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preto, muito preto na decoração


Eu acho que o preto é um dos grandes tabus da decoração, mas que vem sendo quebrado com maestria. Tudo bem que esse é um ambiente corporativo, que permite umas ousadias maiores do que pra uma casa, na minha opinião. Esse é o escritório da Gummo, uma agência de publicidade de Amsterdã, que eu achei lá no This Ain’t no Disco.

Agora a parte mais legal, essa decoração foi, como eles dizem, reciclada. A Gummo foi toda montada com móveis antigos garimpados de brechós e herdados por alguém. Esses móveis foram totalmente revestidos de preto e misturados a um ambiente incrivelmente moderno. Eu acho que isso está meio que na essência de Amesterdã, que apesar de não conhecer a cidade, vejo que por trás daqueles prédios tradicionais e seculares sempre se esconde muita modernidade e tecnologia.

Eu preciso dizer que fiquei encantada com as luminárias? Com a mesa de sinuca e com os sofás? Não né? Achei uma coisa linda mesmo. Quando eu trabalhei na Plano b), que tem como sua cor principal o preto, tive a oportunidade de trabalhar de frente com uma parede preta, e eu achava bem confortável. Ajuda a dar uma descansada na vista, quando a gente cansa daquela luz do monitor o dia todo na cara.

Vou finalizar o post com um vídeo que mostra um pouco do que eram esses móveis e conta um pouco da história da decoração reciclada da Gummo :)

RECYCLED OFFICE BY I29 from Gummo Amsterdam on Vimeo.


eu quero uma máquina de escrever


Eu tenho uma quedinha por máquinas de escrever… Talvez por gostar tanto de escrever, trabalhar escrevendo, ter um hobby onde eu escrevo. Talvez por achar linda, por gostar de coisas antigas, e por ter tido uma durante um tempo em casa. Mas a verdade é que eu adoro máquinas de escrever, e quero muito colocar uma lá em casa :D Quem quiser me dar uma de Natal, viu? Tô aceitando! hahaha :P

Quando vi essas fotos no Brabourne Farm, achei bem conveniente fazer esse post na sequência da arte nos talheres de prata, que são marcados com uma tipografia de máquina. Ah, e já que falei de tatuagens semana passada, eu adianto que quero muito tatuar um texto com esse tipo de letra. De preferência, que eu tenha escrito numa máquina de verdade e dado pro tatuador fazer. Outro motivo pra eu ganhar uma máquina, não? :P

Afe como eu tô pidona ultimamente. É o espírito de Natal :P


arte em talheres de prata


Eu já tinha postado aqui no Ideias, em julho, esses lindos marcadores de jardim. Mas ontem, quando entrei no Beach House Living e vi esse novo uso para a mesma técnica, tive que trazer para vocês. Eu gosto por vários motivos: 1. porque é original 2. porque eu adoro usar coisas triviais para usos inesperados 3. porque eu adoro essa tipografia de máquina de escrever 4. porque as fotos são lindas 5. por todas as respostas acima :P

Ah, e achei bem conveniente trazer nessa época porque achei linda a opção natalina. Eu faria de colar, e penduraria vários no pescoço: harmonia, luz, paz, amor <3


parador ayatana, o paraíso de serra negra


Este é o prometido e bem falado Parador Ayatana, um verdadeiro paraíso em Serra Negra. É um spa e pousada que tem 4 chalés, todos temáticos: Indiano, que é o das fotos, Anos 60, Brasileirinho e Indonésio. Todos eles foram construídos aproveitando pedras naturais, muito comuns nos terrenos de Serra Negra.

O Parador Ayatana foi todo idealizado e construído pelo simpático casal Cristina e Celso. Ela, apesar de não ser arquiteta nem nada do tipo, fez todo o projeto do lugar, inclusive dos quartos, e toda a decoração também. Ela garimpa cada peça exclusiva que me deixou maluca. Você vai andando e reparando como tem coisas lindas, únicas, antigas, e sendo usadas de uma forma que eu nunca pensei.

Eu só estou postando algumas poucas fotos aqui, mas tem muito mais fotos no Flickr.

