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faça você mesmo: arranhador para gatos


banco arranhador 3Quem tem gato sabe que arranhador pode ser qualquer coisa onde o seu gato queira afiar as unhas. Sofá, cama, móveis, tapete, roupa, onde ele bem entender. Mas claro que as vezes a gente compra aqueles arranhadores em petshops pra ver se funciona. As vezes eles dão bola, as vezes não. Eu tenho um pequeno móvel aqui em casa que é de palha, e Gato Gil adora afiar a unha nele. Mas o bichinho já tá todo acabado, e eu achei que ele merecia um arranhador mais novinho.

Foi quando eu tive a ideia de transformar um banco num arranhador pra ele. O que você precisa basicamente é do banco, um carretel de corda, cola quente, tesoura e um palito pra te ajudar nas manobras de colar. Eu não encontrei uma corda que tivesse uma espessura menor, então fui de barbante de sisal mesmo.banco arranhador 1 banco arranhador 9O passo a passo é bem simples. Comecei pelos pés, aí coloquei uma boa quantidade de cola quente e me certifiquei de que a ponta do barbante tava bem presa. Dei uma volta completa no pé do banco com bastante cola e fixando bem essa primeira volta, antes de começar. Então basicamente é ir enrolando o barbante e colocando cola quente em um dos lados, que já é suficiente pra segurar. Mas tem que ter muita paciência pra ir enrolando apertadinho e deixando as linhas juntinhas assim. banco arranhador 5Nesses pontos onde não dá pra enrolar, fiz esse detalhe em “vai e vem” que é onde o palito vai te ajudar. Você coloca cola e pra evitar queimar os dedos (como eu fiz várias vezes, claro) você vai fixando o barbante com o palito. Aí você vai precisar colocar um pouco mais de cola do que estava colocando pra fixar as voltas, porque o barbante vai querer sair do lugar.banco arranhador 7 banco arranhador 6Pra parte de cima, eu usei um descanso de panelas velho que eu tinha aqui e achei que ia combinar. Ele é de palha também, aí já fica no mesmo estilo e dá um toque diferente. Além de ser uma textura diferente pro gato arranhar.banco arranhador 8
No final de cada perna do banco você corta o barbante e coloca aquele excesso de cola pra ter certeza que ficou bem fixo. Então pode partir pra outra de boa.banco arranhador 4
E pronto, está feito o banco arranhador. Claro que não foi assim tão simples. Eu demorei 7 horas pra terminar. Isso mesmo, foram 7 horas seguidas de colar, enrolar, se queimar e tudo mais. Fiquei com as costas acabadas e a ponta dos dedos destruídas hahaha :P Mas eu gostei do resultado. E claro que você não precisa fazer de uma vez só como eu fiz, é porque eu tava precisando mesmo de uma terapia manual que me ocupasse a cabeça por um bom tempo fora do computador, sabe?

E quem tem gato sabe, que esse esforço todo pode ser sumariamente ignorado pelo seu felino, que vai preferir se divertir com os fiapos da cola quente e continuar usando os velhos arranhadores a usar esse que você se dedicou tanto pra fazer. Não tô querendo admitir que Gato Gil não deu a menor bola pro arranhador novo, e que eu mesma tive que colocar ele em cima do banco, onde ele tá visivelmente desconfortável, pra poder tirar uma foto. Mas tenho fé que um dia meu esforço ainda vai ter o seu valor hahaha :)banco arranhador 2
Afe que gatão lindo <3


o paradoxo dos relacionamentos


spring-awakeningQue manter relacionamentos saudáveis não é fácil, acho que todo mundo sabe. E eu falo de qualquer tipo de relacionamento, namoro, casamento, família, amigos, trabalho, tudo. Porque todo relacionamento é uma via de mão dupla, da qual você só tem controle sobre um dos lados. E é preciso ter cuidado e atenção o tempo inteiro durante o caminho nessa estrada.

Pra mim, a base de qualquer relacionamento se resume numa frase: não faça com o outro o que você não gostaria que fizessem com você. Parece simples, né? Mas nem sempre nos fazemos as perguntas certas na hora de tomar decisões, nem sempre nos colocamos no lugar do outro . E terminamos machucando o outro lado sem querer, e fazendo coisas que nos machucariam sem fossem feitas com a gente.

E outra coisa que é super importante nos relacionamentos, também se resume numa frase: não espere do outro o que você faz por ele. Claro, afinal, somos todos pessoas diferentes, que nos comportamos diferentes e temos diferentes formas de fazer as coisas. E não é só porque você faz tudo acreditando estar fazendo o melhor para o outro, que ele vai fazer o mesmo por você. E quantas vezes a gente se decepciona por criar uma expectativa baseada no que nós mesmos fazemos e queremos né?

