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que venha 2014


Se eu quisesse resumir o ano de 2013 eu não conseguiria. Tanta coisa mudou, tanta coisa apareceu. Mudei de casa, mudei de emprego, mudei de ~status de relacionamento~, engordei, emagreci, engordei de novo, fiz novas tatuagens, conheci muita gente incrível, me aproximei mais de outras que eu já conhecia,  e me afastei de algumas também. Fiz escolhas, tomei decisões, sofri pra cacete, sorri pra cacete. Enfim, foi um ano intenso. Isso, intenso. É essa a palavra.

O melhor é parar pra pensar em tudo e perceber que eu não me arrependo de nada. Nem das coisas ruins, nem das que poderiam ter sido ainda melhores. Nada. Se fosse pra viver 2013 de novo, eu viveria do mesmo jeito. Porque na intensidade se aprende tanto, né? E com certeza saio de 2013 mais forte do que entrei. Mais firme, mais feliz, mais eu. E se eu quero pedir uma coisa pra 2014, é que eu consiga me encontrar ainda mais. Porque é nessa busca que eu sigo diariamente. Em cada escolha que eu faço ao longo da vida, seja da vida profissional, amorosa, da minha saúde, da minha estética, da minha grana, tudo. Eu descobri que tudo que eu faço é uma eterna busca de mim mesma e da minha felicidade.

E meu objetivo é chegar cada vez mais perto e descobrir que eu ainda tenho mais um monte pra descobrir de mim mesma. E que venham mais perguntas e mais respostas. Porque se tem uma coisa que eu posso dizer, é que 2014 vai ser diferente. Isso vai. E que venha, e venha com muito amor, por favor.

É isso que eu desejo pra todo mundo, sempre. Mais amor, mais amor, mais amor. <3 mais amorAté 2014!

 


domingo de praia (ou dia de pensar)


domingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiadomingo de praiaDomingo, pra mim, costuma ser um dia difícil. As vezes pela ressaca do sábado, as vezes pela preguiça antecipada da segunda. As vezes pela quantidade de coisas pra fazer, as vezes pelo vazio. As vezes pela companhia, as vezes pela falta dela. Mas domingo sempre é um dia que me faz pensar. Acho que o clima de domingo é meio que um pouco do clima de fim de ano, só que acontece toda semana. É meio que um balanço, um saldão. As vezes da semana, as vezes da vida inteira.

Tem domingo que eu acordo já pensando em dormir de novo, tem domingo que eu acordo querendo que ele tenha 48 horas. Tem domingos produtivos, e outros que são um zero a esquerda. Temos domingos e domingos nessa vida, né? Esse domingo que passou foi um domingo feliz, por sinal. E percebi que meu saldo de domingos anda até positivo. Talvez isso seja um reflexo dos meus dias, como um todo. Porque quando a gente para pra pensar, é em dias como o domingo que temos uma visão mais verdadeira de como estamos caminhando. Ao menos pra mim é assim que parece.

Dias de trabalho são corridos, agência, academia, feira, casa, cozinha e ainda arrumar tempo pra viver. Sábado sempre tem alguma coisa pra fazer, gente pra ver, lugares pra sair. Domingo é o seu reflexo sem maquiagem no espelho, nu e cru. É quando eu tenho mais tempo pra pensar, perguntar, responder. É quando eu vou dormir pensando e embarco num sono que as vezes nem me deixa descansar, de tanta coisa que se passa na minha cabeça. E, de tanto pensar, constatei que domingos, na verdade, são dias preciosos.

Não importa em que dia da semana caia o seu domingo, o mais importante é ter um dia assim. Onde pode acontecer tudo, inclusive nada, sabe? Que você possa tirar pra pensar, fazer contas e passar a régua. Um dia que seja só seu, mesmo que você passe com amigos, amor, família, com quem for. Um dia onde você possa tirar seu extrato e conferir pra ver como anda o balanço das coisas. Porque só assim vamos ver onde podemos melhorar, pra que lado devemos equilibrar. E não precisa esperar o fim do ano pra fazer as contas, né?

Então um viva para a domingoterapia! E que cada dia de amanhã seja melhor que o de ontem.


e hoje, como foi o seu dia?


