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amor, suor e sorte


amor suor e sortetattootattootattootattootattootattootattooSim, sim. Eu fiz mais uma tatuagem e estou completamente apaixonada por ela. :) Consegui reunir num desenho o que representa pra mim as três coisas mais importantes de se ter na vida, pra seguir em frente.

Amor.

Por todas as coisas, por cada pessoa. Por momentos especiais, por lugares especiais, por memórias especiais. Amor em forma de carinho, em forma de saudade, em forma de paixão, em forma de tesão. Amor em forma de arte, de palavra, de foto, de viagem. Amor em forma de tatuagem, de presente, de família. Amor para acordar todos os dias e ter um motivo pra sair da cama. Amor para seguir em frente.

Suor.

É o resultado da força que a gente precisa para viver. A força é o que nos garante em pé e caminhando. É o que nos faz vencer. E o suor é o que mostra que essa força é de verdade, é intensa, verdadeira. Suor é tudo aquilo que nós depositamos energia, aquilo que nós acreditamos. O suor é mais do que aquele que escorre pela pele em momentos de alegria, euforia, prazer. É aquilo que nós depositamos em tudo que vale a pena, que vale o nosso esforço. E sem o suor não dá pra seguir em frente.

Sorte.

Por tudo aquilo que nós não conseguimos controlar. Por tudo que não está ao nosso alcance. Por tudo que nós precisamos desejar, rezar, pedir. Um golpe de sorte pode mudar uma vida, uma história. Todos nós precisamos de sorte na vida. A sorte de um amor verdadeiro. A sorte de um suor que vale a pena. A sorte pela sorte. Porque com o amor e o suor nós conseguimos mover tudo que queremos e podemos. Mas só a sorte pode jogar do lado do inesperado. E o que seria da vida sem o medo? A sorte é o frio na barriga para seguir em frente.

E podem dizer que tem muito mais coisas necessárias para a vida. Mas pra mim todas elas se resumem nessas curtas e simples palavras. Saúde? Dinheiro? Fé? Sucesso? Felicidade? Tudo isso é uma questão de amor, suor e sorte nas devidas proporções.

E se nesse clima de final de ano eu pudesse mandar uma mensagem para todo mundo, daquelas de prosperidade, eu desejaria exatamente isso: Amor, Suor e Sorte na medida certa para a vida seguir em frente. :)

O desenho foi feito pelo calígrafo Matheus Barbosa, que eu nunca conheci pessoalmente mas que foi uma pessoa muito legal e acessível, que tocou junto comigo cada detalhe dessa que se tornou uma arte tão cheia de significado pra mim.

A tatuagem é de Renato Mousinho, um amigo querido e que depositou as melhores energias nesse momento que é de dor e de prazer, para fazer do desenho uma arte ainda mais importante.

E é assim que eu vou seguir em frente. :)


pessoas tatuadas são mais gentis


Esse post não vai começar com “Um estudo indica…” nem nada do tipo. Ele não é baseado em nenhuma pesquisa nem nada, é só um texto fruto das minhas divagações enquanto esperava a minha maior tatuagem cicatrizar e observava algumas coisas que se construiam em volta disso. E ele é totalmente baseado no meu achismo :)

Mas acho que faz certo sentido, isso das pessoas tatuadas serem mais gentis. E isso se expande para pessoas com piercings visíveis e cabelos diferentes. Digo isso porque a gente ainda vive num mundo cheio de preconceitos com pessoas que escolhem tipos diferentes de vaidade. Hoje aceitamos tranquilamente as mulheres abrirem o peito pra colocar pástico, ou abrir a barriga pra tirar gordura, ou abrir a cara pra puxar peles e uma lista gigantesca de ações super agressivas ao corpo, só porque elas não agridem a sociedade. Mas ainda torcemos o nariz pra quem escolhe colocar um desenho na pele, um brinco que não seja na orelha ou qualquer uma dessas modificações “diferentes”.

Depois de uma sessão massacrante de 3h30 de tatuagem, eu saí do estúdio com a perna devidamente embalada, totalmente inchada e mergulhada numa mistura de tinta com sangue que daria uma pitada de repulsa até pra quem é tatuado, afinal, bonito não estava. E, depois de ganhar um temaki de mamãe que estava com pena da minha dor, fui ao supermercado comprar umas coisas.

Então, enquanto eu estava na fila dos frios esperando fatiar, estava ao meu lado uma mulher no alto dos seus sessenta e tantos anos. Ela olhava com um severo ar de reprovação para a minha perna, e eu quase consegui ler os pensamentos dela. Foi quando num movimento ela deixou cair um saquinho de queijo ralado da cestinha dela. Eu prontamente fui pegar, ignorando o fato do short estar me causando uma dor terrível ao abaixar. Entreguei a ela com um sorriso sincero, olhando nos olhos dela. Ela me agradeceu quase envergonhada pelos julgamentos discretos que ela me fez nos seus pensamentos, e sorriu de volta.

E essa pequena ação me deixou pensando sobre isso, sobre a gentileza. Sim, com ou sem tatuagem eu me abaixaria para pegar o queijo. Mas talvez eu tenha sorrido mais naquela noite. Com uma necessidade, que até então eu não tinha percebido, de demonstrar que eu sou gente boa, apesar de estar toda riscada. E contribuir 1% para a mudança de preconceito das pessoas quanto a isso. E depois que eu me dei conta disso, lembrei que pedi pra ajudar uma moça com as compras no elevador na mesma noite, abri a porta pra um homem, e talvez até tenha dado um boa noite mais simpático do que de costume ao porteiro. E isso tudo sem me dar conta.

