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carboidratos e amigos em festa


Esse fim de semana nós fomos comemorar o aniversário de Paolo lá naquela casa de Gravatá, feia e horrorosa. Fomos com amigos queridos, com um programa de engorda todo esquematizado :P Na ida paramos na loja de queijos Campo da Serra, que fica na estrada para Gravatá. Nós já conhecíamos porque eles entregam para Recife pelo site, e os queijos são realmente maravilhosos. Mas além disso, fomos super bem atendidos, experimentamos todo tipo de queijo com diferentes tipos de geléia. Parada obrigatória para quem passa por lá. Aí a festa já começou antes da gente chegar.

Assim que chegamos na casa, Chica (minha filha peluda) resolveu andar por cima da lona que cobria a piscina, que obviamente afundou com os seus quase 10kg e ela teve que nadar (tadinha!) Então aos 5 minutos de jogo eu já estava ajoelhada passando o secador nela :P Mas bem, com a cachorra seca, as mais de 40 long necks de heineken no gelo, as 8 garrafas de vinho na geladeira, começou o preparo das gordices. Para agradar o aniversariante, as receitas escaladas nada mais eram do que carboidratos em peso! Pão, pizza e macarrão pra dar de rodo. Com Camilla e Julia em casa, seria uma verdadeira ousadia eu me aventurar na cozinha, mas a verdade é que todo mundo terminou metendo a mão na massa (literalmente).

Começamos com o preparo da famosa pizza do Rafa, que é uma delícia, fininha, crocante, e eu não vou elogiar mais porque se não ele fica convencido :P Antes das pizzas, saíram esses deliciosos biscoitinhos de massa, temperados com parmesão e gergelim, devidamente assados no forno a lenha, claro :)

As pizzas ficaram uma delícia, regadas no molho de tomate honesto que as meninas fizeram. Cada um que vinha e preparava um disco de um jeito diferente. Com mais queijo, com menos queijo, com atum, com azeitona, com cebola roxa, com ovo cozido, e tudo foi de babar. A receita da massa do Rafa tá aqui, e o recheio é por conta da sua criatividade (ou por conta do que tiver na geladeira :P)

1 kg de farinha de trigo peneirada
500 ml de leite tipo A
30 g de fermento biológico “Fleischmann”
110 ml de óleo de milho (ou de girassol)
2 colheres (sopa) rasas de sal
1 colher (sopa) rasa de açúcar (este ajuda a massa a ficar mais crocante e dourada)
Farinha de semolina para trabalhar a massa

Primeiro dissolva o fermento no leite morno. Numa vasilha grande, misture a farinha com o leite fermentado, coloque o óleo e amasse com as mãos (o calor das mãos ajuda na fermentação da massa). Então misture sal e açúcar e trabalhe a massa. Transporte-a para uma mesa ou superfície lisa, polvilhada com farinha. Trabalhe bem a massa, amassando-a constantemente e batendo-a na mesa (quanto mais se trabalha a massa, mais leveza ela adquire). Quando a massa não grudar mais nas mãos é porque já está no ponto certo. Deixe a massa descansar numa vasilha grande por cerca de 3 a 4 horas, fazendo um corte (uma fenda) no seu centro para que ela “oxigene”. Cubra com um pano e mantenha a vasilha num local livre de correntes de ar, em temperatura ambiente. Polvilhe a mesa com a semolina de trigo e divida a massa em partes iguais. Para discos médios dá pra fazer 6 pizzas, e discos grandes 3 pizzas. Abra a massa com o rolo, coloque no disco, pré aqueça o forno, coloque a massa sem nada para dourar por uns 5 minutos, depois de dourar, coloque o molho e o mas o que você quiser seja feliz :)

Depois da massa, foi a hora do meu pão de milho. Meu não porque eu fiz, mas porque eu que pedi :P Há tempos eu tinha comprado uma farinha de milho orgânica pra Paolo fazer um pão pra mim, mas como ele ainda não tinha feito, foi a vez de três outros homens realizarem o meu desejo (ôeee hahaha). Lusenalto, Rodrigo e Rafa se uniram em prol do pão de milho, que foi o primeiro pão que eu vi ficar melhor no dia seguinte do que saindo quentinho do forno. Como vocês podem ver, foi um trabalho bem em conjunto, cada um que fazia uma coisa. E claro, que com esse carinho todo, e essa alegria, ficou uma delícia o meu pãozinho.

Não ficaram lindos? A receita que a Cami pegou é essa aqui, ó:

700g de farinha de trigo
200 de farinha de milho
10g de fermento
5 colheres de sopa de açúcar
1 lata de milho
1 lata de leite
3 ovos
1 colher de sopa de sal
50g de manteiga

Bater o milho, os ovos, o açúcar, o sal e a menteiga no liquidificador. Dissolver o fermento no leite. Misturar as farinhas e misturar o creme de milho e o leite fermentado. Sovar bem a massa e deixar descansar por umas 2h ou até que dobre de tamanho. Facinho, né? Ele fica meio pesado, mas fica uma delícia :D

Mas é claro que a farra gastronômica não para por aí. Passamos o dia comendo queijos, amendoim, azeitonas, e tudo que tinha pela frente. Sério gente, eu tava parecendo uma vaca ruminando, não parava de mastigar! hahaha :P Com o cair na noite, foi a hora de preparar o macarrão, e essa sem dúvidas foi a receita mais colaborativa de todos os tempos. Enquanto uns diziam que ia dar errado, outros experimentavam a massa crua, outros sugeriam uma pitada disso, ou daquilo, todo mundo deu uma pegadinha na massa e no final ficou o melhor macarrão do mundo. Não tenho medo de dizer: foi sem dúvidas uma das massas mais gostosas que eu já experimentei na vida. Depois de uma guerra de farinha, os meninos acertaram o ponto e mandaram a massa pra máquina de macarrão. Não tá lindo?

