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fim de semana de chita


Esse foi o fim de semana da cor. Comprei uns pedaços de chita bem colorida e espalhei pela casa. A primeira experiência foi esconder um vaso de cimento que já está todo feio e manchado. Peguei a chita, cortei no tamanho que fosse suficiente para cobrir até os pés do jarro, fiz o acabamento na beira do pano com fita dupla face e costurei só as quinas, pra ficar bem presinho. Então fiz um corte no meio para colocar a terra, o que vai segurar o pano. Comprei lindas florzinhas para dar ainda mais vida e o resultado é esse ai.


Depois, olhando para os pedaços de chita que sobraram pensei em colocar por cima dos bancos de madeira que eu tenho, que já estão um pouco arranhados e estavam merecendo uma repaginada. Colei na parte de cima do banco com fita dupla face só para segurar o pano e ao sentar ele não saia do lugar. Enquanto estiverem fora de uso vão ser pequenas mesinhas.

E como eu não ia conseguir sossegar até acabar com o tecido, olhei para os meus quadrinhos na parede e lembrei que há meses eu vi em algum site de decoração um vídeo ensinando a colocar cor em estantes com tecido. Então peguei um pedaço de papel mais grosso e cortei no tamanho do quadradinho que eu vou colorir, colei em outro pra ficar mais firme, e cobri com a chita usando cola branca e finalizando as pontas na parte de trás com fita dupla face. É bom deixar uma média de meio centímetro menor do lugar que vc vai encaixar para que você possa tirar para limpar e trocar o tecido quando enjoar ;)

Esses pedaços de chita deram uma cor e uma vida dentro de casa, que eu tenho planos pra fazer muito mais coisas com esse tecido tão vibrante.


textinho para mulheres


Hoje eu acordei com uma sequência de coisas dando errado logo antes das 8h da manhã, então resolvi postar esse texto retirado do livro “Este sexo é feminino” de Patrícia Travassos, que recebi por e-mail assim que cheguei ao trabalho.

“Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo
de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.

Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda,
saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e
uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.

No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e
pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa
mulher grisalha.

Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a
nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar
do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.

Pensou se abdomem definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma
reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.

Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois
do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria
que lidar nos próximos meses.

Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.

Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.

Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.

Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava
ler para o dia seguinte no escritório!

Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na
empresa, mas a bosta continuava fora de área.

Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.

Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com
os dispersos e botou os monstros para dormir.

Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio.

Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão,
a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela
resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.

Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo,
sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:

– Tá ficando com a bundinha mole, Belinha… deixa de preguiça e começa a se cuidar..

Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos
espalhados pelo travesseiro!

Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou
um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide
para todos os lados!

Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.

Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não
estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que
assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual…

Resolveu agir com sabedoria.

No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a
empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas.

De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo
insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.

E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar,
em dez sessões, a gordura localizada.

Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir
por que ela havia sumido.
Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico
para a caixa postal dele.

– A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.

Um beijo da preguiçosa…”


quadros de colagem


Essa foi a ideia do fim de semana de Ju Benbassat, a minha chefa e amiga queridíssima! Ju fez uma reforma no quarto e resolveu fazer dois quadros de colagem com coisas que tivessem a ver com a personalidade dela. É uma forma muito bacana de decorar um ambiente, já que você vai sempre poder ficar olhando para as coisas que mais gosta e as outras pessoas vão poder conhecer um pouquinho sobre você olhando os quadros. Parabéns Jubz!


arepa com sotaque nordestino


Arepa é um prato tradicional da Venezuela. Conheci em 2004 no mercado de Camden Town, em Londres, e achei bem exótico. É uma massa de farinha de milho bem branquinha, que lembra a goma da mandioca, sendo mais fina e mais leve, servida com recheios variados. O que eu provei era um de feijão preto com queijo, bem diferente. Caçando uma receita nova para este domingo, encontrei no livro Pães e Cia. da coleção A Grande Cozinha a receita da Arepa. Eu resolvi fazer já que, como toda boa nordestina, eu sempre tenho farinha de milho em casa. Como a que eu tinha era de flocos grandes, resolvi bater a farinha no liquidificador pra ela ficar mais fininha. Foram três xícaras de fubá para três de água e uma colher de chá de sal. Você deve ficar sovando a massa até ela absorver um pouco da água e ficar com uma textura mais firme. Se achar necessário pode adicionar pequenas quantidades de farinha enquanto sova, para dar o ponto. Deixe descansar por meia hora em um local quente e seco. Depois é só fazer bolinhas de massa e abrir discos de +-10cm de diâmetro com as pontas dos dedos. Então é só colocar os discos para assar em uma frigideira antiaderente sem nenhum óleo por +- 10mins, virando de vez em quando. Para finalizar é só montar a sua arepa com o recheio que quiser, e com quantos andares sua fome pedir. Eu dei uma mudada na receita então não é a tradicional arepa venezuelana, mas é uma mistura de arepa, com cuscuz e tapioca que ficou uma delícia! Ah, e se come com a mão, então prepare os guardanapos ;)



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