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uma questão de ponto de vista


As vezes a gente precisa parar e olhar mais para nós mesmos. Só assim nos conhecemos. A solidão é boa pra isso, para o autoconhecimento. As vezes a gente embarca numa de só olhar para o outro. Conhecemos a outra parte como ninguém. Mas as vezes esquecemos de nós mesmos. As vezes passamos um tempo com o olhar meio perdido. As vezes olhamos pro lado errado. As vezes não queremos enxergar.

E, quando fechamos os olhos para pensar, percebemos que o que vale é olhar sempre em frente. Nem precisamos saber para onde olhamos, só que é para frente. Adiante. E quando a gente encontra alguém para olhar junto, na mesma direção, encontramos a felicidade.

Porque olhar só para o outro é estar cego de si. Porque olhar só pra si é estar cego do caminho. E todo caminho fica mais bonito quando temos uma companhia para olhar pra ele.

Por isso, vamos abrir os olhos, mirar em frente, e sermos felizes. Que é o que importa nessa vida. :)

Bom dia, gente.

 


o carnaval da minha vida


Primeiro, quero me desculpar pela larga ausência do blog… Acreditem, eu tenho sentido uma enorme saudade de escrever. Mas mudança, carnaval, trabalho, falta de internet em casa, e outras cositas mais têm me feito ficar dias longe do bloguinho. Mas eu vou voltando aos poucos :)

Vou dar uma pausa nos posts sobre a mudança pra falar um pouco do meu carnaval deste ano. Um pouco atrasada, né? Mas sempre vale a pena :)

Meu carnaval começou meio atropelado, meio errado, meio péssimo e me fez mudar todos os planos que eu tinha para ele. Mas isso não foi de todo ruim. Este ano eu estava disposta a conhecer e viver intensamente o carnaval de Recife e Olinda, como eu nunca tinha feito antes. E tenho que dizer, foi o carnaval da minha vida.

Sábado de Zé Pereira é o dia do Galo da Madrugada. O único dia que eu costumava frequentar Olinda, já que mais da metade da população estava se expremendo no Galo. Foi um sábado pra começar bem o carnaval. Devidamente vestida de roqueira para o bloco “Tá bom, a gente freva”, que só toca clássicos do rock em ritmo de frevo, cheguei em Olinda. Na subida da primeira ladeira encontrei logo Carolzinha, e fizemos uma festa só, já que no último carnaval o nosso desencontro foi desesperador, antes de virar piada. Juntas e cheias de disposição para as ladeiras, saímos subindo, descendo, dançando, bebendo e levando cantadas engraçadas, como é típico de Olinda. Entre uma ladeira e outra, encontramos Lari, amiga querida que é, simplesmente, vice-presidente da Pitombeira dos Quatro Cantos, que virou nosso ponto de apoio por todo o carnaval. Cerveja gelada, comida boa, banheiro limpinho e gelo para o meu wisky. Sim, sim. Descobri que a minha bebida do carnaval é wisky. Cerveja me leva ao banheiro a cada meia hora, o que no carnaval de Olinda não é nada conveniente.

Seguimos as três andando, subindo, descendo, levando banho de chuva, dançando e, mais do que tudo, rindo a toa. Fomos pro Tá bom, a gente freva e depois pro Eu Acho É Pouco. Foi bom demais. Aproveitei cada minuto! E, depois que a noite já tinha caído em Olinda foi hora de ir pra casa de Lari, tomar um banho, se organizar para ver, pela primeira vez, a saída do Homem da Meia Noite. Gente, que coisa linda. Que coisa incrível. Que coisa mágica. Eu nunca pensei que pudesse me emocionar tanto com um bloco de carnaval, e me arrepio só de contar. Lindo demais as casas todas decoradas de verde e branco, as crianças vestidas de homenzinhos da meia-noite, todo mundo envolvido no clima massa do bloco. Dava pra ver que quem estava lá era a verdadeira comunidade de Olinda. Gente que nasceu e cresceu vivendo o carnaval. Gente que respira essa cultura linda. Então começam os fogos e, exatamente meia-noite, o boneco gigante deixa a sede do bloco e vem caminhando. Exatamente nesta hora, recomeça a chuva em Olinda. Parecia uma bênção. A frente dele, a banda vem tocando a música do bloco, e é acompanhada por quem sabe cantar. E o Homem da Meia-noite vem reverenciando as casas e as pessoas que estão ali para prestigiá-lo. Emocionante define bem.