A receita eu não sei se vou saber te dizer com certeza, já que foram tantas divergências :P Mas foi basicamente 1kg de farinha de trigo, 8 ovos, umas 3 colheres de azeite e água para umedecer as mãos e deixar a massa mais homogênea. A massa fica durinha, quase quebradiça, por isso ela precisa dar uma descansadinha para ficar mais “inteira”. Então é cortar uns pedacinhos, passar no rolo da máquina, e quando ela ficar bem inteira e fininha, passar para cortar. A máquina é uma Pasta Machine, que assim que eu cheguei em Recife tratei de comprar uma igual hahaha :P Achei uma mega promô no mercado livre e comprei por 50 conto sem frente, já que era uma pessoa daqui mesmo. Foi um achado que vai dar conta de me engordar mais uns quilinhos :P Ah! E como a gente não se cansa, foram três molhos diferentes para o macarrão: funghi, queijo e tomate. Todos deliciosos :)

Além de tuuuudo isso, a gente ainda se arriscou nos doces. Eu pedi pra Cami preparar um doce de coco para Paolo, e ela fez essa receita aqui. Pena que a gente estava muito preocupado em beber, rir, conversar, se divertir, comer e cozinhar, que esquecemos um pouco das fotos.. Então nem dá pra sentir a textura que esse doce ficou. Simplesmente perfeito. E pra rebater, fiz um foudue quente de chocolate, e Julia um frio de limão. Uma perdição comer esses dois juntos com morango, viu. Vou te contar.

Ah, e os créditos das fotos vão para todos os convidados, já que todo mundo tinha uma câmera e foi um troca troca danado. Todo mundo pegou a máquina do outro pra tirar foto, pra mudar de lente e, assim como as receitas, foram fotos comunitárias :P

Muitíssimo obrigada aos convidados Lusenalto e Julia, Camilla e Rafael, Rodrigo e Lucila, e um agradecimento especial ao meu maridão Paolo, que reuniu essa turma tão boa para comemorar seus 26 anos. Foi, sem dúvidas, um fim de semana muito espcial :)

E que venham muitos outros, porque nós queremos levar cada um dos nossos amigos para participar de dias assim, felizes e gordos :D


forneria do santa


A Forneria do Santa é uma simpática e aconchegante pizzaria que eu conheci em São Paulo. Ela fica em Moema, numa casa de tijolos aparentes coberta de plantas, que simplesmente me encantou. A decoração é a coisa mais linda do mundo, feita em sua maioria com peças de demolição, antiguidades e novo uso de antigos materiais, como as luminárias de lata. O ambiente é muito agradável, com pouca luz e muitas velas. Ah, como eu amo velas. Elas sempre dão esse toque romântico e mágico aos ambientes. Tem coisa mais linda que esses quadrinhos? Todos são com alto relevo, acho que de madeira. É tudo realmente belo. O banheiro, que eu não fotografei, tem o chão coberto por folhas de eucalipto, que quando a gente entra e pisa sobre um cheiro muito mais agradável que qualquer aromatizador de ambientes que vendem por ai.

O atendimento é ótimo, o chopp é gelado e a pizza é simplesmente maravilhosa. Servida individualmente, ela vem em um prato grande de cerâmica trabalhada, rodeada de folhas de rúcula fatiadas e partida ao meio. A massa é fina, crocante nas beiradas e suculenta no meio, com um molho de tomate que deixa qualquer recheio maravilhoso. Eu fui de funghi e palmito, e Paolo de margherita e tomate seco. E as duas estavam uma delícia. É ralmente um lugar muito agradável, que dá vontade de morar lá dentro. Principalmente se já vier com o forno à lenha sempre aceso, e a choppeira sempre gelada :P


pizza de frigideira


Para os fins de semana eu gosto de cozinhar algo mais “elaborado”, porque tenho mais tempo pra fazer as coisas, e não fico na correria do dia-a-dia. Mas essa ideia é ótima tanto para um jantarzinho rápido de uma quinta-feira, quando para uma tarde preguiçosa de domingo, antes de um filminho. Eu tive a impressão de que fui a última pessoa no mundo a conhecer a tal pizza de frigideira. Confesso que tinha um pouco de preconceito, afinal, meu marido de sangue – e nome – italiano gosta da verdadeira massa de pizza. Mas então fomos apresentados a essa preciosidade por um casal muito querido de amigos, os Rezendes cariocas, num final de semana de vinhos em casa e lanchinho “self-service”. Eles cortaram os ingredientes, fizeram um molho e deixaram os discos de pizza para cada um montar a sua do seu jeito. Foi maravilhoso. Uma forma prática e muito deliciosa de receber os amigos. A massa de pizza você encontra na versão comum e integral, que é uma delícia, por +- R$5,00 o pacote com 10 unidades. São 3 minutinhos em uma frigideira antiaderente tampada e pronto. A pizza de massa fininha e leve está pronta para servir. Você pode até dobrar no meio e fazer um pseudo-calzone ;) Bom apetite!




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