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sou fera, fogão novo e a velha gororoba


gororobaMorar sozinha me fez descobrir várias coisas sobre a minha pessoa. Várias mesmo. E as vezes eu me surpreendo comigo mesma hahaha :P Eu posso parecer uma besta falando, mas ontem eu tive tanto orgulhinho de mim. Eu já devo ter dito por aqui o quanto eu prefiro fazer as coisas com as minhas próprias mãos do que ter que pedir pra alguém. Sou dessas que carrega todas as sacolas do supermercado, que troca o botijão de água e tenta até o último momento alcançar uma peça lá em cima antes de pedir ajuda pra alguém mais alto. Sabe como é? Pois é, sou dessas.

Com a minha mudança eu vi o quanto eu consigo dar conta das coisas que eu achava que nem um batalhão inteiro daria. Foi nesse apartamento novo que eu fiz meus primeiros furos com a furadeira e me senti um máximo. Tudo aquilo de ver o tamanho da broca com o tamanho da bucha e do parafuso. Eu sei gente, é besteira. Mas tá dando pra entender o mundo novo de capacidades que eu estava descobrindo em mim? :) E quando eu instalei sozinha meu home theater? Fiquei me achando. E assim, com esses pequenos gestos de independência eu ia dando doses de autoestima e “yes, I can” na minha veia.

E ontem, poxa, foi o melhor até agora. A maior dose e que proporcionou o maior prazer :D Eu estava super triste porque o pessoal da mudança tinha quebrado o meu fogão, e desde fevereiro que eu estava sem forno e só com três bocas do fogão pra cozinhar. Gente, sem forno é uma barra, viu? Meu leque de receitas diminui tanto. E como eu não tenho microondas, o simples ato de esquentar uma comida era trabalhoso e chato. Então na visita de papai adivinhem, ele me deu um fogão de presente!! Hahay! O melhor presente dos últimos tempos :D

O fogão chegou na sexta-feira bem na hora do almoço. Eu já tinha marcado de sair na sexta, no sábado eu também já tinha marcado de resolver mil coisas e, na sequência, ir para a casa de Delga (sim, esse do post anterior), pra passar o fim de semana comendo, bebendo e rindo com o amor e os melhores amigos do mundo. Ou seja, tadinho do fogão. No domingo foi voltar meio de ressaca e totalmente mazelada, ver meu time empatar no zero a zero e ficar verminando no sofá. Sem um pingo de coragem de arrumar a mesa, quanto mais de fazer qualquer coisa com meu fogão novinho.

Eis que na terça-feira eu decidi: não vou para a academia na hora do almoço, vou instalar o meu fogão. Alguns amigos disseram: na boa? Chame um técnico… Pode ficar vazando gás, o fogão é pesado, isso, aquilo. Mas eu fui pra casa, sozinha e decidida a trocar aquele danado. Desinstalei o meu antigo tentando ver exatamente como estava ligado, pra não ter erro. Então comecei a destruir indelicadamente a embalagem, rasgando plástico, tirando isopor, daquele jeito. Foi quando eu passei pela fase mais difícil. Tirar o danado do fogão de cima do isopor que protegia a parte de baixo. Pensei cá comigo “bem que disseram que ele é pesado…”. Mas com minha malemolência de MacGyver (ou não), cortei um pedaço do isopor com a faca e fiz o fogão ir dançando de um lado pro outro até sair. Rá! Consegui \o/

Então começou a parte técnica da coisa. Depois de tirar todas as proteções do fogão e lavar como mandam as instruções, fui fazer a instalação do gás. Munida da minha caixa de ferramentas (Pereirão feelings) coloquei a mangueira do gás no bico do fogão, arrumei a borrachinha, apertei, apertei, apertei. Liguei o gás (ui) e fui ver se estava vazando. Coloquei lá a espuminha de detergente e nada. Tudo parecia estar dentro dos conformes. Liguei a tomada e… tan dan! Não funcionou. Nadinha. Nenhuma chama. Tentei com o fósforo e fuen. Nadica de nada. Nem vazamento, nem gás nas bocas. Foi quando veio a voz do meu amor na cabeça “se tu quiser eu te ajudo, linda”. Eu devia ter ouvido.

Mas já estava lá, né? Tinha que ver como resolver. Desliga o gás. Afrouxa, afrouxa, afrouxa. Tira a mangueira. Foi quando eu pensei que podia ser a borrachinha, que (sabe-se lá porque) devia ficar mais pra cima. Sobe a borrachinha quebrando as unhas do dedão e ficando com a mão toda preta. Tudo bem. Hora de testar de novo. Coloca a mangueira. Aperta, aperta, aperta. Liga o gás. Vê se está vazando. Tudo ok? Liga na tomada. Vamos testar. Tan dan! FUNCIONOU! Rá! EPIC WIN!

