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the line, feijoada e chorinho


the linethe linethe linethe linethe linethe linethe linethe linethe lineDepois de dar uma volta lá pela feira de antiguidades da Praça XV, a sede estava grande e tudo que as nossas humildes gargantinhas pediam era uma boa e gelada cerveja. E foi quando os cariocas nos levaram para esse lugar escondidinho, delicioso, super agradável e com um preço honesto. Ele não é um lugar muito turístico, sabe? É perdido numa viela lá do Centro chamada Arco do Teles, e parece ser frequentado só por quem já conhece o caminho das pedras.

E lá tem no The Line, uma feijoada deliciosa e super bem servida. O buffet livre não passa dos vinte e três dinheirinhos e é suuuper gostoso. Daqueles que o caroço do feijão é separado das carnes pra você montar do seu jeito, sabe? Com aquela couve mineira suculentíssima, macaxeira frita, linguiça e tudo mais que você quiser pra montar um digno almoço de sábado, domingo e feriado. O caldinho é cortesia da casa, você se serve e ainda tempera com bacon, alho torrado e salsinha a gosto. Cerveja Original gelada e uma batida de limão pra limpar a garganta que também é cortesia.

Lá pro meio da tarde começa um chorinho de responsa na rua, com essa sorridente moça cantando alegremente, esses rapazes tocando maravilhosamente e assim corre uma tarde que, penso eu, não tinha como ser melhor. Então se querem aproveitar uma tarde tranquila, gostosa e agradável no Rio de Janeiro, fugindo do foco da turistada, o The Line é a pedida. Anotado? :)


feira de antiguidades da praça XV


feira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvfeira de antiguidades da praca xvDesde pequena eu adoro uma feira. Sério. Desde muito novinha eu viajava com papai e a diversão, no final das contas, era sempre uma feirinha. Seja de artesanato, de atiguidades, de bugingangas. Não importa o tipo ou qualidade, eu gosto mesmo é do clima de feirinha. Aquelas barracas, aquela variedade de coisas que vão das mais legais até as mais feias e malacabadas. Aquela pechincha, a dúvida se compra ou se não compra, o arrependimento por ter comprado demais ou por não ter aproveitado e comprado aquela outra coisa. Enfim, esse “ar” de feira é o que eu adoro.

E quando nós encontramos nossos amigos cariocas mais queridos, Rafa e Cami (sim, do naminhapanela) e Carol (irmã de Cami), eles nos levaram lá na Feira de Antiguidades da Praça XV e a gente nem esperava passar por lá. Foi uma grata surpresa. Eu ouvi dizer que muitos consideram a maior feira de antiguidades da América Latina, o que me levou a pensar que ela devia ser em Pernambuco hahaha :P Mas a feira é ótima, enorme e cheia de coisas lindas e curiosas. Ela fica no centro e, adivinhem, na Praça XV :P

Lá tem o coroa que todo mês (ou toda semana, se deixar) consegue uns bons trocados de Rafa por conta da sua mania compulsiva com câmeras fotográficas. E sim, Manoel também comprou uma analógica e agora entrou pro clubinho. :P Lá também tem cada coisa linda de decoração, gente… Eu queria levar todas as luminárias, sério. Lá em cima, na terceira foto, tem uma vermelha grandona que se eu deixei ela lá, é porque ela ficou com o meu coração junto. Discos de vinil, selos, militaria, roupas, acessórios de todos os tipos. E tem umas coisas engraçadas. Fotografias antigas. Ok. De qualquer pessoa. Tipo, você vai lá e sai comprando fotos antigas de pessoas aleatórias. Tem também uma banca inteira só de instrumentos cirúrgicos e médicos devidamente usados. Eca. Roupas velhas, sapatos com um pé só, pênis decorativos (Oi? Sim, eu poupei vocês da foto.) E tem milhares de coisas decorativas, cenográficas, encantadoras. Eu adorei.

Nas fotos eu não consegui traduzir nem 10% da feira, então pra conhecer, tem que ir. Ela é enorme e tem a parte que é mais lixo mesmo. Gente que cata coisas no meio da rua e estende num pano lá pra vender. Tem até garrafa de bebia vazia sendo vendida. Sim, tem que fazer um filtro, né? Mas, no final das contas, super vale a pena. Tem do luxo ao lixo numa área grande que vale a andada, mesmo no calor do verão carioca. :)


boteco belmonte e cervejaria devassa


Boteco Belmonteboteco belmonteboteco belmonteboteco belmonteboteco belmonteboteco belmonteboteco belmonteCervejaria DevassadevassadevassadevassadevassaNa tentativa de definir a nossa ida ao Rio, eu diria que foi mais etílica do que turística, se é que vocês me entendem. Manoel não estava afim de ir pra nenhum desses lugares turísticos, ver nada turístico. O que por um lado foi bom, já que estávamos por lá na semana entre Natal e ano novo, ou seja, a semana mais lotada do ano inteiro, penso eu. Então hospedados em Botafogo e com a dura tarefa de conhecer bares legais, ficamos muito no eixo Botafogo, Ipanema, Copacabana e arredores. E como nesses tais arredores o que não falta é um bom boteco, a gente estava bem servido.

