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decoração com arte, cor e natureza


decoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezadecoracaocorartenaturezaFazia tempo que eu não entrava no The Selby, que tem sempre fotos lindas de casas de verdade. Essas são as mais inspiradoras, né? Essas casas de verdade, onde você vê um pouco da bagunça, da vida, dos moradores. Que não é aquela casa de revista que podia muito bem ter sido feita num programa de 3D e colocada ali. Esse é o sentimento da casa deste casal de artistas na Nova Zelândia.

Quando eu fui fazer intercâmbio, antes de começar a faculdade, estava tudo certo para eu ir pra NZ, mas no fim das contas terminei indo pra Londres e até hoje morro de vontade de conhecer esse lugar. Deve ser incrível. E essa casa, tão no meio da natureza, me deixou ainda mais afim de viajar pra lá :)

A casa não precisava ter nada além dessa vista e de ser rodeada de plantas, né? Achei tão aconchegante… Mas além disso ela ainda é cheia de arte e cores espalhadas por todos os lados. Pinturas, quadros, acessórios, tudo recebe um tom mais vibrante. Sem medo de errar, de não combinar, simplesmente deixando a casa com a cara dos moradores. Tudo me pareceu lindo.

O espaço do lado de fora com essa horta só me faz pensar na qualidade de vida esse casal. Esculturas de madeira e pedra espalhadas por todos os lados, dá a sensação de ser uma casa que fica no meio de um jardim botânico ou do jardim de um museu. A casa dentro não pareceu ser tão grande, tem mais fotos dela aqui, mas me parece ter o tamanho ideal para o casal.

É uma casa simples, sem requinte, sem luxo, mas com muita vida. Ela é artista e ele é MC, então eles passam mais tempo em casa do que quem trabalha confinado num escritório como eu. E por isso a casa respira essa vida. Porque é onde eles devem passar uma boa parte do tempo, e não simplesmente ir para dormir ao fim do dia. É uma casa usada, todos os ambientes parecem ser usados todos os dias, cada cantinho tem alguma coisa que chama a atenção e que deve mudar de lugar com o passar do tempo.

Essa decoração me pareceu bem mutante. Eu, ao menos, a faria ser assim. Mudaria sempre os quadros de lugar, pintaria sempre uma parede diferente, sempre daria uma cara nova a um móvel usado. Ah, se eu tivesse o dom de ser artista… :)

 


lindo apartamento em são paulo


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Eu achei esse apartamento o símbolo de uma decoração moderna. Não que eu entenda de definições de estilos e tudo mais, mas foi a impressão que eu tive quando olhei as fotos. Um apartamento moderno sem ser clean demais. Um apartamento cheio de detalhes interessantes, diferentes e, claro, bem modernos :P

Eu achei super legal ter encontrado esse aparamento, que fica em São Paulo, no Design Attractor, um blog da República Tcheca. Eu já postei aqui outro apartamento incrível de São Paulo, que fica na Avenida Paulista, e que também é bem modernão. Acho que esse tipo de decoração combina bem com São Paulo. São apartamentos antigos, decorados de forma atual, com objetos clássicos de design e arte.

Esse apartamento de 150m2 foi projetado pelo arquiteto Maurício Arruda. Ele teve a maioria das paredes quebradas para abrir espaço, preservando o eixo central de sustentação para as outras divisórias. Ficou amplo e iluminado. Parece ser um lugar tão fresquinho, onde sempre teve ter uma brisa circulando.

O chão preto foi uma coisa que me chamou bastante atenção. Geralmente a gente vê pisos de madeira, de cimento queimado, pisos brancos ou de pedra. Mas esse chão preto fez todo o resto da casa realçar. Ficou muito mais bonito do que eu imaginaria se me falassem “vamos pintar o chão de preto”. Ache surpreendente.

Os objetos da decoração não tem nem o que comentar, né? São todos lindos. Os quadros são maravilhosos, as mesas, as cores, as cadeiras, a mesa com pé de castelo de cartas. Tudo ficou simplesmente lindo. Eu adorei. É uma casa moderna mas que tem personalidade. Não é aquela casa que você olha e pensa: qualquer pessoa moderia morar aí. É uma casa que, com certeza, tem a cara do seu morador :)

Acho que decoração é muito isso. Tem que ter a nossa cara, e não simplesmente ser um ambiente que poderia ser de qualquer outra pessoa. Personalidade, é isso que uma decoração precisa ter :)

Boa semana para todos!


a câmera escura de abelardo morell – um pouco de história, arte e fotografia


cameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuraEm 2009 eu estive com Paolo em Buenos Aires, e quando nós visitamos o Museo de Bellas Artes tivemos o prazer de conhecer o trabalho de Abelardo Morell e o seu projeto Câmera Obscura. A visita a este museu foi bem inusitada, porque a gente nem ia entrar, mas tínhamos passado a tarde brincando de tirar fotos na Recoleta, onde tem o famoso monumento A Flor, e como é pertinho de lá resolvemos dar uma passada.

