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páginas pra amar no facebook


Eu sou meio louca das páginas do Facebook hahaha :) Talvez por trabalhar com isso, eu saio loucona curtindo várias. Pra estudar, pra inspirar. Mas claro que nem tudo é trabalho, curto umas pra rir, pra chorar, pra amar. Essas coisas. E eu tenho visto umas muito boas surgindo, então resolvi trazer pra compartilhar algumas indicações com vocês. :)

Eu me chamo Antônio. Um poeta e artista dos guardanapos, que sempre mexe aqui dentro com o que coloca pra fora.eu me chamo antonioeu me chamo antonio

Cansei de ser gato. Um gato que deve estar cansado dessa palhaçada toda, mas que eu morro de rir. :P

cansei de ser gatocansei de ser gato

Ela isso, ele aquilo. Frases e desenhos que traduzem situações que ela vai se identificar, e ele também.

ela isso ele aquiloela isso ele aquilo

Pó de Lua. Os desenhos e as frases que se juntam pra falar de coisas lindas <3

pó de luapó de lua

Tu que é blogueira. E tu que não é também, vai dar risada. :) to que e blogueiratu que e blogueira

Confissõezinhas. Porque tem mais gente que confessa isso que você finge que esconde.ConfissoezinhasConfissoezinhasE claro que temos vááárias outras páginas legais. De blogs, de sites, de marcas, de produtos. Tem muito conteúdo legal sendo jogado aí nessa ~rede social~ todos os dias. Mas queria compartilhar alguns que adoro :) Se tiver mais algum pra somar, coloca aqui nos comentários ;)


pensando sobre o leite derramado


Essa expressão “chorando sobre o leite derramado” consegue trazer uma tradução tão verdadeira do desperdício que vou usar como a grande analogia desse pensamento.

Vamos considerar que o leite é algo tão importante e valioso que você não pode viver sem, no entanto, ele é um leite mágico. Quanto mais você usa, mais você tem pra usar. E você escolhe as melhores receitas, e inventa medidas, e usa todo o leite nas receitas que merecem nota no seu caderno.

Suas receitas com leite vão do café da manhã de todo dia, ao almoço de domingo com a família, quando você faz a maior questão de mostrar que você usou o melhor leite, pra fazer o melhor prato. Ah, e aquela sobremesa inesquecível que tem gosto de saudade também leva leite do começo ao fim. Faz milagre esse leite, tanto que as vezes basta servir puro e fresco, que ele alimenta e deixa a gente saudável e corado.

E você está sempre escolhendo o melhor lote do seu leite pra servir, todos os dias. Mas, claro, que você também vive experimentando das recitas com leite das outras pessoas. Aquela que passa de geração em geração na família, aquela que é sucesso entre os amigos e aquela que em casa à dois, nossa, é a melhor receita de todas. Mas o problema está quando você começa a servir seu melhor leite, mas o que você recebe está vindo talhado, já perto de azedar.

Na boa, tem coisa pior de chegar perto do que leite azedo? Ele estraga qualquer receita. Imagina você lá com todos os ingredientes prontos e separados pra sua receita do dia, aí na hora de colocar o leite ele tá azedo. Eca. Que nojo. Aí você perde a receita e precisa botar a maior força pra fazer tudo desde o começo, e colocar por sua conta o leite que você sabe que é fresco e perfeito. Aí não tem bolo que desande.

O problema é que uma gota de leite azedo no seu tonel de leite fresco estraga tudo. Não tem jeito. Não tem como tirar, não tem como separar. Já era. Azedou tudo. Não tem segredo mágico que dê certo. Há quem brigue por valer a pena ir até outra fazenda distante pra pegar leite fresco e trazer nas costas pra garantir a receita do dia. Mas o tonel, por mais que você limpe, vai ter resto de leite azedo, o que faz todo o seu esforço ser jogado por água abaixo, mais cedo ou mais tarde. O pior é quando você só percebe o estrago quando vai com toda sede num gole, e o leite já tá mais azedo que tudo no mundo. Eita frustração…

Aí o que você faz? Chora. Em cima do leite derramado, do leite que azedou e das receitas que você não vai mais fazer. E de que adianta? Nada. O tempo que você perde tempo chorando por esse leite derramado, podia estar usando pra ir conseguir leite fresco em outro lugar. Mas lembre-se sempre: troque o tonel antes de trazer o leite novo. Só assim suas receitas podem voltar a andar.

