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uma palavra sobre provas de amor



Todo tipo de amor pede as suas provas. Não pelas provas, mas pelo amor e sua insistência em sair do peito e ganhar o mundo. E, pra mim, as provas verdadeiras são as menores e as mais sinceras.

Mais do que uma tatuagem como prova de amor, eu prefiro receber de presente um link do WeHeartIt com imagens do pôr do sol. Porque pra mim o amor se prova na lembrança e na companhia. E quando alguém lembra de você, você nunca está sozinho.

Mais do que comprar as flores e os buquês mais caros, eu prefiro receber uma flor arrancada do meio da rua, que você pegou quando lembrou de mim.

Mais do que todos os cds, dvds e entradas pra show, eu prefiro receber um vídeo do youtube com uma música bonita.

Porque pra mim amor não se prova com força, resistência ou paciência. Amor se prova todos os dias, em pequenas doses.

Amor se prova na companhia que se faz à mesa, na ligação que se faz no meio do dia. No beijo de bom dia.

Amor se prova no carinho inocente, no beijo roubado e naquele abraço.

Porque pra mim o amor se prova assim.

Mais do que um jantar no restaurante super caro, eu prefiro um café da manhã na cama, mesmo que seja só um misto quente no guardanapo.

Mais do que sair juntos por aí, é ficar juntos quando não se vai pra canto nenhum. E ficar junto é muito mais do que ficar lado a lado.

Porque pra mim amor se prova assim.

Com um recado surpresa no papel de parede do computador, só dizendo “eu te amo”. Com um bilhete no imã de geladeira. Com um e-mail carinhoso. Porque quem tem palavras de carinho nunca está sozinho.

E palavras são o melhor presente que alguém pode ganhar. Porque são sinceras. São sentimentos entregues da forma mais verdadeira. Palavras são um presente, uma companhia e uma prova de amor.

Porque pra mim amor se prova assim.


a casa da vó e a família miranda


casa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da vocasa da voÉ a casa do vô e da vó, mas a gente sempre fala a casa da vó. É a casa de todos os Mirandas. A Vó Maria e o Vô Pedro são os únicos avós que eu conheci, e mesmo crescendo a mais de 2 mil quilômetros de distância, eu sempre os senti muito perto de mim. Quando pequena eu ia passar os 2 meses de férias por lá, fazia meu aniversário no salão da igreja e passava dia após dia curtindo todos os meus primos, pra depois voltar pra Recife falando mineiro. Criança pega sotaque rápido, né? Aí quando me perguntavam de onde eu era eu respondia “sou pernambuqueira, pernambucana com mineira!”.

Nas férias era quando eu viajava pra Barbacena, pro Rio e pra São Paulo, tudo de carro com o papai, me dividindo entre a casa dos tios e primos. Era praticamente uma casa nova por noite. Pois é, a família é grande. E foi nessa casa, e pelos arredores da Vila Ideal, que eu vivi muito da minha verdadeira infância, mesmo que fosse só nas férias. Quando eu pulava a grade da casa do vizinho pra brincar com seu cachorrão. Quando ficava acordada de madrugada com os primos, tentando não fazer barulho pra não acordar todo mundo. Era quando eu corria atrás dos meus primos pra bater em quem me chamasse de “fera ferida” e cantasse “sou fera ferida, no corpo, na alma e com seu primão”. Era quando a gente jogava cara-a-cara, ludo, banco imobiliário e tantos outros.

Era quando eu podia andar na rua, subir até lááá em cima do morro e descer de patins. Era quando eu podia fazer pulseirinhas de croché pra vender e comprar bala na padaria. E ir só com meus primos pra padaria, o que me dava uma incrível sensação de liberdade e independência. Era a liberdade de uma vila. Lá em Juiz de Fora foi que eu brinquei nas quermesses e nas festas juninas da igreja. Era quando a gente fazia festa do pijama e juntava todos os primos pra sair de pijama pela rua, batendo lata, e depois dormir todo mundo junto, num amontoado de colchões.