Todas as bocas com lindas e flamejantes chamas. E o forno? Funcionando lindamente. Gente, eu sei que é uma besteira e que eu estou narrando como se estivesse vencendo uma batalha. Mas pra mim foi, tá? De verdade. Instalar o fogão sozinha, conseguir achar o erro, fazer funcionar e nada de vazamentos. Fiquei me achando foda hahaha :P Dei uns pulinhos, uns gritinhos e, claro, fui testar pra valer, afinal, era hora do almoço, né? Considerando que eu tinha perdido coisa de 1h30 nesse processo todo, pouco me restava para fazer comida e comer, mas era uma questão de honra :P

E se você leu meu blá blá blá até aqui, posso adiantar que a receita nem é nada de mais. Não é a coisa mais gostosa do mundo mas é, sem dúvidas, uma das mais práticas. Joguei no vapor um bocado de brócolis e cenourinhas congeladas e coloquei a água do macarrão pra ferver. Enquanto isso, ralei uma cebola e refoguei no azeite junto com um pouco de alho. Aí juntei o leite e temperei com sal, pimenta e fiquei triste por não ter noz moscada. Coloquei uma boa colher de requeijão e pronto. Nesse meio tempo os legumes já estavam bons e eu joguei nesse creme/molho. Coloquei ainda um pouco de ervilha em conserva e pronto. O macarrão, um fettuccine integral delícia, já estava no ponto e pronto. Foi misturar tudo numa gororoba só.

Lembram que eu disse que desde fevereiro estava sem forno? Pois é. Não ia perder a oportunidade, né? Então joguei tudo numa assadeira, povilhei parmesão ralado e, finalmente, forno. Foi o tempo de tomar um banho, afinal, eu suei e me sujei devido aos trabalhos manuais e técnicos hahaha Aí foi sair do banho e me deliciar com essa gororoba que tinha um gostinho especial de vitória.

E sim, eu vou contar pra todo mundo que instalei meu fogão sozinha. Pra sempre. Rá! :P


dos amigos pra vida inteira


amigos pra vida inteiraSempre que a gente se reúne é assim. Riso solto, histórias, lembranças e só coisas boas. Mesmo que a gente passe meses sem se ver. Ou até sem se falar. Mesmo que quando a gente consiga marcar o dia, a hora e o lugar, um sempre termine farrapando. Como diz a história, tudo bem, a amizade é a mesma. E é a mesma desde sempre. Uma amizade verdadeira dos santos que se bateram no primeiro período da faculdade. Daquele grupinho que só andava junto, bebia junto, fazia trabalho junto, saia junto e, claro, dava boas risadas juntos.

É com eles que eu tenho boas histórias da minha vida pra contar. Foi com eles que eu passei por tantas fases, tantos anos. Já são 8, hein? E eu, que sempre fui a menina do grupo, considerada um machinho por esses marmanjos, venho fazer as vezes de mocinha. E abrir meu coração pra dizer o quanto eu amo esses cabras safados. Que a amizade é verdadeira demais. E que se tem uma coisa que eu aprendi na faculdade, foi que não importa pra que lado a vida leve a gente. A amizade é sempre a mesma.

Delga, Yuri, Dudu, meus irmãozinhos, vocês moram no meu coração. De verdade <3


saudade do fim de semana


fim de semanafim de semanafim de semanaEsse fim de semana foi só alegria. Nada como receber meu pai e meu irmão em casa, pra matar a saudade. Matar a saudade de Fabinho, que eu não via desde janeiro. Matar a saudade de papai, que eu não via desde o mês passado, mas que já deu tempo de sentir saudade suficiente. Nada como receber meus dois amores na minha cidade, passear um bocado e ter direito a ver um pôr do sol tão lindo como esse. Nada como conseguir reunir meu irmão e minha irmã, juntinhos. É uma alegria só.

Pra quem não sabe, minha irmã é filha da minha mãe e nasceu em 1995. Meu irmão é filho do meu pai e nasceu em 1995. Com um mês de diferença de idade, meus irmãos, que não são irmãos de sangue entre si, são minhas grandes alegrias. Minhas pedrinhas preciosas. Mesmo com a distância de 2.600km que separa Santos de Recife, meus irmãos se gostam, se amam e se dão super bem. E eu, que quando pequena pedia um irmãozinho, dizia aos 9 anos que Deus ouviu minhas preces em dobro. E eu terminei ganhando um irmão de cada lado. Alegria em dobro, isso sim.