Mas pra gente parar de chorar em cima desse leite azedo não pode ser com carinho, porque carinho conforta e faz você ficar ali, olhando para o tonel de leite e pensando se você não é capaz de criar uma fórmula mágica pra salvar aquilo tudo. O que a gente precisa é de um belo tapa na cara, pra afundar a fuça no leite azedo a tal ponto de ter nojo, ânsia, e sair correndo pra se limpar até que não sobre uma gota.

Só assim o caminho fica livre pra gente ir buscar um leite fresco num novo tonel, numa fazenda distante de onde nem o cheiro do leite podre possa chegar.

Entendeu?
Não?

Então troque leite por amor e veja que nenhum desperdício de chorar pelo que já azedou vale a pena. :)

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sobre vaidade, leveza e novos ventos


tattoo balãoToda vez que eu faço uma tatuagem nova é batata, mamãe fica surpresa como se fosse a primeira vez, papai com certeza torceu a cara e fez questão de não curtir nenhuma foto e os amigos e familiares mais conservadores ficam achando um absurdo, uma revolta contra alguma causa, uma afronta a sociedade. Mas, na verdade, é só uma vaidade. Já falei sobre isso aqui antes. Cada um tem a sua, e tatuagem é a minha. Acho lindo, tenho várias e quero fazer cada vez mais. Com ou sem cara feia das pessoas. Porque não é a cor do batom que eu uso, a tinta que boto nos cílios, as unhas que eu não pinto ou a tatuagem que eu faço que me dizem a pessoa que eu sou ou deixo de ser, só mostram um pouco da minha vaidade. :)

E a tatuagem é uma vaidade e tanto. Ela é pra sempre, ela tem seu significado nem que seja pra marcar o momento que foi feita. Ela carrega em si a força de um sentimento e isso é lindo. Tenho tatuagens de diferentes momentos da minha vida, de diferentes sentimentos, de diferentes fases. Esse ano faz 10 anos que eu me tatuo, e nesse tempo já mudei bastante. E se você me perguntar se eu me arrependo de alguma, eu vou dizer que não. Se você me perguntar se eu acho todas bonitas até hoje, eu vou dizer que não. Mas nem sempre a beleza da tattoo é o que mais importa, ao menos não pra mim. Ter o nome da minha mãe tatuado aos 17 anos, no apartamento de um amigo meu, por ele mesmo inexperiente e fazendo sua 2a tatuagem, ao lado de outro grande amigo que se tatuou no mesmo dia, é algo que eu nunca vou esquecer ou me arrepender. É parte da minha história, da minha vida, e vai estar comigo pra sempre.

E outro momento que eu nunca vou esquecer é esse, de soltar minhas amarras e ter coragem de embarcar em novos ventos. Só um misto de força e leveza são capazes de fazer isso com a gente. E essa minha tatuagem mais recente (além de linda) simboliza muito esse meu momento. E que eu tenha essa coragem sempre, de embarcar em novos ventos que soprem por aí.

tattoo balãotattoo balãotattoo balãotattoo balãotattoo balão

Me tatuar um dia depois do meu aniversário de 27 anos, 10 anos depois de começar a me tatuar com Renato Mousinho, foi um misto de emoções. Foi o primeiro desenho da autoria de Renato que eu tatuei, e fui sem medo porque se tem uma pessoa que eu confio de entregar a minha pele é ele. Muito ele fez direto na pele, sem eu ver. Todas as sombras, as linhas da cestinha, tudo direto na agulha e eu só na felicidade.

Aproveitando os dias finais de folga antes da mudança definitiva de agência, consegui um horário na super disputada agenda dele. Chegando toda feliz e saltitante no estúdio, quando ele ia tirar a cópia pra ampliar o desenho PAM. Faltou luz na rua toda. Eu pensei que por um lado foi bom, porque não tinha começado a tattoo ainda… Mas eu fiquei com medo de não voltar a luz, de não dar tempo, de me frustrar e ficar super triste de não fazer a tattoo. E passou meia hora, uma hora, duas horas. Eu fiquei lá esperando, no calor, no sono, na agonia. Mas um pouco mais de duas horas depois, a luz voltou! E eu subi correndo as escadas pra saber se dava tempo de fazer antes da próxima sessão que tava marcada. E Renato viu a empolgação e disse: a prioridade hoje é a senhora!

E começou sem dó nem piedade, riscando e ferindo e doendo, e eu sorrindo. Tudo bem que depois de 2 horas o sorriso meio que foi embora, mas a felicidade não. Mesmo atrasando mais de uma hora a sessão do moço que esperava do lado de fora pra tatuar o pé do seu bebê, Renato terminou tudo e o resultado não podia ser melhor. Esse balão lindo, perfeito pra marcar esse novo momento, esse novo vento, esse recomeço.

