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a casa de gravatá


Gravatá é uma cidadezinha do agreste pernambucano, distante 85km da capital. A cidade é conhecida por seu clima gostoso, que é quente durante o dia e chega a fazer frio nas noites de inverno. Até no verão o vento é fresquinho à noite. Recebe muita gente no feriado da Semana Santa, quando o clima está mais frio e as pessoas desfilam com suas botas, casacos e cachecóis. É conhecida também por suas casas charmosas, em estilo de casinhas da Suiça. É onde os recifenses fogem do calor do litoral para tomar chocolate quente, comer foundue e tomar vinho. E foi onde eu passei o meu último domingo, na casa do meu sogro em Gravatá.

Uma palavrinha sobre o meu sogro. Ele é meio doido. Um cara que é geólogo, engenheiro e médico por formação é doido ou não é? Atua como médico, mas fez todo o projeto dessa casa. Todo. Nas horas vagas ele cozinhas delícias, constrói móveis, conserta qualquer coisa que tenha na sua oficina, costura, cuida das suas plantas, coleciona antiguidades e relógios. Ele é um verdadeiro miliuma utilidades. E tenho que dizer que tudo que ele faz, faz bem feito. Tem um ótimo gosto para decoração, como vão ver agora :)

Eu sou completamente apaixonada por esse baú. Eu gosto de qualquer baú, mas esse sem dúvidas é um dos mais lindos que já vi. Ah, e adoro essa lareira. Sim, foi ele que construiu a lareira, junto com meu maridão, que herdou dele esse gosto pelas manualidades. É um projeto que foi feito de olho, sem pegar grandes informações sobre como deixar uma lareira perfeita, mas é isso que ela é. Perfeita. A lenha queima, a fumaça sobe, não suja e cumpre muito bem sua missão de esquentar as noites mais frias. Estão de parabéns :)

E essa linda estante com os livros, adivinha quem foi que fez? Bingo. Meu sogrão. Não, claro que ele não só desenhou. Ele fez. Construiu. Mão na massa. Ou melhor, na madeira. E pra não deixar o marido enciumado, ele também tem esse dom de construir as coisas. Mas, pelo que eu sei, o maior trabalho dele na casa foi com esse piso do primeiro andar. Ele lixou, selou e envernizou cada pedaço desse de madeira. Tenho que dizer que o piso é lindo :)

Ahh como eu amo essa cozinha. Tão rústica, tão linda. Sou completamente apaixonada por esse fogão tipo industrial. Acho ele simplesmente perfeito. Não é? Ah! E adivinhem só de quem é a mão que está cozinhando para o almoço.. Ele mesmo. E a linda e simpática vovó Auzira também saiu na foto, afinal, ela adora uma cozinha :)

E esse forno a lenha, prontinho para receber uma pizza caseira. Claro que foi meu sogro que fez, ué. E mais uma fez Paolo estava junto ajudando e aprendendo. Pensem numa dupla pra gostar de construir coisas. Para essa churrasqueira eles pegaram um projeto pronto na internet para reproduzir sem erro, mas, ao contrário da lareira que ficou perfeita, essa churrasqueira deixa a fumaça sair… Talvez se eles tivessem feito de olho tivesse ficado melhor :P

Agora, saindo da casa, temos algumas das suas frutas. Sapoti, uva, jaboticaba, pitanga, acerola, e ainda tem mais um monte. Tem as flores, as orquídeas, a horta hidropônica (construída por quem? rá! muito bem), a horta orgânica, as árvores, as trepadeiras, e todo tipo de planta que ajuda a deixar esse ambiente ainda mais aconchegante.

Ahh essa oficina. Putz, eu adoro a oficina. Tem todo tipo de ferramenta que você imaginar, para todo tipo de trabalho, e todo tipo de químico, e todo tipo de tudo. Tem furadeira indistrial, máquina de solda, torno, e mais uma infinidade de coisas que eu não vou nem saber do que se trata.  Porque ele não faz só aqueles móveis e tal, ele faz peças com ouro, faz sabonete, conserta eletrônicos, e ainda mais tantas coisas que eu também não faço ideia. A oficina é um sonho até pra mim, que só gosto de brincar.

O post termina aqui, mas a casa ainda tem tanta coisa legal. Eu tive que dar uma selecionada grande, e tudo que eu deixava de mostrar me dava uma aperto no peito, porque é tudo tão lindo. Mas o post já ficou enorme, então quem sabe numa próxima oportunidade, né? :) Eu acho essa casa linda demais. Parabéns Amaury, meu sogro de miliuma utilidades, e meu maridão, que tá indo no mesmo caminho :P




sábado com uma pitadinha especial


Com o perdão do trocadilho do título, passei um sábado agradabilíssimo na casa da Ju, do Pitadinha, que sem dúvidas é muito especial mesmo :) Ela abriu as portas da sua casa, à beira do Rio Capibaribe, para mim, Cami do Na minha panela e Jinmi do Brebotes e foi divertidíssimo :D