Lá em Juiz de Fora minha vó sempre fez todas as minhas vontades. Mimada, né? Pois é. Enjoada pra comer, a vovó sabia que eu só comia se fosse frango com milho. E mais nada, nem adiantava insistir. E hoje não tem uma vez que eu vá pra lá e que ela não faça palha italiana e cocada. Foi lá em Juiz de Fora que eu vi meu avô fazer fornadas de rosca, o pão mais gostoso que eu já comi, e medir o tempo de forno olhando a bolinha de massa subir no copo d’água. E a vovó aproveitava a passa pra fazer pães em formato de jacaré para os netos, com olhos de feijão, que eram uma alegria só.

São incontáveis as aventuras que eu já vivi aí, e com essa família. Acho que a família Miranda traduz o verdadeiro sentido da palavra FAMÍLIA. Todos são super unidos, mesmo que alguns estejam em Juiz de Fora, outros em Goiânia, outros no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Barra Mansa, e até Recife. Mesmo que a gente passe meses sem se ver e sem se falar, se não fosse a saudade enorme ficaria parecendo que a gente nunca precisou se afastar. É uma alegria só quando junta todo mundo.

A casa da vó é a típica casa de vó. E das antigas. Aquelas com azulejo colorido na parede, banheiro cor de rosa e vários quartos. É aquela decoração feita com tudo que a família tem pra colocar. Cada um que dê o seu porta-retrato, seu imã de geladeira, seu quadro, sua lembrancinha. E tudo fica pendurado, decorando vários ambientes. E isso é que é uma casa de vó. Que tem um pouco de cada um da família.

A casa da vó é onde sempre tem comida na mesa, gente comendo, andando, passando. A casa fica cheia, todo mundo faz uma bagunça só, mas sempre se entende e se encontra. É onde a gente não para de mastigar e engolir do momento que chega até a hora que vai embora. E não para de dar risada também. É quando se misturam os filhos, netos, bisnetos e tataranetos da vó. Primos, tios, sobrinhos, afilhados, parentes, agregados. Na casa da vó até cunhando vira parente e é bem vindo.

E é por isso que todo evento que tem, seja casamento, formatura ou aniversário, a gente dá um jeito de juntar todo mundo. Ou pelo menos a maioria. Porque é quando todos nós ficamos mais felizes e nos sentimos em casa. Quando comemos até se entupir, bebemos até cair e sorrimos até quase virar do avesso. As festas da família Miranda sempre rendem meses de história pra contar.

E pra mim, que fico um pouco mais distante , é sempre diferente cada vez que eu vou para a casa da vó. Meus primos pequenos cresceram, casaram, formaram e estão trabalhando. É quando eu vejo como o tempo está passando rápido. E eu fico sempre com aquela vontade de curtir mais essa família, de ficar mais tempo junto. Mas aí o final de semana acaba. As 48 horas que a gente tem pra passar junto, acabam. E eu tenho que voltar pra Recife, com o coração apertado, e começar a programar a próxima ida. Porque mesmo que demore meses, é um conforto que eu tenho. Saber que, naquele dia, qualquer que seja ele, eu vou voltar.

E vou para a casa da vó, comer palha italiana, cocada, beber cerveja e dar risada, lembrando das histórias de antigamente, quando eu era pequena lá em Juiz de Fora.. :)

casa da vo


brown sugar caffé #praiadapipa


brown sugar caffebrown sugar caffebrown sugar caffebrown sugar caffeE, claro, que a viagem rápida pra Praia da Pipa rendeu algumas fotos legais. Ah, como eu estava morrendo de saudade de tirar fotos… Na verdade, acho que eu estava mais com saudade de ter paisagens novas, vistas novas, para poder fotografar. Acreditem, ver coisas novas, pessoas diferentes e caminhos que a gente não costuma andar, dá uma renovada na alma. Pelo menos na minha :) E acho que na de Paolo também, já que ele fez fotos lindas <3

Como nós cheagamos na meia-noite, da sexta para o sábado, terminamos dormindo até um pouco mais tarde e perdemos o café da manhã na pousada. Mas quem se importa? :P Pegamos o caminho para a praia e, na rua principal, achamos esse cantinho chamado Brown Sugar Caffé. É um catinho na esquina de uma galeria aberta.

As mesas são simples mas o teto é uma Bougainvillea enorme e florida. Quer coisa mais agradável? E além da sobra, a planta ainda faz lindos desenhos de luz, que estampam o chão e as mesas do lugarzinho.

