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15 anos dela


Ela é Maria Luisa, com “s”. Minha pequena Malu, ou Pixu, como a gente se chama. Ela é minha pequena, que veio para acabar com minha vida de filha única aos meus 9 anos de idade. Ainda bem. O quarto dela era amarelo, e o meu lilás. Ela é morena, e eu loira. Ela sempre foi linda. Apaixonada por bichos de todo tipo e tamanho, tem cachorro, já teve gato, passarinho, criou soldadinho e hoje faz esporte com cavalos. Sim, é a amazona mais linda do ranking Pernambucano.

Minha mãe teve Malu aos 40 anos, e ela veio para trazer mais energia e mais vida para nossa casa. Hoje, minha pequena Malu está completando 15 anos. Aquela idade pela qual a gente quer passar correndo pra chegar aos 18, e que só depois percebe que era a melhor época da nossa vida. Aquela idade em que nunca vai adiantar alguém dizer que é a melhor época da nossa vida.

Eu saí de casa quando Malu tinha 12 anos, e desde então estamos mais próximas do que nunca. É, as vezes precisamos da distância para nos aproximar de quem mais amamos. A saudade sempre foi minha companheira, e eu sempre soube tratá-la como tempero. As vezes salgado demais, pelas lágrimas, mas muitas vezes bem doce, nos nossos encontros.

Muitas vezes eu fico triste me sentindo distante da minha pequena Pixu, mas ela sempre está bem perto de mim, aqui, no meu coração. De onde nunca vai sair. Porque amor de irmão não é incondicional, é construído ao longo da vida. Em cada briga, em casa brincadeira. Amor de irmão é sincero por isso. Porque é conquistado, e Malu tem conseguido tornar o meu amor por ela maior a cada dia.

Talvez o meu coração esteja inchado. Espero que não seja doença de Chagas. :)


dia dos pais


Podem falar que o Dia dos Pais é uma data comercial imposta pela sociedade capitalista, que só foi criada pra estimular o consumo e que não tem fundamento. Podem falar o que quiser, mas pra mim sempre será o Dia dos Pais. O dia de telefonar para o meu pai, de falar o quanto eu o amo e o quanto ele é importante pra mim.

Eu nunca morei com meu pai, e só moramos na mesma cidade até os meus 6 anos. Desde então, não lembro de ter passado um dia dos pais com ele. Eu não lembrar não quer dizer que nunca aconteceu, quer dizer que eu apenas não me recordo. Lembro das vezes que minha mãe foi ao dia dos pais da escola, quando ele já morava em São Paulo. Lembro de passar as férias inteiras com ele, viajando de carro por Minas, São Paulo, Rio e Espírito Santo. Lembro muito bem que meu pai nunca deixou de ser pai por morar longe.

A distância de alguns mil quilômetros nunca foi o sucifiente para nos separar. Ele sempre foi um pai de verdade, que reclamava do boletim, que me dava presentes, que me fazia surpresas e que ficava abestalhado ao ver a filha crescendo, como todo pai. Ele sempre acompanhou os meus passos, cada um deles, sofrendo e sorrindo de longe. Aguentou fases difíceis, aguentou conhecer namorados, aguentou minha rebeldia e minhas tatuagens. Aguentou o que não é fácil, ver a filha sair de casa pra morar com o namorado, sem casar nem nada. Tudo bem que ele também nunca casou de verdade, e hoje tem uma família muito feliz com sua esposa e com o meu super amado irmão.

Meu pai é um pai de verdade, que chora toda vez que nos despedimos no aeroporto, e que deve estar chorando se estiver lendo esse texto. Meu pai é um pai de verdade, preocupado, carinhoso, forte e ciumento. Meu pai é um pai de verdade, que eu posso abraçar, beijar, e  sentar numa mesa de bar, beber cerveja e falar sobre a vida. Porque mesmo que eu não possa estar com ele todas as vezes que eu quero, ele sempre vai estar quando eu precisar, porque meu pai é um pai de verdade.

E graças a você pai, e a minha mãe que também é meio pai, eu tenho estrelas para me guiar e para iluminar o meu caminho. Eu tenho histórias para me inspirar e para me emocionar. É por vocês que eu tenho força para passar as dificuldades que me aparecem, porque elas nunca são tão grandes quanto as que vocês tiveram que passar. E é por isso que não tem nenhuma alma anticapitalista que vá me fazer deixar de comemorar o dia dos pais como um dia importante pra mim. Porque o meu pai, é um pai de verdade.


quarta-feira


Hoje queria fazer um post bem sexta-feira, bem início de fim de semana, bem alegre e colorido. Mas minha sexta-feira está cinza, chuvosa, cheia de trabalho e com muito sono. Hoje tá com cara de quarta-feira. Aquele dia da semana quando você não tem mais a energia que recarregou no fim de semana, e que nem está perto da semana acabar. Acho a quarta-feira um dia estranho, e hoje o dia está assim. Pelo menos pra mim.

Acordei com frio, almocei sozinha, acho que levei uma multa de estacionamento e estou com sono demais pra conseguir me concentrar. A parte boa foi ter ido na Livraria Cultura e encontrado o livro que meu querido amigo que eu gosto de graça, Ely, tinha me indicado. Longe é um lugar que não existe é um livro de Richard Bach que fala de amizade. É lindo, com ilustrações de H. Lee Shapiro e com uma mensagem inocente e cheia de verdade. Dei de presente pra Carol, já que ele foi escrito para falar da nossa amizade (mesmo que tenha sido lançado em 1976, quando nenhuma das duas era nascida ainda).

E o que ilustra esse post é uma imagem bem quarta-feira, que eu encontrei no tumblr Tryphena. Eu não tenho um plano. Eu só quero sentar no pátio e beber café com você durante todo verão. Ou inverno, como é o meu caso. Vamos?


FDS


E assim vai ser meu fim de semana. Sair de Recife às 19h30 da sexta e ir pra São Paulo, no sábado pra Santos, no domingo voltar pra São Paulo e chegar em Recife às 2h da manhã da segunda-feira. Tudo pra dar um beijo no meu pai e no meu irmão. Porque saudade mata.



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