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casa bonomi casa bonomi 10 casa bonomi 2 casa bonomi 0 casa bonimi 5 casa bonomi 9 casa bonomi 6 casa bonimi 4 casa bonomi 3 casa bonomi 11 casa bonomi 7 casa bonomi 13 casa bonomi 8Casa Bonomi, o paraíso dos carboidratos para onde o Foursquare me levou em Belo Horizonte. Eu to devendo alguns posts da viagem ainda, tenho coisas legais pra compartilhar :) Mas o tempo tem me faltado, então as doses de posts estão sendo homeopáticas hehehe :P

Bem, eu tenho que dizer que adoro o Foursquare. Pra quem não conhece, é um aplicativo social de geolocalização, que mostra os estabelecimentos ao seu redor de acordo com o que você procura. Almoço, jantar, cerveja, doces, café-da-manhã, balada, escritório, qualquer coisa. E nos lugares você pode ver as pessoas que já deram check-in ali, as dicas do lugar, críticas boas, ruins, fotos e tudo mais. É uma mão da roda pra quem não quer ir conhecer um lugar totalmente às cegas sem saber o que esperar. E também é uma super ajuda pra quem está viajando e não conhece o que tem nos arredores. E é assim que eu mais uso o Foursquare.

Então estávamos em Belo Horizonte e eu queria muito tomar um café da manhã legal. Foi quando eu pedi pro santo app me ajudar. Ele mostrou que a Casa Bonomi estava perto, uns 5 minutos de caminhada. As fotos pareciam simpáticas, as dicas eram boas, a fome estava grande e pronto, não faltava mais nada pra gente ir conhecer. Chegando lá, já fiquei encantada com o lugar. Parecia uma loja saída direto do Pinterest, sabe? Com pães, doces, salgados, embrulhos, bolos, tudo que tinha direito. Lindo, com uma cara saborosa… Eu nem tinha olhado o cardápio e já estava achando tudo delicioso.

O lugar é todo aconchegante, com madeira por todos os lugares. Essas luzes amarelas com filamento aparente me encantam <3 Deixam o ambiente todo com o calor de um abraço, sabe? Pra onde a gente olha tem alguma coisa bonita. Seja um croissant de amêndoas ou uma plaquinha escrita de giz. Então sentamos pra comer e pedimos um sanduíche de queijo branco, pesto e tomate seco, que estava delicioso. Claro que eu sou olho grande e não ia resistir a um desses doces maravilhosos, né? Então fui desse Terrine 3 chocolates que é de fazer chorar. Amargo e doce, gelado e cremoso, impressionante.

Saímos de lá de bucho cheio, um café debaixo do braço e agradecendo ao Foursquare por mais uma grata surpresa no meio do caminho. Então fica a dica pra quem é de BH ou pra quem visita a cidade: Casa Bonomi, o paraíso dos carboidratos é aqui. <3


carboidratos e amigos em festa


Esse fim de semana nós fomos comemorar o aniversário de Paolo lá naquela casa de Gravatá, feia e horrorosa. Fomos com amigos queridos, com um programa de engorda todo esquematizado :P Na ida paramos na loja de queijos Campo da Serra, que fica na estrada para Gravatá. Nós já conhecíamos porque eles entregam para Recife pelo site, e os queijos são realmente maravilhosos. Mas além disso, fomos super bem atendidos, experimentamos todo tipo de queijo com diferentes tipos de geléia. Parada obrigatória para quem passa por lá. Aí a festa já começou antes da gente chegar.

Assim que chegamos na casa, Chica (minha filha peluda) resolveu andar por cima da lona que cobria a piscina, que obviamente afundou com os seus quase 10kg e ela teve que nadar (tadinha!) Então aos 5 minutos de jogo eu já estava ajoelhada passando o secador nela :P Mas bem, com a cachorra seca, as mais de 40 long necks de heineken no gelo, as 8 garrafas de vinho na geladeira, começou o preparo das gordices. Para agradar o aniversariante, as receitas escaladas nada mais eram do que carboidratos em peso! Pão, pizza e macarrão pra dar de rodo. Com Camilla e Julia em casa, seria uma verdadeira ousadia eu me aventurar na cozinha, mas a verdade é que todo mundo terminou metendo a mão na massa (literalmente).

Começamos com o preparo da famosa pizza do Rafa, que é uma delícia, fininha, crocante, e eu não vou elogiar mais porque se não ele fica convencido :P Antes das pizzas, saíram esses deliciosos biscoitinhos de massa, temperados com parmesão e gergelim, devidamente assados no forno a lenha, claro :)

As pizzas ficaram uma delícia, regadas no molho de tomate honesto que as meninas fizeram. Cada um que vinha e preparava um disco de um jeito diferente. Com mais queijo, com menos queijo, com atum, com azeitona, com cebola roxa, com ovo cozido, e tudo foi de babar. A receita da massa do Rafa tá aqui, e o recheio é por conta da sua criatividade (ou por conta do que tiver na geladeira :P)