Lá nós pedimos um misto quente e um suco de laranja cada um. Ô lugar pra ter suco bom é a Praia da Pipa, viu? Todo lugar tem um suco delicioso. E o misto? Bem, era um misto quente. Simples assim. Mas era um misto quente da Praia da Pipa <3

Uma outra vez, quando nós estivemos em Pipa com uns amigos, eu cheguei na casa e comentei, tristonha: “poxa, perdi meu brinco…”, e então uma amiga minha, sentindo a dor de ter um brinco xodó perdido, perguntou: “eita, foi mesmo? Onde foi?”, e eu respondi: “na Praia do Amor…”, e ela na mesma hora falou “ah… Mas foi na Praia do Amor…”, e isso mudou tudo. Eu não estava mais nem um pouco triste, porque eu perdi meu brinco, mas foi na Praia do Amor… Quem se importa? :) Então eu fui aí no Brown Sugar e pedi um misto quente, mas foi o misto da Praia da Pipa, que também é muito amor <3

E depois eu provei esse alfajor recheado com doce de leite e coberto com chocolate. Geladinho, delicioso. Virou meu doce preferido do fim de semana, e eu tive que voltar lá mais tarde para comer outro. Coisa divina.

E, enquanto a gente estava por lá, vieram dois cachorros lindos, pretos, nativos da praia, falar com a gente. Carinhosos, brincalhões e visivelmente felizes, eles conseguiram uns carinhos da gente e ficaram por lá. Conhecidos, recebiam cumprimentos de várias pessoas e ficavam por lá. Alegres, vivendo na praia.

E por um momento eu quis trocar de vida, e ser esse pretinho aí. Tombando lixo e vivendo na praia. Mas depois passou…

brown sugar caffe

Boa semana de trabalho, gente :)


bodas de madeira (entre rochas)


No dia 27 de agosto eu e Paolo completamos 5 anos juntos. Em número, pode parecer pouco, mas pra mim é uma vinda inteira juntos. Fases e mais fases atravessadas juntos. Algumas difíceis, outras mais fáceis. Umas felizes, outras nem tanto. Mas o que importa é que passamos por todas elas, juntos.

E é disso que se faz um relacionamento. De companheirismo e parceria. Porque o meu amor é sempre a primeira pessoa que eu corro quando alguma coisa dá errado. E é sempre a primeira pessoa que eu abraço quando alguma coisa dá certo. Porque o meu amor é aquela pessoa que eu quero junto sempre, e que quando estamos perto e no mesmo ritmo, parece que tudo está bem.

Porque não basta andar junto, temos que estar no mesmo passo. Porque só assim podemos acompanhar um ao outro. Mesmo que as vezes as coisas aconteçam em momentos diferentes na vida de cada um. Mesmo que as vezes nada aconteça. Sempre temos que manter o mesmo ritmo e andar juntos.

Neste fim de semana, nós fomos para a Praia da Pipa, numa comemoração simples e íntima do nosso aniversário. Nossas bodas de madeira. Nossos 5 anos de vida, juntos. E enquanto nós caminhávamos para a paradisíaca Baía dos Golfinhos, entre todas essas pedras, Paolo não queria soltar minha mão. Queria que a gente andasse sempre junto. E então ele disse: “esse caminho é igual ao casamento. Não importa quantas pedras apareçam na nossa frente, vamos sempre desviar e seguir o caminho juntos.”. E isso valeu o meu fim de semana inteiro.

Uma caminhada entre essas rochas. Essa caminhada que já fizemos tantas vezes juntos, antes, há anos atrás, acaba de ganhar um novo significado pra mim. E foi assim, de mãos dadas e passando pedra após pedra, grandes, pequenas, escondidas e escorregadias, que chegamos onde queríamos chegar. Passamos por todas, de mãos juntas, entre risadas, gargalhadas na verdade. E, quando não havia nenhuma delas entre a gente, nós nos abraçamos e nos beijamos. Porque o casamento é assim. Não importa o que tem no caminho. Vamos seguir sempre juntos e comemorar cada vez que deixarmos para trás algo difícil.

Porque o amor de verdade está sempre no mesmo ritmo. Está sempre no mesmo passo. Sempre no mesmo caminho.

Amor, eu te amo. E vamos juntos, sempre.

<3

 



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