Além de me fartar de comer todos os quitutes deliciosos que a Ju preparou com todo mimo possível, dei tanta risada, foi tanta história, que a gente não parou de falar e rir, falar e rir hahaha :P Eu ainda aluguei a Fernanda, filhota da Ju e do Filipe (que é tão fofo quanto a esposa), e me diverti horrores brincando com ela. Pensem numa bebê fofa, simpática e super gente boa, é a Fê :)

A casa da Ju é uma coisa maravilhosa. Com vista para as pontes do Recife, num apartamento bem antigo, enorme, de quartos enormes, de varanda enorme, de pé direito enorme, e com uma escada! Ah, como eu amo escadas <3 É ventilada, iluminada, com um piso de madeira aconchegante, é realmente o ambiente ideal para uma reunião de blogueirinhas luluzinhas hahaha :P

O cardápio foi chiquérrimo, e nós demos conta de comer quase tudo. Porque, afinal, esse era o único momento que a gente parar de falar e rir, era quando estávamos de boca cheia :P Os quitutes foram:

Muffin integral de queijo e espinafre (impressionantemente delicioso)
Sanduichinhos integrais com recheio de pasta de kani (hummm)
Brioches com mussarela fresca, tomate cereja e manjericão (delícia. eu tirava o manjericão porque sou fresca, mas tava realmente uma delícia.)
Pasta de grão de bico, ricota e hortelã (a melhor que já comi)
Belisquete de melão com presunto (pense numa mistura boa)
Creme de chocolate com café (morri)
Cupcakes de limão com pedaços de chocolate e cobertura de buttercream (<3)

Pena que a tarde passou tão rápido, mas foi bom porque ficou aquele gostinho de quero mais :) Agora, como eu já disse para as meninas, temos que marcar alguma coisa um dia inteiro, pra poder contar todas as histórias. Na verdade, nós precisaríamos de vários dias inteiros para contar a maioria das histórias, e nunca ia acabar hahaha É muita fofoca socialização de informações, como diz Ju :P Ah! E ainda teve presentinho para as convidadas, rapaz. Coisa outra fina. Posso adiantar que foi um conjuntinho de saleiro e pimenteiro lindo de viver, mas a foto dele só no próximo post :P

Meninas, amei <3

Vou terminar o post como terminou nosso sábado. Com uma noite linda, calma, iluminada e feliz :D

Update: a Ju fez um lindo post no Pitadinha sobre o nosso encontro, vejam aqui :)


algumas verdades sobre a ressaca


Um post bem com cara de segunda-feira, né? Pois bem. Tudo nessa vida tem um motivo, e a razão deste post aparecer hoje foi a minha ressaca do sábado. Na sexta-feira fui assistir o show de Los Hermanos, que foi incrível e vai render outro post, e depois fomos para a festa de aniversário dos queridos Eden e Buchecha. Segundo Paolo, teve um pequeno problema no show, que foi a cerveja de graça no camarote, mas eu defendo que foi a cerveja quente.

Cheguei em casa me sentindo ótima, super jovem porque há tempos eu não saia pra me divertir tanto, beber tanto, dançar tanto e chegar em casa com o dia amanhecendo. Mas a verdade é que eu acordei no sábado certa de que eu já não tenho mais idade pra isso.

(Um parênteses para explicar que quando falo idade, não estou dizendo dos meus 24 anos, estou dizendo idade de espírito. O meu pai mesmo, é bem mais jovem do que eu. Tenham certeza.)

Continuando, no sábado eu acordei mal. Primeiro que acordei já correndo para o banheiro, colocar a alma pra fora. E durante umas 3 ou 4 horas eu fiquei na cama, deitada, imóvel, sem conseguir dormir e só levantando para ir botar as tripas pra fora. Além disso, umas 50 facas estavam sendo enfiadas na minha cabeça ao mesmo tempo, me causando uma dor dilacerante. Eu não podia tomar remédio, porque estava com o estômago vazio, que ficava ainda mais vazio a cada ida ao banheiro. Não conseguia comer nada, apenas beber água, muita água. Uma ressaca pesadíssima, como eu nunca tive. Acho, sinceramente, que foi uma indisposição minha mesmo, ou algum problema com cerveja quente, porque o estrago foi muito grande para a quantidade que eu bebi.

Então, entre uma conversada com “raul” e outra, acordei Paolo e pedi pra ele abrir um e-mail que eu tinha enviado para ele, com algumas coisas sobre ressaca. Foi a única coisa que me veio na cabeça, e ainda bem que funcionou :P Então trago para vocês alguma verdades sobre a tal ressaca, que todo mundo que bebe já teve uma grande o suficiente para virar história. Ou post :P

No e-mail não tem o autor dessas informações, mas fazem o maior sentido :)

O que acontece com o corpo?
Conhece a história do ‘bateu, levou’? Ressaca é isso. Uma resposta do organismo a uma agressão que sofreu. Funciona assim: o corpo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia. Resultado: A gente fica fraco e sonolento. O excesso de álcool também inflama o aparelho digestivo, faz a cabeça doer, provoca náuseas, vômitos e aumenta a sensibilidade à luz. Enfim, ressaca só não dá pereba.