1 kg de farinha de trigo peneirada
500 ml de leite tipo A
30 g de fermento biológico “Fleischmann”
110 ml de óleo de milho (ou de girassol)
2 colheres (sopa) rasas de sal
1 colher (sopa) rasa de açúcar (este ajuda a massa a ficar mais crocante e dourada)
Farinha de semolina para trabalhar a massa

Primeiro dissolva o fermento no leite morno. Numa vasilha grande, misture a farinha com o leite fermentado, coloque o óleo e amasse com as mãos (o calor das mãos ajuda na fermentação da massa). Então misture sal e açúcar e trabalhe a massa. Transporte-a para uma mesa ou superfície lisa, polvilhada com farinha. Trabalhe bem a massa, amassando-a constantemente e batendo-a na mesa (quanto mais se trabalha a massa, mais leveza ela adquire). Quando a massa não grudar mais nas mãos é porque já está no ponto certo. Deixe a massa descansar numa vasilha grande por cerca de 3 a 4 horas, fazendo um corte (uma fenda) no seu centro para que ela “oxigene”. Cubra com um pano e mantenha a vasilha num local livre de correntes de ar, em temperatura ambiente. Polvilhe a mesa com a semolina de trigo e divida a massa em partes iguais. Para discos médios dá pra fazer 6 pizzas, e discos grandes 3 pizzas. Abra a massa com o rolo, coloque no disco, pré aqueça o forno, coloque a massa sem nada para dourar por uns 5 minutos, depois de dourar, coloque o molho e o mas o que você quiser seja feliz :)

Depois da massa, foi a hora do meu pão de milho. Meu não porque eu fiz, mas porque eu que pedi :P Há tempos eu tinha comprado uma farinha de milho orgânica pra Paolo fazer um pão pra mim, mas como ele ainda não tinha feito, foi a vez de três outros homens realizarem o meu desejo (ôeee hahaha). Lusenalto, Rodrigo e Rafa se uniram em prol do pão de milho, que foi o primeiro pão que eu vi ficar melhor no dia seguinte do que saindo quentinho do forno. Como vocês podem ver, foi um trabalho bem em conjunto, cada um que fazia uma coisa. E claro, que com esse carinho todo, e essa alegria, ficou uma delícia o meu pãozinho.

Não ficaram lindos? A receita que a Cami pegou é essa aqui, ó:

700g de farinha de trigo
200 de farinha de milho
10g de fermento
5 colheres de sopa de açúcar
1 lata de milho
1 lata de leite
3 ovos
1 colher de sopa de sal
50g de manteiga

Bater o milho, os ovos, o açúcar, o sal e a menteiga no liquidificador. Dissolver o fermento no leite. Misturar as farinhas e misturar o creme de milho e o leite fermentado. Sovar bem a massa e deixar descansar por umas 2h ou até que dobre de tamanho. Facinho, né? Ele fica meio pesado, mas fica uma delícia :D

Mas é claro que a farra gastronômica não para por aí. Passamos o dia comendo queijos, amendoim, azeitonas, e tudo que tinha pela frente. Sério gente, eu tava parecendo uma vaca ruminando, não parava de mastigar! hahaha :P Com o cair na noite, foi a hora de preparar o macarrão, e essa sem dúvidas foi a receita mais colaborativa de todos os tempos. Enquanto uns diziam que ia dar errado, outros experimentavam a massa crua, outros sugeriam uma pitada disso, ou daquilo, todo mundo deu uma pegadinha na massa e no final ficou o melhor macarrão do mundo. Não tenho medo de dizer: foi sem dúvidas uma das massas mais gostosas que eu já experimentei na vida. Depois de uma guerra de farinha, os meninos acertaram o ponto e mandaram a massa pra máquina de macarrão. Não tá lindo?

A receita eu não sei se vou saber te dizer com certeza, já que foram tantas divergências :P Mas foi basicamente 1kg de farinha de trigo, 8 ovos, umas 3 colheres de azeite e água para umedecer as mãos e deixar a massa mais homogênea. A massa fica durinha, quase quebradiça, por isso ela precisa dar uma descansadinha para ficar mais “inteira”. Então é cortar uns pedacinhos, passar no rolo da máquina, e quando ela ficar bem inteira e fininha, passar para cortar. A máquina é uma Pasta Machine, que assim que eu cheguei em Recife tratei de comprar uma igual hahaha :P Achei uma mega promô no mercado livre e comprei por 50 conto sem frente, já que era uma pessoa daqui mesmo. Foi um achado que vai dar conta de me engordar mais uns quilinhos :P Ah! E como a gente não se cansa, foram três molhos diferentes para o macarrão: funghi, queijo e tomate. Todos deliciosos :)

Além de tuuuudo isso, a gente ainda se arriscou nos doces. Eu pedi pra Cami preparar um doce de coco para Paolo, e ela fez essa receita aqui. Pena que a gente estava muito preocupado em beber, rir, conversar, se divertir, comer e cozinhar, que esquecemos um pouco das fotos.. Então nem dá pra sentir a textura que esse doce ficou. Simplesmente perfeito. E pra rebater, fiz um foudue quente de chocolate, e Julia um frio de limão. Uma perdição comer esses dois juntos com morango, viu. Vou te contar.

