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risoto ao vinho tinto


Eu confesso que sempre que vou ao mercado, dou uma checada no preço do arroz arbório, mas sempre acho caro. É, pirangagem mesmo. Mas quando eu vi esse, originalmente italiano, numa boa promô, eu tive que comprar. Ele é fechado à vacuo e é uma delícia :)

Fiz a receitinha básica pra qualquer risoto. Troquei a cebola ralada pelo meu tempero caseiro, e refoguei bem na manteiga. Coloquei mais ou menos uma xícara de arroz arbório pra refogar junto e logo em seguida coloquei uma boa medida de vinho tinto. coisa de 1 xícara e meia ou duas. Deixei esquentar bem, sair todo o álcool e começar a cozinhar o arroz. Então fui adicionando conchas de caldo de legumes, que deve estar fervendo em fogo baixo. A cada concha fui mexendo devagar e esperando o caldo secar, até colocar a próxima. Fui jogando meus temepros, como pimenta e noz moscada. Já no fim do cozimento do arroz (eu fico tirando uns grãos pra ir vendo a consistência), você coloca a sua mistura. Eu coloquei pedaços de tomate cereja, palmito e um pouco de mussarela, mas achei que o sabor, e até a cor, do vinho tinto combinam mais com fungui ou shitake. Será o próximo :)


embalagens que eu queria ver por aqui – café



Depois de mostrar as embalagens de bebida que eu queria ver por aqui, o escolhido foi o café. Não só porque eu sou viciada nessa coisa, ou só porque é a paixão nacional, mas principalmente porque as embalagens são as coisas mais lindas do mundo. Fico imaginando, eu lá no supermercado, fazendo compras, e encontro uma gôndola só com essas embalagens lindíssimas… Eu acho que ficaria horas só olhando, paquerando. Como numa verdadeira exposição de arte :D

E a saga das embalagens que eu queria ver por aqui continua. Sugestões de tema?

Imagens: The Dieline

Ana Terra e Anna Terra


Ontem eu terminei de ler o livro Ana Terra, que minha mãe leu durante a gravidez, e dele tirou meu nome. Eu ainda não tinha lido, o exemplar que eu tinha era muito antigo e tinha páginas faltando, mas Carol resolveu esse problema me dando de presente essa nova edição.

Minha mãe escolheu o nome, e meu pai, para ter a sua participação, colocou o segundo “n”. É por isso que eu passo a vida inteira dizendo “Anna Terra, com dois enes”, quase como um novo sobrenome. Ah, eu também passo a vida explicando que Terra não é sobrenome, é nome mesmo. E que vem do livro do Erico Verissimo, onde a Ana Terra tem um ene só.

Já sofri muito com o instinto ruim das crianças no colégio, que me chamavam de Anna Barro, Anna Lama, Anna Marte, Anna Júpiter… Então eu passei a infância detestando o meu nome. Mas depois eu comecei a perceber que as pessoas não esqueciam do meu nome, e consequentemente de mim também não. Percebi que nenhum dos apelidos que tentaram me colocar, conseguiu pegar, porque meu nome sempre foi mais forte. E aos poucos fui começando a gostar de ser diferente.

O livro Ana Terra, é parte da obra O tempo e o vento, e foi lançado como romance à parte. A história se passa entre o século XVIII e XIV, no Rio Grande do Sul. A família Terra (sim, no livro é sobrenome) vive numa estância no interior gaúcho e leva uma vida difícil. Tira o sustento da colheita, calcula a passagem do tempo observando a natureza e vive sob constantes ameaças de saque e guerra.

O livro começa com a seguinte frase “Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando”, costumava dizer Ana Terra. E eu posso garantir que venta muito nesse livro.

Ana Terra é uma mulher muito forte, guerreira mesmo. Que enfrenta muitas e grandes dificuldades e agressões, mas sobrevive a tudo. É uma mulher que trabalha pesado, desde cuidar da colheita até ser parteira e cortar os cordões umbilicais com uma tesoura de jardim. Perde tudo e recomeça a vida. Vê guerras, casamentos, morte e nascimentos. Ana Terra é uma mulher de atitude, não espera que ninguém faça por ela. Igual a Anna Terra, que vos escreve.

E depois de ler esse livro, eu gosto ainda mais do meu nome. Obrigada, mãe.

Update

Mandei o post pra minha mãe e recebi a resposta por e-mail. Primeiro, eu chorei. Depois eu pensei que tinha que postar. Por fim, postei.

“Tudo verdade o que vc escreveu filha, inclusive, quando eu estava grávida (e sozinha e sofrendo muito…), as pessoas me perguntavam o sexo e eu dizia que era menina e ia se chamar Ana Terra (com um ene mesmo), os mais curiosos me perguntavam o por quê do nome e eu dizia li um livro sobre uma mulher muito forte que se chamava Ana Terra Camará… se minha filha passar a metade do sofrimento que tenho na alma ela tem que ser “no mímimo forte”, como a personagem. E assim esse nome me encantou e eu sonhava com uma mulher forte, enfrentando todas as adversidades da vida com muita raça. Assim mesmo, como eu fui e você é…

Ainda tem a variante do “Terra” ser telúrica…da terra, na melhor expressão da terra mesmo, e assim você foi adubada e nasceu esse encantamento de flor.


Com lágriams e carinho,

De nada filha

Mamis”


maleta para piquenique


Ontem, pelo twitter, a Carolina Medina me pediu dicas para um piquenique bom e lindo, e eu prontamente respondi que era fundamental uma toalha xadrez e uma cesta de vime. Mas quando eu vi essa maleta lá no CriaDesign eu pensei: ok, eu troco a cesta por essa maleta. :)

A Boxal produz essa “caixa de piquenique” com um papelão resistente, que pode ser usado mais de uma vez antes de ir para a reciclagem. Ela tem divisórias internas com espaço para uma garrafa de vinho e várias comidinhas, acho que o ideal para 2 pessoas. O kit inclui ainda quatro bandejas, talheres, copos, guardanapos e saco de lixo, tudo ao preço de US$35. Eu acho que é a versão urbana e moderna da tradicional cestinha.

E não é só a maleta que é linda. As fotos estão lindas, a produção fotográfica é linda, o site deles é lindo. É um bom gosto que não tem fim. Ainda bem :)



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