Depois disso foi sair em bando com umas 15 pessoas que eu conheci naquela mesma noite, todos amigos de Lari, para curtir o show de Nação Zumbi no Fortim de Olinda, pertinho da praia. Foi uma caminhada looonga e debaixo de MUITA chuva, o que fez a gente bater os dentes o resto da noite. Mas foi bom DEMAIS.

E assim meu carnaval começou a ficar bom. Depois foram todos os outros dias em Olinda, rodeada de amigos queridos e amigos que se tornaram ainda mais queridos. Acho que o carnaval tem o poder de aproximar as pessoas.

Mas acho que esse post já está longo demais, né? Acho que as aventuras dos outros dias de carnaval vão ter que ficar pra outro dia.

E o que eu desejo pra essa sexta-feira? Pra mim, saúde. Pois é, tô mal essa semana inteira, de cama em casa. Mas já tô ficando boa :D E pra vocês eu desejo que a energia do carnaval dure o ano inteiro. Divertindo e aproximando as pessoas queridas.

Bom fim de semana, gente


dias de mudança: o grande dia


E depois de caixas e mais caixas fechadas, eis que chega o grande dia da mudança. Claro que foi num sábado, porque eu não ia faltar o trabalho pra me mudar, né. Então acompanhem. Foi um final de semana antes do carnaval, ou seja, durante as prévias. Nem preciso dizer que no dia anterior eu cheguei em casa de manhã cedo, né. Vinda do I Love Cafusú, toda trabalhada no brilho e na piriguetagem, dormi as 3 horas que cabiam no cronograma e acordei acabada de ressaca cheia de disposição para continuar arrumando o que faltava.

Claro que a semana inteira de noites em claro não foi suficiente para terminar a arrumação, e tudo continuou no dia da mudança. O pessoal da empresa de mudança chegou com uma hora de atraso, às 11h, e cheios de pressa pra arrumar tudo. Foram levando as caixas que já estavam fechadas e também foram desmontando algumas coisas. Não perguntavam nada, só iam jogando as coisas e levando. Uma dica boa é ficar de olho sempre. Tive sorte de estar acompanhada por uma pessoa massa (eu disse que era pra aceitar ajuda, lembra?) e que percebeu que a galera tinha que ser acompanhada de perto. Gente, mulher sozinha nessas horas é uma merda. Lidar com mão de obra não é fácil e você não é tão respeitada quanto vocês pensam. Então se você tá sozinha nessa, feito eu, arrume um homem para marcar presença no dia da mudança. Acredite, pode parecer uma coisa machista e idiota, mas fez toda a diferença.

Eu estava cansada, acabada e super, super feliz desse dia ter chegado. Então nada mais justo do que ir organizando as coisas, brindando umas cervejinhas e comendo uns petisquetes, né? A mudança seguiu quase que em clima de festa durante a maior parte do tempo. Eis que as coisas parecem começar a andar devagar demais. Na minha cabeça tava tudo indo bem, afinal, eu fiz a escolha da mudança por contrato, e não por hora. Mesmo que por contrato a gente precise pagar as horas extras, se passar, eu não achava que podia demorar mais do que as 8 horas que ficaram acertadas. Então foi descer, ver se a galera tava trabalhando alguma coisa no caminhão e, aparentemente, as coisas pareciam andar.

Mas as horas foram passando, o cansaço acumulado das noites e da festa foi batendo, a paciência foi indo pro saco e eu comecei a ficar ligeiramente estressada com a demora que as coisas estavam acontecendo. Foi um tal de desmonta isso, desmonta aquilo, tira porta, bota porta e demora, demora, demora. Pra resumir a história, estávamos saindo lá de casa quase no final do prazo de tempo do contrato, ou seja, me lasquei. Mas o discurso era: o mais demorado é tirar, pra subir as coisas é mais rápido. Rá. Faz-me rir.

Chegando no meu novo prédio, quase 20km depois, chega o caminhão e, junto com ele, a notícia do porteiro: senhora, não estou autorizado a receber mudança agora não. O horário para fazer isso é até às 14h. Oi? Como é, moço? Então já cheguei no prédio arrumando confusão. Que tristeza. Dado meu estado de cansaço e estresse, disse que não tinha o que fazer, que eu ia entrar com a minha mudança de todo jeito. Que eu não tinha como voltar com isso e que se eu não subisse eu não ia ter onde dormir, onde ficar, fiz cara de choro misturado com cara de vá tomar no cú e no final, consegui. Tirando o síndico me ligando dizendo que eu tinha meia hora pra colocar toda a minha mudança pra dentro do prédio, porque o portão não podia ficar aberto, a mudança foi acontecendo. Então fica a dica, gente. Procurem saber de horários do seu prédio de destino, porque podia ter dado uma merda grande pra mim.