Ah, e os créditos das fotos vão para todos os convidados, já que todo mundo tinha uma câmera e foi um troca troca danado. Todo mundo pegou a máquina do outro pra tirar foto, pra mudar de lente e, assim como as receitas, foram fotos comunitárias :P

Muitíssimo obrigada aos convidados Lusenalto e Julia, Camilla e Rafael, Rodrigo e Lucila, e um agradecimento especial ao meu maridão Paolo, que reuniu essa turma tão boa para comemorar seus 26 anos. Foi, sem dúvidas, um fim de semana muito espcial :)

E que venham muitos outros, porque nós queremos levar cada um dos nossos amigos para participar de dias assim, felizes e gordos :D


pão de queijo do paolo


Eu sou de família mineira, e dela herdei meu gosto pelo queijo, pelo feijão e por tudo mais que tinha na casa da minha avó, em Juiz de Fora, durante as férias. Ah, Dona Maria Miranda, uma jovem mãe de 8 filhos, não sei quantos netos, não sei quantos bisnetos e dois tataranetos. Cozinha que é uma maravilha, enquanto meu vô faz pão e frita lambari, que ele mesmo pescou. É uma família que dá gosto de ver reunida.

Mas confesso que nunca fui fã de pão de queijo. Na verdade eu nunca gostei desses tais pães de quejo. Sempre preferi pão com queijo, minas de preferência, mas pão de quejo realmente nunca foi minha primeira opção. Mas tenho que admitir, o pão de queijo do meu marido é uma coisa de louco, até pra mim que nem gosto de pão de queijo. E dessa vez que ele colocou um pedaço de queijo do reino ficou coisdidoido.

Para fazer o dito cujo, ele usa 1 pacote (500g) de povilho azedo, 2 ovos, 1 colher de sopa de sal, 1/3 copo americano de óleo, 1 copo americado de leite e queijos variados. Essa receita levou +- 150g de queijo do reino e mais uns 150g de mussarela.

Numa vasinha misture o povilho azedo com o sal e reserve. Em uma panela, leve ao fogo o copo de leite e o o oléo até ferver, então jogue sobre a travessa com a mistura do povilho. Misture um pouco e coloque os dois ovos inteiros e os queijos ralados ou em pedaços, e vá acrescentando leite aos poucos até dar o ponto da massa. É um ponto bem pesado e com uma liga bem firme. Haja braço colega, tem que misturar bem.

Depois disso, com a massa bem firme está na hora de fazer as bolinhas, ou qualquer coisa parecida que você consiga moldar :) Para facilitar, você pode usar duas colheres de sopa para ir dando o formato do pãozinho. Nem precisa untar a forma, pode colocar direto na forma, mas coloque com um bom espaço entre os pães, porque eles crescem bastante. Então é levar ao forno pré-aquecido até ele crescer bem e ficar dourarinho.

Se além de enfiar a faca, você quiser rodar, abra o pão de queijo e passe aquela manteiga da boa. Ela vai derreter e vai ficar escandalosamente gostoso.

Ah, e o que você pode fazer também é fazer os bolinhos na forma, cobrir tudo com papel filme e levar ao congelador. Depois de congelados, os pãezinhos podem ser colocados em um saco ou em um pote de plástico e continuar no congelador. Você pode levar ele direto para o forno, e ele continua gostoso no dia seguinte :)




arepa com sotaque nordestino


Arepa é um prato tradicional da Venezuela. Conheci em 2004 no mercado de Camden Town, em Londres, e achei bem exótico. É uma massa de farinha de milho bem branquinha, que lembra a goma da mandioca, sendo mais fina e mais leve, servida com recheios variados. O que eu provei era um de feijão preto com queijo, bem diferente. Caçando uma receita nova para este domingo, encontrei no livro Pães e Cia. da coleção A Grande Cozinha a receita da Arepa. Eu resolvi fazer já que, como toda boa nordestina, eu sempre tenho farinha de milho em casa. Como a que eu tinha era de flocos grandes, resolvi bater a farinha no liquidificador pra ela ficar mais fininha. Foram três xícaras de fubá para três de água e uma colher de chá de sal. Você deve ficar sovando a massa até ela absorver um pouco da água e ficar com uma textura mais firme. Se achar necessário pode adicionar pequenas quantidades de farinha enquanto sova, para dar o ponto. Deixe descansar por meia hora em um local quente e seco. Depois é só fazer bolinhas de massa e abrir discos de +-10cm de diâmetro com as pontas dos dedos. Então é só colocar os discos para assar em uma frigideira antiaderente sem nenhum óleo por +- 10mins, virando de vez em quando. Para finalizar é só montar a sua arepa com o recheio que quiser, e com quantos andares sua fome pedir. Eu dei uma mudada na receita então não é a tradicional arepa venezuelana, mas é uma mistura de arepa, com cuscuz e tapioca que ficou uma delícia! Ah, e se come com a mão, então prepare os guardanapos ;)



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