A primeira foto  mostra o bar e o restaurante de lá, e é cheio de detalhes maravilhosos. Esse banco é um banco de bonde antigo, e o encosto é móvel e muda de lado. Como o bonde não fazia a volta, quando ele ia retornar os acentos mudavam de sentido arrastando o encosto. Genial, né?

Essa “parede” com peças de ferro foi toda projetada e montada por Cristina, que juntou vários pedaços de ferro, misturou com espelhos, quadros, pranchas, livros, porta-velas e mais um monte de coisas que a gente vai descobrindo enquando vai olhando. É um ambiente super confortável e bem iluminado, já que as paredes são janelões de vidro.

A outra foto mostra um pouquinho do banheiro de lá, que também é cheio de surpresas. Essa cadeira é daqueles barbeiros antigos, sabe? E o quadro que tá perto dela traz um antigo cortador de cabelo, o avô dessas máquinas de cortar de hoje. Muito interessante. Ah, e o que eu achei mais lindo foi a sinalização de feminino e masculino. A Cristina (ô mulher criativa, viu) pegou um sapato lindo que o marido não usava, e um lindo dela que estava incomodando, pintou e colocou nas portas. Não tinha como ser melhor, né?

A terceira composição de fotos mostra a adega, montada em cima de uma das pedras naturais do terreno, que é totalmente climatizada e organizada. E mostra também o projeto que a Cristina (sim, sempre ela) fez e levou para os oleiros de Tracunhaém executarem. É uma lareira móvel, para lugares abertos. Não é incrível? Para quem quer tomar um vinhozinho na beira da piscina e ficar quentinho ao mesmo tempo. Funciona super bem, a fumação vai pra longe e deixa todo mundo quentinho. Achei demais.

Mas as ideias geniais não param por aí. Vamos para a sauna. O que poderia uma sauna ter de tão diferente, né? Mas a sauna do Ayatana te esse buraco no chão, onde você cai direto na piscina depois de suar litros. Gente, não é um máximo? Fiquei babando. Tão simples e tão ótimo, né?

Aí agora é um show de detalhes. Essa rede incrível e maravilhosa, onde eu dormiria a minha vida inteira, fica perto da piscina, com vista para a serra, e é super confortável. E eu ainda coloquei o detalhe do quadrinho que tem no Chalé Indiano, pedindo silêncio. Eu amei muito esse quadro, ele é a minha cara. Sempre em busca de um momento silencioso e quieto para pensar e escrever. Amei e quero pra ontem.

E então nós fomos convidados a conhecer o Chalé Indiano, o único que estava disponível naquele fim de semana. É incrivelmente lindo. Tem uma salinha com um lareira, um banheiro com dois chuveiros no mesmo box, para o casal tomar banho junto de forma mais confortável, um quarto aconchegante, uma pérgola do lado de fora e um ofurô com vista para a serra. Quer mais? É sério, parece que todo lugar que você olha é confortável por lá. As lindas cadeiras de três pés que eu sou apaixonada, o sofá cheio de almofadas, e até um fino cochão colocado num cantinho entre a pedra do terreno e a parede.

Ah, e como se não bastasse, na área privativa do chalé ainda tem mais um cantinho que dá vontade de sentar e ficar por lá. E sabe o que é mais inteligente? É que, como esse cantinho é do lado de fora, eles cercaram com citronela. Ela é essa planta que parece um capim, por trás desse meio divã, meio rede, totalmente lindo. Aí com o suave cheiro dela os mosquitos são naturalmente repelidos. Não é lindo?

Confesso que fiquei muito curiosa para conhecer o Chalé Indonésio, já que eu terminei de ler Comer, Rezar, Amar, e é a Indonésia é a parte do amar. Deve ser lindo :)

Eu sei que eu já escrevi demais, mas acreditem, lá ainda tem MUITO mais coisas para ver, fotografar e escrever. Quem é de Recife e arredores tem que ir conhecer, nem que seja para comer alguma coisa e passear por lá.

Cristina e Celso, parabéns pelo Ayatana. É um lugar lindo, confortável, que tem uma energia deliciosa e encantadora. Espero voltar qualquer dia. Até lá :)




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