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a câmera escura de abelardo morell – um pouco de história, arte e fotografia


cameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuraEm 2009 eu estive com Paolo em Buenos Aires, e quando nós visitamos o Museo de Bellas Artes tivemos o prazer de conhecer o trabalho de Abelardo Morell e o seu projeto Câmera Obscura. A visita a este museu foi bem inusitada, porque a gente nem ia entrar, mas tínhamos passado a tarde brincando de tirar fotos na Recoleta, onde tem o famoso monumento A Flor, e como é pertinho de lá resolvemos dar uma passada.

Lá nós encontramos o lugar vazio e protegido por um segurança. Ele viu que eu e Paolo paramos para analisar bem as obras do Abelardo Morell e ficamos comentando sobre o trabalho. Então o segurança não teve dúvidas e veio puxar papo com a gente, o que não é muito comum dos argentinos, diga-se de passagem. Achamos muito interessante porque ele tinha uma interpretação muito curiosa de cada uma das fotografias, além de ter uma boa bagagem de conhecimento em artes e afins. A conversa terminou prolongando o nosso tempo no museu e deixou a visita ainda mais legal. Infelizmente eu não guardei o nome do segurança, mas fiquei impressionada com a sua cultura. Fiquei pensando: mas ele passa o dia inteiro aqui né, só tem isso pra ver mesmo. Mas não era só isso. Ele tinha interesse e gostava de arte, além de ser um crítico bem afiado. Adoramos.

Pra quem não sabe, a câmera escura foi o princípio da fotografia, apesar de Aristóteles já ter feito registro da sua utilização para observação astronômica na antiguidade. Vou deixar a definição da câmera escura para Leonardo Da Vinci, que registrou seu conceito no Codex Atlanticus, na Biblioteca Ambrosiana.

“Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância desse orifício, vêem-se no papel, os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias.” – Leonardo Da Vinci

E é exatamente isso. Para ter uma câmera escura para chamar de sua basta ter uma caixa ou lata ou qualquer outra coisa que você possa vedar completamente, fazer um furinho e, no lado oposto, colocar um papel fotográfico. Então é só abrir o buraquinho para a entrada de luz, que vai marcar os objetos, para que o papel fotográfico seja marcado com a imagem que vai entrar. A imagem projetada sempre vai estar de cabeça para baixo, o que não é muito notável quando temos só um papel, afinal, é só virar ele e pronto.

Mas aí vem Abelardo Morell, um fotógrafo e artista cubano, e ao invés de criar uma câmera escura com uma caixa ou uma lata, cria com ambientes inteiros. Incrível, hein? Ele simplesmente veda toda e qualquer entrada de luz num ambiente, faz um pequeno furo numa das janelas e deixa a imagem entrar. Então ele centraliza a câmera de grande formato no meio da imagem e espera. A primeira fotografia dele foi feita no quarto dele em 1991, e a câmera precisou de quase 1oh de exposição para registrar a imagem. Que trabalho, hein?

Depois ele saiu da casa dele e começou a levar os seus “ambientes escuros” para outros lugares do mundo, e registrou estrategicamente lugares com vistas para lugares históricos e lindas paisagens. E assim ele consegue criar essas imagens impressionantes. Lindo demais.

Na exposição que nós fomos dele tinha, além das fotografias, uma área de interação, onde você podia entrar na câmera escura e ser visto de cabeça para baixo através de um jogo de espelhos. Muito legal e divertido :) Hoje ele usa a tecnologia digital para captura das imagens, o que permite que ele precise de menos tempo de exposição e tenha um resultado melhor. Ele também tem fotos coloridas e as vezes usa um prisma de espelho para rebater a imagem de forma que ela não fique de cabeça para baixo. Mas as preto e brancas antigas e invertidas são as minhas preferidas :)

O trabalho dele é antigo e essas fotos também. Mas como encontrei o link para o site dele esses dias, achei que super valia um post. Eu vi que a exposição dele chamada de “Visão Revelada” já esteve em vários museus pelo mundo, inclusive no MAM de São Paulo. Então se um dia tiverem a oportunidade de ver de perto o trabalho dele, eu super indico. :)

Que tal essa pitada de arte, história e fotografia em plena quarta-feira? :)


bolhas de sabão


bolhas de sabãobolhas de sabãobolhas de sabãobolhas de sabãoQuando Paolo me mandou o link da Casa & Jardim com essas fotos eu não tive dúvidas. Tinha que postar :) Achei lindo, leve, colorido. Tudo que a gente precisa numa véspera de feriadão :D

As fotos são do norueguês Odin Standal, que tem um Flickr cheio de outras fotos maravilhosas. As paisagens são muito bonitas, mas nas fotos com as bolhas de sabão elas são apenas planos de fundo, meramente coadjuvantes. Elas emprestam a sua cor e a sua forma para deixar a bolha colorida e viva. Lindo, né?

