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um ano novo realmente novo


Eu sou péssima de aniversários. Tipo, muito ruim mesmo. Primeiro porque eu não gosto de dar parabéns para as pessoas pelo Facebook, aí vejo lá a data e fico de ligar ou mandar uma mensagem e o dia passa e eu não mando nada. E muitas vezes esqueço a data mesmo, passa batido por mim várias vezes. E isso de pessoas amadas, queridas mesmo, familiares e tudo mais, é triste. Mas a verdade é que, quando eu lembro ou sou lembrada dos aniversários, eu passo o dia pensando na pessoa. Recordo de momentos bons ao lado dela e tudo mais, mas na hora de mandar a peste da mensagem, eu não mando. Não sei porque, quero até melhorar nisso. Mas a verdade é essa. Pelo menos as boas energias eu mando, sempre mando. :)

E pra mim, o aniversário é o ano novo de cada pessoa. Aquele momento de colocar as coisas na balança, ver o que está dando certo, como mudar o que não está dando. E esse meu ano novo será realmente novo. Diferente de tudo que eu já vivi. Estou num momento de busca interior pela felicidade e realização, deixando meu coração guiar meus passos e com a certeza de que o meu propósito de vida é ajudar as pessoas e fazer uma diferença positiva na vida delas. E é bem busca disso que eu vou. E eu já dei o primeiro passo.

Nesse meu ano eu estou decidida a ir em busca só daquilo que me faz bem. Porque eu acredito que podemos ser felizes na vida e ajudar os outros a serem mais felizes também. Pode ser uma utopia romântica, mas o que esperar de uma pessoa que é inteira coração? Comigo quero só os de bom coração, ao meu redor quero só os de boa fé. No meu caminho quero aqueles abertos a viver intensamente, o hoje e o amanhã. Meu maior presente hoje é estar começando, com o pé direito, esse meu ano novo. De verdade.

Obrigada a todos que estiveram e estão do meu lado, a cada dia, me ajudando a construir um pouco da minha vida e da minha história. Cada um faz uma diferença enorme no meu dia. E mesmo que eu esqueça seu aniversário, não fique chateado comigo. Ainda vou melhorar nisso.

Vamos ser felizes, que é o melhor presente que podemos nos dar. :)


sobre desapego


Falar de desapego é muito mais fácil do que praticar. Até me arriscaria a dizer que isso é uma coisa bem de brasileiro. Acho que muito por conta dos momentos econômicos que vivemos no nosso país, somos doutrinados a nos apegar a muita coisa. Parcelamos o sonho da casa própria em 30 anos, compramos carro, guardamos dinheiro na poupança. Mas, muito além do apego ao que é material, nos vemos apegados a uma série de coisas na vida.

Muitas vezes nos apegamos mais a rotina do que ao prazer de fazer as coisas, e quando vemos estamos no automático. É aquela história de que as coisas acontecem onde a sua zona de conforto acaba. E o que é a zona de conforto se não uma piscina cheia de apego, numa temperatura quentinha onde a gente fica seguro dentro? Seguro não quer dizer feliz. Seguro não quer dizer satisfeito. Seguro quer dizer, entre outras coisas, apegado. Firme e forte.

E a segurança é o porto do apego, e o apego está a um passo da cegueira. Porque quem está apegado demais não arrisca, não experimenta, não tenta, não erra e aprende com o erro. E isso é em todas as áreas da nossa vida. Nos apegamos aos empregos que nos pagam no dia 30 mas que nos mantém o restante do mês nos questionando se é isso que queremos da vida. Nos apegamos a um bairro ou a uma cidade porque sabemos onde comprar o pão ou tomar uma cerveja, porque nos sentimos seguros. Nos apegamos a relacionamentos que não nos dão mais frio na barriga, mas que aquecem o travesseiro de vez em quando. Nos apegamos, nos acostumamos, nos anulamos.

O apego é o conforto que incomoda. Ou que deveria incomodar.

E praticar o desapego é bom demais, até a sua pele fica melhor. :) Mesmo que sejam em pequenas doses, em pequenos atos, em pequenas coisas. Dar uma revirada no guarda-roupa, nas gavetas, nos arquivos do computador. Dar uma repensada nos relacionamentos, nas amizades. Ver onde quer chegar daqui a 5 anos e o que fazer pra alcançar. Rever seu plano de carreira, de viagens, de investimentos.

Rever, repensar, retraçar. Esse é o primeiro passo pra sair da zona de conforto e desapegar da segurança. Eu tenho feito muito isso e colocado muita coisa na balança, e uma das coisas que eu fiz foi cortar o cabelo. Sempre tão grande, batendo na cintura. Final do ano passado já dei uma boa cortada, mas agora foi de vez, pra marcar mesmo um novo momento. Porque pequenas coisas surtem grandes efeitos. E se a gente pode desapegar do que vemos no espelho todos os dias, o resto é fichinha.desapega

Boa sorte pra gente. :)


toques de arte e cor na decoração


toques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e cortoques de arte e corA querida My (pronuncia-se “mái”, ok? hahaha) me mandou há meses atrás um link dizendo “Olha esse site, eles têm uma proposta parecida com uma que tu queria fazer, de ir na casa das pessoas e fotografar decoração de verdade”. E era o link da Casa Chaucha, que tem muuuuita coisa linda. Fotos lindas, casas lindas e tudo de verdade. Por algum motivo o Facebug não me mostrou a mensagem de My e eu só vim ver esses dias depois de meses, quando ela me mandou outra mensagem. E eu tinha que trazer aqui pra compartilhar. :)