Por que a dor de cabeça é insuportável?

O álcool desidrata o corpo, do dedão do pé ao cérebro. Da seguinte maneira: o etanol inibe a produção do hormônio antidiurético, e a gente faz muito mais xixi. Engoliu cuspe, pronto: é hora de ir ao banheiro. Portanto, a cabeça dói porque os neurônios sentem sede, literalmente.

Por que a ressaca só aparece no dia seguinte?
Porque é durante o sono que o corpo trabalha para absorver todo aquele álcool que foi colocado para dentro. De manhã, com o serviço feito, é hora de disparar os sintomas desagradáveis.

Beber de barriga vazia é pior?
Muito pior. Ter comida na pança significa que o etanol não estará sozinho na corrida da digestão. O organismo vai dividir as energias entre as duas tarefas, e isso tornará mais lenta a entrada do álcool na corrente sanguínea.

Mas comer o que ?

De preferência, alimentos ricos em sal e gordura. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho. O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool.

Tomar uma colher de azeite antes de enfiar o pé na jaca, ajuda ?

Azeite também é gordura, portanto ajuda. Então pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura. Isso mesmo, igualzinho ao que você faz com o couvert do restaurante.

Ressaca de vinho é a pior de todas. Confere?

Não. As bebidas com teor alcoólico maior e destilados (uísque, vodca, pinga) – é que provocam maior estrago. Elas são absorvidas mais rapidamente pelo corpo. Por dedução  lógica, os fermentados (vinho, cerveja) fazem menos mal, certo? Cuidado: tudo gira em torno da quantidade.

Então, o que eu faço para acordar legal no outro dia?
O truque é simples e eficiente: intercale um copo d’água entre dois de bebida. A água é o verdadeiro santo remédio anti-ressaca. Ela reidrata, dilui o álcool e facilita o trabalho dos rins e do fígado. Sem dizer que também empanturra. Numa pança cheia d’água cabe menos pinga. Trocar a água por suco ou refrigerante também pode. Essas bebidas são ricas em carboidratos, que viram energia e ajudam a metabolizar o álcool.

O que é melhor comer quando se está de ressaca?
Alimentos de fácil digestão para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. Os campeões: frutas, para reidratar e repor as vitaminas, e pão, batata e massas, para obter glicose rapidamente e fornecer energia ao corpo.

Correr para a academia e malhar feito um louco ajuda?

O pobre-diabo do manguaceiro não tem forças nem para ir ao banheiro, quem dera para correr na esteira. E, para fazer exercício, o corpo precisa de glicose – a mesma que está sendo usada na recuperação pós-pé na jaca. Vai querer dividir?

O que eu faço pro meu quarto parar de rodar ?
Repouso. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. A ressaca aumenta a sensibilidade à luz. Aproveite o momento introspectivo para fazer a mais clássica das promessas: ‘Nunca mais vou botar uma gota de álcool na boca’.

Foto: Jim Patterson

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o melhor caranguejo da praia


Lembra do meu desejo? Pronto, Manel matou ele me dando a última agulhinha do dia por conta da casa. Fui feliz? :)Eu frequento a barraca de Manel, na praia de Piedade, há tanto tempo que eu nem sei te dizer. Eu ia muito pequena com minha mãe e minha madrinha, comer vários, vários e vários caranguejos. Mas porque o caranguejo de Manel é o melhor? Porque é feito com carinho, atenção e experiência. Ele tem o trabalho de “depilar” todas as patinhas, que são servidas cheias de pelos até em restauranets, deixando muito mais agradável na hora de quebrar pata por pata no dente. Sim, no dente :D

Muita gente diz que não come caranguejo porque o custo x benefício não vale a pena. Desculpa esfarrapada. Comer caranguejo é muito mais do que medir a quantidade de carne que vem em cada pedaço. É uma terapia. Uma saborosa terapia :) Ele pode ser feio, mas eu não tenho o menor problema em comer patinha por patinha, e depois mandar ver de colherzinha tudo que tem na cabeça :D Quando ele tá gordinho, é sem dúvidas a parte mais gostosa (babando).

Manel tem 40 anos de praia, e no alto dos seus 63 anos, esbanja saúde. O ponto dele fica próximo ao número 3200 da av. Bernardo Vieira de Melo, na altura do edf. Massapê. Sempre que eu vou lá a cerveja tá gelada, o caldinho de sururu tá no ponto e o caranguejo vem suculento. Pena que já entramos no mês “com erre”, que é quando os bichos estão emagrecendo… Mas tem nada não, eu como assim mesmo :P

A praia de Piedade pode não ser a melhor praia, e não é mesmo. Mas para ir em Manel, vale a pena :)

E as fotos do dia foram de Paolo, já que eu estava muito ocupada pegando sol :)



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