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mexido de forno


mexido de fornoO mexido de forno foi uma receita de ouvido. Um dia lá em Juiz de Fora a minha tia São comentou que toda vez que alguém vai na casa dela sem avisar, e não dá tempo dela preparar um lanchinho, ela faz o tal mexidão de forno. Eu não sei se pra todo mundo mexido é a mesma coisa, mas papai sempre usou esse termo pra dizer que ia comer uma mistura do que tinha na geladeira com um ovo mexido pra misturar. Arroz, carne, linguiça, qualquer coisa. Mistura tudo, estrala um ovo e pronto. Tá preparada uma refeição deliciosa, não tem como negar.

Aí minha tia disse que o mexido de forno era simples, que ela forrava uma assadeira com pão de forma, batia na mão uns ovos com um pouco de leite e regava por cima dos pães. Aí era só fazer uma camada de presunto, outra de queijo e pronto. Colocar no forno. Eu ouvi isso há anos atrás, e volta e meia me lembrava disso. Mas, até esses dias, eu nunca tinha feito. E não é que o tal do mexido de forno fica uma delícia mesmo? E, sinceramente, dá pra comer no café-da-manhã, no lanche, o almoço e, se não tiver de dieta, até no jantar. :)

Eu só “incrementei” a receita com um pouco de pimenta do reino e orégano. E o queijo que eu usei foi o mussarela e um pedaço de quejo do reino que tinha na geladeira. Aí pra misturar os dois eu ralei no ralo grosso e pronto. Coloquei por cima de tudo e deixei no forno por uns 20 minutos em fogo baixo, pra ir cozinhando o ovo e assando tudo igualmente. Fica lindo, né? Dá pra fazer a frente para a visita que aparece sem avisar hahaha :)


um apartamento de texturas


casa sohocasa sohocasa sohocasa sohocasa sohocasa sohocasa sohoQuando eu vi essa casa lá no Head Over Heels eu só consegui pensar: que casa cheia de texturas. Algumas lindas, algumas nem tanto. Algumas seriam lindas sozinhas, outras só seriam lindas nesse contexto. Outras, perdão, mas não são lindas mesmo. Mas acho que, como um todo, a casa funciona tão bem. No final das contas tudo conversa e fica bonito.

A cozinha foi o que mais me encantou. Qualquer coisa que envolva quadriculado de preto e branco na cozinha é capaz de ganhar o meu coração. <3 E também adorei todas as outras texturas. Da pia, da mesa, das cadeiras, do chão. Eu ficaria com essa cozinha pra mim. :) Ao contrário da sala, que realmente não faz o meu estilo. Admiro os lugares que esbanjam muita arte nas paredes, com quadros grandes e tudo mais. Abusando da textura artística. Na minha opinião, a textura mais bonita da sala é a que é vista através da janela.

E aí que, no meio do caminho, uma porta traz uma textura que eu nunca tinha visto assim. Um portal todo trabalhado com relevos e detalhes que parece uma madeira talhada. Achei bem elegante. Ainda mais sendo logo no pé de uma escada. Tem coisa mais elegante que uma escada assim no meio da sala, com esse corrimão em madeira. Achei phyno. E o banheiro, gente? Como não querer ficar nessa banheira com água quente, uns incensos e um bom livro. Ficaria até ficar toda enrrugada. :P

E as texturas que aparecem no quarto não são menos elegantes. O espelho da cama todo trabalhado, o tapete que compõe com os quadros grandes na parede. Até o tecido que cobre a cama é de uma textura linda. Acho que esse é um quarto que eu descreveria como um quarto de princesa. Elegante, fino, chic. Enfim, acho que é uma boa inspiração pra nossa semana. Pode não ser leve, pode não ser lindo pra todo mundo. Mas é, sem dúvidas, uma inspiração. :)


um leve apartamento em paris


apartamento parisapartamento parisapartamento parisapartamento parisapartamento parisapartamento parisLeveza eu acho que define a decoração desse apartamento em Paris. O branco, os detalhes delicados, até as peças mais rústicas parecem delicadas aí nesse contexto. Um apartamento iluminado, pé direito alto, sem muita coisa, amplo. Tudo parece meio que flutuar aí, né?

O tapete nesse tom mais pastel, com os móveis de pés finos e essas bolas de papel penduradas no canto. Tudo combina tanto, né? Os quadros com mais branco do que imagem, as paredes claras, as flores. Tudo me remete a leveza.