E também fiquei lembrando desse projeto antigo que eu tinha. Pois é, eu pensava em fazer uma coisa chamada “Me convida”, para que as pessoas me convidassem para suas casas para fotografar a decoração de verdade, do dia a dia, aquela que é mais bonita que as fotos de revista. Terminou que entre trancos e barrancos o projeto não foi pra frente. Mas se ele está engavetado, é numa cômoda no meu coração <3

Essa casa daí eu amei cada detalhe. Ela é tão cheia de arte, cor e vida. Né? Pinturas, penduricalhos, tecidos, luzes, esculturas, adereços. É tudo tão encorpado, parece que tudo tem uma história. Eu acho que me sentiria muito bem numa casa assim. Cheia, nada clean, bonita, bagunçadinha, aconchegante. Se você olhar parece que em cada lugar tem um detalhe que vale a atenção. Eu acho que eu poderia passar um mês aí que a cada vez que eu olhasse pra um lugar ia descobrir alguma coisa diferente.

Muito lindo, né? Então que fique a inspiração para o final de semana. Muita cor, arte e vida até nos pequenos detalhes <3


sobre decisões e ciclos da vida


free birdEu nunca falo muito de trabalho aqui no blog, né. E acho que hoje não é bem de trabalho que eu vou falar. Mas de decisões que a gente toma na vida, e dos ciclos que fazem a vida correr.

Hoje eu estou encerrando uma fase da minha vida, apesar de não conseguir dizer que estou concluindo um ciclo. Mas hoje eu estou saindo da Ampla, a agência que me acolheu depois de uma demissão me tirar do eixo. Foi aqui que eu vivi muita coisa enquanto trabalhava nesses últimos dois anos e meio da minha vida.

Aqui eu recuperei minha autoestima profissional e mudei de rumo, entrando pra o mundo mágico da comunicação digital. Enquanto trabalhava aqui me separei de um casamento, namorei e casei de novo. Enquanto eu trabalhava aqui comprei um carro novo, deixei pra trás um apartamento próprio na zona sul e me mudei de mala e cuia pra um apartamento alugado na zona norte, só pra ficar aqui pertinho. Enquanto eu trabalhava aqui eu vi muita gente nova entrar, gente antiga sair e posso dizer sem medo que fiz amizades de verdade e que vou levar pra vida inteira.

Aqui eu chorei por minha filha quase partir por uma doença, chorei por meu pai não chegar no meu aniversário por conta do vulcão, chorei por pegar quase 3 horas de trânsito pra vir trabalhar num dia de chuva. Aqui eu morri de rir trabalhando de madrugada ao som de Chuva de Prata, dou gargalhadas fáceis com as pequenas besteiras que chegam no e-mail do grupo e como não ficar feliz com os quilinhos que a geração saudável daqui me ajudou a perder? É, não tem como ser diferente ou fugir do clichê de que chorei e sorri vivendo fortes emoções por aqui.

Nesse tempo que trabalhei aqui na Ampla vi o núcleo digital crescer de 8 pessoas numa salinha pequena, para mais de 20 cabeças no meio da criação. Vivi umas 6 ou mais reformas pra agência que não para de crescer continuar crescendo. Viajei para a Ampla do Espírito Santo e percebi que é possível fazer amizade no trabalho até à distância. É, eu fiz muita coisa além de trabalhar.

E o que eu não me canso de dizer, é o quanto eu aprendi que você pode ter amigos no trabalho, e não apenas colegas de trabalho. Entende a diferença? Pessoas apaixonadas pelo que fazem, que gostam uma das outras e que sempre pensam em fazer o melhor, se ajudar, somar. Se eu fosse pintar um quadro com meus sentimentos por cada um aqui, seria uma coisa linda de se ver. Com cores vivas, intensas, traços livres, as vezes firmes, as vezes leves, mas sempre contínuos. Eu posso dizer que eu amo sem medo de supervalorizar o adorar. É amor mesmo.

Mas se é tanto amor, porque eu estou saindo? Hummm, boa pergunta.

Porque não importa o quanto você ame seus pais, a casa da sua família ou a sua própria cama. Chega um momento que você precisa levantar e andar pro mundo. Porque o fato de você sair não quer dizer que você está incomodado, que é ruim ou que você quer algo melhor. Significa apenas que você precisa de algo diferente naquele momento.

Essas decisões que são difíceis de tomar. O passo que é difícil de dar. Levantar e sair pela porta do lugar que você sente em casa e está cheio de gente que você ama para caminhar rumo a novos desafios não é fácil. Mas se fosse fácil, não seria um desafio. E o que é o tempero da vida se não a constante busca por essas doses de frio na barriga?

Estou muito feliz, apesar de chorar desde o momento que tomei a decisão de sair. E eu vou chorar ainda mais porque eu sou assim mesmo, quando o coração aperta ele escorre pelos olhos sem cerimônia. Mas é um choro misto de saudade com gratidão. Porque se eu estou alçando novos vôos, é porque o trabalho que eu fiz junto com todas as pessoas queridas dessa agência está sendo reconhecido.

E eu estou ainda mais feliz porque estou indo para um lugar onde já tenho pessoas queridas, de portas e corações abertos para me receber. E tenho certeza que vou construir muito lá com o que eu aprendi aqui, que o suor do nosso trabalho leva a gente pra muito mais longe quando misturamos com amor, carinho e respeito uns pelos outros.

Eu vou sentir saudade, turma. Muita. Estarei de longe torcendo e admirando vocês como sempre fiz.

Obrigada por tudo. Sempre.



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