Lá nós encontramos o lugar vazio e protegido por um segurança. Ele viu que eu e Paolo paramos para analisar bem as obras do Abelardo Morell e ficamos comentando sobre o trabalho. Então o segurança não teve dúvidas e veio puxar papo com a gente, o que não é muito comum dos argentinos, diga-se de passagem. Achamos muito interessante porque ele tinha uma interpretação muito curiosa de cada uma das fotografias, além de ter uma boa bagagem de conhecimento em artes e afins. A conversa terminou prolongando o nosso tempo no museu e deixou a visita ainda mais legal. Infelizmente eu não guardei o nome do segurança, mas fiquei impressionada com a sua cultura. Fiquei pensando: mas ele passa o dia inteiro aqui né, só tem isso pra ver mesmo. Mas não era só isso. Ele tinha interesse e gostava de arte, além de ser um crítico bem afiado. Adoramos.

Pra quem não sabe, a câmera escura foi o princípio da fotografia, apesar de Aristóteles já ter feito registro da sua utilização para observação astronômica na antiguidade. Vou deixar a definição da câmera escura para Leonardo Da Vinci, que registrou seu conceito no Codex Atlanticus, na Biblioteca Ambrosiana.

“Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância desse orifício, vêem-se no papel, os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias.” – Leonardo Da Vinci

E é exatamente isso. Para ter uma câmera escura para chamar de sua basta ter uma caixa ou lata ou qualquer outra coisa que você possa vedar completamente, fazer um furinho e, no lado oposto, colocar um papel fotográfico. Então é só abrir o buraquinho para a entrada de luz, que vai marcar os objetos, para que o papel fotográfico seja marcado com a imagem que vai entrar. A imagem projetada sempre vai estar de cabeça para baixo, o que não é muito notável quando temos só um papel, afinal, é só virar ele e pronto.

Mas aí vem Abelardo Morell, um fotógrafo e artista cubano, e ao invés de criar uma câmera escura com uma caixa ou uma lata, cria com ambientes inteiros. Incrível, hein? Ele simplesmente veda toda e qualquer entrada de luz num ambiente, faz um pequeno furo numa das janelas e deixa a imagem entrar. Então ele centraliza a câmera de grande formato no meio da imagem e espera. A primeira fotografia dele foi feita no quarto dele em 1991, e a câmera precisou de quase 1oh de exposição para registrar a imagem. Que trabalho, hein?

Depois ele saiu da casa dele e começou a levar os seus “ambientes escuros” para outros lugares do mundo, e registrou estrategicamente lugares com vistas para lugares históricos e lindas paisagens. E assim ele consegue criar essas imagens impressionantes. Lindo demais.

Na exposição que nós fomos dele tinha, além das fotografias, uma área de interação, onde você podia entrar na câmera escura e ser visto de cabeça para baixo através de um jogo de espelhos. Muito legal e divertido :) Hoje ele usa a tecnologia digital para captura das imagens, o que permite que ele precise de menos tempo de exposição e tenha um resultado melhor. Ele também tem fotos coloridas e as vezes usa um prisma de espelho para rebater a imagem de forma que ela não fique de cabeça para baixo. Mas as preto e brancas antigas e invertidas são as minhas preferidas :)

O trabalho dele é antigo e essas fotos também. Mas como encontrei o link para o site dele esses dias, achei que super valia um post. Eu vi que a exposição dele chamada de “Visão Revelada” já esteve em vários museus pelo mundo, inclusive no MAM de São Paulo. Então se um dia tiverem a oportunidade de ver de perto o trabalho dele, eu super indico. :)

Que tal essa pitada de arte, história e fotografia em plena quarta-feira? :)


bolhas de sabão


bolhas de sabãobolhas de sabãobolhas de sabãobolhas de sabãoQuando Paolo me mandou o link da Casa & Jardim com essas fotos eu não tive dúvidas. Tinha que postar :) Achei lindo, leve, colorido. Tudo que a gente precisa numa véspera de feriadão :D

As fotos são do norueguês Odin Standal, que tem um Flickr cheio de outras fotos maravilhosas. As paisagens são muito bonitas, mas nas fotos com as bolhas de sabão elas são apenas planos de fundo, meramente coadjuvantes. Elas emprestam a sua cor e a sua forma para deixar a bolha colorida e viva. Lindo, né?

Eu adoro bolhinhas de sabão, apesar de ser meio traumatizada por ter bebido sabão fazendo bolhas… É, pois é. Quando eu queria fazer bolhinhas de sabão em casa e não tinha as tradicionais argolinhas, eu pegava canudos. Sim, canudinhos. Molhava no sabão e soprava, e conseguia fazer bolhas enooormes e lindas, que ficariam bem fotogências pro Odin. Mas num dia qualquer, num ato reflexo, ao colocar o canudo no sabão, eu puxei e bebi um gole. Aí tive que forçar pra colocar tudo pra fora e ficou aquele trauma. Mas já passou eu hoje eu consigo olhar para bolhinhas de sabão e me divertir horrores :P

E como estamos em véspera de feriadão, fica aqui o meu desejo de quatro dias de alegria, cores e vida para todos :)



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