E claro que a parte do “descarregar é mais rápido” não é de toda verdade, né. Mas eu já estava ficando satisfeita em jogar as caixas pra dentro de casa. Tudo que eu queria era ter a minha cama e o meu sofá montados pra ter onde me escorar depois desses dias punks. Aí fui acompanhando a subida das coisas e vi que arranharam a minha geladeira, rasgaram o forro do meu sofá e eu fui ficando preocupada em pensar: será que vão subir com todas as caixas? Será que vai ficar alguma coisa? Será que isso? Será que aquilo? A tensão estava foda.

E eis que a mudança termina 4 horas depois do previsto e eu me lasco pra pagar o adicional de horas. Mas eu também não tinha toda a grana pra pagar, afinal, eu não contava que minha mudança ia demorar mais de 12 horas pra acontecer. Então sobe o senhor da empresa, o mais mal encarado de todos, pra negociar comigo. Eu disse que não tinha mas que quando ele fosse ver o que aconteceu com a minha geladeira e arrumar o meu sofá, eu dava a diferença. Até hoje ele não me procurou. Não sei se por conta do carnaval, o que é uma grande possibilidade, ou se por qualquer outro motivo que meu pessimismo insiste em acreditar.

E eu que ia trabalhar em outra prévia no sábado e estava com ingresso na mão, terminei largando tudo pra ficar em casa. Já tinha perdido o horário do trabalho, da festa, de tudo. Me restava ficar de perna pra cima, curtindo a minha bagunça. Não sem antes ir no bar da esquina brindar uma cerveja e um caranguejo, afinal, eu estava merecendo.

Esse foi o resumo da saga do dia da mudança. E sabe aquele sentimento de “putz, não vai acabar nunca?” de quando a gente está arrumando as coisas? Depois de me mudar eu só conseguia pensar “porra, tá só começando…”. E é a mais pura verdade.

Tá só começando. Minha vida nova, meu endereço novo, minha casa nova. Tá tudo só começando. E eu tô feliz da vida. :D


dias de mudança: dicas para marinheiros de primeira mudança


Vamos lá, um post prático e rápido com algumas dicas que eu gostaria de ter recebido antes de começar a mudança:

– Comece a juntar caixas e jornal com antecedência. Você pode simplesmente não encontrar boas caixas disponíveis, a vizinha não ter o jornal quando você precisa e isso vai atrasar a sua vida. A não ser que você já tenha contratado uma empresa de mudança e solicitado as caixas antes.

– Procure uma empresa de mudança descente. Não escolha só pelo preço, procure uma indicação. Se você tem coisas grandes tipo geladeira, máquina de lavar, cama, sofá, televisão e cosias que precisam ser desmontadas como armários, mesas e tudo mais, você vai precisar de uma empresa legal. Não adianta chamar aqueles amigos do porteiro que vai dar merda. Geralmente as empresas trabalham de duas formas: por hora e por contrato. Por contrato o valor é fechado por um período e você paga as horas adicionais, por hora, obviamente, você paga por hora. Se a sua mudança for média ou grande, vá de contrato e reze para não passar muito das horas contratadas.

– Coloque nome em todas as caixas, escrevendo tudo que tem dentro. E importante: coloque os nomes na lateral das caixas e, de preferência, em mais de uma lateral. A malandra aqui colocou o nome em cima, mas na hora de empilhar não dava pra ler, claro, e eu tinha que ficar tirando caixa de cima de caixa pra saber o que tinha. Trabalho de corno.

– Não feche as caixas nos primeiros dias. Deixar as caixas abertas faz com que a gente consiga encaixar coisas ao longo dos dias, e não ter que ter caixas com coisas que sobraram e que eram para estar em outras caixas. Deu pra entender? :P

– Não economize no jornal. Se for embalar coisas frágeis invista no jornal sem dó nem piedade. Forre a caixa com jornal amassado e embale muito bem tudo, colocando jornal nas laterais e finalizando com jornal por cima. É isso mesmo, jornal pra dar de pau.

– Aceite ajuda. Miliuma pessoas perguntaram se eu queria ajuda, se disponibilizaram a dar uma força em qualquer coisa. Na hora eu pensei: não quero incomodar ninguém, não tem como as pessoas me ajudarem, só eu posso fazer e blá blá blá. Mas, na boa? Aceite ajuda. Vale a pena.



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