Mas se a gente reparar, o paradoxo dos relacionamentos está justamente na junção dessas duas frases. Você faz com o outro o que gostaria que ele fizesse com você, mas não pode esperar que ele faça por você o que você fez por ele. Complexo, né? Eu acho. E é por isso que é tão difícil manter os relacionamentos sempre bem, felizes e satisfeitos. Porque algo nesse paradoxo foi feita pra dar errado. Aí nos desentendemos com nossos amigos, nossos pais, nossos namorados, nossos chefes, e sempre terminamos caindo no buraco da vitimização. “Porque ele fez isso comigo?!”. Mas já parou pra pensar o quão egoísta e egocêntrico é esse pensamento? As pessoas tomam decisões e fazem escolhas nas suas vidas pensando nelas, pensando no momento. O que faz você pensar que isso foi feito “por você” ou “para você”?

E quando nós conseguimos ter a consciência de todo esse cenário, passamos a entender melhor nós mesmos, os outros e os relacionamentos que se formam. Entendemos que não podemos responsabilizar o outro pelas expectativas que criamos e que não devemos nos colocar no umbigo do mundo e achar que as coisas são feitas pra que a gente sinta ou perceba algo. Parece simples, mas volta e meia esquecemos de algum desses pontos e metemos os pés pelas mãos. Então fica aqui essa reflexão. Vamos pensar mais sobre como agimos dentro dos nossos tantos relacionamentos cotidianos. É um exercício constante e diário. E não vamos desistir de tentar ser cada vez melhores, mesmo que os outros lados não nos acompanhem. Vamos agir com todo o coração, sempre. :)

Ilustração da alemã Catrin Welz-Stein


o que eu aprendi em 2 meses de freela e home office


home officeToda mudança que acontece na vida da gente precisa de um período de adaptação, né. As vezes a gente consegue fazer com que as mudanças aconteçam em partes, aos poucos, o que não foi o meu caso. A ruptura empresa-freela e escritório-casa foi bem brusca. O que eu aprendi que tem o seu valor. :)

Eu sou uma pessoa altamente desorganizada, em todos os âmbitos da vida. Com dinheiro, com tempo, com cozinha, com roupa, com tudo. Pense numa pessoa que tem o dom de se perder no meio da própria vida: sou eu. E quando a gente vai ver dicas pra quem é freela ou pra trabalhar em casa, a primeira coisa que tem é: organização e planejamento. Logo, posso constatar que já comecei errado hahaha :P

A primeira coisa que eu fiz foi tentar organizar as minhas contas, baixar aplicativo de finanças, fazer planilha, cortar as gorduras do orçamento e ver como fazer pra fechar o mês. Confesso que isso não durou muito. Não consigo alimentar, acompanhar, fazer acontecer. Me perco e abandono, é sempre assim. O que eu estou me forçando a fazer é guardar 20% de tudo que entra na minha conta, tipo guardar pra sempre. Conversei essa semana com um consultor financeiro do Sebrae e peguei umas dicas sobre previdência, investimentos e vou começar a fazer meu pé de meia pra velhice, coisa que eu nunca consegui fazer enquanto tinha um emprego estável. É que quando a gente tá nesse mundo da incerteza, a gente pensa logo no futuro, né? Ainda preciso me organizar melhor pra fazer uma outra poupança, de curto e médio prazo, pra despesas que eu quero assumir como tatuagem, viagens e afins. Uma coisa de cada vez. :)

Aprendi que fazer o seu horário é a melhor coisa do mundo. Afinal, qual seria a grande vantagem de ser freela se você não pode tirar uma manhã de ressaca ou uma tarde pra cozinhar? Ou mesmo querer dormir depois do almoço porque pode trabalhar de boa até mais tarde. Ah, e um passeio no meio da tarde? <3 Mesmo que isso vá render um feriado inteiro de trabalho, ou sábado, ou madrugada. A gente escolhe, e cada escolha é uma renúncia, né? Poder escolher é bom demais. Ainda não consegui saber se eu gosto menos dos dias chuvosos e frios, ou dos quentes e ensolarados. Quando chove, sair da cama pra sentar no computador é uma guerra. Quando tá sol, me segurar no computador pra não correr pra praia é um problema. Mas são escolhas, né? A gente vive fazendo e aprendendo com elas.

Ah, pra quem não sabe com o que eu trabalho, eu faço estratégia e conteúdo pra redes sociais. Trabalho na área de comunicação digital desde 2011, e de lá pra cá foquei em planejamento. Hoje também faço conteúdo, vou dar aula (depois conto mais) e me envolvo com a comunicação dos meus clientes de forma geral. Afinal, sou publicitária, estou há 10 anos no mercado e se posso contribuir com outras áreas da comunicação deles, porque não? :) E como eu só tenho clientes maravilhosos, que eu pude escolher trabalhar, então ficamos muito juntos e nos damos muita força para o que precisamos. É isso :)

Outra coisa que eu aprendi é que Chica e Gato Gil passam o dia inteiro dormindo, mesmo. Eu achava que isso acontecia as vezes, quando eu por algum motivo ficava em casa. Mas não, é todo dia o dia todo. Ô vida boa essa dos meus bichos, meu deus. <3

Aprendi que ainda preciso aprender muito sobre organizar meu tempo. Percebi que tenho dedicado muito mais tempo ao trabalho, aos clientes, que já começo a trabalhar antes de levantar da cama, mal paro do almoço e quando vejo já tá tarde da noite. Aí termino deixando de lado esse cantinho aqui que tanto amo, e isso me deixa tão triste. :( E deixo de lado outros projetos pessoais também… Mas isso vai rolar, é questão de organizar mesmo. O que é um problema pra mim, como já disse. Mas se já aprendi tanta coisa nessa vida, vou aprender a cuidar do meu tempo e saber a hora de parar. Porque isso é importantíssimo e mal nos damos conta: a hora de parar.