Eu adoro bolhinhas de sabão, apesar de ser meio traumatizada por ter bebido sabão fazendo bolhas… É, pois é. Quando eu queria fazer bolhinhas de sabão em casa e não tinha as tradicionais argolinhas, eu pegava canudos. Sim, canudinhos. Molhava no sabão e soprava, e conseguia fazer bolhas enooormes e lindas, que ficariam bem fotogências pro Odin. Mas num dia qualquer, num ato reflexo, ao colocar o canudo no sabão, eu puxei e bebi um gole. Aí tive que forçar pra colocar tudo pra fora e ficou aquele trauma. Mas já passou eu hoje eu consigo olhar para bolhinhas de sabão e me divertir horrores :P

E como estamos em véspera de feriadão, fica aqui o meu desejo de quatro dias de alegria, cores e vida para todos :)


eu adoro blueberry


blueberryblueberryblueberryblueberryblueberryblueberryblueberryEu sei, o título desse post deveria ser “eu adoro mirtilo”, mas é que eu conheci essa frutinha azul como blueberry e só vim saber que mirtilo era a mesma coisa muuuuito tempo depois (desculpa a ignorância…). Então quando eu olho pra ela eu penso “blueberry” e não “mirtilo” :P

Esse post é só pra dizer que eu adoro essa frutinha que é a única coisa azul e comestível na natureza. E com aqui em Recife é MUITO difícil de encontrar e quando encontra é MUITO caro, acho que fico gostando ainda mais porque sempre que tenho oportunidade de comer é um momento especial :)

Eu estou lendo “O Livro Perdido das Bruxas de Salem” e numa parte tem a descrição de uma menina indo brincar na frente de casa e colhendo blueberry do pé. Então eu fiquei pensando como seria ter uma árvore de mirtilo assim, tão pertinho, tão acessível. Aí logo depois eu conheci o lindo blog Creature Comforts, onde a Ez fez um post com lindas fotos da sua “perfeita e linda manhã chuvosa para blueberries“. Então eu achei que essa frutinha merecia um post :)

A Ez foi com a família para uma fazenda colher blueberries. Não é lindo? Me lembrou o post que fiz sobre a comemoração de aniversário da Catie Hong, do Ampersandity, que foi levar os amigos para colher morangos numa fazenda na Califórnia. Acho que aqui em Recife a gente podia fazer um circuito para colher acerolas ou pitangas, quem sabe :P

Com o resultado da colheita a Ez congelou algumas frutinhas e fez uma linda torta de blueberry com as outras. E como ela tira fotos lindas e retrata tudo muito bem no blog dela, faz gosto de ficar vendo :) Até porque essa torta tem cara de ser uma delícia e me deixou com água na boca :P

Fiquei pensando que um pote com as frutas e um tag simpático desses pode ser um ótimo presente, né? Eu adoraria receber :P

Então eu desejo para vocês uma segunda-feira bem gostosa, com gostinho de blueberry :)


retratos da arquitetura


portraitsofarchitectureportraitsofarchitectureportraitsofarchitectureportraitsofarchitectureportraitsofarchitectureportraitsofarchitectureAcho lindo a palavra “retratos” :) O trabalho é de Sergio Muscat e se chama “portraits os architecture”, então não achei palavra melhor pra traduzir do que “retratos”.

Obs. Eu sempre digo onde vi os links ou quem me mostrou, mas esse eu simplesmente abri e vi tanto tempo depois que esqueci :( Se você me indicou esse behance e está vendo isso, me avise para que eu dê os seus merecidos créditos :P

São imagens que a gente olha e demora um pouco para processar, né? Se eu fosse dar um nome seria algo mais pra arte do que pra foto, porque elas parecem quadros quase abstratos. Detalhes, ângulos, tratamento de imagem, cores, tudo deixou esse projeto lindo e com um tom super diferente.

A arquitetura é tão mais estrutural que a decoração que seus ícones várias vezes tratam sobre retas, edificações e concreto. E essas imagens passam bem esse clima de “cimento” com o tom preto, branco e cinza das fotografias. Achei um trabalho muito lindo e muito bem realizado.

Tá de parabéns o Sergio Muscat :)



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