Quando eu vi esse apartamento no Dust Jacket, eu me encantei. Nem é muito o meu estilo de decoração exatamente, mas eu consegui achar um pouco de mim aí. É como se nele tivesse espaço para a delicadeza, para o rústico, para a leveza. Achei todo lindo e sim, moraria fácil aí. ;)

E o que eu desejo para ao final de semana é isso. Dias leves, claros e lindos.


70 anos de casados e uma super família


Se setenta anos de vida já é muita coisa, imaginem setenta anos de casados. Todos os dias sob o mesmo teto, na mesma cama. Dividindo os mesmos problemas, as mesmas alegrias, as mesmas dúvidas sobre a vida. Descobrindo um ao outro a cada dia que se passa, descobrindo juntos a vida, as pessoas, os oito filhos. Setenta anos de grandes mudanças, de crescimento, de amadurecimento e de muito, muito amor.

Há quem pense que 70 anos juntos é algo de quem casou numa época em que não era permitido se separar, ou que são 70 anos juntos por costume, porque sempre foi assim. Mas quem vê o casal Miranda se olhar, se preocupar um com o outro, se amar todos os dias, se surpreende. É o ciúme que minha avó tem do meu avô até hoje, é o cuidado dele com ela, é a preocupação dela com ele, é o carinho dele com ela. Não são apenas sete décadas de casados. São sete décadas de amor, de uma vida um para o outro. E isso, meus amigos, é coisa rara de se ver.

Vivi muitas férias e muitas festas na casa dos meus avós, em Juiz de Fora, e é de lá que eu tenho muito do meu conceito de família. Porque eu só fiz parte de 26, desses 70 anos de história, mas que, no final das contas, é a minha vida inteira vendo todo mundo se reunir na cozinha e na garagem da vó. Vendo meu vô voltar da pescaria com alguns muitos lambaris pra fritar. Vendo minha avó andar de um lado para o outro preocupada com quem já almoçou e quem ainda vai comer. Vendo meu avô fazer pão em formato de rosca e minha vó colocar em formato de jacaré para divertir os netos. Comendo a melhor palha italiana da história. Jogando baralho, empinando pipa, andando de patins, brincando de pega-pega, esconte-esconde, jogando iô-iô e fazendo tudo que uma criança precisa pra crescer feliz.

Aí o tempo vai passando e você vai entrando na turma que fica na garagem tomando uma cerveja enquanto vê a geração dos bisnetos brincarem, correrem e pularem exatamente como a gente fazia. E vê que, por tantas gerações que se passaram em alguns anos, a vô e o vô estavam sempre lá. Se preocupando com todo mundo, conversando, bebendo, jogando. Quem nunca tomou a cachaça com mel e limão do meu avô não sabe o que é remédio pra gripe. Que nunca comeu a cocada da vó não sabe o que é sobremesa. Porque mais do que estar na casa da vó, a gente estava com a vó, com o vô, e eles estão sempre com a gente. E é isso que faz essa família tão unida e tão bonita. A presença animada e feliz desse casal que a cada dia desses 70 anos de união aprendeu e ensinou uma lição sobre vida, amor, relacionamento e tudo junto.

Porque não interessa se eu moro em Recife, se meus primos estão espalhados em Juiz de Fora, Barbacena, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia. Porque não interessa se a gente passa tempos sem se ver até a próxima reunião de família. Porque não importa o tempo que a gente passe sem se falar. Uma coisa que eu aprendi com esse casal fantástico que são os meus avós, é que o sentimento de família está dentro da gente, e que nenhuma distância nem tempo é capaz de tirar. Então a gente vai, se reúne, bebe, brinca, discute, dá risada, como se a gente tivesse se visto ontem, e antes de ontem, e antes de antes de ontem, e fosse se ver amanhã de novo. E não tem foto, nem carta e nem os poemas que meu avô escreve até hoje que possam definir esse sentimento.

É um amor sem limites. Que dói quando é saudade, que sorri quando está junto, que chora quando é despedida e gargalha quando é encontro. É um amor que se alegra mesmo quando a felicidade não é nossa. Que se entristece mesmo na tristeza do outro. É um amor que se estica pelo Brasil. Que passa de mão em mão pelos 8 filhos, 23 netos, 14 bisnetos e 3 tataranetos. Que passa pelo tempo e que há 70 anos está sendo alimentado por essa família que eu tenho um enorme prazer de chamar de minha. Minha família Miranda.

Parabéns Vô Pedro e Vó Maria, pelas Bodas de Vinho, pelos 70 anos de casado, mas, principalmente, parabéns por serem o esteio dessa família tão incrível. Obrigada por me fazer Miranda. Por me fazer parte dessa história.

Isso é amor de verdade.



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