E talvez isso não aconteça só comigo. Talvez aconteça com muita gente e quase ninguém perceba. Porque acho que é natural que a gente se cobre um pouco mais para mostrar que não somos bad guys, sabe. Posso ter uma tatuagem na testa e ser uma boa mãe. Posso ter o corpo fechado de tatuagem e ser uma ótima empresária. Posso ter a cara cheia de piercings e ser mais centrada que muita gente que nem se depila porque a religião não permite.

Então pensando assim, acho que a gentileza é uma arma muito genuína na luta contra o preconceito. E se for assim, andarei armada até os dentes. :)

Bom dia.


sorrisos sempre


365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisos365 sorrisosSabe aqueles dias em que você não quer sair da cama? Aquela sexta-feira depois de um feriado na quinta que você tem a impressão de que só você foi trabalhar, enquanto o mundo inteiro estava curtindo a praia? Quando todos os exercícios na academia parecem cansar mais e toda comida que você pensa é chocolate? Pronto. Sexta-feira foi um dia assim. Tinha tudo pra ser uma segunda-feira. Cansada, chata, abusada. Aquele dia em que você pensa “eu mereço?”.

E foi no meio desse dia que a querida Duda, namorada do meu amado Luquinhas, mandou pra mim o link do 365 sorrisos. A gente quase nunca se fala, e quando se fala é num dia assim e ela vem com um link lindo desses. E eu pensando que era a cara da segunda-feira, e do clima da segunda-feira que foi aquela sexta.

E é com isso que eu começo a semana. Inspirando um pouco a gente a sorrir. Porque essas imagens lindas dizem pouco em palavras, mas muita verdade. E digo mais, acho que devemos compartilhar com quem a gente gosta, só pra dar um sorriso de presente na segunda-feira. :D

Boa semana pra todos o/


forever young (só que não)


patinsAh, gente. Quando eu passo muito tempo sem postar por aqui me dá uma saudade, uma agonia, uma coisa. Parece que quando eu não tenho tempo pro blog é porque eu tô sem tempo pra mim, sabe? Pra minha vida, pra respirar. Nem sempre é assim, as vezes é só falta de inspiração mesmo. Mas esses dias eu tenho pensado todos os dias no blog mas não tenho postado em nenhum. Que coisa!

Mas, na verdade, eu só vim compartilhar uma experiência animada, engraçada e com uma pitada de tragédia hahaha :) Comprei um patins! Sim, sim. Depois da aaaanos sem andar, comprei um patins. Eu adorava quando era mais nova. Andava pra cima e pra baixo, em rampinhas e me achava o máximo porque eu andava num bacião lá de Santos que apareceu num dos clipes de Charlie Brown Jr. Hahaha! Aí dá pra ver quanto tempo faz, né? Eu ouvia Charlie Brown Jr.!! Hahaha :) Mas há mais de 10 ou 12 anos que eu não sei o que é andar nessas rodinhas.

Então, animada pra comprar os meus patins, animei o amor e pronto. Consolidamos. Compramos os nossos patins e agora temos mais um motivo pra sair juntos: patinar! :D Comprei um estilo diferente do que eu andava, porque eu no meu impulso de querer minha juventude de volta, comprei um patins de manobra. Oh céus, porque eu fiz isso? Hahahaha! O patins é show de bola! Lindo, anda que é uma maravilha mas, se ele é de manobra, eu tenho que aprender a manobrar, né?

Além de nunca ter sido boa com as manobras, eu estou totalmente enferrujada só na arte de andar de patins. Imagina manobrar. Mas tranquilo, andamos no primeiro dia assim que saímos da loja e até então sem nada de mais. Uma desequilibrada ali, uma queda com a chave do carro no bolso que rendeu uma bunda roxa aqui, mas nada de mais. Aí chega o meu dia de folga e o que eu vou fazer? Animar  minha irmã a comprar um patins também!

Fomos ao shopping, escolhemos, compramos e pronto! Saímos de lá direto pra andar de novo. Era minha segunda andada com o patins, e a primeira dela depois também de alguns anos parada. Então demos umas voltas pra ir se acostumando e inventamos de subir uma ladeirinha. Mas na descida Malu pegou velocidade demais pra conseguir parar e puf! Se estabacou no chão. Estreou o patins. Ralou joelho, coxa, mão, lascou pulso, tudo aquilo. Acontece, né? Mas ela não desanimou e a gente ainda continuou andando. Mas aí a dor tava incomodando e ela resolveu parar. Aí eu, na instiga de andar, fui dar uma última volta. Já tinha levado umas quedinhas nas tentativas de pular pra virar de costas, mas nada de mais. Aí quando eu fui dar um pequeno pulinho inocente, me estabaquei feiosamente no chão.

Gente, foi tenso. A dor subiu, a vista escureceu, o ouvido tapou, a pressão caiu e pronto. Eu não sei como foi que eu consegui me levantar de patins e ir até onde minha mãe e minha irmã estavam. Eu caí de bunda, não teve nada com a cabeça. Mas sabe aquele baque seco? Pronto. Eu senti direto na coluna. No cóccix, pra ser mais exata. Fiquei branca, transparente. Aí pronto, acabou a brincadeira. Foi o tempo de retomar os sentidos e a cor do rosto pra voltar triste pra casa e cheia de dor. :( Poxa, fiquei triste. Mas nem era só pela dor, era porque eu queria andar mais de patins e não podia! Hahaha :P

No dia seguinte tava com dor demais aí fui pro hospital, mas vou poupar vocês dos estresses de um atendimento de emergência, tá? Não preciso contar o que muita gente deve viver também. A boa notícia é que fui medicada e já estou melhorando aos poucos. E sim, já estou contando os dias pra voltar a patinar de novo. Mas, agora, vou ver se compro um bundex! Hahahaha! Ah, anos da juventude que não voltam mais…. :P

Aproveitem o dia!



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