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tilápia no tomate


Desde que comi esse petisco num restaurante, fiquei com gostinho de quero mais. Tudo bem que lá era na brasa, o que dá um toque todo especial ao prato, mas o meu forno não decepcionou não. É a coisa mais simples do mundo de fazer, e uma excelente pedida pra dar uma variada no filé de peixe.

Primeiro deixei os filés de tilápia temperando no limão, sal (usei o sal marinho e o defumado) e pimenta preta ralada na hora. Enquanto isso fui tirar o miolo dos tomates. É pra tirar todas as sementes e deixar o máximo de espaço interno que conseguir. Cuidado com a faca, porque como você vai precisar segurar o tomate para perfurar, tem que ter atenção na força que vai colocar.

Eu cortei os filés na metade, no sentido do comprimento, para que eles pudessem encaixar nos tomates. Então, com muita delicadeza, você vai colocar os filés dentro dos tomates. Depois é só colocá-los numa assadeira forrada com papel alumínio (que é uma dica maravilhosa pra não sujar muito a assadeira) e com um fio de azeite.

Leve ao forno em dois tempos. Primeiro uns 15 minutos com o papel alumínio fechando, para cozinhar bem. Depois mais uns 15 minutos sem o papel alumínio, pra dar uma coradinha e uma secada na água.

Para o jantar, eu servi com espaguete ao molho de tomate. Para a marmita que eu trouxe hoje, eu coloquei também uma saladinha esperta pra acompanhar.

Um beijo para as receitas simples e deliciosas.


para amar a sua casa


Eu posto poucos vídeo aqui, mas depois que Cris, da Casa & Jardim, me mostrou esse vídeo da casa da Patricia Grejanin, eu não pensei duas vezes. Quando postei aqui o melhor da Casa & Jardim, destaquei a matéria que mostra a casa dela. É realmente encantadora, e no vídeo vocês podem ver um pouco mais. Espero que gostem :)


a casa de vladimir kagan


Vladimir Kagan é um veterano no design de móveis, e apesar de já ter mais de 60 anos de carreira, trabalha com móveis bem modernos. Ele abriu a sua casa pro pessoal do The Selby, e eu fui lá catar essas fotos. Ele nasceu na Alemanha, mas fui para os Estados Unidos em 1938. No começo, o foco dele eram as pinturas e esculturas, mas logo ele se apaixonou pelo design e pela arquitetura. Para vocês terem ideia, o The New York Times fala que “Vladimir Kagan é um dos designers de móveis mais importantes do século 20. Móveis desenhados por ele nos anos quarenta, cinquenta e sessenta tornaram-se ícones da modernidade e uma referência obrigatória para todos os designers. Ele é o criador.. avô de toda uma nova geração de designers”. Deu pra sentir. né?

Ele é casado, e muito apaixonado, por sua esposa Erica Wilson, que é uma mestre na agulha de tricô. Ela tem uma loja, já escreveu um livro e vive utilizando os seus dotes para decorar a casa.

O que eu mais gostei de tudo, foi essa bagunça aconchegante. Um monte de coisas lindas, umas entulhadas nas outras. É pouco espaço para muita boniteza :) A casa me pareceu um pouco escura, mas isso não me incomoda. Acho que fica uma casa meio que de vó, cheia de detalhes antigos que hoje estão super na moda da decoração. Adorei os quadros e os acessórios coloridos. Acho que eles dão uma vida muito legal pra casa.

Gostei muito dos vários quadros na parede, e ele também pendura tapetes. Rolou uma identificação, porque eu também tenho um tapete na parede :P

No mais, adorei a casa e a cara de simpáticos desse casal. Eu queria ser convidada pra ir tomar um chá aí. Eles devem ter muita história pra contar. Acho que cada brebote desse da decoração tem uma história, e eu queria ouvir todas.


feijoada do vovô hortêncio



O vovô Hortêncio não é o meu avô, mas a feijoada dele é uma delícia. É um carrinho no meio da rua, que serve uma das melhores feijoadas que eu já comi na vida. O clima do lugar é excelente. Fica em Setúbal, numa das áreas mais arborizadas da Zona Sul do Recife. Eles tem algumas cadeiras, bancos, mas nada de mesas. A prefeitura não deixa, sacomé né. Então os veteranos já levam o seus banquinhos a tira colo.

Eles são super organizados, e o atendimento é excelente. São várias pessoas trabalhando de boa vontade, e bom humor. Quem frequenta a feijoada termina conversando com quem tá do lado, porque já viu por lá outra vez, ou pra puxar assunto mesmo. E assim tudo vira uma grande festa. Parece que todo mundo tá em casa. Fui com minha mãe e meu querido-amado-amigo-professor Fred, e nos divertimos de verdade.

Eles só funcionam no fim de semana, e se quiser comer é melhor chegar cedo. A feijoada do vovô Hortêncio sempre fica lotada, e o pessoal dá conta de comer tudo antes das 14h da tarde. Chegamos tarde no sábado, e a nossa foi a última feijoada do dia, por sorte. Passamos o dia entre muitas risadas, cervejas, cervejas, cervejas e feijoada, claro. E eu não posso esquecer de comentar como essa couve estava deliciosa. Posso dizer que foi a melhor couve que eu já comi? Tá, brigada.

Eu confesso que adoro lugares simples, bons e baratos. E esse é um deles. Troco fácil um almoço num restaurante bacana, por uma tarde em pé na calçada comendo dessa feijoada.

E como o sábado não acaba quando a pança tá cheia, eu e Fred ainda fomos dar uma volta na beira mar. Fomos conversando e andando, pra fazer a digestão. Mas claro que isso tinha um objetivo. O meu objetivo foi com recheio de frutas vermelhas, e o de Fred foi uma delícia de objetivo com biscoito, lá na Dalena.

Faço gordices e sou feliz. Entre para o clube você também :D



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