E cada vez que eu encontro papai e Fabinho é como se eu recebesse um life no jogo, sabe? Dá uma recarregada nas e energias pra aguentar até a próxima visita ou próxima reunião de família. Agora que eu tô morando quase 20km distante de Malu e mamãe, encontrar com elas também é dar uma recarregada nas baterias e um tapa na saudade. Pois é, sinto uma saudade louca de quando conseguia ver mamãe durante a semana. Agora só nos finais de semana, e olhe lá. Que coisa, né? Na mesma cidade. Mas a vida é assim mesmo.

E a saudade é um sentimento que nós temos que nos acostumar a viver com, né? Saudade a gente sente até de quem a gente acabou de se despedir. E o nome disso é amor. Porque quando a gente ama, sente saudade. E se eu sofro de um mal dessa vida, é da saudade constante. Que me acompanha desde sempre. Mas, ainda bem, que eu tenho finais de semana como esse. Que eu posso abraçar e beijar essa família linda que eu tenho e amo.

Porque se a vida é feita de saudade, é porque ela é feita de amor. Ou não é? :)

 


pra não dizer que não falei das flores


paul mccartneylos hermanosEsse foi um fim de semana movimentado e emocionante. Show de Los Hermanos na sexta e de Paul McCartney no domingo. Como não tirar uns minutinhos para escrever sobre eles, né? Mil pessoas já fizeram seus julgamentos sobre cada show, publicaram resenhas polêmicas, levantaram poeira, foram xingados, elogiados e tudo mais. Mas eu não tô aqui pra escrever nada disso. Não tô aqui pra dizer como foi cada um dos shows, e sim como eu me senti em cada um deles.

O show de Los Hermanos na sexta foi muito amor. É uma banda que eu adoro, admiro, curto mesmo. Não sei ser fã de carteirinha de nada, mas é, sem dúvidas, uma das minhas bandas nacionais preferidas. O show é empolgante, daqueles que você grita todas as músicas sem pensar que no outro dia vai estar sem voz. Que você dança sem saber dançar, pula e abraça as amigas queridas. E dá um beijo no amor querido. E dança juntinho. Daquele jeito. Mesmo que o som estivesse ruim. Mesmo que a banda parecesse meio morgada. Mesmo que o setlist não tenha sido o mais animado. Foi lindo, foi maravilhoso, e eu agitaria tudo de novo por um show daquele mais uma vez. Porque o show não está só no som que sai das caixas. Está na companhia que você tem do lado, está no seu humor naquele dia, está no seu momento. E quem vai fazer uma noite ser boa ou ruim, é o seu espírito. E na sexta-feira o meu estava numa alegria só.

O show de Paul McCartney no domingo foi muito amor. É um cara incrível, que fez e faz parte da história de muita gente. Seja como Beatle, seja como Wings ou como Sir Paul mesmo. O show é um verdadeiro espetáculo e seu Paul, no alto dos seus 70 anos, canta com uma voz limpa por quase três horas sem um gole de água. Toca várias guitarras, baixo, ukulele, piano, uma coisa linda de se ver. A banda dele é um espetáculo e o baterista instigadíssimo é um show a parte. É aquele show que você curte cada minuto mesmo sem saber todas as músicas, mesmo sem saber cantar, mesmo sem saber dançar. Que você curte paradinho ou pulando. Abraçadinho com o amor ou quase chorando com a mamãe. Músicas que emocionaram, tocaram o coração, arrepiaram. Show de fogos, superestrutura de iluminação, som, telões. Muita arte nas composições de palco, tudo incrível. Não conseguiria descrever. E meu espírito no domingo era pura emoção.

Dois shows totalmente diferentes e incomparáveis. Um que eu curti do corpo pra fora, soltando toda energia num grito. Outro que eu curti do coração pra dentro, tornando cada momento inesquecível. Dois shows emocionantes e que fizeram o meu fim de semana ser memorável e único. Dois shows que eu tive as melhores companhias para curtir. Os amigos, o amor, a família. Dois shows que me fizeram feliz, e se isso é tudo que a gente quer nessa vida, eu não tenho do que reclamar. Né? :)

E que essa semana siga assim. Entre “Último Romance” e “Blackbird”. Entre “A Flor” e “All My Loving”. Entre tudo, com muito amor. <3



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