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os amigos que a gente faz por aí


dia do amigoQuando a gente é criança, temos alguns amigos. Uns da escola, outros do prédio ou da rua em que moramos. Quando a gente vai ficando mais velho, começamos a ter os amigos do shopping e aparecem os amigos dos amigos, que podem até virar mais nossos amigos do que nossos próprios amigos. E assim vamos conhecendo ainda mais pessoas.

Eu aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros em qualquer lugar, em qualquer fase da nossa vida. Aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros no primeiro período da faculdade, quando várias pessoas que vem de lugares totalmente diferentes se juntam, se conhecem, formam um grupo de trabalho e de repente nasce uma grande amizade. E ela pode durar pra sempre.

Eu aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros no trabalho. Nesse ambiente onde passamos a maior parte da nossa vida e dos nossos estresses. Podemos fazer amigos de verdade enquanto produzimos, enquanto reclamamos, enquanto tomamos café do lado de fora da sala. E esses amigos pode morar no nosso coração, onde nenhum colega de trabalho jamais esteve.

Eu aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros na internet. A gente se expõe tanto, cria blog, fala da vida, posta várias vezes no twitter, compartilha tanto do nosso dia, que terminamos encontrando em lugares tão distantes, pessoas semelhantes a gente. Que gostam do que a gente fala, de como a gente fala, e terminam virando amigos de verdade. Alguns a gente encontra pessoalmente depois, outros ficam virtuais pra sempre, mas eles são amigos verdadeiros do mesmo jeito.

Eu aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros dentro da nossa família. Porque todos dizem que os amigos são a família que a gente escolhe, mas a família que já é nossa por vida também pode ter grandes amigos que vão muito além do sangue que corre em nossas veias. Eu aprendi que a gente pode fazer amigos verdadeiros até num curso de fim de semana.

Eu aprendi que a gente pode fazer um amigo por aí, e esse amigo, depois de muito tempo, virar nosso amor, nosso companheiro. Porque essa pessoa sim, precisa ser o nosso melhor amigo. Que a gente pode ter encontrado no colégio, no prédio, no shopping, na faculdade, no trabalho ou na internet. Mas além da amizade, nós sentimos um algo mais. Um algo tão maior, tão mais forte, que nunca poderia existir se não houvesse aquela parceria de amigos de verdade.

Porque a nossa vida se faz dos amigos que a gente faz por aí.

Feliz Dia do Amigo para todos que, assim como eu, vive fazendo amigos pela vida.



o dia que eu achei que meu coração ia parar


Ontem eu estava sozinha em casa. Voltei mais cedo do happy hour da agência, que estava comemorando a chegada de um novo cliente, porque ainda tinha outras coisas de trabalho para terminar. Paolo na pelada com os amigos, não ouviu o celular tocar quando eu liguei desesperada.

Comecei a ter uma taquicardia muito forte. Eu, asmática de criança e ansiosa de nascença, conheço bem uma boa taquicardia. E essa era das fortes. Tentei respirar fundo, respirar leve, mas nada estava adiantando. Com a notícia que eu recebi semana passada, de que sou fortemente alérgica a muito mais coisas do que eu esperava, achei que estava tendo um choque anafilático ou coisa do tipo.

Na mesma hora senti a garganta fechar e comecei a tremer muito. Muito mesmo. Tanto que eu não sei como consegui pegar o carro e sair de casa dirigindo até o hospital. Instinto de sobrevivência, talvez. Larguei o carro em qualquer lugar do estacionamento e entrei na emergência perdida, pelo lado errado, entrando e saindo de corredores até achar a recepção.

Minha boca tremia tanto que eu mal conseguia falar. Só consegui pedir “por favor, eu estou passando mal, me ajude”, e a moça pegou meu documento e me encaminhou para um cardiologista. Eu me debatia na cama de tanto tremer, parecia que estava tendo uma convulsão. É terrível não ter controle dos seus músculos, enquanto eles teimam em se debater.

Eu conseguia sentir as terminações nervosas em todo o meu corpo. Pareciam pequenos pontos que ardiam a cada tremida do meu músculo. E a água derramava enquanto eu tentava molhar a minha garganta seca. Me colocaram no soro e me deram um comprimido para pressão, que estava um pouco alta.

Os espasmos aumentaram e eles resolveram me dar o bom e velho rivotril, pra ver se eu me acalmava. E os tremiliques foram diminuindo até que estava difícil manter o olho aberto. E enquanto eu estava ali, sozinha, numa cama de hospital, eu pensei na minha vida inteira. Como naqueles filmes que quando você vê a luz, um filme da sua vida passa na sua cabeça.

Eu não vi a luz e espero que não tenha chegado nem preto dela, mas a sensação foi tão ruim que eu comecei a repensar uma série de conceitos. Se eu estava me preocupando com o que realmente importava. Com eu estava distribuindo os pesos das minhas angústias.

Eu, que sempre fui uma cadela alfa, coloquei o rabinho entre as pernas e me entreguei ao estresse. Exatamente isso. O médico disse que eu tive uma descarga nervosa, ou um xilique, como diria a querida Nenê de A Grande Família. E eu fiquei pensando que eu dou importância demais a certas coisas e a certas pessoas.

Tenho cereza que esse hábito vai ser muito difícil de mudar. Muito mesmo. Porque eu sou assim, nervosa, agoniada, angustiada ansiosa. Mas eu não quero passar por isso de novo. Não quero sentir meu coração querer sair do peito sem ser por uma paixão. Não quero me tremer sem ser de frio ou de prazer. Não quero chorar sem que o motivo realmente mereça minhas lágrimas. Não quero valorizar as pessoas mais do que a mim mesma. Preciso pensar mais no meu coração, e não só nas pessoas que eu deixei morar dentro dele.

Desejo um dia calmo e cheio de hamornia para todos. Porque é o que eu desejo para mim mesma também.


cores de sexta: sem generalizações


Eu sei que é difícil não generalizar as coisas, não tratar tudo por estereótipos. Mas as vezes tempos que pensar que sim, nós temos nossas características, mas não, isso não nos faz igual a todos que tem essa mesma característica. E é disso que trata do blog “Yes, but no“, que tem várias frases que vocês se identificar bastante.

Aqui eu separei algumas que tem a ver comigo, e como elas são lindas e coloridas achei que seria um bom post pra essa sexta-feira :)

yesbutno(Sim, eu tenho piercings e tatuagens. Não, eu não tenho problemas procurando emprego.)

yesbutno(Sim, eu sou mulher. Não, eu não dirijo mal.)

yesbutno(Sim, eu sou brasileira. Não, eu não sei sambar.)

yesbutno(Sim, eu sou mulher. Não, eu não gosto de fazer compras.)

yesbutno(Sim, eu sou loira. Não, eu não preciso ouvir as suas piadas sobre loiras.)

yesbutno(Sim, eu escuto metal. Não, eu não vivo com raiva.)

Sim, hoje é sexta-feira. Sim, quer dizer que eu vou beber cerveja \o/

Bom fim de semana para todos que, assim como eu, não gostam de generalizações :)



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