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eu não tinha vontade de conhecer nova iorque


É verdade. Eu não tinha mínima vontade de conhecer Nova Iorque. Talvez porque eu tenho uma enorme lista de cidades que eu gostaria de visitar, antes de ir para lá. Várias da Europa, América Latina, Ásia, tudo antes de ir para os Estados Unidos. Talvez porque eu não tenha a cultura do consumo, não gosto de marcas famosas ou de sair por aí fazendo compras mesmo que tudo seja muito barato. Talvez porque eu seja do tipo que prefere o casas de pedra e madeira a prédios altos e avenidas largas. Eu não tinha vontade de conhecer Nova Iorque. Simples assim.

Mas então Malu, minha irmã, faz a tradicional viagem de 15 anos e adivinhem só quem estava no roteiro, logo como primeira cidade. Claro, New York City. Então ela andou solta pela 5ª Avenida e passeou livre pelo Central Park. Bastaram 3 dias da sua viagem para essa cidade se eternizar na sua cabeça. Depois disso ela foi para Miami e Orlando, e quando a gente pergunta: E aí, Malu, como foi na Disney? Ela responde: Nova Iorque é um máximo! Tanto que o presente que ela me trouxe foi de lá (apesar da minha insistência em dizer “gaste o dinheiro do meu presente com alguma coisa legal pra você”, ela me trouxe essa linda luva de cozinha, que eu amei :D

eu não queria conhecer Nova Iorque

Aí quase no mesmo período, meu pai e meu irmão também viajam de férias. Um doce para quem adivinhar onde eles passaram uma semana inteira. Pois é, NYC again. E hoje, falando com eles no Skype, dava pra sentir a energia e a alegria deles ao falar dessa cidade. As ruas, os museus, as pessoas, as lojas, as Starbucks, o rio, os livros, as comidas, tudo. Eles estavam encantados com tudo e mais um pouco. E olhe que de viagem eles entendem, já que há pouco tempo atrás eles passaram um mês rodando a Europa, e eu tenho que dizer que eu não lembro de ter ouvido relatos tão empolgados de outra cidade no mundo.

eu não queria conhecer nova iorqueeu não queria conhecer nova iorqueeu não queria conhecer nova iorqueeu não queria conhecer nova iorqueeu não queria conhecer nova iorqueeu não queria conhecer nova iorqueEssas são só algumas fotos da viagem, que eu roubei do Facebook de Fabinho. O que eu vou dizer pode até parecer besteira, mas mesmo que eu já tenha visto dezenas de fotos assim de NYC, quando eu vi as do meu irmão eu pensei: poxa, esse lugar parece tão legal. Sim, é a mesma paisagem. Sim, são os mesmos ângulos. Sim, é a mesma cidade. Mas eu me senti mais interessada só pelo fato das fotos serem de Fabinho. Sou doida? Pode até ser, mas acho que me achavam mais doida quando eu dizia que eu não queria conhecer Nova Iorque :)

Agora eu já considero incluir essa cidade gigante no roteiro que alguma viagem no futuro. Acho que Nova Iorque tem um pouco de São Paulo, ou vice versa. É o tipo de cidade que eu não gosto, mas que é muito legal. É uma cidade onde eu não moraria, mas passaria bem uns dias de férias. É uma cidade que tem tudo pra ser feia, mais é linda, porque é uma cidade internacional. Onde se falam várias línguas, onde se tem acesso a cultura, filmes, livros, museus, espetáculos. Onde, mesmo no meio da selva de pedra, dá pra encontrar um parque e relaxar. Onde se come de tudo, se vê de tudo, se ouve de tudo e se vive de tudo. Então, se é um lugar que tem tudo, deve ter alguma coisa que eu vá gostar :)

E foi então que eu percebi que eu não queria conhecer Nova Iorque porque eu não sabia que podia ser tão interessante.


a câmera escura de abelardo morell – um pouco de história, arte e fotografia


cameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuracameraescuraEm 2009 eu estive com Paolo em Buenos Aires, e quando nós visitamos o Museo de Bellas Artes tivemos o prazer de conhecer o trabalho de Abelardo Morell e o seu projeto Câmera Obscura. A visita a este museu foi bem inusitada, porque a gente nem ia entrar, mas tínhamos passado a tarde brincando de tirar fotos na Recoleta, onde tem o famoso monumento A Flor, e como é pertinho de lá resolvemos dar uma passada.

Lá nós encontramos o lugar vazio e protegido por um segurança. Ele viu que eu e Paolo paramos para analisar bem as obras do Abelardo Morell e ficamos comentando sobre o trabalho. Então o segurança não teve dúvidas e veio puxar papo com a gente, o que não é muito comum dos argentinos, diga-se de passagem. Achamos muito interessante porque ele tinha uma interpretação muito curiosa de cada uma das fotografias, além de ter uma boa bagagem de conhecimento em artes e afins. A conversa terminou prolongando o nosso tempo no museu e deixou a visita ainda mais legal. Infelizmente eu não guardei o nome do segurança, mas fiquei impressionada com a sua cultura. Fiquei pensando: mas ele passa o dia inteiro aqui né, só tem isso pra ver mesmo. Mas não era só isso. Ele tinha interesse e gostava de arte, além de ser um crítico bem afiado. Adoramos.

Pra quem não sabe, a câmera escura foi o princípio da fotografia, apesar de Aristóteles já ter feito registro da sua utilização para observação astronômica na antiguidade. Vou deixar a definição da câmera escura para Leonardo Da Vinci, que registrou seu conceito no Codex Atlanticus, na Biblioteca Ambrosiana.

“Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância desse orifício, vêem-se no papel, os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias.” – Leonardo Da Vinci

E é exatamente isso. Para ter uma câmera escura para chamar de sua basta ter uma caixa ou lata ou qualquer outra coisa que você possa vedar completamente, fazer um furinho e, no lado oposto, colocar um papel fotográfico. Então é só abrir o buraquinho para a entrada de luz, que vai marcar os objetos, para que o papel fotográfico seja marcado com a imagem que vai entrar. A imagem projetada sempre vai estar de cabeça para baixo, o que não é muito notável quando temos só um papel, afinal, é só virar ele e pronto.

Mas aí vem Abelardo Morell, um fotógrafo e artista cubano, e ao invés de criar uma câmera escura com uma caixa ou uma lata, cria com ambientes inteiros. Incrível, hein? Ele simplesmente veda toda e qualquer entrada de luz num ambiente, faz um pequeno furo numa das janelas e deixa a imagem entrar. Então ele centraliza a câmera de grande formato no meio da imagem e espera. A primeira fotografia dele foi feita no quarto dele em 1991, e a câmera precisou de quase 1oh de exposição para registrar a imagem. Que trabalho, hein?

Depois ele saiu da casa dele e começou a levar os seus “ambientes escuros” para outros lugares do mundo, e registrou estrategicamente lugares com vistas para lugares históricos e lindas paisagens. E assim ele consegue criar essas imagens impressionantes. Lindo demais.

Na exposição que nós fomos dele tinha, além das fotografias, uma área de interação, onde você podia entrar na câmera escura e ser visto de cabeça para baixo através de um jogo de espelhos. Muito legal e divertido :) Hoje ele usa a tecnologia digital para captura das imagens, o que permite que ele precise de menos tempo de exposição e tenha um resultado melhor. Ele também tem fotos coloridas e as vezes usa um prisma de espelho para rebater a imagem de forma que ela não fique de cabeça para baixo. Mas as preto e brancas antigas e invertidas são as minhas preferidas :)

O trabalho dele é antigo e essas fotos também. Mas como encontrei o link para o site dele esses dias, achei que super valia um post. Eu vi que a exposição dele chamada de “Visão Revelada” já esteve em vários museus pelo mundo, inclusive no MAM de São Paulo. Então se um dia tiverem a oportunidade de ver de perto o trabalho dele, eu super indico. :)

Que tal essa pitada de arte, história e fotografia em plena quarta-feira? :)


um coração na toscana


Faz tempo que eu não falo da Toscana, né? :) Mas quando eu estou nesses momentos de correria, trabalhando 12 horas por dia sem parar, sem tempo pra cozinhar, malhar, nem nada, eu penso na Toscana. Penso em como quero conhecer esse lugar pessoalmente e na casa que eu vou ter lá quando me aposentar.

Então depois de enviar uns e-mails de trabalho antes das 7h da manhã, eu me deparei com um blog chamado Un Coer uen Provence. Calma gente, eu sei que Provence é França, e Toscana é Itália, mas o blog traz imagens tão lindas que foi impossível não pensar na minha casa na Toscana :)

Pelo que eu entendi lendo rapidamente o perfil da Laeriss é que ela nasceu em Provence e mantém esse blog com referências de decoração dessa região que ela ama. Legal, né? Hoje tem a revista de decoração e-Mag Deco, junto com o marido, e também tem umas fotos lindas lá, vale dar uma olhada.

Então é isso, o post de hoje é só uma inspiração (bem profunda, pra ajudar a relaxar) do que me parece ser um lugar tão acolhedor. Esse clima do velho mundo, romântico, medieval, rústico. Tudo parece tão lindo. Mesas do lado de fora, jardins bem cuidados e floridos, cestas de flores. Até as casas de pedra, que podiam ser frias e feias, são aconchegantes, acolhedoras.

Eu já disse isso por aqui, mas quando eu olho fotos assim eu sinto saudade de um tempo que eu não vivi. Ao menos não que eu me lembre, porque tenho a maior impressão de que já vive por aí em outras épocas :P Ao ler livros que tratam de temas medievais na Europa eu me sinto em casa. Estranho, né? Mas é verdade.

Então o que eu desejo para vocês nessa quarta-feira é um lugar acolhedor, aconchegante e saudoso, mesmo que vocês nunca tenham ido até lá :)

Bom dia.


mapas na decoração


mapas na decoraçãomapas na decoraçãodecoração com mapasmapas na decoraçãoEu acho que usar mapas na decoração é uma coisa super antiga, né? Eu lembro da antiga casa de veraneio do meu pai, com alguns mapas amarelados na parede. Lembro de filmes americanos antigos que passavam na sessão da tarde, onde aquelas casas de madeira e os trailers tinham mapas na decoração. Se não mapas, ao menos um globo terrestre giratório tinham. As escolas, as faculdades, todos os lugares tinham alguns mapas expostos. Curioso, né?

Eu nunca tinha parado pra pensar nisso até começar a ver alguns posts de decoração usando mapas. Tradicionais ou ilustrados, os mapas estão pelas paredes, almofadas e outros acessórios de decoração. Quando eu vi as almofadas no Design Mom eu pensei: é a cara da @aretakis e do raphanomundo. Aí quando vi no The Stir uma galeria com vários mapas usados de diferentes formas na decoração e depois mais umas referências legais no blog da Martha Stewart eu pensei, vale um post :)

Acho que os mapas na decoração ficam ainda mais legais quando eles tem história. Pegar um desses mapas que a gente usa nas viagens, que a gente dobra, desdobra, amassa, dobra, estica e puxa, e depois transformar num quadro, num detalhe ou até colocar um pedaço especial dele num porta-retrato. Então fica a dica, pegar um mapa que tenha significado pra você (onde você passou a lua de mel?) e transformar num quadrinho cheio de história pra decorar sua casa.

Eu adorei :)



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