Tem dias que nada de mais acontece. Tem dias que tudo acontece ao mesmo tempo. Tem dias que a gente quer esquecer, outros a gente quer lembrar sempre. Tem dias que demoram a passar, outros que passam voando. Tem dias bons e dias ruins. Mas, todo dia, alguma coisa acontece. Todo dia alguma coisa muda. Todo dia. E hoje, como foi o seu dia?

As vezes eu pergunto isso pra mim mesma, mas (confesso) nem sempre sou sincera na resposta. As vezes otimista demais, as vezes muito dramática. Mas refletir como foi o nosso dia faz a gente começar a pesar melhor as coisas na balança da vida. Ver onde estamos depositando mais energia e se está valendo a pena. Ver se os nossos esforços estão sendo recompensados, se estamos cumprindo nossos objetivos ou, ao menos, nos aproximando mais deles. Todo dia pode ser decisivo. E hoje, como foi o seu dia?

Morar sozinha tem dessas coisas, de nem sempre ter a quem contar como foi o dia. As vezes é bom falar das coisas aleatórias que aconteceram, como o café queimado da padaria, a topada na esquina ou a chuva na volta pra casa. Isso faz pequenas coisas parecerem mais importantes e nosso dia mais preenchido. Porque tem coisas que a gente só para pra pensar que aconteceu quando alguém pergunta, né?

E essa pergunta é quase uma prova de amor. Quando alguém pergunta do seu dia é porque se importa com você, né? Ou ao menos deveria ser por isso. Então quando alguém perguntar, não se limite a um “foi bom, e o seu?”. Nenhum dia pode ser totalmente bom ou totalmente ruim. Se você parar pra pensar, terá mais alguma coisa pra contar. Nem que seja só sobre seu almoço ou sobre alguém que você conversou na fila do banco. E mesmo que você queira só responder um “foi bom”, pare pra pensar em como foi e responda nem que seja pra você mesmo. Porque, mais do que ninguém, você merece saber como foi o seu dia.

Então vamos fazer assim, vamos refletir um pouco em como foi o nosso dia. E também vamos perguntar para as pessoas queridas como foi o dia delas. Assim vamos mostrar que nos importamos com elas, e também fazer o favor de deixá-las refletindo sobre o que aconteceu entre acordar e dormir. Porque não tem nada pior do que um dia que passa depois do outro e a gente nem se dá conta. Dias vazios não param em pé, já dizia o ditado. Então vamos preencher mais nossos dias, nem que seja parando pra pensar em como eles estão passando.

E hoje, como foi o seu dia?


sobre relógios internos e aquele tempo só nosso


O tempo é relativo, já dizia Einstein. Mas quando o grande gênio ditou nisso, acho que ele não estava pensando no nosso relógio interno. Sim sim, esse que bate bem aqui no meio do peito, sabe. Esse relógio que tem um tempo só dele. Só nosso.

Ontem eu li uma frase de um amigo que também bota pra fora essas verdades, Ciro Viegas.

hora de amarE esse pensamento me lembrou de uma coisa que eu escrevi há quase dois anos atrás, que também falava desse tempo.ate o ultimo

E tudo isso me deixou pensando sobre esse tal tempo. Quantas vezes nós desistimos por pensar que “é tarde demais”. Ou, pior, abrimos mão por pensar que “é muito cedo”. Que tempo é esse que pauta nossas decisões? Não é o mesmo tempo dos relógio e despertadores. É o tempo que bate conforme a música do nosso coração, e cada um tem o seu ritmo próprio.

É o tempo que vira remédio, quando sabemos que só vai curar quando ele passar. É o tempo que transforma ausência em saudade. É o mesmo tempo que para quando trocamos aquele olhar. Porque nem só de passar vive esse tempo. Ele também é um tempo que congela, que para e que podemos até emoldurar.

O tempo é esse que algumas vezes apenas assistimos, e que em outros tempos vivemos. É aquele suspiro de saudade dos bons tempos que não voltam mais, mesmo quando sabemos que bons tempos também estão por vir. É aquele cheiro, aquele gosto, aquele som que ficou no tempo e virou memória. Inesquecível.

E quando eu parei pra pensar sobre esse tempo, vi que ele tem mais perguntas e respostas do que eu posso pensar. E, no final das contas, a única conclusão que eu consegui chegar é que o nosso tempo, o mais importante, é o agora. Esse minuto. Esse compasso. Porque o tempo que já passou é a certeza que nós temos. O que ainda está por vir são as dúvidas intermináveis. E o agora, querido relógio, é o tempo que merece meu coração inteiro.



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