar era sobre essa terra maravilhosa que você vive e que sou apaixonada. Meu primo se casou com uma pernambucana, e ano passado fiquei alguns dias na casa da família dela em Jaboatão. Gostei tanto desse lugar, das pessoas, que já entrei no aeroporto chorando…parece um pouco dramático né, mas posso dizer que tive um ‘amor a primeira vista’ com esse lugar!
Voltei agora no carnaval de 2013, curti os shows no Marco Zero, vi os papangus de Bezerros e subi e desci várias ladeiras em Olinda…e eis que estou parada em frente à prefeitura quando vejo você passar, vestida com uma fantasia vermelha e amarela, te reconheci principalmente por causa da tatuagem na panturrilha. Até pensei em falar um oi, me apresentar e dizer que gosto muito do seu blog, mas naquele fervo foi um pouco difícil.
Então mesmo a distância quero dizer que admiro muito o seu trabalho e desejar somente o melhor para você, sempre!
Ah, também sou geminiana de 1986 =)

Beijos!

Sara

Que dor no coração ao ver essas fotos, ler esse texto. Sou pernambucaníssima, apaixonadíssima por essa terra e por esse carnaval maravilhoso que, como você disse, só conhece quem vai. Moro em Belém/PA fazem 2 anos, e nesse tempo, sofro horrores por não poder subir e descer as ladeiras de Olinda, sentindo toda essa energia tão gostosa.
Parabéns pelo texto e pelas fotos lindas. E obrigada por me fazer sentir essa saudade tão boa da minha terrinha linda!

Aline Daniela

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