Vou pedir desculpas pelas fotos mal tiradas, mas a verdade é que, entre um chopp e outro, eu mal me lembrava de tirar fotos. Mas deu pra registrar um pouco dos bares que a gente mais frequentou em 5 dias de solo carioca: Boteco Belmonte e Cervejaria Devassa. Sem contar com o Boteco Colarinho, que nós fomos TODOS OS DIAS (sem brincadeira) e terminamos sempre deixando a foto pra depois e puft. Ficamos sem foto do nosso boteco preferido de lá, pertinho de casa, com uma super carta de cervejas e chopps diferentes e bacanas. Mas fica como missão para a próxima ida, né? Ah, também terminei sem fotos do Botequim Informal, que demoramos horrores para achar. Ele está mudando de nome para Garrafeiro Informal e passou por uma reforma agora, aí muita gente não sabe dizer onde fica. Mas tem uma boa carta de cervejas também, e o caldinho de lá é uma ótima pedida.

Então aqui estão duas indicações bem básicas e clichês pra quem vai ao Rio, mas que mereciam a minha homenagem. O Boteco Belmonte e o seu inigualável pastel de camarão com catupiry. Sério, não tem igual. Todo bar no Rio se você perguntar qual é o petisco da casa, sempre é o tal de pastel de camarão com catupiry. Eu comi vários todos os dias, mas nenhum é nem perto do pastel do Belmonte. Anota aí. Aí se quiser dar uma variada, se joga na empada aberta que também é sensacional.

A Cervejaria Devassa também é outro lugar bem bacana. Ambiente legal, o cardápio mais lindo que eu já vi na vida, chopp de todas as Devassas (chopp da Índia é amor, tá?) e uma comidinha bem boa. Pedimos uma costelinha com onion rings que tava bem honesta, mas as vedetes são as cervejas sem dúvidas. Ah, outro dia também pedimos um “fish maria”, que nada mais é do que iscas de frango bem gostosas, também são uma ótima pedida e uma boa opção pra fugir dos pastéis de camarão com catupiry hahaha :P

Tanto o Belmonte quanto a Devassa tem em vários lugares diferentes da cidade, principalmente nesse eixo da zona sul que eu falei. É bom que dá pra ir e vir de metrô, ônibus e até a pé se a disposição estiver em alta. E sim, vale ir nos dois no mesmo dia, e se tiver metade do pique meu e de Manoel pra barzinho, você ainda consegue conhecer mais alguns. :)

Ficam as indicações para quem vai ao Rio: Boteco Belmonte, Cervejaria Devassa, Garrafeiro Informal e Boteco Colarinho. :)


sobre ir contra, ou além, do esperado


Quando a gente passa por um momento de mudança na nossa vida, ele vira também um momento de reflexão e balanço, né? E se tudo isso for na virada do ano então, aí é que a gente começa a pensar, filosofar, colocar coisas na balança. As vezes esses pensamentos não duram nem até o carnaval, quanto mais virarem de fato resoluções para a nossa vida. Mas refletir sempre vale a pena.

Ontem quando eu vi o IdeaFixa compartilhando uma foto no Facebook e dizendo que essa seria a coisa mais linda que eu veria durante o dia, ao clicar eu tive que concordar. Era essa sequência de fotos que eu curti, compartilhei, enviei por e-mail, mandei para amigos e tudo.into the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildinto the wildOlhando assim parece um lindo ensaio de uma garotinha européia com bichos selvagens treinados ou algo assim, né. Mas na verdade essa menina linda é a Tippi Degré, filha de um casal de fotógrafos franceses. Ela nasceu e cresceu na África, e não era uma turista de passagem. Os pais dela escolheram essa infância pra ela. Na natureza, com os animais, entre as coisas selvagens, cruas e verdadeiras. Na cultura local de onde ela nasceu.

Sim, essas fotos não são só bonitas. São verdadeiras, intensas e, porque não, intrigantes. Eu não estou aqui para dizer o que é certo ou errado. Mas pra pensar que, poxa, tem gente que faz diferente e isso pode ser lindo. Sinceramente, eu me emocionei com as fotos e sim, tive uma pitada de inveja dessa menininha. Como disse minha amiga Lu Aires, a gente já tem todo o sistema certinho na cabeça, mas tem tanta gente que vive fora dele.

E foi quando eu parei pra pensar e refletir sobre isso. A gente quer tanta coisa mas termina acomodado fazendo o “certo” que é estudar, se formar, trabalhar, ganhar dinheiro, casar, ter filhos. Muitas vezes somos felizes assim. Fazemos o que gostamos, convivemos com pessoas que gostamos. Mas talvez seja uma acomodação que nós gostamos. Se a gente parar pra pensar, acho que sempre queremos viajar mais, fotografar mais, comer mais, andar mais, se exercitar mais, cantar mais, sair mais, dançar mais. Sempre tem alguma coisa a mais que a gente gostaria de fazer e termina passando batido na nossa rotina de acordar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, dormir. E a gente se conforma com pequenas fatias de prazer que cabem num happy hour, num sábado ou numa viagem de férias de uns dez dias para um ano inteiro de trabalho.

E toda essa reflexão casou muito bem com um vídeo que meu amigo e chefe Maurício compartilhou, que questiona “e se o dinheiro não existisse”. E vai muito pelo lado de fazer mais o que se gosta e o que dá prazer.

Juntando essas duas reflexões, eu pensei que as vezes pra fazer o que realmente gostamos e queremos, a gente precisa sair um pouco desse sistema que estamos acostumados. Que herdamos de pai e mãe, e do vizinho, e das pessoas ao nosso redor. Porque tem gente indo contra e fazendo além. E sendo muito feliz.

Eu sei que eu vou terminar de escrever esse texto e voltar para a minha rotina diária. Mas com um pequeno espinho na minha cadeira que vai ficar me incomodando e me fazendo pensar “o que eu poderia fazer para ir além e ser mais feliz?”. E eu espero que essa reflexão ajude vocês a buscar a felicidade e, quem sabe, perder o medo de fazer diferente.

Bom fim de semana, gente. :)



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