Obrigada. Obrigada todos que fizeram parte da jornada. Obrigada todos que fazem parte dos novos ventos. Obrigada Renato como sempre. Obrigada.

 


sobre decisões e ciclos da vida


free birdEu nunca falo muito de trabalho aqui no blog, né. E acho que hoje não é bem de trabalho que eu vou falar. Mas de decisões que a gente toma na vida, e dos ciclos que fazem a vida correr.

Hoje eu estou encerrando uma fase da minha vida, apesar de não conseguir dizer que estou concluindo um ciclo. Mas hoje eu estou saindo da Ampla, a agência que me acolheu depois de uma demissão me tirar do eixo. Foi aqui que eu vivi muita coisa enquanto trabalhava nesses últimos dois anos e meio da minha vida.

Aqui eu recuperei minha autoestima profissional e mudei de rumo, entrando pra o mundo mágico da comunicação digital. Enquanto trabalhava aqui me separei de um casamento, namorei e casei de novo. Enquanto eu trabalhava aqui comprei um carro novo, deixei pra trás um apartamento próprio na zona sul e me mudei de mala e cuia pra um apartamento alugado na zona norte, só pra ficar aqui pertinho. Enquanto eu trabalhava aqui eu vi muita gente nova entrar, gente antiga sair e posso dizer sem medo que fiz amizades de verdade e que vou levar pra vida inteira.

Aqui eu chorei por minha filha quase partir por uma doença, chorei por meu pai não chegar no meu aniversário por conta do vulcão, chorei por pegar quase 3 horas de trânsito pra vir trabalhar num dia de chuva. Aqui eu morri de rir trabalhando de madrugada ao som de Chuva de Prata, dou gargalhadas fáceis com as pequenas besteiras que chegam no e-mail do grupo e como não ficar feliz com os quilinhos que a geração saudável daqui me ajudou a perder? É, não tem como ser diferente ou fugir do clichê de que chorei e sorri vivendo fortes emoções por aqui.

Nesse tempo que trabalhei aqui na Ampla vi o núcleo digital crescer de 8 pessoas numa salinha pequena, para mais de 20 cabeças no meio da criação. Vivi umas 6 ou mais reformas pra agência que não para de crescer continuar crescendo. Viajei para a Ampla do Espírito Santo e percebi que é possível fazer amizade no trabalho até à distância. É, eu fiz muita coisa além de trabalhar.

E o que eu não me canso de dizer, é o quanto eu aprendi que você pode ter amigos no trabalho, e não apenas colegas de trabalho. Entende a diferença? Pessoas apaixonadas pelo que fazem, que gostam uma das outras e que sempre pensam em fazer o melhor, se ajudar, somar. Se eu fosse pintar um quadro com meus sentimentos por cada um aqui, seria uma coisa linda de se ver. Com cores vivas, intensas, traços livres, as vezes firmes, as vezes leves, mas sempre contínuos. Eu posso dizer que eu amo sem medo de supervalorizar o adorar. É amor mesmo.

Mas se é tanto amor, porque eu estou saindo? Hummm, boa pergunta.

Porque não importa o quanto você ame seus pais, a casa da sua família ou a sua própria cama. Chega um momento que você precisa levantar e andar pro mundo. Porque o fato de você sair não quer dizer que você está incomodado, que é ruim ou que você quer algo melhor. Significa apenas que você precisa de algo diferente naquele momento.

Essas decisões que são difíceis de tomar. O passo que é difícil de dar. Levantar e sair pela porta do lugar que você sente em casa e está cheio de gente que você ama para caminhar rumo a novos desafios não é fácil. Mas se fosse fácil, não seria um desafio. E o que é o tempero da vida se não a constante busca por essas doses de frio na barriga?

Estou muito feliz, apesar de chorar desde o momento que tomei a decisão de sair. E eu vou chorar ainda mais porque eu sou assim mesmo, quando o coração aperta ele escorre pelos olhos sem cerimônia. Mas é um choro misto de saudade com gratidão. Porque se eu estou alçando novos vôos, é porque o trabalho que eu fiz junto com todas as pessoas queridas dessa agência está sendo reconhecido.

E eu estou ainda mais feliz porque estou indo para um lugar onde já tenho pessoas queridas, de portas e corações abertos para me receber. E tenho certeza que vou construir muito lá com o que eu aprendi aqui, que o suor do nosso trabalho leva a gente pra muito mais longe quando misturamos com amor, carinho e respeito uns pelos outros.

Eu vou sentir saudade, turma. Muita. Estarei de longe torcendo e admirando vocês como sempre fiz.

Obrigada por tudo. Sempre.



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