Aprendi que quando o trabalho depende 100% de você, não tem ninguém pra cobrar, não tem ninguém pra dizer onde melhorar ou o que está errado, as coisas ficam muito mais gostosas e muito mais difíceis. Porque é uma auto análise constante e diária em tudo que é feito. E o peso de errar é grande, porque se meu trabalho só depende de mim, errar é só culpa minha. Acho que é por isso que fico com uma angústia de querer estar sempre trabalhando, fazendo mais e melhor pra cada job. E se isso não é uma das melhores formas de aprender e melhorar o produto do trabalho, eu não sei o que é. :)

Aprendi que não posso ter lanches em casa e que devo ter na geladeira algo que me dê algum trabalho para preparar, se não eu passo o dia todo comendo. Certeza.

Eu vejo muita gente falar sobre o ambiente do home office, a importância dele ser um ambiente exclusivo de trabalho, que precisa ser organizado e que você precisa se vestir pra se sentir que está trabalhando em casa. Confesso que essa aula eu pulei. Trabalho com meu computador na sala, só de camiseta, sentada na mesa de jantar. As vezes na cama, mas dói minhas costas hahaha :P Almoço no sofá, ligo a TV quando quero, levanto pra abraçar meus animais no sofá e brincar com eles no meio de um texto que eu tô escrevendo.

Nesses 2 meses de freela e home office aprendi na pele algo que eu só ouvia falar: nós não precisamos de emprego, precisamos de trabalho. E ainda bem que os trabalhos estão rolando. E que continuem rolando. E que eu continue aprendendo com essa louca vida louca.

E eu vou voltar mais pro blog, é uma das minhas metas mais urgentes. <3


você pode fazer a diferença na educação pública sem sair de casa


Eu não vou me alongar aqui falando sobre a importância da educação na mudança do mundo porque isso é chover no molhado, né? E mesmo que algumas pessoas pensem que a responsabilidade da educação deveria ser toda do estado, eu digo que ela tem mesmo é que vir de casa, e das pessoas ao redor. E lá em casa me ensinaram que a gente sempre deve fazer o bem e ajudar aqueles que precisam. É por isso que eu venho apresentar pra vocês uma instituição sem fins lucrativos que tem potencial pra mudar a história da educação pública: a somosprofessores.org 

Hoje nós temos uma realidade onde os professores de escola pública não são valorizados, tanto pelos seus salários quanto pela sociedade civil mesmo. E pensar que eles são um dos principais agentes na formação do amanhã, né? Então o primeiro passo da Somos Professores é ouvir esses professores, dar voz as ideias deles. Então os professores que querem fazer um projeto diferente na escola em que ensinam e que podem melhorar a forma de ensinar aos alunos, podem contar com a ajuda da ONG. Deixa eu explicar como é que funciona.

A Somos Professores é um crowdfunding que existe para financiar projetos de professores em escolas públicas. Vocês sabem como funciona o financiamento coletivo, né? As pessoas se inscrevem para doar uma quantia e, somando cada doação, pode chegar ao valor total necessário para viabilizar o projeto. Mas o esquema é tudo ou nada. Se ao final do prazo 100% do valor não tiver sido arrecadado, o dinheiro que foi doado é devolvido aos doadores e o projeto cai sem financiamento. Triste, né? somos professores

O esquema é assim: os professores inscrevem o seus projetos no site, a ONG analisa a lista de materiais, faz o orçamento de cada coisa que precisa e coloca o valor para o financiamento. Os projetos vão para o site receber as doações, e doar é bem fácil. O cadastro pode até ser feito pelo Facebook, mão na roda. Aí quando o projeto é 100% financiado é a própria Somos Professores que vai lá comprar cada um dos itens da lista de materiais e entregam para a escola. Eles não dão o dinheiro, saca? Eles compram tudo e colocam lá na área de transparência do site com todas as notas fiscais e tudo mais. Por sinal, é o site de crowdfunding com maior e mais detalhada área de transparência que eu já vi.

E foi assim algumas escolas ganharam biblioteca, horta, rádio e os alunos puderam participar de iniciativas como entrevistas na vizinhança e, com o mais recente projeto aprovado, terão aulas de cinema. Demais, né? Agora vai me dizer que não tem como a gente se juntar pra melhorar a educação pública. Tem sim, tem sim.

Então dá uma olhada lá no site e vê os projetos que estão abertos, são muito interessantes. E também dá uma olhada nas redes sociais pra compartilhar o projeto e mostrar pra galera. Afinal, a gente pode fazer a nossa parte ajudando a divulgar também. :)

www.somosprofessores.org

www.facebook.com/somosprofessores

www.instagram.com/somosprofessores

www.twitter.com/somosprof

Vida longa a Somos Professores!

 



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